Índice Remédio ALENDOSSEO

Apresentações
Comprimidos de 70 mg.
Embalagens contendo 2, 4, 8, 12 ou 70* comprimidos de 70 mg.*embalagem fracionável
USO ADULTO
USO ORAL
Composição
Cada comprimido de 70 mg contém: ácido alendrônico (na forma de alendronato de sódio triidratado) 70 mg, excipientes* q.s.p.1 com.
*celulose microcristalina, lactose, croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio.
Informações técnicas
O alendronato de sódio é um amino-bifosfonato que atua como um potente inibidor específico da reabsorção óssea mediada pelos osteoclastos. Os bifosfonatos são análogos sintéticos do pirofosfato que se liga à hidroxiapatita encontrada no osso.
Mecanismo de ação: ao nível celular, o alendronato mostra localização preferencial nos locais de reabsorção óssea, especificamente sob os osteoclastos. Os osteoclastos aderem normalmente à superfície óssea, porém não apresentam a borda enrugada, indicativa de reabsorção ativa. O alendronato não interfere com o recrutamento ou fixação dos osteoclastos, mas inibe a atividade osteoclástica.
Farmacocinética
Absorção: comparativamente a uma dose de referência administrada por via intravenosa, a biodisponibilidade do alendronato, em mulheres, foi de 0,64% com doses entre 5 e 70 mg administradas por via oral após uma noite de jejum e duas horas antes de um desjejum-padrão. A biodisponibilidade em homens (0,6%) foi semelhante. A biodisponibilidade diminuiu de modo equivalente (aproximadamente 40%) quando o alendronato foi administrado uma hora ou uma hora e meia antes de um desjejum-padrão. A biodisponibilidade foi desprezível quando o alendronato foi administrado até duas horas depois de um desjejum-padrão. A administração concomitante do alendronato com café ou suco de laranja reduz a biodisponibilidade em aproximadamente 60%.
Distribuição: estudos em ratos mostraram que o alendronato distribui-se transitoriamente nos tecidos moles após a administração intravenosa de 1 mg/kg IV, mas é rapidamente redistribuído nos ossos ou excretado na urina. O volume médio de distribuição no estado de equilíbrio, exclusivo do osso, é de, no mínimo, 28 L em humanos. As concentrações plasmáticas do composto após doses terapêuticas por via oral são muito baixas para detecção analítica (menores que 5 ng/mL). A taxa de ligação às proteínas plasmáticas humanas é de aproximadamente 78%.
Metabolismo: não há evidência de que o alendronato seja metabolizado por animais ou por seres humanos.
Eliminação: após administração de uma única dose intravenosa de 14C alendronato, aproximadamente 50% da radioatividade foi excretada na urina em 72 horas e pouca ou nenhuma radioatividade foi recuperada nas fezes. Após a administração de uma única dose intravenosa de 10 mg, a depuração renal de alendronato foi de 71 ml/min e a depuração sistêmica não excedeu 200 ml/min. As concentrações plasmáticas caíram mais de 95% 6 horas após administração IV. Estima-se que a meia-vida terminal em humanos exceda 10 anos, refletindo a liberação de alendronato do esqueleto.
Indicações
Alendósseo é indicado para o tratamento da osteoporose em mulheres após a menopausa para prevenir fraturas, inclusive do quadril e da coluna (fraturas por compressão vertebral).
Alendósseo é indicado para o tratamento da osteoporose em homens para prevenir fraturas.
Contraindicações
- Anormalidades do esôfago que retardam o esvaziamento esofágico, tais como estenose ou acalásia;
- Incapacidade de permanecer em pé ou na posição sentada durante, no mínimo, 30 minutos;
- Hipersensibilidade a qualquer componente do produto;
- Hipocalcemia (veja PRECAUÇÕES).
Advertências e precauções
Alendósseo, assim como outros bisfosfonatos, pode causar irritação local da mucosa do trato gastrintestinal superior.
