Índice Remédio GEODON

Apresentações
Geodon® 40 mg ou 80 mg em embalagens contendo 14 ou 30 cápsulas.
USO ADULTO
USO ORAL
Composição
Cada cápsula de Geodon® 40 mg ou 80 mg contém cloridrato de ziprasidona monoidratada equivalente a 40 mg ou 80 mg de ziprasidona base, respectivamente.
Excipientes: lactose monoidratada, amido de milho pré-gelatinizado, estearato de magnésio.
Indicações
Geodon® (cloridrato de ziprasidona) é indicado para o tratamento da esquizofrenia, transtornos esquizoafetivo e esquizofreniforme, estados de agitação psicótica e mania bipolar aguda, para manutenção da melhora clínica e prevenção de recidivas durante a continuação da terapia e tratamento de manutenção em pacientes com transtorno bipolar, em adultos.
Geodon® também é indicado para o tratamento de manutenção, em associação com lítio ou ácido valpróico, em pacientes com transtorno bipolar I.
Caract farmacológicas
Propriedades Farmacodinâmicas
Estudos de Ligação aos Receptores
A ziprasidona possui alta afinidade pelos receptores de dopamina tipo 2 (D2) e afinidade substancialmente maior pelos receptores de serotonina tipo 2A (5HT2A). A ziprasidona também interage com os receptores de serotonina 5HT2C, 5HT1D e 5HT1A, sendo que a afinidade por estes receptores é igual ou maior à sua afinidade pelo receptor D2. A ziprasidona possui afinidade moderada pelos transportadores neuronais de serotonina e de norepinefrina e pelos receptores histamínicos H1 e receptores alfa1. O antagonismo a estes receptores foi associado à sonolência e hipotensão ortostática, respectivamente. A ziprasidona apresenta afinidade desprezível pelos receptores muscarínicos M1. O antagonismo a esse receptor foi associado a danos de memória.
Estudos Funcionais dos Receptores
Estudos pré-clínicos adicionais foram realizados para identificar efeitos agonistas ou antagonistas em receptores nos quais a ziprasidona se liga com afinidade de grau alto a moderado. A ziprasidona demonstrou ser antagonista tanto dos receptores de serotonina do tipo 2A (5HT2A) como dos receptores de dopamina do tipo 2 (D2). Sugere-se que a atividade antipsicótica seja mediada, em parte, por meio desta combinação de atividades antagonistas.
A ziprasidona também é um antagonista potente dos receptores 5HT2C e 5HT1D, um agonista potente do receptor 5HT1A e inibe a recaptação neuronal de norepinefrina e serotonina. As propriedades de recaptação neuronal e serotoninérgica da ziprasidona estão associadas à atividade antidepressiva. Além disso, o agonismo ao receptor 5HT1A foi associado a efeitos ansiolíticos. O antagonismo potente ao receptor 5HT2C foi associado à atividade antipsicótica.
Estudos de Tomografia de Emissão de Pósitrons (PET) em Humanos
Após 12 horas da administração de 40 mg de ziprasidona, o bloqueio do receptor 5HT2A foi maior que 80% e do receptor D2 foi maior que 50%, utilizando a tomografia de emissão de pósitrons.
Informações Adicionais provenientes dos Estudos Clínicos
Em um estudo comparativo duplo-cego foram avaliados parâmetros metabólicos incluindo peso, níveis em jejum de colesterol total, triglicérides, insulina e índices de resistência à insulina. Em pacientes recebendo ziprasidona, nenhuma alteração significativa em relação ao pré-tratamento foi observada em qualquer um desses parâmetros.
Resultados de um grande estudo de segurança pós-comercialização
Um estudo randomizado pós-aprovação observacional, de acompanhamento por 1 ano de 18.239 pacientes, foi realizado para determinar se o efeito da ziprasidona no intervalo QTc está associado com um risco aumentado de mortalidade, não suicida, em pacientes com esquizofrenia. Este estudo, que foi realizado com práticas clínicas naturalisticas, não mostrou nenhuma diferença na taxa de mortalidade, não suicida, entre os tratamentos com ziprasidona e olanzapina.
