Índice Remédio AURORIX

Apresentações
Comprimidos (ranhurados) 150 mg caixas com 30
Comprimidos (ranhurados) 300 mg caixas com 30
USO ORAL
USO ADULTO
Composição
Aurorix® 150 mg: moclobemida (p-cloro- N-(2-morfolinoetil) benzamida) 150 mg. Excipientes: lactose, amido, amido carboximetil sódico, povidona, estearato de magnésio, hipromelose, etilcelulose, talco, macrogol, dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo. Aurorix® 300 mg: moclobemida (p-cloro- N-(2-morfolinoetil) benzamida) 300 mg. Excipientes: lactose, amido, amido carboximetil sódico, povidona, estearato de magnésio, hipromelose, etilcelulose, talco, macrogol e dióxido de titânio.
Indicações
Tratamento das síndromes depressivas.
Resultados de eficácia
A grande maioria dos estudos comparativos e de metanálise realizados demonstram que no tratamento agudo da depressão Aurorix® é mais eficaz que placebo, e tão eficaz quanto os antidepressivos tricíclicos e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina. O risco de desenvolver um episódio maníaco em pacientes com depressão bipolar parece não ser maior com Aurorix® quando comparado com outros antidepressivos. Alguns estudos demonstraram eficácia semelhante com o uso de Aurorix® no tratamento de transtorno do pânico quando comparado à fluoxetina ou à clomipramina.
Referências Bibliográficas
1. Bonnet, U.: Moclobemide: Evolution, Pharmacodynamic and Pharmacokinetic Properties. CNS Drug Reviews 2002; Vol 8 (3): 283-308.
2. Bonnet, U.: Moclobemide: Therapeutic Use and Clinical Studies. CNS Drug Reviews 2003; Vol 9, (1): 97-140.
Caract farmacológicas
Características químicas e farmacológicas
Aurorix®
é um antidepressivo que atua sobre o sistema neurotransmissor monoaminérgico do cérebro. Sua ação é devido a uma inibição reversível da monoamino oxidase, especialmente a monoamino oxidase A. O metabolismo da norepinefrina, serotonina e dopamina é diminuído por este efeito, o que acarreta concentrações aumentadas destes neurotransmissores. Como resultado da melhoria do humor e da atividade psicomotora, Aurorix® promove alívio de sintomas tais como disforia, exaustão, falta de iniciativa e dificuldade de concentração. Na maioria dos casos, estes efeitos surgem na primeira semana de tratamento. Embora Aurorix® não apresente propriedades sedativas, ocorre na maioria dos pacientes depressivos uma melhora da qualidade do sono em poucos dias. Aurorix® não afeta a capacidade de atenção.
Estudos efetuados em animais a curto e a longo prazos indicaram baixa toxicidade. Não foi observada toxicidade cardíaca.
Farmacocinética
Absorção
Após administração oral, a moclobemida é completamente absorvida, passando para a circulação portal através do trato gastrintestinal. Picos de concentração plasmática são geralmente alcançados em até uma hora após a administração. Sua primeira passagem hepática provoca uma redução dose-dependente da fração do princípio ativo disponível em nível sistêmico (biodisponibilidade).
Entretanto, a saturação desta via metabólica durante a primeira semana de tratamento (300-600 mg/dia) resulta, logo após, em uma biodisponibilidade oral completa. Após doses repetidas, as concentrações plasmáticas de moclobemida aumentam durante a primeira semana de tratamento e estabilizam em seguida. Quando a dose diária é aumentada, ocorre uma elevação proporcionalmente maior nas concentrações do estado de equilíbrio dinâmico ("steady-state").
Distribuição
A moclobemida é lipofílica. O volume de distribuição (Vss) é de cerca de 1,0 L/Kg. A ligação às proteínas plasmáticas, principalmente albumina, é baixa (50%). A moclobemida passa para o leite materno em quantidades mínimas.
Metabolismo
A moclobemida é quase que inteiramente metabolizada antes de sua eliminação. A metabolização ocorre em grande parte através de reações oxidativas sobre a fração morfolina da molécula. Metabólitos ativos estão presentes na circulação sistêmica no ser humano apenas em concentrações muito baixas. Os principais metabólitos encontrados no plasma são um derivado lactâmico e um derivado N - oxidado. A moclobemida é metabolizada em parte pelas isoenzimas polimórficas CYP2C19 e CYP2D6. Desse modo, o metabolismo dessas drogas pode ser afetado em pacientes ditos metabolizadores pobres, seja de origem genética ou por indução de medicamentos (via inibidores metabólicos). Dois estudos conduzidos para investigar a magnitude desses efeitos sugerem que, devido à presença de múltiplas vias metabólicas alternativas, eles não teriam importância terapêutica e não deveriam necessitar modificações na dosagem.