Experiências adversas no esôfago, tais como esofagite, úlceras e erosões esofágicas, raramente seguidas de estenose esofágica foram relatadas em pacientes tratados com Alendronato de sódio. Em alguns casos, essas ocorrências foram graves e requereram hospitalização. Portanto, os médicos devem estar atentos a quaisquer sinais ou sintomas que indiquem uma possível reação esofágica, e os pacientes devem ser instruídos a descontinuar o uso de alendronato de sódio e procurar ajuda médica se apresentarem disfagia, odinofagia, dor retroesternal, pirose ou agravamento de pirose preexistente.
O risco de experiências adversas graves no esôfago parece ser maior em pacientes que se deitam após ingerir Alendósseo e/ou em pacientes que não tomam o comprimido com um copo cheio de água, e/ou em pacientes que continuam tomando Alendósseo após desenvolver sintomas sugestivos de irritação esofageana. Desse modo, é muito importante que a paciente receba e compreenda bem todas as instruções relativas à administração de Alendósseo (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO).
Embora não tenha sido observado risco aumentado em extensivos estudos clínicos, houve raros relatos (após a comercialização) de úlceras gástricas e duodenais, alguns graves e com complicações. Entretanto, uma relação causal não foi estabelecida.
Em razão dos possíveis efeitos irritativos do alendronato de sódio sobre a mucosa gastrintestinal superior e seu potencial de agravar uma patologia subjacente, deve-se ter cautela quando Alendósseo for administrado a pacientes com distúrbios ativos do trato gastrintestinal superior, tais como disfagia, doenças esofágicas, gastrite, duodenite ou úlceras.
Para facilitar a chegada ao estômago e, desse modo, reduzir o potencial de irritação esofageana, os pacientes devem ser instruídos a ingerir Alendósseo com um copo cheio de água e a não se deitar por 30 minutos no mínimo, após a ingestão, e até que façam a primeira refeição do dia. Os pacientes não devem mastigar ou chupar o comprimido por causa do potencial de ulceração orofaríngea. Os pacientes devem ser especialmente instruídos a não tomar Alendósseo à noite, ao deitar, ou antes de se levantar. Os pacientes devem ser informados de que, se não seguirem essas instruções, podem apresentar aumento dos riscos de problemas esofageanos. Os pacientes devem ser instruídos a interromper o uso de Alendósseo e a procurar um médico se desenvolverem sintomas de doenças esofageanas (tais como dificuldade ou dor ao engolir, dor retroesternal, pirose ou agravamento de pirose preexistente).
Caso o paciente esqueça de tomar a dose de Alendósseo semanal, deverá ser instruído a tomá-la na manhã do dia seguinte em que se lembrou. Os pacientes não devem tomar dois comprimidos no mesmo dia, mas devem voltar a tomar um comprimido por semana, no mesmo dia que havia sido escolhido inicialmente.
Alendósseo não é recomendado para pacientes com depuração da creatinina plasmática < 35 mL/min (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO).
Devem ser consideradas outras causas para a osteoporose, além da deficiência de estrógeno e do envelhecimento.
A hipocalcemia deve ser corrigida antes do início da terapia com Alendósseo (veja CONTRA-INDICAÇÕES). Outros distúrbios do metabolismo mineral (tal como deficiência de vitamina D) também devem ser tratados.
Gravidez
Alendósseo não deve ser administrado a mulheres grávidas por não ter sido estudado nesse grupo.
Nutrizes
Alendósseo não deve ser administrado a nutrizes por não ter sido estudado nesse grupo.
Uso Pediátrico
Alendósseo não deve ser administrado a crianças por não ter sido estudado em grupos pediátricos.
Uso em Idosos
Em estudos clínicos, não houve diferença nos perfis de eficácia e segurança de alendronato de sódio relacionados à idade.
Interações medicamentosas
Se forem administrados concomitantemente, é provável que os suplementos de cálcio, antiácidos e outros medicamentos administrados por via oral interfiram na absorção do alendronato de sódio; assim, os pacientes devem esperar pelo menos meia hora após ter ingerido Alendósseo, para tomar qualquer outra medicação por via oral.
Não está prevista nenhuma outra interação medicamentosa com significado clínico.