Informações de Estudos Clínicos
Esquizofrenia
A eficácia da ziprasidona no tratamento dos sintomas positivos e negativos da esquizofrenia foi estabelecida em estudos clínicos de 4 e 6 semanas, controlados com placebo e com fármaco ativo, em pacientes hospitalizados com exacerbação aguda da doença.
Em um estudo clínico de 52 semanas, placebo-controlado, em pacientes com quadro de esquizofrenia crônica estável, a ziprasidona foi significativamente mais eficaz na prevenção de recidivas da esquizofrenia, quando comparada ao placebo. A ziprasidona demonstrou uma melhora contínua nos sintomas negativos primários e na função global (psicológica, social e ocupacional) neste estudo em uma população de pacientes hospitalizados, durante um período de 52 semanas.
Foi conduzida uma análise do efeito da ziprasidona em pacientes com sintomas depressivos clinicamente significativos, definidos como um escore ≥ 14 na Escala de Avaliação de Depressão de Montgomery-Åsberg (MADRS - Montgomery-Åsberg Depression Rating Scale), em 2 estudos multicêntricos, placebo-controlados, em esquizofrenia aguda. Foi observada uma melhora na MADRS, estatisticamente significativa, em comparação ao placebo (p < 0,05) nestes 2 estudos em pacientes recebendo 60 mg e 80 mg, a cada 12 horas.
Mania Bipolar
Uso em Adultos
A eficácia da ziprasidona 40 - 80 mg, a cada 12 horas, foi estabelecida em 2 estudos duplo-cego, controlados por placebo, de 3 semanas, com pacientes selecionados de acordo com o critério do DSM-IV para distúrbio bipolar tipo I, que tinham apresentado recentemente um episódio de mania aguda ou episódio misto com ou sem características psicóticas. Os resultados demonstraram que a ziprasidona foi significativamente mais efetiva que o placebo no tratamento destes pacientes. A ziprasidona foi estatisticamente superior ao placebo conforme determinado através da alteração média a partir da linha de base até o endpoint (21° dia ou outro dia no caso de descontinuação antecipada) na Escala de Classificação de Mania (Mania Rating Scale - MRS) e grau de gravidade (CGI Severity Score - CGI-S). No primeiro estudo, uma melhora estatisticamente significativa foi evidente no grupo da ziprasidona do 2° (MRS) e 4° dia (CGI-S) e foi mantida de forma contínua até o 21° dia. No segundo estudo foi evidente uma melhora estatisticamente significativa em ambas as escalas desde o 2° dia e mantida até o 21° dia.
O tratamento de mania com ziprasidona por mais de 3 semanas e o uso profilático em distúrbios bipolares, não foi avaliado sistematicamente em estudos clínicos controlados. Entretanto, os efeitos em longo-prazo da terapia com ziprazidona foram avaliados em um estudo aberto de extensão, de 52 semanas, após ensaio duplo-cego controlado por 3 semanas. A extensão do estudo incluiu 127 pacientes que completaram a fase inicial de 3 semanas. Estes pacientes foram tratados por ≤ 52 semanas; a dose média de ziprasidona em um ano foi de 123 mg/dia e o tempo médio de tratamento foi 105 dias. Quarenta e oito pacientes completaram a fase de extensão. A eficácia foi medida através das mudanças nas Escalas de Classificação de Mania (Mania Rating Scale - MRS) e grau de gravidade (CGI Severity Score - CGI-S). Os pacientes foram avaliados nas semanas 1, 2, 4, 12, 28 e 52. Reduções significativas nas escalas MRS e CGI-S foram observadas desde o terceiro dia da fase de extensão até a 52ª semana.
