Índice Remédio AZULFIN

Apresentações
AZULFIN® - Comprimidos revestidos gastro-resistentes - Caixas com 60 comprimidos
USO ADULTO.
Composição
Cada comprimido revestido de AZULFIN® (gastro-resistente) contém: Sulfassalazina 500 mg. Excipientes q.s.p. 1 comprimido. Excipientes: Croscarmelose sódica, dimeticona, dióxido de titânio, estearato de magnésio, lactose, polisorbato, polividona, água deionizada, corante laca amarelo 5FD&C, corante laca amarelo 6FD&C, polietilenoglicol, metacrilato de sódio, talco, trietilcitrato.
Informações técnicas
Modo de ação
A sulfassalazina (AZULFIN®) é utilizada nos tratamentos dos distúrbios intestinais inflamatórios e na artrite reumatóide. Seu nome químico é ácido 5-[[ p-(2-piridilsulfamoil) fenil]azo] salicílico. O seu modo de ação encontra-se ainda sob investigação. Entretanto, pode ser relacionado com as propriedades imunossupressoras observadas em animais nos modelos in vitro, com a sua afinidade com o tecido conjuntivo, e/ou com a concentração relativamente elevada encontrada nos fluidos plasmáticos, no fígado e nas paredes intestinais, como demonstrado nos estudos auto-radiográficos em animais. A sulfassalazina (AZULFIN®) tem sido descrita também como um excelente veículo, por transportar seus principais metabólitos Sulfapiridina e Ácido 5-aminosalicílico -até o cólon onde tem sido reportada a ação local de ambos. Devido aos seus metabólitos, os efeitos adversos, o tratamento e as precauções são similares aos relativos às sulfonamidas.
Estudos clínicos recentes utilizando a administração retal de sulfassalazina e de seus metabólitos indicaram que a maior ação terapêutica se deve ao ácido 5-aminosalicílico.
Farmacocinética
Após a administração oral, AZULFIN® é parcialmente absorvido e extensivamente metabolizado. Um terço da dose de sulfassalazina administrada, é absorvida no intestino delgado. O restante passa ao cólon e é lisado (presumivelmente pelas bactérias intestinais) em seus componentes: sulfapiridina (SP) e ácido 5-aminosalicílico (5-ASA). A maior parte da sulfapiridina liberada é absorvida, enquanto somente cerca de um terço do 5-ASA é absorvido, sendo o restante excretado nas fezes. A distribuição, metabolismo e excreção da sulfassalazina e de seus dois componentes é a seguinte:
SULFASSALAZINA - concentrações detectáveis no plasma foram encontradas em indivíduos sadios em 90 minutos após a ingestão de única dose de 2 g em comprimidos. A concentração máxima ocorre entre 1,5 e 6 horas, o pico de concentração média (14 mcg/ml) ocorre em 3 horas. Pequenas quantidades de sulfassalazina são excretadas inalteradas na urina.
SULFAPIRIDINA - Após a absorção e distribuição, a sulfapiridina é acetilada e hidroxilada no fígado, e então conjugada com o ácido glicurônico. Após a ingestão de 2 g de sulfassalazina em comprimidos, por voluntários sadios, a sulfapiridina e seus vários metabólitos aparecem no plasma em 3 a 6 horas. A concentração máxima de SP total ocorre entre 6 e 24 horas, e a concentração plasmática máxima (21 mcg/ml) em 12 horas. A recuperação de sulfassalazina e dos seus metabólitos sulfapiridínicos na urina de voluntários sadios, 3 dias após a administração de dose única de 2 g em comprimidos é, em média, de 91%.
ÁCIDO 5-AMINOSALICÍLICO (mesalazina). A concentração plasmática de 5-ASA em pacientes com colite ulcerativa foi encontrada desde 0 a 4 mcg/ml, principalmente na forma de molécula livre. A recuperação deste composto na urina foi principalmente na forma acetilada.
A concentração plasmática média de sulfapiridina total, isto é, SP e seus metabólitos, tende a ser significantemente maior em pacientes que são acetiladores lentos, o que pode exigir a redução da dosagem para evitar toxicidade.
Indicações
Gastroenterologia
AZULFIN® é indicado no tratamento da retocolite ulcerativa inespecífica. Colite ulcerativa média ou moderada. Como terapia adjuvante na colite ulcerativa severa. Doença de Crohn.