Eliminação
A moclobemida é rapidamente eliminada por processos metabólicos. A depuração total é de aproximadamente 20-50 L/hora. A meia-vida de eliminação durante o tratamento multidose (300 mg duas vezes ao dia) é de aproximadamente 3 horas e geralmente varia de 2 a 4 horas na maioria dos pacientes. Menos de 1% da dose é excretada inalterada via renal. Os metabólitos também são eliminados por via renal.
Farmacocinética em populações especiais
Idosos
Absorção e outros parâmetros não se alteram em idosos.
Pacientes com insuficiência renal
Patologias renais não alteram a eliminação de moclobemida.
Pacientes com insuficiência hepática
Pacientes com insuficiência hepática em estágio avançado apresentam redução no metabolismo da moclobemida (vide item Posologia).
Contraindicações
Caso haja hipersensibilidade a moclobemida ou a qualquer substância contida no comprimido, Aurorix® não deve ser ingerido.
Aurorix® não deve ser utilizado em crianças, uma vez que ainda não se dispõe de estudos nessa faixa etária. Também está contra-indicado nos estados de confusão aguda.
A co-administração de Aurorix® com selegilina é contra-indicada (vide item Interações medicamentosas).
Advertências
Gestação e lactação
Categoria de risco na gravidez: B.
Os estudos em animais não demonstraram qualquer risco relevante para o feto. Porém, a segurança do uso de Aurorix® em mulheres grávidas não foi estabelecida. Portanto, os benefícios do tratamento e a possibilidade de risco para o feto devem ser avaliados.
Embora a passagem de moclobemida para o leite materno seja mínima (aproximadamente 1/30 da dose materna, corrigida a diferença de peso corpóreo), os benefícios da terapia para a mãe diante dos possíveis riscos para a criança, devem ser avaliados.
ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA OU DO CIRURGIÃO DENTISTA
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
Durante o tratamento com Aurorix® não é esperada diminuição no desempenho em atividades que requeiram plena capacidade de atenção (por exemplo, condução de veículos). Entretanto, a exemplo do que acontece ao se iniciar qualquer tratamento com uma nova medicação, cuidados devem ser tomados em relação a este tipo de atividades durante a fase inicial do tratamento.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Pacientes idosos e pacientes com função renal reduzida não necessitam de ajuste posológico especial de Aurorix®. Nos pacientes com distúrbios graves do metabolismo hepático, seja por doença hepática ou por inibição devido a drogas inibidoras da atividade da oxidase microssomal de função mista (por exemplo, cimetidina), a dose diária de Aurorix® deve ser reduzida à metade ou a um terço da dose (vide item Farmacocinética em Populações Especiais).
Aurorix® não deve ser utilizado em crianças uma vez que ainda não se dispõe de estudos nessa faixa etária.
Interações medicamentosas
A administração concomitante de moclobemida com selegilina é contra-indicada.
Em animais, a moclobemida potencializa os efeitos dos opiáceos. Portanto, pode ser necessário um ajuste posológico destas drogas. A combinação com petidina não é recomendada.
Estudos farmacológicos em animais e humanos demonstraram que Aurorix® é seletivo e reversível, de maneira que sua propensão de interagir com a tiramina é leve e de pouca duração.
A potencialização do efeito vasoconstritor foi menor ou até não ocorreu quando moclobemida foi administrada após uma refeição.
A cimetidina prolonga o metabolismo da moclobemida (vide item Posologia).
Há possibilidade de potencialização e prolongamento do efeito farmacológico de drogas simpatomiméticas administradas por via sistêmica, durante o tratamento concomitante com moclobemida.