Tratamento de Manutenção em Pacientes com Transtorno Bipolar
A eficácia de ziprasidona no tratamento de manutenção do Transtorno Bipolar I foi estabelecida em um estudo clínico placebo-controlado de 6 meses em pacientes que atendiam o critério DSM-IV para Transtorno Bipolar I. O estudo incluiu pacientes cujo episódio mais recente era a maníaco ou misto, com ou sem características psicóticas. Na fase aberta do estudo, era requerido que os pacientes estivessem estáveis com o uso de ziprasidona mais lítio ou ácido valpróico por pelo menos 8 semanas para serem randomizados. Na fase randomizada, duplo-cego de 6 meses, pacientes continuaram o tratamento com lítio ou ácido valpróico e foram randomizados para receberem ziprasidona (administrado 2 vezes/dia totalizando 80 a 160 mg/dia) ou placebo. Geralmente na fase de manutenção, pacientes continuaram com a mesma dose na qual eles estavam estabilizados durante a fase de estabilização. O endpoint primário neste estudo foi no momento da recorrência de um episódio de humor (episódios maníaco, misto ou depressivo). Um episódio de humor foi definido como início de medicação ou hospitalização para um episódio de humor: resultado MRS ≥18 ou resultado MADRS ≥18 em 2 avaliações consecutivas não mais do que 10 dias; ou descontinuação do estudo devido a um episódio de humor. Um total de 584 indivíduos foram tratados em um período aberto de estabilização. Num período de randomização duplo-cego, 127 indivíduos foram tratados com ziprasidona e 112 indivíduos foram tratados com placebo. A ziprasidona foi superior ao placebo no aumento do tempo de recorrência de um episódio de humor.
Propriedades Farmacocinéticas
Após a administração oral de doses múltiplas de ziprasidona com alimentos, o pico de concentração sérica ocorreu, tipicamente, 6 a 8 horas após a dose. A ziprasidona apresenta cinética linear ao longo do intervalo de dose terapêutica de 40 a 80 mg, a cada 12 horas, em pacientes no estado pós-prandial. A biodisponibilidade absoluta de uma dose de 20 mg é de 60% neste estado. A absorção de ziprasidona é reduzida em até 50% quando a ziprasidona é administrada sob condições de jejum. Em um estudo de doses múltiplas, Geodon® (cloridrato de ziprasidona) suspensão oral demonstrou-se bioequivalente a Geodon® cápsulas no estado de equilíbrio (steady state). Em um estudo de administração de dose única, a bioequivalência foi demonstrada em relação a AUC. Uma Cmáx discretamente menor foi alcançada com a suspensão oral em relação à cápsula.
A administração de ziprasidona a cada 12 horas geralmente atinge o estado de equilíbrio dentro de 3 dias. As exposições sistêmicas no estado de equilíbrio estão relacionadas à dose.
No estado de equilíbrio, a meia-vida de eliminação terminal média da ziprasidona é de aproximadamente 6,6 horas após administração oral. O clearance sistêmico médio da ziprasidona administrada intravenosamente é de 7,5 mL/min/kg e o volume de distribuição é de aproximadamente 1,5 L/kg. A ziprasidona está amplamente ligada às proteínas plasmáticas ( > 99%) e sua ligação parece ser independente da concentração.
A ziprasidona é extensamente metabolizada após administração oral; apenas uma pequena quantidade é excretada na urina ( < 1%) ou nas fezes ( < 4%) como fármaco inalterado. A ziprasidona é depurada principalmente por três vias metabólicas, levando à formação de quatro principais metabólitos circulantes: sulfóxido de benzisotiazol piperazina (BITP), sulfona de BITP, sulfóxido de ziprasidona e S-metil-diidroziprasidona. Aproximadamente 20% da dose é excretada na urina, com aproximadamente 66% sendo eliminada nas fezes. A ziprasidona inalterada representa cerca de 44% do total de substâncias séricas relacionadas ao fármaco.
Estudos in vitro indicam que o citocromo CYP3A4 é o principal citocromo P450 catalisador do metabolismo oxidativo da ziprasidona. O metabólito S-metil-diidroziprasidona é gerado em 2 etapas catalisadas pela aldeído oxidase e pela tiol metiltransferase.