Reumatologia
AZULFIN® é indicado no tratamento da artrite reumatóide e espondilite anquilosante.
AZULFIN® em comprimidos revestidos gastro-resistentes é indicado, particularmente, aos pacientes que não podem tomar comprimidos simples devido à intolerância gastrointestinal e naqueles em que há evidência de que a intolerância não é primariamente devida aos níveis sangüíneos elevados de sulfapiridina e de seus metabólitos como, por exemplo, pacientes sofrendo náuseas, vômitos, etc., quando tomando as primeiras doses da droga ou naqueles em que a redução da dosagem não alivia os efeitos colaterais gastrointestinais.
Contraindicações
Hipersensibilidade à sulfassalazina, seus metabólitos, sulfonamidas ou salicilatos.
Em crianças abaixo de dois anos de idade.
Na obstrução urinária ou intestinal.
Pacientes com porfiria não devem receber sulfonamidas, pois há relatos de que essas drogas podem precipitar um ataque agudo.
Advertências e precauções
Somente após uma avaliação crítica deve-se usar, AZULFIN® em pacientes com dano hepático ou renal ou, com discrasias sangüíneas. Mortes associadas ao uso de sulfassalazina foram reportadas em relação a reações de hipersensibilidade, agranulocitose, anemia aplástica, outras discrasias sangüíneas, dano renal ou hepático, alterações musculares irreversíveis ou do SNC e alveolite fibrosa. A presença de evidências clínicas de dor de garganta, febre, púrpura ou icterícia podem ser indicações de problemas sangüíneos sérios. Contagem sangüínea completa tanto quanto análise de urina com exame microscópico cuidadoso devem ser realizados freqüentemente nos pacientes em tratamento com AZULFIN®. Oligospermia e infertilidade foram observadas em homens em tratamento com sulfassalazina. A interrupção do uso da droga parece reverter estes efeitos.
Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao Ácido Acetilsalicílico.
PRECAUÇÕES
Gerais
AZULFIN® deve ser administrado com cuidado em pacientes com alergia severa ou asma bronquial. Deve ser mantida a administração adequada de líquidos de modo a prevenir a cristalúria e a formação de cálculos. Pacientes com deficiência de glicose-6 fosfato desidrogenase, devem ser observados cuidadosamente quanto a sinais de anemia hemolítica. Esta reação é freqüentemente dose-relacionada. O medicamento deve ser descontinuado imediatamente caso ocorram reações tóxicas ou hipersensibilidade.
Nos casos isolados em que comprimidos de AZULFIN® não se desintegrarem e forem expelidos inteiros, pode ser devido à falta de esterases intestinais nesses pacientes. Nestes casos a administração dos comprimidos revestidos deve ser interrompida imediatamente.
Gravidez
Estudos de reprodução realizados em ratas e coelhas com doses acima de 6 vezes a dose em humanos, não revelaram evidências de alterações na fertilidade ou danos ao feto. Entretanto não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. O produto só deve ser usado nesses casos se a avaliação médica concluir que é absolutamente necessário.
Não foram realizados também, estudos sobre os efeitos da sulfassalazina sobre o crescimento e maturação funcional de crianças cujas mães receberam a droga durante a gravidez.
A sulfassalazina e a sulfapiridina atravessam a barreira placentária.
Embora a sulfapiridina tenha mostrado pobre capacidade de deslocar a bilirrubina, deve ser considerado o potencial de icterícia nuclear do recém-nascido.
Um caso de agranulocitose foi relatado em criança cuja mãe tomou sulfassalazina e prednisona durante a gravidez.
Amamentação
As sulfonamidas são excretadas no leite materno. No recém-nascido elas competem com a bilirrubina pelos sítios de ligação com as proteínas plasmáticas e podem causar icterícia nuclear. Não se recomenda o uso da sulfassalazina durante a amamentação.
Pediatria
Não foi estabelecida a segurança e eficácia da droga em crianças com idade inferior a dois anos.
Exames de laboratório
O progresso da doença durante o tratamento deve ser avaliado por critérios clínicos, incluindo a presença de febre, alteração de peso, grau e freqüência da diarréia e sangramento, tanto quanto por sigmoidoscopia e avaliação das amostras por biópsia.