O uso concomitante de TRH (estrógeno ± progesterona) e alendronato de sódio foi avaliado em dois estudos clínicos de um ou dois anos de duração em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose. O uso combinado de TRH e alendronato sódio resultou em aumentos maiores da massa óssea, juntamente com reduções maiores do turnover ósseo, do que o observado com cada tratamento isoladamente. Nesses estudos, o perfil de tolerabilidade e segurança da associação foi compatível com aquele dos componentes administrados individualmente. (veja REAÇÕES ADVERSAS, Estudos clínicos, Uso concomitante com terapia de reposição hormonal de estrógeno).
Não foram realizados estudos específicos de interação. O alendronato de sódio foi utilizado, com uma ampla variedade de medicamentos prescritos comumente, em estudos de tratamento da osteoporose em mulheres pós-menopáusicas, sem evidência de interações clínicas adversas.
Posologia e modo de usar
Alendósseo deve ser ingerido pelo menos meia hora antes do primeiro alimento, bebida ou medicação do dia, somente com água. Outras bebidas (inclusive água mineral), alimentos e alguns medicamentos parecem reduzir a absorção de alendronato de sódio (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).
Para facilitar a chegada ao estômago e reduzir o potencial de irritação esofageana, Alendósseo deve ser tomado pela manhã, ao despertar, com um copo cheio de água, e o paciente não deve se deitar por 30 minutos, no mínimo, após a ingestão, e até após a primeira refeição do dia. Alendósseo não deve ser ingerido à noite, ao deitar, ou antes de se levantar. Não seguir essas instruções pode aumentar o risco de ocorrência de experiências adversas esofageanas (veja PRECAUÇÕES).
Caso a ingestão diária seja inadequada, os pacientes devem receber doses suplementares de cálcio e vitamina D (veja PRECAUÇÕES).
Não é necessário ajuste posológico para pacientes idosos ou para pacientes com insuficiência renal leve a moderada (depuração da creatinina plasmática de 35 a 60 mL/min). Alendósseo não é recomendado para pacientes com insuficiência renal mais grave (depuração da creatinina plasmática < 35 mL/min) por causa da falta de experiência com o medicamento em tal condição.
TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE EM MULHERES PÓS-MENOPÁUSICAS
A posologia recomendada é de um comprimido de 70 mg semanalmente.
Reações adversas
Estudos clínicos
Em estudos clínicos, alendronato de sódio foi geralmente bem tolerado.
Em estudos com mais de cinco anos de duração, as reações adversas foram geralmente leves e não requereram a suspensão do tratamento.
TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE EM MULHERES PÓS-MENOPÁUSICAS
Em dois estudos com duração de três anos, controlados com placebo, duplo-cegos, multicêntricos (EUA e Multinacional), com protocolos virtualmente idênticos, os perfis globais de segurança de alendronato de sódio 10 mg/dia e de placebo foram similares. As seguintes experiências adversas do trato gastrintestinal superior foram relatadas pelos pesquisadores como possível, provável ou definitivamente relacionadas à medicação em • 1% das pacientes tratadas com alendronato de sódio 10 mg/dia, e com incidência maior do que a observada em pacientes que receberam placebo: dor abdominal (alendronato de sódio 6,6% vs. placebo, 4,8%), dispepsia (3,6%, 3,5%), úlcera esofágica (1,5%, 0,0%), disfagia (1,0%, 0,0%) e distensão abdominal (1,0%, 0,8%).
Raramente ocorreram erupções cutâneas e eritema.
Além disso, as seguintes experiências adversas foram relatadas pelos pesquisadores como possível, provável ou definitivamente relacionadas à medicação em • 1% das pacientes tratadas com alendronato de sódio 10 mg/dia e a uma incidência maior do que a observada em pacientes que receberam placebo: dores músculo-esqueléticas (ossos, músculos ou articulações) (4,1% com alendronato de sódio; vs 2,5% com placebo); constipação (3,1%; 1,8%), diarréia (3,1%; 1,8%), flatulência (2,6%; 0,5%) e cefaléia (2,6%; 1,5%).
Na extensão desses estudos, com dois anos de duração (4° e 5° anos), os perfis globais de segurança de alendronato de sódio 10 mg/dia foi similar ao observado durante o período de três anos controlado com placebo. Além disso, a proporção de pacientes que descontinuou alendronato de sódio 10 mg/dia por causa de experiência clínica adversa foi similar àquela dos três primeiros anos de estudo.