A ziprasidona, a S-metil-diidroziprasidona e o sulfóxido de ziprasidona, quando testados in vitro, compartilham propriedades que podem ser preditivas de um efeito de prolongamento do intervalo QTc. A S-metil-diidroziprasidona é eliminada principalmente por excreção fecal e por metabolismo catalisado pelo CYP3A4. O sulfóxido é eliminado por excreção renal e por metabolismo secundário catalisado pelo CYP3A4.
Em um estudo de fase I, o cetoconazol (400 mg/dia), um inibidor da CYP3A4, aumentou as concentrações séricas da ziprasidona em < 40%. A concentração sérica da S-metil-diidroziprasidona, no Tmáx esperado de ziprasidona, foi aumentada em 55% durante tratamento com cetoconazol. Não foi observado prolongamento adicional do intervalo QTc.
Não foram observadas diferenças clinicamente significativas na farmacocinética da ziprasidona em indivíduos jovens e homens ou mulheres idosos após administração oral.
A avaliação farmacocinética das concentrações séricas de ziprasidona em pacientes tratados por via oral, não revelou qualquer diferença farmacocinética significativa entre fumantes e não-fumantes.
Não foram observadas diferenças acentuadas na farmacocinética da ziprasidona oral em pacientes com insuficiência renal de grau moderado a grave, quando comparado a indivíduos com função renal normal. Não se sabe se as concentrações séricas dos metabólitos aumentaram nesses pacientes.
Na insuficiência hepática de grau leve a moderado (classe A ou B de Child-Pugh), as concentrações séricas de ziprasidona após a administração oral foram 30% mais altas e a meia-vida terminal foi prolongada em cerca de 2 horas em relação aos indivíduos sadios.
Dados de Segurança Pré-Clínicos
Dados de segurança pré-clínicos de ziprasidona, baseados em estudos convencionais de segurança farmacológica, genotóxicas e de potencial carcinogênico, não revelaram risco especial para humanos. A ziprasidona não apresentou evidências de teratogenicidade em estudos reprodutivos em ratos e coelhos. Efeitos adversos sobre a fertilidade, um aumento do número de filhotes natimortos, diminuição do peso dos filhotes e atraso no desenvolvimento funcional foram observados em doses que causaram toxicidade materna, como sedação e diminuição no ganho de peso corpóreo. Aumentos da mortalidade perinatal e atraso no desenvolvimento funcional dos animais ocorreram quando concentrações plasmáticas maternas foram extrapoladas para serem similares às concentrações máximas em humanos nas doses terapêuticas.
Contraindicações
Geodon® (cloridrato de ziprasidona) é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à ziprasidona ou a qualquer componente da fórmula.
Geodon® também é contra-indicado a pacientes com prolongamento conhecido do intervalo QT, incluindo síndrome congênita do QT longo, a pacientes com infarto do miocárdio recente, insuficiência cardíaca descompensada ou arritmias cardíacas que necessitem de tratamento com fármacos antiarrítmicos das classes IA e III (vide "Advertências e Precauções").
Advertências e precauções

Intervalo QT
A ziprasidona causa um prolongamento no intervalo QT de grau leve a moderado.
Na base de dados dos estudos clínicos realizados no período pré-comercialização para a formulação oral, a incidência de prolongamento do intervalo QTc para um valor acima de 500 ms foi de 3 casos em um total de 3266 (0,1%) pacientes tratados com ziprasidona e 1 caso em um total de 538 (0,2%) pacientes recebendo placebo.
Alguns fármacos, incluindo antiarrítmicos das classes IA e III que prolongam o intervalo QT para um valor maior que 500 ms, foram associados à ocorrência rara de taquicardia ventricular (torsade de pointes), uma arritmia com risco de vida (vide "Contra-indicações").
