Índice Remédio ACETOFLUX

Apresentações
Comprimidos de 10 mg: Caixa com 5 e 14 comprimidos.
Uso adulto - Uso oral
Composição
Cada comprimido contém: acetato de medroxiprogesterona 10 mg, excipientes* q.s.p. 1 comp. * croscarmelose sódica, estearato de magnésio, celulose microcristalina.
"Este medicamento pode interromper a menstruação por período prolongado e/ou causar sangramentos intermenstruais severos"
Informações técnicas
CARACTERÍSTICAS: Acetoflux® é um derivado da progesterona. Administrado por via oral, nas doses recomendadas, as mulheres com níveis de estrogênios adequados, a medroxiprogesterona transforma a fase proliferativa do endométrio em secretória. Tem sido observados efeitos anabólicos e androgênicos, porém esta droga é aparentemente desprovida de atividade estrogênica significativa. Quando administrada por via injetável, o acetato de medroxiprogesterona pode inibir a produção de gonadotropina que, por sua vez, evita a maturação folicular e a ovulação. Os dados disponíveis indicam que isto não ocorre quando a dose oral usualmente recomendada é administrada em doses únicas diárias.
Indicações
Acetoflux® é indicado para o tratamento de: amenorréia secundária, sangramento uterino anormal devido a desequilíbrio hormonal, na ausência de patologias orgânicas, como mioma ou carcinoma uterino. Terapia de reposição hormonal na menopausa, como adjunto à terapia de reposição estrogênica.
Contraindicações
Presença de histórico de tromboflebite, distúrbios tromboembólicos e apoplexia cerebral. Disfunção ou doença hepática. Presença ou suspeita de doença maligna da mama ou de órgãos genitais. Sangramento vaginal de causa não diagnosticada. Aborto retido. Gravidez confirmada ou suspeita, ou como teste diagnóstico para gravidez. Hipersensibilidade conhecida à medroxiprogesterona, ou a qualquer componente do excipiente.
Advertências e precauções
O médico deve estar alerta quanto às primeiras manifestações de distúrbios trombóticos (tromboflebite, distúrbios cérebro-vasculares, embolia pulmonar e trombose da retina). Caso haja suspeita de algum destes eventos, uma cuidadosa avaliação risco-benefício deve ser considerada quanto à continuidade terapêutica.
A medicação deve ser suspensa e devem ser realizados exames se ocorrer perda repentina total ou parcial da visão, ou se houver um rápido surgimento de proptose, diplopia ou enxaqueca. Se os exames revelarem papiledema ou lesões vasculares da retina, a medicação deve ser descontinuada.
Não se recomenda o uso de Acetoflux® em crianças, uma vez que não foram estabelecidas sua segurança e eficácia nessa idade.
Uso na gravidez: não se recomenda o uso de Acetoflux® durante os 4 primeiros meses de gestação. Os agentes progestacionais não devem ser usados durante a gravidez. Agentes progestacionais não tem sido usados no primeiro trimestre de gravidez, numa tentativa de prevenir o aborto habitual. Não há evidências adequadas de que essas drogas são eficazes quando administrada durante os 4 primeiros meses de gravidez.
Além disso, na grande maioria das mulheres a causa do aborto é o ovum defeituoso, que não é influenciado pelo progestágeno. Alem disso, o uso de agentes progestacionais, com suas propriedades de relaxamento uterino, em pacientes com ovos fertilizados defeituosos, pode causar um atraso no aborto espontâneo. Por isso, não se recomenda o uso de Acetoflux® durante os 4 primeiros meses de gravidez.
Vários relatos sugerem uma associação entre exposição intra-uterina a drogas progestogênicas no primeiro trimestre de gravidez e anormalidades genitais em fetos masculinos e femininos. O risco de hipospadia, 5 a 8 por 1000 nascimentos masculinos na população geral, pode ser dobrado com a exposição a essas drogas. Os dados são insuficientes para quantificar o risco em fetos femininos expostos, mas como algumas dessas drogas induzem leve virilização da genitália externa em fetos femininos, e devido à associação aumentada de hipospadia em fetos masculinos, é prudente evitar o uso dessas drogas durante o primeiro trimestre e gravidez, ou se a paciente engravidar enquanto estiver recebendo a droga, deve ser notificada dos riscos potenciais para o feto.
Uso durante a lactação: Foram identificadas quantidades detectáveis de progestágenos no leite de mulheres recebendo acetato de medroxiprogesterona. Seu efeito sobre o bebê lactente não foi determinado. A continuidade ou suspensão da droga deve ser avaliada considerando a importância do medicamento para mãe.