Nos pacientes recebendo Aurorix®, o uso adicional de outras drogas que potencializem a ação da serotonina, como vários outros antidepressivos, particularmente em combinações múltiplas, deve ser feito com cuidado, especialmente no caso de clomipramina. Isto se deve porque em casos isolados ocorreu uma combinação de sinais e sintomas sérios, incluindo hipertermia, confusão, hiperreflexia e mioclonia, indicando uma maior atividade da serotonina. Na ocorrência de tais sintomas, o paciente deve ser observado cuidadosamente por um médico (se necessário deve ser hospitalizado), e deve ser tratado apropriadamente. Tratamentos com antidepressivos tricíclicos ou outros agentes podem ser instituídos imediatamente após interrupção de Aurorix® (sem período de "wash out") e vice-versa, observadas as mesmas precauções. Quando o tratamento for mudado para Aurorix®, a dose não deve exceder a 300 mg/dia na primeira semana de tratamento (vide item Posologia).
Casos isolados de reações adversas graves do sistema nervoso central foram relatados após co-administração de Aurorix® e dextrometorfano. Uma vez que remédios para resfriados e tosse podem conter dextrometorfano, os mesmos não devem ser tomados sem uma prévia consulta ao médico, que pode fornecer uma alternativa medicamentosa que não contenha dextrometorfano (vide item Precauções).
USO EXCLUSIVO POR VIA ORAL.
Cuidados de armazenamento
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa do produto). Não tome medicamento após a data de validade indicada na embalagem; pode ser prejudicial à saúde.
Posologia e modo de usar
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
A dose deve ser administrada após as refeições.
Aurorix® é um comprimido oval, biconvexo de coloração branco a amarelo pálido. Deve ser ingerido por via oral. Aurorix® deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30° C).
POSOLOGIA
Síndromes depressivas:
A dose recomendada de Aurorix® é de 300-600 mg/dia, geralmente dividida em duas ou três doses diárias. A dose inicial é de 300 mg/dia, podendo ser aumentada até 600 mg/dia, nos casos de depressão grave. As doses não devem ser aumentadas antes da primeira semana de tratamento, uma vez que a biodisponibilidade aumenta durante este período (vide item Farmacocinética).
O tratamento deve continuar por pelo menos 4 - 6 semanas para alcançar a eficácia do medicamento.
Instruções posológicas especiais
Pacientes idosos e pacientes com função renal reduzida não necessitam de ajuste posológico especial de Aurorix®. Nos pacientes com distúrbios graves do metabolismo hepático, seja por doença hepática ou por inibição devido a drogas inibidoras da atividade da oxidase microssomal de função mista (por exemplo, cimetidina), a dose diária de Aurorix® deve ser reduzida à metade ou a um terço da dose (vide item Farmacocinética em Populações Especiais).
Não foram observadas alterações na eficácia do medicamento em caso de esquecimento de uma dose. No entanto, o tratamento deve ser continuado normalmente assim que possível.
Reações adversas
Os seguintes efeitos adversos foram observados:
Distúrbios Psiquiátricos: Distúrbios do sono, agitação, ansiedade. Casos isolados de estados confusionais foram observados, estes foram resolvidos rapidamente com descontinuação da terapia. Foram relatados casos de ideação suicida e episódios suicidas durante a terapia antidepressiva ou logo após a descontinuação do tratamento. Entretanto, posteriormente não foram relatados casos espontâneos pelo Aurorix.
Distúrbios do sistema nervoso: Tontura, dor de cabeça e parestesia.
Distúrbios gerais e condições do local de administração: Irritabilidade.
Distúrbios gastrintestinais: Boca seca e distúrbios gastrintestinais.
Distúrbios oculares: Distúrbios visuais.
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo: Reações da pele, tais como erupção da pele, prurido e urticária.
Distúrbios vasculares: vermelhidão/ rubor.
Investigações: Há pequena incidência de aumento das enzimas hepáticas sem associação com seqüelas clínicas.
Alguns eventos adversos podem ser devido a sintomas ocultos da doença e podem desaparecer com a continuação da terapia.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Superdose
Superdosagem apenas de moclobemida induz geralmente a sinais leves e reversíveis de efeitos no sistema nervoso central e irritação gastrintestinal. O tratamento deve ser de suporte às funções vitais.
Como para com outros antidepressivos, superdosagem mista com moclobemida (por exemplo, com outras drogas com efeito no SNC) podem levar à morte. Portanto, os pacientes devem ser hospitalizados e monitorados de perto de modo que seja dado o tratamento adequado.
Dizeres legais
MS-1.0100.0149
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DE RECEITA

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