Existem raros casos de torsade de pointes em pacientes com múltiplos fatores de risco na experiência pós-comercialização com Geodon® (cloridrato de ziprasidona). Uma relação causal com a ziprasidona ainda não foi estabelecida.
Geodon® deve ser utilizado com cautela por pacientes com os seguintes fatores de risco, que podem aumentar o risco de ocorrência desta arritmia:
• bradicardia;
• desequilíbrio eletrolítico;
• uso concomitante com outros fármacos que prolongam o intervalo QT.
Se sintomas cardíacos sugestivos de arritmias forem observados ou relatados durante o tratamento, deve ser feita uma avaliação cardiológica apropriada. Se o intervalo QTc encontrado for maior que 500 ms, é recomendado que o tratamento seja interrompido (vide "Contra-indicações").
Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM)
A Síndrome Neuroléptica Maligna, um complexo potencialmente fatal, foi relatada em associação a fármacos antipsicóticos, incluindo a ziprasidona. As manifestações clínicas de SNM são: hiperpirexia, rigidez muscular, estado mental alterado e evidência de instabilidade autonômica (pulso ou pressão arterial irregular, taquicardia, diaforese e disritmia cardíaca). Sinais adicionais podem incluir níveis elevados de creatina fosfoquinase, mioglobinúria (rabdomiólise) e insuficiência renal aguda. Se um paciente desenvolver sinais e sintomas indicativos de SNM, ou se apresentar febre alta inexplicada sem manifestações clínicas adicionais de SNM, todos os fármacos antipsicóticos devem ser descontinuados.
Discinesia Tardia
Assim como ocorre com outros antipsicóticos, existe um potencial da ziprasidona causar discinesia tardia e outras síndromes extrapiramidais tardias após tratamento prolongado. Se aparecerem sinais e sintomas de discinesia tardia, deve-se considerar a redução da dose ou a descontinuação de Geodon®.
Convulsões
Assim como ocorre com outros antipsicóticos, recomenda-se cautela no tratamento de pacientes com histórico de convulsões.
Fármacos ativos no SNC/Álcool
Considerando os efeitos primários da ziprasidona no SNC, deve-se ter cautela quando esta for administrada em associação a outros fármacos de ação central, incluindo álcool e fármacos que agem nos sistemas dopaminérgicos e serotoninérgicos.
Aumento da Mortalidade em Pacientes Idosos com Psicose Relacionada à Demência
Dados sobre pacientes idosos com psicose relacionada à demência demonstraram risco aumentado de morte, quando tratados com medicamentos antipsicóticos, em comparação aos pacientes tratados com placebo. Os dados de estudos com ziprasidona no tratamento de pacientes idosos com demência, são insuficientes para concluir se existe ou não um risco aumentado de morte com ziprasidona vs. placebo nesta população de pacientes. A ziprasidona não está aprovada para o tratamento de pacientes idosos com psicose relacionada à demência.
Priapismo
Casos de priapismo têm sido relatados com o uso de antipsicóticos, incluindo a ziprasidona. Esta reação adversa, assim como acontece com outras drogas psicotrópicas, não parece ser dose-dependente e nem ter correlação com a duração do tratamento.
Hiperprolactinemia
Tal como acontece com outras drogas que antagonizam os receptores de dopamina tipo 2 (D2), a ziprasidona pode elevar os níveis de prolactina. Distúrbios, tais como galactorréia, amenorréia, ginecomastia e impotência têm sido relatados com a elevação de prolactina induzida por medicamentos. Hiperprolactinemia prolongada quando associada com hipogonadismo pode levar à diminuição da densidade óssea.
Uso durante a Gravidez e Lactação
Estudos de toxicidade na reprodução realizados com ziprasidona oral não demonstraram efeitos adversos no processo reprodutivo, além daqueles secundários à toxicidade materna resultante de um efeito farmacológico exacerbado, em doses iguais ou maiores que 17,5 vezes a dose máxima recomendada para humanos. Não houve evidências de teratogenicidade com as doses estudadas (vide "Informações Técnicas -Dados de Segurança Pré-Clínicos").