A determinação dos níveis plasmáticos de sulfassalazina pode ser realizada desde que concentrações maiores do que 50 mcg/mI parecerem associadas com o aumento da incidência de reações adversas. Pacientes em tratamento com AZULFIN® devem ser submetidos com freqüência à contagem sangüínea completa e análise de urina com exame microscópico cuidadoso.
Interações medicamentosas
Foram relatadas diminuição da absorção de ácido fólico e de digoxina quando administradas concomitantemente com sulfassalazina.
Posologia e modo de usar
A dosagem de AZULFIN® deve ser ajustada de acordo com as reações e tolerâncias individuais. O produto deve ser administrado em doses divididas igualmente a cada período de 24 horas; os intervalos entre as doses noturnas não devem exceder 8 horas. Sempre que possível, os comprimidos devem ser administrados após as refeições e com um copo cheio de água. Experiências sugerem que, com dosagens diárias de 4 g ou mais, a incidência de reações adversas tende a crescer; portanto, pacientes que estejam recebendo essa dosagem devem ser cuidadosamente observados e advertidos sobre o aparecimento dessas reações.
Vários regimes de dessensibilização foram relatados como efetivos em diferentes grupos de pacientes. Sobre a reinstituição da terapia, os regimes compreendem semelhantemente uma dose diária total de 50 a 250 mg, as quais a cada 4 a 7 dias após, são dobradas até que se alcance o nível terapêutico desejado.
Se houver recorrência dos sintomas de sensibilidade, a administração do produto deve ser descontinuada. A dessensibilização não deve ser tentada nos pacientes com história de agranulocitose ou que tenham sofrido reação anafilactóide durante ou previamente ao curso do tratamento com AZULFIN®.
Doses Usuais
Tratamento Inicial
Iniciar com 3 a 4 g diários em doses divididas igualmente. Em alguns casos é mais prudente iniciar o tratamento com dosagem menor, por exemplo, 1-2 g diários, para diminuir efeitos gastrointestinais adversos. Se as doses diárias necessárias para alcançar os efeitos desejados excederem 4 g deve-se considerar o risco aumentado de toxicidade.
Tratamento de Manutenção
2 g diários
A resposta ao tratamento e os ajustes da dosagem devem ser determinados através de exames periódicos. Geralmente é necessário continuar a administração, mesmo quando os sintomas clínicos, incluindo diarréia, já estiverem controlados. Quando o exame endoscópico confirmar uma melhora satisfatória, a dosagem é reduzida ao nível de manutenção. Se a diarréia ocorrer, a dosagem deve ser elevada para os níveis efetivos anteriores. Se os sintomas ocorrerem após os primeiros dias de tratamento, serão devidos provavelmente ao aumento dos níveis plasmáticos totais de sulfapiridina e podem ser aliviados com a administração da metade da dose, a qual pode ser aumentada gradualmente após alguns dias. Se os sintomas persistem, a droga deve ser descontinuada por cinco a sete dias, reinstituindo-se o tratamento com a menor dose diária.
DOSE LIMITE: Para adultos é de 12 g/dia ou 500 mg a cada hora.
Reações adversas
As reações adversas mais comuns, associadas com a sulfassalazina são anorexia, cefaléia, náuseas, vômitos, distensão abdominal e oligospermia aparentemente reversível. Estas reações ocorrem em cerca de um terço dos pacientes.
As reações adversas menos freqüentes são: rash cutâneo, prurido, urticária, febre, Heinz body anemia, anemia hemolítica e cianose, que podem ocorrer numa freqüência de um para cada 30 pacientes ou menos. A experiência sugere que com uma dosagem diária de 4 g ou mais, ou com um nível de sulfapiridina total no soro de cerca de 50 mcg/ml, a incidência de reações adversas tende a aumentar.
A lista seguinte inclui algumas reações adversas que não foram especificamente reportadas com a droga, entretanto a similaridade farmacológica entre as sulfonamidas requer que essas reações sejam consideradas quando for administrada a sulfassalazina.
Reações que podem ocorrer raramente, em cerca de 1: 1000 pacientes, são:
DISCRASIAS SANGÜÍNEAS: anemia aplástica, agranulocitose, Ieucopenia, anemia megaloblástica (microcítica), púrpura, trombocitopenia, hipoprotrombinemia, metemoglobinemia, neutropenia congênita e síndrome mielodisplástica.
REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE: eritema multiforme, (síndrome de Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa, necrólise epidermal (síndrome de LyeIl) com comprometimento da córnea, anafilaxia, síndrome da doença do soro, pneumonite com ou sem eosinofilia, vasculite, alveolite fibrosa, pleurite, pericardite, miocardite alérgica, poliarterite nodosa, L.E. síndrome, hepatite ou necrose hepática, parapsoríase varioliforme aguda, artralgia, rabdomiólise, fotossensibilização, edema periorbital, alopécia.
REAÇÕES GASTROINTESTINAIS: hepatite,
pancreatite, diarréia sanguinolenta, diminuição da absorção de ácido fólico e da digoxina, estomatite, diarréia, dores abdominais e enterocolite neutropênica.
REAÇÕES DO SNC: mielite transversa, convulsões, meningite, lesões transitórias da coluna espinhal posterior, neuropatia periférica, depressão mental, vertigem, perda da audição, insônia, ataxia, alucinações, tinido e sonolência.
REAÇÕES RENAIS: nefrose tóxica com oligúria e anúria, nefrite, síndrome nefrótica, hematúria, cristalúria, proteinúria e síndrome hemolítica-urêmica.
OUTRAS: descoloração da urina e da pele.
As sulfonamidas exibem certas similaridades químicas com alguns produtores de bócio, com diuréticos (azetazolamida e tiazídas) e com agentes hipoglicêmicos orais. Raramente, pode ocorrer bócio, diurese e hipoglicemia em pacientes recebendo sulfonamidas.
Pode ocorrer sensibilidade cruzada com estes agentes. Os ratos parecem ser especialmente suscetíveis aos efeitos bociogênicos das sulfonamidas e a administração prolongada produziu malignidade da tireóide nestas espécies.
Interação com exames de laboratório - A presença de sulfassalazina ou de seus metabólitos nos fluidos orgânicos, não foram reportados como passíveis de interferir com os exames de laboratório.
Superdose
Há evidência de que a incidência e a gravidade da toxicidade estão diretamente relacionadas com a concentração plasmática total de sulfapiridina. Sintomas de superdosagem podem incluir náuseas, vômitos, distensão gástrica e dores abdominais. Em casos mais avançados, podem ser observados sintomas do SNC como sonolência, convulsões, etc. A concentração plasmática de sulfapiridina pode ser usada para monitorar o progresso da recuperação da superdosagem.
A experiência sugere que com uma dosagem diária de 4 g ou mais, ou com níveis totais de sulfapiridina plasmática de cerca de 50 mcg/ml, a incidência das reações adversas tende a aumentar.
Não foi possível determinar a DL 50 oral em animais de laboratório, como camundongos, pois que a maior dose diária pode ser administrada (12 g/kg) sem provocar a morte. Doses de 16 g por dia foram administradas a pacientes sem causar mortalidade.
Conduta na superdosagem
É indicada a lavagem gástrica ou emese seguida de catárticos. Alcalinizar a urina. Se a função hepática for normal administrar fluidos.
Se houver anúria, restringir fluidos e sais e tratar adequadamente. Nos casos de bloqueio renal completo por cristais, pode ser indicada a cateterização dos ureteres. O baixo peso molecular da sulfassalazina e de seus metabólitos pode facilitar a sua remoção por diálise. Nos casos de agranulocitose, o tratamento deve ser imediatamente interrompido e o paciente hospitalizado, instituindo-se terapia apropriada.
Nos casos de reações de hipersensibilidade, o tratamento deve ser interrompido imediatamente. Estas reações podem ser controladas por anti-histamínicos e, se necessário, por corticosteróides sistêmicos. Quando o médico decidir autorizar a reinstituição do tratamento, os procedimentos de dessensibilização devem ser instituídos em aproximadamente duas semanas após a interrupção do AZULFIN® e após o desaparecimento dos sintomas (ver Posologia e Modo de Usar).
Pacientes idosos
Nos idosos a possível ocorrência de reações adversas severas, exige observação e avaliação cuidadosa do estado geral do paciente e controle freqüente durante o tratamento.
Dizeres legais
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
MS - 1.0118.0124.005-1

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