Índice Remédio DINATON

Medicamento fitoterápico
Nomenclatura botânica oficial: Ginkgo biloba L.
Nomenclatura popular: ginco, ginkgo
Família: Ginkgoaceae
Parte da planta utilizada: Folhas.
Apresentações
DINATON® 80 mg: Caixa com 20 ou 60 comprimidos revestidos.
Composição
DINATON® 80 mg. Cada comprimido revestido contém: Extrato seco padronizado de folhas de Ginkgo biloba 80,0 mg*. *padronizado em 19,2 mg ginkgoflavonóides (determinados como quercetina, kaempferol e isorhamnetina) e 4,8 mg de terpenolactonas (ginkgolídeos A, B, C, J e bilobalídeos). Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido, dióxido de silício, talco, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol e óxido férrico.
Indicações
Distúrbios das funções do Sistema Nervoso Central:
Insuficiência cérebro-vascular e suas manifestações funcionais: tonturas, zumbidos (tinidos) resultantes de distúrbios circulatórios; cefaléias, fadiga, déficit de memória, dificuldade de concentração e atenção; tratamento sintomático dos distúrbios do desempenho cerebral causados por síndromes demenciais.
Distúrbio vascular periférico:
Insuficiência vascular periférica e suas manifestações:
Claudicação intermitente, cãibras noturnas e edemas idiopáticos ortostáticos.
Distúrbios neurosensoriais:
Distúrbios do equilíbrio e suas manifestações:
Vertigens, tonturas, zumbido (tinido); degeneração e isquemia retiniana (oclusão venosa da retina, degeneração macular senil, insuficiência cérebro retiniana e retinopatia diabética).
Resultados de eficácia
De 35 estudos realizados com o Ginkgo biloba, incluindo 3541 participantes, 33 encontraram efeitos positivos para o uso nas indicações: doença de Alzheimer, demência, zumbido, doença vascular periférica (claudicação intermitente), asma e depressão (BLUMENTHAL, 2003). Outros dois encontraram resultados negativos, um em demência (VAN DONGEN, 2000) e outro em zumbidos (DREW & DAVIES, 2001).
Dezoito estudos envolvendo um total de 1672 participantes embasaram a utilização de G. biloba no tratamento de demência decorrente de insuficiência cardiovascular ou Alzheimer. Desses dezoito estudos, cinco eram randomizados (R), duplo-cegos (DC), controlados por placebo (CP) e multicêntricos (MC), envolvendo 663 participantes; 11 eram R, DC e CP com um total de 898 participantes; e dois eram estudos R, DC, CP, cruzados, envolvendo um total de 111 participantes, focando o tratamento de G. biloba para claudicação intermitente com resultados positivos (BLUMENTHAL, 2003).
Uma recente meta-análise avaliou 33 trabalhos sobre a eficácia e a tolerabilidade de G. biloba no comprometimento cognitivo e na demência. Foram incluídos ensaios duplo-cegos, controlados e randomizados realizados até junho de 2002. em geral, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre o G. biloba e o placebo no que diz respeito aos efeitos adversos. Quanto à eficácia, conclui-se que existem benefícios associados ao uso de G. biloba em doses inferiores a 200 mg/dia por 12 semanas (p < 0,0001), ou em doses superiores a 200 mg/dia por 24 semanas (p=0,02). Parâmetros cognitivos, de atividades da vida diária e humor também apontam superioridade do G. biloba em relação ao placebo nas duas faixas de dosagem (BIRKS, 2002).
Caract farmacológicas
O extrato de Ginkgo biloba é constituído principalmente por ginkgoflavonóides (derivados da quercetina, kaempferol e isorhamnetina) e terpenolactonas (ginkgolídeos e bilobalídeos). Após a administração oral, os ginkgolídeos A, B e bilobalídeos possuem uma alta biodisponibilidade (98 - 100%; 79 - 93%; 70%, respectivamente). As suas meias-vidas de eliminação duram respectivamente 4,5h; 10,6 h e 3,2 h. Esses compostos são excretados inalterados na urina em 70% de ginkgolídeo A, 50% ginkgolídeo B e 30% bilobalídeos.
O G.biloba promove o incremento do suprimento sanguíneo cerebral através da vasodilatação e redução da viscosidade sanguínea, além de reduzir a densidade dos radicais livres de oxigênio nos tecidos nervosos. Os ginkgolídeos, especialmente o ginkgolídeo B, inibem o Fator de Ativação Plaquetária (PAF), potencializando os parâmetros hemodinâmicos como o aumento do fluxo sanguíneo, por meio da diminuição da viscosidade sanguínea e da agregação eritrocitária.