Uso durante a Gravidez
Não foram conduzidos estudos em mulheres grávidas. Mulheres com potencial de engravidar que estejam recebendo Geodon® devem ser aconselhadas a utilizar um método contraceptivo adequado. Recém-nascidos expostos a medicamentos antipsicóticos durante o terceiro trimestre de gravidez correm o risco de apresentar sintomas extrapiramidais e / ou de abstinência após o parto. Há relatos de agitação, hipertonia, hipotonia, tremor, sonolência, dificuldade respiratória e desordem alimentar nestes recém-nascidos. Ziprasidona deve ser utilizado durante a gravidez somente se o benefício potencial para a mãe superar o potencial de risco para o feto.
Geodon® é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a Lactação
Não se sabe se a ziprasidona é excretada no leite materno. As pacientes devem ser advertidas a não amamentar se estiverem em tratamento com Geodon®.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e de Operar Máquinas
Assim como ocorre com outros fármacos psicoativos, Geodon® pode causar sonolência.
Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Interações medicamentosas

Fármacos Antiarrítmicos das Classes IA e III - vide "Contra-indicações" e "Advertências e Precauções - Intervalo QT".
Uso Concomitante com Outros Fármacos que Prolongam o Intervalo QT - vide "Advertências e Precauções - Intervalo QT".
Fármacos ativos no SNC/ Álcool - vide "Advertências e Precauções - Fármacos ativos no SNC/Álcool".
Efeito de Geodon® sobre Outros Fármacos
A ziprasidona não demonstrou efeito inibitório sobre CYP1A2, CYP2C9 ou CYP2C19, quando testada em microssomos hepáticos humanos. A concentração de ziprasidona requerida para inibir os citocromos CYP2D6 e CYP3A4, in vitro, foi no mínimo 1000 vezes maior que a concentração livre que pode ser esperada in vivo. É improvável que a ziprasidona cause interações medicamentosas clinicamente importantes mediadas por estas enzimas.
- dextrometorfano - de acordo com os resultados obtidos in vitro, um estudo em voluntários sadios demonstrou que a ziprasidona não alterou o metabolismo do dextrometorfano, mediado pelo CYP2D6, para seu principal metabólito, o dextrorfano.
- contraceptivos orais - a administração de ziprasidona não resultou em alteração significativa na farmacocinética de estrógenos (etinilestradiol, um substrato do CYP3A4) ou progesterona.
-lítio - a co-administração de ziprasidona não teve efeito na farmacocinética do lítio.
-ligação às proteínas - a ziprasidona se liga extensivamente às proteínas plasmáticas. A ligação da ziprasidona às proteínas plasmáticas, in vitro, não foi alterada pela varfarina ou propranolol (2 fármacos que são altamente ligados às proteínas), e a ziprasidona também não alterou a ligação destes fármacos no plasma humano. Desta maneira, o potencial de um fármaco interagir com a ziprasidona devido ao deslocamento, é improvável.
Efeitos de Outros Fármacos sobre Geodon®
A ziprasidona é metabolizada pela aldeído oxidase e em menor extensão pela CYP3A4. Não há indutores ou inibidores clinicamente conhecidos da aldeído oxidase que sejam relevantes.
O cetoconazol, um potente inibidor da CYP3A4, na dose de 400 mg ao dia, produziu um aumento de aproximadamente 35% na exposição da ziprasidona (AUC e Cmáx). Estas alterações produzidas pelo cetoconazol parecem não ter relevância clínica.
A carbamazepina, um indutor da CYP3A4, na dose de 200 mg a cada 12 horas, produziu uma diminuição de 36% na exposição da ziprasidona. Estas alterações produzidas pela carbamazepina parecem não ter relevância clínica.
A cimetidina, um inibidor não-específico da CYP, não afetou significativamente a farmacocinética da ziprasidona.
Doses múltiplas de antiácido à base de alumínio ou magnésio não alteraram a farmacocinética da ziprasidona.