Deve-se proceder a uma cuidadosa avaliação da paciente antes de se prescrever Acetoflux® incluindo esfregaços de Papanicolaou. Esta avaliação deve excluir a presença de neoplasia genital ou de mama, antes de se considerar a utilização de Acetoflux®.
Uma vez que os progestogênios podem causar certo grau de retenção hídrica e aumento de peso, deve-se ter cautela no tratamento de pacientes com condições clínicas pré-existentes que possam ser prejudicadas pelo aumento de peso ou retenção de líquido (como epilepsia, enxaqueca, asma e disfunção cardíaca ou renal).
Pacientes com antecedentes de depressão psíquica devem ser cuidadosamente monitoradas durante a terapia com Acetoflux® e a medicação deve ser suspensa se a depressão se agravar.
Algumas pacientes podem se queixar de depressão semelhante à observada durante a tensão pré-menstrual quando em tratamento com acetato de medroxiprogesterona.
Em casos de sangramento intermenstrual, assim como em todos os casos de sangramento genital anormal, deve-se considerar a possibilidade de causas não-funcionais. Nesses casos recomendam-se medidas diagnósticas adequadas.
Ainda não se dispõe de dados suficientes quanto à possível influência da terapia prolongada com progestágenos nas funções pituitária, ovariana, adrenal, hepática ou uterina.
Algumas pacientes em tratamento com terapia combinada estrógenos-progestágenos podem mostrar uma diminuição na tolerância à glicose; o mecanismo dessa diminuição ainda não é totalmente conhecido. Este fato deve ser levado em conta no tratamento de todas as pacientes e, em especial, de pacientes diabéticas.
A idade das pacientes não constitui fator limitante absoluto, apesar do tratamento com progestogênios poder mascarar o início do climatério.
Interações medicamentosas
Não se recomenda o uso concomitante de progestágenos e bromocriptina, uma vez que progestágenos podem causar amenorréia e/ou galactorréia, interferindo nos efeitos da bromocriptina.
A administração concomitante de aminoglutetimida pode diminuir significativamente a biodisponibilidade de Acetoflux®.
Posologia e modo de usar
A terapia com Acetoflux® (acetato de medroxiprogesterona) deve ser adaptada às indicações específicas e respostas terapêuticas das pacientes individuais. A administração de Acetoflux® para induzir uma transformação secretória do endométrio é indicada somente em casos onde o endométrio foi adequadamente preparado com estrogênios endógenos ou exógenos. Sangramento por supressão normalmente ocorre em 3 a 7 dias após a interrupção da terapia com Acetoflux®. O esquema de dosagem baseia-se em um ciclo menstrual de 28 dias e o dia 1 é o primeiro dia de sangramento. A possibilidade de gravidez deve ser descartada antes do início da terapia com Acetoflux®.
Terapia de reposição hormonal menopausal: A dose ótima e o regime de dosagem (contínuo ou cíclico) de progestogênios a mulheres tratadas com estrogênios na pós- menopausa devem ser determinados subjetivamente através da observação do padrão de sangramento, e objetivamente através de biópsia endometrial após a adição de Acetoflux® (acetato de medroxiprogesterona) à terapia estrogênica. Em geral, a menor dose que controla os sintomas deve ser usada.
Para mulheres recebendo 0,625mg de estrógenos conjugados ou dose equivalente de qualquer outro estrógeno, Acetoflux® (acetato de medroxiprogesterona) pode ser administrado em um dos seguintes esquemas:
Administração contínua: Administrar Acetoflux® (acetato de medroxiprogesterona) na dose de 2,5 a 5,0 mg ao dia. Em 60 a 70% das mulheres tratadas desta forma se desenvolverá amenorréia após um ano de tratamento.
Administração cíclica: administrar doses diárias de 5-10mg de Acetoflux® (acetato de medroxiprogesterona), por 10 a 14 dias consecutivos, a cada 28 dias ou a cada ciclo estrogênico. Ocorre sangramento por suspensão ou "spotting" após a suspensão de Acetoflux® (acetato de medroxiprogesterona) em 75 - 80% das mulheres sob este esquema posológico.
Amenorréia secundária: Recomenda-se a administração de 5 a 10 mg diários, por 5 a 10 dias. A dose para induzir uma transformação secretória ótima em um endométrio que foi adequadamente preparado com estrogênios endógenos ou exógenos é de 10 mg diários, durante 10 dias. Em casos de amenorréia secundária, a terapia pode ser iniciada em qualquer época. O sangramento por suspensão progestínica ocorre em 3 a 7 dias, se o endométrio foi anteriormente preparado com estrógeno endógeno ou exógeno adequado.