G.biloba reduz a progressão da demência, provavelmente por reduzir a infiltração de neutrófilos e a peroxidação lipídica, aumentando o fluxo sanguíneo antagonizando o PAF e modificando o metabolismo neuronal.
A fração de flavonóides é responsável pelo aumento da inibição da recaptação de serotonina, facilita a transmissão colinérgica e alfa-adrenérgica e estimula a recaptação de colina no hipocampo. A ação neuroprotetora está relacionada com a inibição da síntese do óxido nítrico.
Contraindicações
Pacientes com coagulopatias ou em uso de anticoagulantes e antiplaquetários devem ser cuidadosamente monitorados. O uso do medicamento deve ser suspenso pelo menos três dias antes de procedimentos cirúrgicos.
Pacientes com histórico de hipersensibilidade e alergia a qualquer um dos componentes da fórmula não devem fazer uso do produto.
Advertências
DE ACORDO COM A CATEGORIA DE RISCO DE FÁRMACOS DESTINADOS ÀS MULHERES GRÁVIDAS, DINATON® APRESENTA CATEGORIA DE RISCO C.
DINATON®
NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA OU DO CIRURGIÃO DENTISTA.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco:
DINATON®
não deve ser utilizado em crianças menores de 12 anos.
Não existe contra-indicações ou precauções específicas para os pacientes idosos.
Interações medicamentosas
A associação de DINATON® com anticoagulantes, antiplaquetários, antiinflamatórios não-esteroidais (AINES) e/ou agentes trombolíticos pode aumentar o risco de hemorragias.
DINATON® pode diminuir a efetividade dos anticonvulsivantes e alterar os efeitos da insulina, aumentando a sua depuração.
Pode provocar mudanças no estado mental quando associado à buspirona ou Hypericum perforatum.
Potencializa o efeito dos inibidores da monoaminaoxidase e aumenta o risco dos efeitos colaterais da nifedipina.
Pode aumentar o risco de aparecimento da síndrome serotoninérgica quando associado aos inibidores da recaptação de serotonina e pode causar hipertensão em uso concomitante com os diuréticos tiazídicos.
A associação de DINATON® com omeprazol acarreta diminuição de nível sérico do omeprazol.
A associação com trazodona pode trazer risco de sedação excessiva.
Quando associado com risperidona e/ou fluoxetina há diminuição da disfunção sexual.
A associação com papaverina pode acarretar potencialização de efeitos terapêuticos e adversos.
Cuidados de armazenamento
Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), em sua embalagem original, ao abrigo da luz e umidade.
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, DINATON® apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação.
Não devem ser utilizados medicamentos fora do prazo de validade, pois podem trazer prejuízos à saúde.
CONSERVAR O MEDICAMENTO EM SUA EMBALAGEM ORIGINAL.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Posologia e modo de usar
Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto:
Uso oral, exclusivamente em adultos.
Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos inteiros e sem mastigar com quantidade suficiente de água para que sejam deglutidas.
Caso haja esquecimento da ingestão de uma dose de DINATON®, retome a posologia prescrita sem a necessidade de suplementação.
Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), em sua embalagem original, ao abrigo da luz e umidade.
ASPECTO FÍSICO
DINATON®
80 mg é um comprimido de coloração amarelo escuro e de formato redondo.
CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS
DINATON®
tem odor e sabor característicos.
POSOLOGIA
DINATON®
80 mg comprimidos revestidos: 1 comprimido revestido contendo 80 mg do extrato padronizado, 2 vezes ao dia, ou a critério médico.
Reações adversas
Podem ocorrer distúrbios gastrintestinais, cefaléias e reações alérgicas cutâneas (hiperemia, edema e prurido). Também foram relatados enjôos, palpitações, hemorragias e hipotensão. Casos de hemorragia subaracnóide, hematoma subdural, hemorragia intracerebral, hematoma subfrênico, hemorragia vítrea e sangramento pós-operatório foram relatados em pacientes que faziam uso de G.biloba isoladamente.
Superdose
Suspender a medicação imediatamente. Recomenda-se tratamento de suporte sintomático pelas medidas habituais de apoio e controle das funções vitais.
Dizeres legais
MS - 1.0573.0296
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

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