Índice Remédio COMPLEXO B EMS

Apresentações
Comprimido revestido: Frasco com 100 comprimidos revestidos.
Comprimido revestido concentrado: Frasco com 20 e 100 comprimidos revestidos.
Solução oral (gotas): Frasco com 20 ml.
Xarope: Frasco com 120 ml.
Uso oral
Uso Adulto e Pediátrico
Composição
Cada comprimido rev. concentrado de Complexo B contém:

Cada comprimido revestido de Complexo B contém:

Cada 1 ml de xarope de Complexo B contém:

Cada 1ml de solução oral (gotas) de COMPLEXO B contém:
Informações técnicas
CARACTERÍSTICAS
Vitamina B1 (tiamina): participa das reações da respiração celular e do metabolismo da glicose. A deficiência da vitamina B1 afeta, predominantemente, o sistema nervoso periférico, o trato gastrintestinal e o sistema cardiovascular.
Farmacocinética: é rapidamente absorvida no trato gastrintestinal, principalmente no duodeno, exceto nas síndromes de má-absorção; o álcool inibe sua absorção; a absorção oral pode ser aumentada administrando a tiamina em porções divididas juntamente com alimento. A absorção máxima, por via oral, é de 8 a 15 mg por dia; sofre biotransformação hepática; eliminada pela urina, quase inteiramente (80 a 96%) como metabólito; o excesso é excretado nas formas íntegra e de metabólito, também pela urina.
Vitamina B2 (riboflavina): também participa como coenzima em reações de síntese e na respiração celular. Sua carência pode resultar em lesões características dos lábios, fissuras dos ângulos da boca, dermatite seborréica localizada na face, glossite (língua magenta), certos distúrbios funcionais e orgânicos dos olhos.
Farmacocinética: a hipovitaminose caracteriza-se clinicamente por alterações da pele e da mucosa, como estomatite, glossite, dermatite seborréica, vascularização da córnea e outros sintomas oculares, como fotofobia, pruridos, queimação e comprometimento da visão. Geralmente ocorre em associação com outras deficiências do complexo B. Na mucosa intestinal é transformada em flavina mononucleotídeo (FMN) que, no fígado, é convertido à flavina adenina dinucleotídio (FAD). FMN e FAD atuam como coenzimas, que são necessárias para a respiração tecidual normal. A riboflavina participa também da ativação da piridoxina e conversão do triptofano em ácido nicotínico. Pode estar compreendida na manutenção da integridade dos eritrócitos.
Vitamina B6 (cloridrato de piridoxina): Participa como coenzima nas reações químicas que envolvem aminoácidos (proteínas). Sua carência determina edema do tecido conjuntivo subcutâneo, ataques convulsivos, fraqueza muscular, anemia, além de deposição de ferro em excesso no fígado, baço e medula óssea, e sérios transtornos no sistema nervoso. Farmacocinética: é rapidamente absorvida do trato gastrintestinal, principalmente no jejuno, exceto em síndromes de má absorção; a piridoxina não se liga às proteínas plasmáticas, pois o fosfato de pirodoxal liga-se totalmente às proteínas plasmáticas; armazena-se principalmente no fígado, com quantidades menores no músculo e no cérebro; sofre biotransformação hepática, degradando-se a ácido 4-piridóxico; meia-vida de 15 a 20 dias; é eliminada pela urina, quase que inteiramente como metabólito, e o excesso é excretado pela urina, grandemente na forma íntegra; removível por hemodiálise.
Vitamina B12 (cianocobalamina): a cianocobalamina é essencial no metabolismo de folatos e a sua deficiência pode causar danos no sistema nervoso e na hematopoise. A carência de vitamina B12 determina a anemia perniciosa e lesões típicas do sistema nervoso.
Farmacocinética: é rapidamente absorvida do trato gastrintestinal (metade inferior do íleo), exceto em síndromes de má absorção.
Liga-se fortemente a proteínas, atinge a concentração plasmática máxima, após administração oral, em 8 a 12 horas. Armazenada principalmente no fígado (90%) e parte nos rins.
Sobre biotransformação hepática. Meia-vida; aproximadamente seis dias (400 dias no fígado). Excretada pelas fezes; o excesso das necessidades diárias é excretado, principalmente na forma inalterada, pela urina.
Nicotinamida: corresponde à amida do ácido nicotínico, também chamada niacinamida; apresenta fórmula molecular C6H6ON2.
A quantidade dietética recomendada para adultos é de 13 a 20 mg equivalentes. Ingestão excessiva ocasiona rubor facial e do pescoço, urticária, erupções cutâneas e distúrbios gastrintestinais.
É rara a deficiência por dieta inadequada. Em geral, quando ocorre, é secundária à má-absorção em alcoólatras ou dietas especiais em que são abolidas as fontes de vitamina. O quadro clínico característico é o da pelagra, com lesões eritematosas da pele nos locais onde há exposição à luz solar, atrito ou pressão. Com o tempo surge ceratinização e hiperpigmentação. Também fazem parte do quadro a diarréia e a dor abdominal. Pode haver apatia, cefaléia; se a pelagra evoluir, ocorre deteriorização progressiva da função psíquica, com alucinações e desorientação. Às vezes sobrevém anemia macrocítica, pela deficiência concomitante do ácido fólico.
