Índice Remédio CLOPIXOL

Apresentações
CLOPIXOL - comprimidos revestidos. Embalagem contendo 20 comprimidos. Cada comprimido contém 10mg ou 25mg de zuclopentixol na forma de dicloridrato de zuclopentixol. Excipientes: amido, lactose, celulose microcristalina, copolividona, glicerol a 85%, talco, óleo de mamona hidrogenado, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol 6000, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho.
Informações ao paciente
CLOPIXOL faz parte de um grupo farmacológico, os tioxantenos, que agem sobre sintomas psicóticos como as alucinações e delírios, a agitação, agressividade e hostilidade presentes na esquizofrenia e outros distúrbios psicóticos. Na maioria dos casos, os efeitos são notados nos primeiros dias de uso. No início do tratamento, CLOPIXOL tem efeito sedativo que melhora muito a qualidade do sono do paciente psicótico. CLOPIXOL deve ser conservado ao abrigo da luz, em temperatura máxima de 30° C. O prazo de validade de CLOPIXOL encontra-se gravado na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Quando suspender o tratamento - Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico; somente ele saberá o momento de suspender o tratamento. Quando isso acontece deverá ser feito de forma gradual. Este medicamento é bem tolerado pela maioria dos pacientes, porém informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis tais como, tremores, palpitações, vertigens ou dificuldades de urinar. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. CLOPIXOL não deve ser ingerido junto com bebidas alcoólicas ou barbitúricos. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento. A capacidade de dirigir veículos ou de operar máquinas pode ser afetada. Portanto, deve-se tomar cuidado, sobretudo no início do tratamento. NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
Informações técnicas
Efeitos farmacológicos e modo de ação: O zuclopentixol é um derivado tioxanteno com pronunciado efeito antipsicótico e específico efeito depressor. O CLOPIXOL pode induzir uma sedação transitória dose dependente. No entanto, tal sedação inicial é vantajosa nas fases aguda a subaguda das psicoses. A tolerância ao efeito sedativo inespecífico se desenvolve rapidamente. O efeito antipsicótico dos neurolépticos é normalmente relacionado à capacidade deles bloquearem os receptores de dopamina, o que parece desencadear uma cadeia de reações já que outros sistemas neurotransmissores também são influenciados. O efeito depressor específico do CLOPIXOL o torna particularmente útil no tratamento de pacientes psicóticos que estejam agitados, inquietos, agressivos ou hostis. Farmacocinética: A biodisponibilidade do zuclopentixol após administração oral é de aproximadamente 44%. A concentração sérica máxima é alcançada em aproximadamente 4 horas após a administração oral. A meia vida biológica é de aproximadamente 20 horas após administração oral. Seus metabólicos são desprovidos de atividade psicofarmacológica. A excreção se dá principalmente através das fezes, mas também, em algum grau através da urina. O zuclopentixol atravessa a barreira placentária e passa para o leite materno em quantidades pequenas.
Indicações
Esquizofrenia aguda e crônica e outras psicoses, especialmente com sintomas como alucinações, delírios, distúrbios do pensamento, assim como agitação, inquietação, hostilidade e agressividade. Fase maníaca da psicose maníaco depressiva. Retardo mental associado com hiperatividade motora, agitação, violência, e outros distúrbios do comportamento. Demência senil com idéias paranóides, confusão e/ou desorientação ou distúrbios do comportamento.
Contraindicações
CLOPIXOL é contra-indicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade a qualquer um dos de seus componentes. Também é contra-indicado em intoxicações agudas por álcool, barbitúricos, ou opiáceos; estados comatosos.
Precauções
CLOPIXOL não deve ser ingerido com bebida alcoólica ou barbitúricos. Pacientes em terapia por longo prazo devem ser acompanhados cuidadosamente. O tratamento não deve ser interrompido abruptamente. CLOPIXOL deve ser usado com precaução em pacientes com desordens convulsivas, doença hepática ou cardiovascular avançada. Preferivelmente, o CLOPIXOL não deve ser usado durante a gravidez e lactação. Efeitos sobre atividades que requeiram atenção: A capacidade de dirigir veículos ou de operar máquinas pode ser afetada. Portanto, deve-se tomar cuidado, sobretudo no início do tratamento até que todas as reações individuais do paciente sejam conhecidas.