A avaliação farmacocinética das concentrações séricas de ziprasidona em estudos clínicos não revelou qualquer evidência de interações clinicamente significativas com a benzatropina, propranolol ou lorazepam.
Posologia e modo de usar
Geodon® (cloridrato de ziprasidona) é apresentado na forma de cápsulas para uso oral.
Uso em Adultos
Esquizofrenia e Mania Bipolar
A dose inicial recomendada é de 40 mg a cada 12 horas, administrada com alimentos (vide "Propriedades Farmacocinéticas"). A dose diária pode ser subsequentemente ajustada com base na resposta clínica individual até uma dose máxima de 80 mg a cada 12 horas. Se houver indicação clínica, a dose máxima recomendada pode ser alcançada no 3° (terceiro) dia de tratamento.
Tratamento de Manutenção (em associação com lítio ou ácido valpróico)
A eficácia do tratamento de manutenção do transtorno bipolar foi demonstrada com Geodon® (administrado 2 vezes por dia dentro da faixa de 40-80 mg 2 vezes/dia com alimento) combinado com lítio ou ácido valpróico. Geralmente, na fase de manutenção, pacientes continuaram com a mesma dose na qual eles foram estabilizados durante a fase de estabilização (vide "Propriedades Farmacodinâmicas - Estudos Clínicos").
Os pacientes devem ser reavaliados periodicamente para determinar a necessidade de tratamento de manutenção.
Uso em Pacientes Pediátrico
A segurança e eficácia em indivíduos menores de 18 anos não foram estabelecidas.
Uso em Idosos
Geralmente não é necessário ajuste de dose em pacientes idosos (65 anos ou mais).
Uso na Insuficiência Renal
Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.
Uso na Insuficiência Hepática
Em pacientes com insuficiência hepática de grau leve a moderado, doses menores devem ser consideradas. Uma vez que não há experiência clínica em pacientes com insuficiência hepática grave, Geodon® deve ser utilizado com cautela neste grupo de pacientes (vide "Propriedades Farmacocinéticas").
Uso em fumantes
Não é necessário ajuste de dose em pacientes fumantes.
Reações adversas
Esquizofrenia
A tabela 1 apresenta eventos adversos que ocorreram com frequência ≥ 1% e aqueles que ocorreram com frequência maior quando comparado ao placebo no estudo de curto prazo, placebo-controlado de ziprasidona em esquizofrenia.

A incidência de convulsões foi rara, ocorrendo em menos de 1% dos pacientes tratados com Geodon® (cloridrato de ziprasidona).
Em estudos clínicos duplo-cegos, ativo-controlados, a Escala de Carga de Distúrbio do Movimento (Movement Disorder Burden Scale), uma medida de avaliação de sintomas extrapiramidais, foi estatisticamente significativa (p ≤ 0,05) a favor da ziprasidona quando comparada ao haloperidol e risperidona. Foram observadas alterações comparáveis a essas na Escala de Simpson-Angus e Escala de Acatisia de Barnes em pacientes tratados com ziprasidona e placebo. Além disso, a incidência de relatos de acatisia e do uso de fármacos anticolinérgicos foi maior em pacientes tratados com haloperidol e risperidona, quando comparados aos pacientes recebendo ziprasidona.
Em estudos clínicos de curto prazo, de 4 a 6 semanas, placebo-controlados, de dose fixa, a incidência de ganho de peso corpóreo registrada como um evento adverso foi baixa e igual em pacientes tratados com ziprasidona e pacientes tratados com placebo (ambos 0,4%). Houve um pequeno aumento no peso médio dos pacientes tratados com ziprasidona (0,5 kg), mas não nos pacientes tratados com placebo.
Em um estudo placebo-controlado de 1 ano foi observada uma perda de peso média de 1 a 3 kg em pacientes tratados com ziprasidona, comparado a uma perda média de 3 kg em pacientes tratados com placebo.
Foi observado um aumento apenas transitório da prolactina durante a administração crônica de ziprasidona.