Sangramento uterino anormal devido a um desequilíbrio hormonal, na ausência de patologias orgânicas: Acetoflux® (acetato de medroxiprogesterona) pode ser administrado nas doses de 5 a 10 mg diários, por 10 dias, iniciando-se no 16° ou 21° dia do ciclo menstrual. Para produzir uma transformação secretória ótima em um endométrio que já tenha sido adequadamente preparado com estrogênios endógenos ou exógenos, são sugeridos 10 mg diários de Acetoflux® durante 10 dias, iniciando-se no 16° dia do ciclo. As pacientes com história de episódios recorrentes de sangramento uterino anormal podem ser beneficiadas com o ciclo menstrual planejado com Acetoflux®.
Reações adversas
As seguintes reações adversas foram relatadas com terapia progestogênica, incluindo contraceptivos orais, mas não necessariamente com acetato de medroxiprogesterona:
Mamas: tensão mamária ou galactorréia foram raramente relatadas.
Pele: reações de sensibilidade, como urticária, prurido, edema e "rash" generalizado, ocorreram em uma paciente ocasional. Acne, alopécia e hirsutismo foram relatados em alguns casos.
Fenômenos tromboembólicos: fenômenos tromboembólicos, incluindo tromboflebite e embolia pulmonar foram relatados. As seguintes reações adversas foram observadas em mulheres recebendo progestogênios, incluindo acetato de medroxiprogesterona: sangramento intermenstrual; "spotting"; alterações no fluxo menstrual; amenorréia; edema; alterações no peso (aumento ou diminuição); alterações e secreções cervicais; icterícia colestática; reações anafilactóides e anafilaxia; "rash" alérgico com ou sem prurido; depressão mental; pirexia; insônia; náusea; sonolência.
Uma associação estatisticamente significante foi demonstrada entre o uso combinado de estrogênios e progestogênios e as seguintes reações adversas sérias: tromboflebite; embolia pulmonar; trombose cerebral e embolia. Por esta razão, as pacientes em terapia com progestogênios devem ser cuidadosamente observadas.
Apesar das evidências disponíveis sugerirem uma associação, esta não foi confirmada nem refutada para as seguintes reações adversas sérias: lesões neuro-oculares, por exemplo, trombose retiniana e neurite óptica.
As seguintes reações adversas foram observadas em pacientes recebendo terapia combinada de estrogênios-progestogênios: aumento da pressão arterial em indivíduos susceptíveis; síndrome semelhante à pré-menstrual; alterações na libido; alterações no apetite; síndrome semelhante à cistite; dor de cabeça; nervosismo; tontura; fadiga; dor nas costas; hirsutismo; alopecia; eritema multiforme; eritema nodoso; erupção hemorrágica; prurido.
Por esta razão, pacientes recebendo terapia com progestogênios devem ser cuidadosamente observadas. Vários relatos sugerem uma associação entre exposição intra-uterina a drogas progestogênicas no primeiro trimestres de gravidez e anormalidades genitais em fetos masculinos e femininos.
Interações com Testes Laboratoriais
Medicamentos contendo estrogênios e progestogênios podem interferir nos resultados de alguns testes laboratoriais. Por este motivo, no caso de biópsia de tecido endometrial ou endocervical, o médico patologista deve ser informado que a paciente esta sob tratamento com medroxiprogesterona.
Os seguintes textes laboratoriais podem ser afetados pelo uso de progestágenos associados ao aumento nos valores de protrombina e dos fatores VII, VIII, IX e X; diminuição de antitrombina III; aumento da agregabilidade plaquetária induzida pela noradrenalina; Aumento das globulinas de ligação dos hormônios tireoidianos (TBG), causando aumento do hormônio tireoidiano total circulante; diminuição da captação de T3 livre, refletindo TBG elevado. A concentração de T4 livre mantém-se inalterada. Redução da resposta ao teste da metirapona. Interferência na determinação do pregnanodiol. Os resultados obtidos nesses testes não devem ser considerados como definitivos até que se tenha interrompido a utilização do medicamento por 1 a 2 meses. Os testes com resultados anormais devem ser repetidos.
Superdose
Relatos numerosos da ingestão por crianças de grandes quantidades de estrogênios-progestogênios contidos em contraceptivos orais indicam que efeitos sérios agudos não ocorrem. A superdosagem pode causar náusea e pode ocorrer sangramento por supressão. É razoável assumir que os procedimentos gerais de lavagem gástrica e tratamento geral de suporte devam ser empregados.
PACIENTES IDOSOS
A idade das pacientes não constitui fator limitante absoluto para o uso do acetato de medroxiprogesterona, embora o tratamento com progestágenos possa mascarar o início do climatério. Não são conhecidas até o momento recomendações especiais para o uso em pacientes idosas, além das citadas anteriormente.
Dizeres legais
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. M.S. N° 1.0235.0036

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