Interações medicamentosas
O CLOPIXOL pode aumentar a resposta ao álcool e aos efeitos dos barbitúricos e outros depressores do SNC. O CLOPIXOL não deve ser usado concomitantemente com a guanetidina ou compostos de ação similar, já que os neurolépticos podem bloquear o efeito anti-hipertensivo destes compostos. O CLOPIXOL reduz o efeito da levodopa e das drogas adrenérgicas. O uso concomitante da metoclopramida e piperazina aumenta o risco de sintomas extrapiramidais.
Posologia e modo de usar
Adultos: A dose deve ser ajustada individualmente de acordo com a condição do paciente. De modo geral, deve-se iniciar com uma dose pequena e aumentá-la até alcançar um efeito ótimo tão rápido quanto possível com base na resposta terapêutica. Esquizofrenia aguda e outras psicoses agudas; estados de agitação aguda graves e mania: Usualmente 10-50mg/dia. Em casos moderados a graves, iniciar com 20mg/dia e aumentar, caso necessário, 10 a 20mg/dia a cada 2-3 dias até 75mg ou mais por dia. Esquizofrenia crônica e outras psicoses crônicas: Dose de manutenção de 20 - 40mg/dia. Agitação em pacientes oligofrênicos: Usualmente 6-20mg/dia, se necessário, aumentar para 20-40mg/dia. Pacientes idosos ( > 65 anos de idade): Agitação e confusão em pacientes senis: Usualmente 2-6mg/dia (de preferência administrar no final do dia). Se necessário aumentar para 10-20mg/dia. Crianças: Não se recomenda o uso de zuclopentixol em crianças, uma vez que a segurança desse fármaco não está estabelecida para crianças.
Reações adversas
Neurológicas: Podem ocorrer sintomas extrapiramidais, especialmente durante as fases iniciais do tratamento. Na maioria dos casos, estes efeitos colaterais podem ser controlados satisfatoriamente através da redução da dose e/ou uso de substâncias antiparkinsonianas. O uso profilático de rotina de medicação antiparkinsoniana não é recomendado. A discinesia tardia pode ocorrer muito ocasionalmente em pacientes submetidos a tratamento de longo prazo. As drogas antiparkinsonianas não aliviam estes sintomas. Recomenda-se redução da dose ou, se possível a interrupção da terapia. Psíquicas: Sonolência na fase inicial do tratamento. Autonômicos: Boca seca, constipação, distúrbios de acomodação e distúrbios urinários. Cardiovasculares: Taquicardia, hipotensão ortostática e vertingens. Hepáticas: Podem ocorrer alterações leves e transitórias dos testes de função hepática.
Superdose
O conjunto dos seguintes sintomas pode indicar superdosagem: sonolência, coma, sintomas extrapiramidais, convulsões, hipotensão, choque, hipo ou hipertermia. Conduta na superdosagem: Tratamento sintomático e de suporte. Deve-se fazer lavagem gástrica, tão rápido quanto possível, após a ingestão oral. Administrar carvão ativado. Instituir medidas de suporte dos sistemas respiratório e cardiovascular. Não se deve utilizar epinefrina (adrenalina), pois pode resultar em redução ainda maior dos níveis tensionais. Convulsões podem ser tratadas com diazepam e os sintomas extrapiramidais com biperideno. Recomendações especiais: A síndrome neuroléptica maligna (SNM) é uma complicação rara, porém potencialmente fatal ao uso de substâncias neurolépticas. Os sinais cardinais da SNM são hipertermia, rigidez muscular e flutuação do nível de consciência associados a disfunção autonômica (pressão sangüínea lábil, taquicardia, sudorese). Além da imediata interrupção da medicação neuroléptica são vitais a instituição de medidas de suporte geral e tratamento sintomático.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA.
A PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.
Reg. MS: 1.0475.0045.001-5.
Reg. M.S.: 1.0475.0045.003-1.

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