Em um estudo clínico placebo-controlado de 52 semanas, o índice de descontinuação devido a eventos adversos foi similar entre pacientes tratados com ziprasidona e aqueles tratados com placebo.
Mania Bipolar
A tabela 2 apresenta eventos adversos que ocorreram com uma frequência ≥ 5% e aqueles que ocorreram com frequência maior quando comparado ao placebo no estudo de curto prazo, placebo-controlado de ziprasidona em mania bipolar.

Efeitos metabólicos
Durante um estudo de manutenção adjuvante controlado por placebo, de 6 meses com Geodon® em pacientes adultos com transtorno bipolar, a incidência de ganho de peso clinicamente significativa (≥7% do peso corporal) durante o período duplo-cego foi de 5,6% para os grupos de tratamento com Geodon® e placebo. Neste estudo, a alteração média do pré-tratamento na semana 24 com glicemia em jejum foi +0,3 ± 22,9 mg/dL em pacientes tratados com Geodon® (N=65) e +2,6 ± 22,9 mg/dL em pacientes tratados com placebo (N=37). A alteração média do pré-tratamento em níveis de colesterol total (+0,7 ± 22,1 vs. +5,0 ± 30,0 mg/dL; N=64 vs. N= 37), LDL (-0,1 ± 19,0 vs. +3,7 ± 23,2 mg/dL; N=63 vs. N=36), HDL (-0,7 ± 7,6 vs. -0,8 ± 9,5; N=65 vs. N=37) e triglicérides (+5,2 ± 61,0 vs. -0,8 ± 82,8 mg/dL; N=64 vs. N=37) em jejum foi similar em pacientes que receberam Geodon® e placebo.
Reações Adversas Pós-comercialização
As seguintes reações adversas foram relatadas durante a experiência pós-comercialização:
Sistema imune: reação alérgica.
Psiquiátrico: insônia, mania/hipomania.
Sistema nervoso: paralisia facial, síndrome neuroléptica maligna, síndrome serotoninérgica (sozinha ou em combinação com medicamentos serotoninérgicos), discinesia tardia.
Cardiovascular: taquicardia e torsade de pointes (vide "Advertências e Precauções").
Vascular: hipotensão postural, síncope.
Gastrintestinal: disfagia, inchaço na língua.
Pele e tecido subcutâneo: angioedema e rash.
Renal e urinário: enurese, incontinência urinária.
Sistema reprodutivo e mamas: galactorréia e priapismo.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária -NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Superdose
A experiência de superdosagem com Geodon® (cloridrato de ziprasidona) é limitada. A maior ingestão confirmada é de 12800 mg. Neste caso, foram relatados sintomas extrapiramidais e um intervalo QTc de 446 ms (sem sequela cardíaca). Em casos de superdosagem, em geral, os sintomas mais comumente relatados foram: sintomas extrapiramidais, sonolência, tremor e ansiedade.
Se houver suspeita de superdosagem, deve ser considerada a possibilidade de envolvimento de múltiplos fármacos. Não há antídoto específico para ziprasidona. Em casos de superdosagem aguda, deve-se estabelecer e manter uma via aérea e garantir ventilação e oxigenação adequadas. Deve-se considerar a lavagem gástrica (após entubação, se o paciente estiver inconsciente) e a administração de carvão ativado associado a um laxante. A possibilidade de obnubilação, convulsões ou reação distônica da cabeça e pescoço após superdosagem, pode levar ao risco de aspiração por vômito induzido. A monitoração cardiovascular deve começar imediatamente e deve incluir monitoração eletrocardiográfica contínua para detectar possíveis arritmias.
Devido ao fato da ziprasidona estar altamente ligada às proteínas, é improvável que a hemodiálise seja benéfica no tratamento de superdosagem. A rigorosa monitoração e supervisão médica devem ser mantidas até que o paciente se recupere.
Dizeres legais
MS - 1.0216.0066
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DE RECEITA.

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