A nicotinamida é componente de duas coenzimas: nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD) e nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato (NADP). Estas coenzimas são necessárias para a respiração tecidual, glicogenólise e metabolismo de lipídeos, aminoácidos, proteínas e purinas.
D-pantenol: apresenta fórmula molecular (C9H16O5N)Ca; sendo um pó amorfo ou microcristalino branco e levemente higroscópico, inodoro e de sabor amargo; é estável ao ar e a luz; a solução apresenta pH de 7 a 9.
1g é solúvel em 3 ml de água. Solúvel em glicerina e praticamente insolúvel no álcool, clorofórmio e éter.
Pantotenato de cálcio: é fator essencial na formação da coenzima. Esta coenzima transporta fragmentos da molécula de glicose para dentro das mitocôndrias, onde serão queimados até gás carbônico e água, com grande produção de energia. Participa também em reações importantes do metabolismo dos lipídeos, entre os quais, a síntese do colesterol e dos hormônios esteróides. Sua carência determina alterações de personalidade, fadiga, mal estar, dor de cabeça, fraqueza, distúrbios do sono, perturbações gastrintestinais, câimbras musculares e incordenação motora.
Farmacocinética: é absorvido rapidamente no trato gastrintestinal, exceto em síndromes de má-absorção.
Distribui-se nos tecidos orgânicos, principalmente na forma de coenzima A, concentrando-se mais no fígado, glândulas adrenais, coração e rins.
Não sofre biotransformação, é excretado principalmente (70%) pela urina, na forma íntegra; 30% são eliminados pelas fezes.
Indicações
Complexo B é indicado no tratamento da carência múltipla de vitaminas do complexo B e suas manifestações.
Contraindicações
Complexo B é contra-indicado para pacientes que apresentem hipersensibilidade aos constituintes da fórmula. Não está indicado no tratamento de hipovitaminoses específicas graves.
Não administrar a pacientes parkinsonianos em uso de levodopa isolada.
Advertências e precauções
Não administrar a vitamina B6 com a levodopa, a não ser que ela esteja associada a um inibidor da descarboxilase. Administrar com cuidado em casos de úlcera péptica.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista.
Comprimido revestido concentrado: "ESTE PRODUTO CONTÉM O CORANTE AMARELO DE TARTRAZINA QUE PODE CAUSAR REAÇÕES DE NATUREZA ALÉRGICA, ENTRE AS QUAIS ASMA BRÔNQUICA, ESPECIALMENTE EM PESSOAS ALÉRGICAS AO ÁCIDO ACETILSALICÍLICO".
Xarope:
"Atenção diabéticos: contém açúcar".
Interações medicamentosas
Riboflavina: concomitante com álcool impede sua absorção intestinal; antidepressivos tricíclicos ou fenotiazínicos podem aumentar suas necessidades; probenecida diminui sua absorção gastrintestinal.
Piridoxina: pode reduzir os níveis séricos de fenitoína e fenobarbital; pode reverter os efeitos antiparkinsonianos da levodopa (o mesmo não ocorre com a associação carbidopa-levodopa), cloranfenicol, etionamida, hidralazina, imunossupressores (como adrenocorticóides), azatioprina, ciclofosfamida, clorambucil, corticotropina, mercaptopurina), isoniazida ou penicilamina; podem causar anemia ou neurite periférica por sua ação antagônica à piridoxina, anticoncepcionais orais contendo estrogênios; podem aumentar as necessidades de piridoxina.
Posologia e modo de usar
Complexo B Comprimidos revestidos: Adulto: 1 comprimido 3 vezes ao dia ou de conformidade com a prescrição médica.
Complexo B Concentrado Comprimidos revestidos: Adultos: 1 comprimido ao dia ou de conformidade com a prescrição médica
Solução Oral (Gotas):
Crianças até 6 anos: 5 a 10 gotas, 3 vezes ao dia.
Crianças de idade escolar ou adultos: 40 a 60 gotas ao dia, divididas em 2 tomadas (1 ml corresponde a 23 gotas).
Xarope:
Adultos: 1 colher das de sobremesa (10 ml) ao dia.
Crianças: 1 colher das de chá (5 ml) 1 vez ao dia.
Reações adversas
Em pessoas com reconhecida hipersensibilidade à tiamina, podem ocorrer fenômenos alérgicos caracterizados por eritemia, prurido, náuseas, vômitos e reação anafilática. Esses fenômenos são raros, parecendo estar mais relacionados à administração endovenosa de tiamina pura. A administração de tiamina associada a outras vitaminas do complexo B parece reduzir o risco dessas reações. Em alguns pacientes podem ocorrer dor e irritação no local da aplicação de Complexo B.
ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS
Não foi encontrado nenhum relato bibliográfico que descreva sobre interações laboratoriais em pacientes que fizessem uso de Complexo B.
Superdose
Não existem relatos de efeitos atribuíveis a superdosagem. As manifestações alérgicas deverão ser tratadas com anti-histamínicos e/ou corticóides. Nas reações anafiláticas, utilizar adrenalina (subcutânea ou endovenosa) e corticóides endovenosos, promover reposição hídrica e alcalinização com bicarbonato de sódio.
PACIENTES IDOSOS
Não existem na literatura, relatos sobre advertências ou recomendações do uso adequado de Complexo B por pacientes idosos.
SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR. NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA.
Dizeres legais
Comprimido Revestido, Solução Oral (Gotas).
Registro MS n° 1.0235.0276
Comprimido Revestido Concentrado, Xarope.
Registro MS n° 1.0235.0242
Xarope e Solução oral (gotas)

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