Em um estudo com duração de um ano, duplo-cego, multicêntrico, os perfis globais de segurança e tolerabilidade de alendronato de sódio 70 mg (n= 519) e alendronato de sódio 10 mg diariamente (n= 370) foram similares. As seguintes experiências adversas foram relatadas pelos pesquisadores como possível, provável ou definitivamente relacionadas à medicação em • 1% das pacientes tratadas em cada grupo de tratamento: dor abdominal (alendronato de sódio 70 mg, 3,7%, alendronato de sódio 10 mg/dia, 3,0%); dores músculo-esqueléticas (ossos, músculos ou articulações) (2,9%; 3,2%); dispepsia (2,7%; 2,2%), regurgitação ácida (1,9%; 2,4%); naúseas (1,9%; 2,4%); distensão abdominal (1,0%; 1,4%); constipação (0,8%; 1,6%); flatulência (0,4%; 1,6%); cãibras musculares (0,2%; 1,1%); gastrite (0,2%; 1,1%), e úlcera gástrica (0,0%; 1,1%).
Homens
Em um estudo com duração de dois anos, controlado com placebo, duplo-cego, multicêntrico, o perfil de segurança de alendronato de sódio 10 mg/dia em 146 homens foi geralmente similar ao observado em mulheres pós-menopáusicas.
Outros estudos em homens e mulheres
Em um estudo endoscópico, com dez semanas de duração, que envolveu homens e mulheres (n= 277; média de idade: 55 anos) não foi observada diferença entre alendronato de sódio 70 mg uma vez por semana e o placebo quanto às lesões do trato gastrintestinal.
Em outro estudo, com um ano de duração, que envolveu homens e mulheres (n= 335, média de idade: 50 anos) os perfis globais de segurança e tolerabilidade de alendronato de sódio 70 mg uma vez por semana foram similares aos do placebo e não foi observada diferença entre homens e mulheres.
USO CONCOMITANTE COM TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL
Em dois estudos (de um ano e dois anos de duração) em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose (total: n=853), o perfil de segurança e tolerabilidade do tratamento combinado com alendronato de sódio 10 mg diariamente e estrógeno ± progesterona (n=354) foi compatível com aquele dos componentes administrados individualmente.
Experiência após a comercialização
As seguintes reações adversas foram relatadas após a comercialização de alendronato de sódio:
Corpo como um todo: reações de hipersensibilidade, incluindo urticária e, raramente, angioedema.
Gastrintestinal: náuseas, vômitos, esofagite, erosões e úlceras esofágicas, raramente estenose esofageana e ulcerações orofaríngeas; raramente, úlceras gástricas e duodenais, algumas graves e com complicações, embora a relação de causalidade não tenha sido estabelecida (veja PRECAUÇÕES e POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO).
Pele: erupções cutâneas (ocasionalmente com fotossensibilidade).
Sentidos especiais: raramente uveíte.
Achados laboratoriais
Em um estudo duplo-cego, multicêntrico, controlado, reduções assintomáticas, leves e transitórias do cálcio e fosfato sérico foram observadas em aproximadamente 18 e 10%, respectivamente, dos pacientes que estavam recebendo alendronato de sódio versus aproximadamente 12 e 3% daqueles que estavam recebendo placebo. Entretanto, a incidência das reduções do cálcio sérico a < 8,0 mg/dL (2,0 mm) e do fosfato sérico a • 2,0 mg P/dl (0,65 mm) foram similares em ambos os grupos de tratamento.
Superdose
Não há informações específicas relativas à superdosagem com Alendósseo. Podem ocorrer hipocalcemia, hipofosfatemia e eventos adversos do trato gastrintestinal superior, tais como mal-estar gástrico, pirose, esofagite, gastrite ou úlcera. Deve ser administrado leite ou antiácido, que se ligam ao alendronato. Por causa do risco de irritação esofágica, não se deve induzir o vômito, e o paciente deve ser mantido em posição ereta.
PACIENTES IDOSOS
Em estudos clínicos, não houve diferença nos perfis de eficácia e segurança de alendronato de sódio relacionada à idade.
Dizeres legais
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Registro M.S. n° 1.0235.0934

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