Índice Remédio INFECTRIN

Apresentações
INFECTRIN suspensão. frascos com 50 e 120 ml, acompanhado de copo-medida graduado.
USO ORAL.
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 1 MÊS E MEIO.
INFECTRIN comprimido. embalagem com 20 comprimidos.
USO ORAL.
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 12 ANOS.
INFECTRIN F comprimido. embalagem com 10 comprimidos.
USO ORAL.
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 12 ANOS.
Composição
INFECTRIN suspensão. Cada ml da suspensão contém 8 mg de trimetoprima e 40 mg de sulfametoxazol. Excipientes: metilparabeno, sacarose, polissorbato 80, celulose microcristalina, glicerol, carmelose sódica, sacarina sódica, corante vermelho Ponceau, essência de tutti-fruti, essência de framboesa, essência de tangerina e água purificada. INFECTRIN comprimido. Cada comprimido contém 80 mg de trimetoprima e 400 mg de sulfametoxazol. Excipientes: hipromelose, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio. INFECTRIN F comprimido. Cada comprimido de INFECTRIN F contém 160 mg de trimetoprima e 800 mg de sulfametoxazol. Excipientes: hipromelose, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio.
Indicações
INFECTRIN deve somente ser usado quando, no julgamento do médico, o benefício do tratamento superar qualquer risco possível; considerações devem ser feitas quanto ao agente bacteriano efetivo. Como a susceptibilidade da bactéria in vitro varia geograficamente e com o tempo, a situação local deve ser considerada quando se seleciona uma antibioticoterapia.
No tratamento das infecções causadas por germes Gram-positivos e Gram-negativos, sensíveis à associação sulfametoxazol e trimetoprima, tais como:
- Infecções do trato respiratório e ouvidos: exacerbações agudas de quadros crônicos de bronquite, sinusite, tratamento e profilaxia (primária e secundária) da pneumonia por Pnemocystis carinii em adultos e crianças. Otite média em crianças, quando há boas razões para se preferir esta combinação a um antibiótico simples.
- Infecções do trato urinário e renais: cistites agudas e crônicas, pielonefrites, uretrites, prostatites e cancróides
- Infecções genitais em ambos os sexos, inclusive uretrite gonocócica.
- Infecções gastrintestinais, incluindo febre tifóide e paratifóide, e tratamento dos portadores, cólera (como medida conjunta à reposição de líquidos e eletrólitos), diarréia dos viajantes causada pela Escherichia coli enterotoxicogênica, shiguellose (cepas sensíveis de Shigella flexneri e Shigella sonnei, quando o tratamento antibacteriano for indicado).
- Infecções da pele e tecidos moles: piodermite, furúnculos, abcessos e feridas infectadas.
- Outras infecções bacterianas causadas por uma grande variedade de microorganismos (tratamento possivelmente em combinação com outros antibióticos): osteomielite aguda e crônica, brucelose aguda, nocardiose, blastomicose sul-americana, actonomicetoma.
Resultados de eficácia
A associação (sulfametoxazol + trimetoprima) mostra-se eficaz no tratamento de inúmeras infecções. Nas infecções respiratórias superiores e inferiores, em crianças e adultos com eficácia comparável a eritromicina e amoxicilina. (Bottone et al, 1982; Davies et al,1983).
Na otite média aguda sua eficácia é similar a amoxicilina, cefaclor e ceftriaxona (Feldman et al, 1988; Blumer et al, 1984; Shurin et al, 1980; Barnett et al, 1997), e é opção nas infecções causadas por H influenza resistente a ampicilina ou, em pacientes com hipersensibilidade a penicilina (Shurin et al, 1980). Pode ser usado na profilaxia da otite médica recorrente e otite média crônica (Gaskins et al, 1982; Krause et al, 1982). Na sinusite aguda pode ser considerado agente de primeira linha (Fagnan, 1998).
No tratamento das pneumonias mostra eficácia similar ao cefadroxil, penicilina G procaína e cefalexina, e pode ser uma opção em casos leves a moderados, contudo deve-se sempre considerar a resistência local. Também mostra-se eficaz na bronquite crônica agudizada.
No tratamento das pneumonias mostra eficácia similar ao cefadroxil, penicilina G procaina e cefalexina (Phadtare & Rangnekar, 1988; Castro, 1986; Keeley et al,1990), e pode ser uma opção em casos leves a moderados contudo deve-se sempre considerar a resistência local (Nierdman et al, 1993) Também mostra-se eficaz na bronquite crônica agudizada (Pines et al, 1969).
A associação (sulfametoxazol + trimetoprima) é considerada droga de escolha na profilaxia e tratamento da pneumonia por P. carinii em adultos e crianças HIV positivos (Anon, 1992; Schneider et al, 1992). Nestes pacientes seu uso mostra-se também eficaz na profilaxia primária da toxoplasmose cerebral (Carr et al, 1992).
Nas infecções agudas, não complicadas, do trato urinário inferior a associação (sulfametoxazol + trimetoprima) tem eficácia similar ao ofloxacino e ciprofloxacino no tratamento com duração de 3 dias (McCarty et al 1999), similar ao norfloxacino e nitrofurantoína em estudos que avaliaram o tratamento por 7 dias (Anon,1987; Spencer et al, 1994) e, ao  ciprofloxacino, no tratamento por 10 dias (Henry et al, 1986). Também é efetivo na profilaxia de infecções recorrentes do trato urinário (Anon, 1987; Stamm et al, 1980). No tratamento da pielonefrite aguda não-complicadas, a associação (sulfametoxazol + trimetoprima) tem eficácia similar ao cefaclor e ofloxacina (Trager et al, 1980; Cox et al, 1986), e quando usado em associação a gentamicina induz significativamente menor resistência antimicrobiana do que a associação ampicilina e gentamicina, além do menor custo (Johnson et al, 1991) .
Nas prostatites agudas e crônicas mostra-se eficaz devido sua alta concentração no tecido prostático (Lipsky et al, 1999).
A associação (sulfametoxazol + trimetoprima) demonstrou ser tão eficaz quanto a estreptomicina e, provavelmente, superior a tetraciclina no tratamento do cancróide (Fitzpatrick et al, 1981). Na uretrite gonocócica e não-gonocócica (por clamídias) é um tratamento alternativo. Verifica-se a eliminação do gonococo em dois dias de tratamento e da clamídia em 5 a 10 dias de tratamento com o uso de (sulfametoxazol + trimetoprima) (Tavares W, 1996).
A associação (sulfametoxazol + trimetoprima) é efetiva no tratamento das infecções gastrointestinais por Salmonella, Shigella e E. coli enteropatogênica (Ansdell et al, 1999; Du Pont et al, 1993; Thisyakorn & Mansuwan, 1992). Na diarréia dos viajantes estudos mostram eficácia similar ao ciprofloxacino, com o tratamento de 5 dias (Ericson et al, 1987).
Em adultos, (sulfametoxazol + trimetoprima) por 7 dias mostrou-se tão eficaz quanto a amoxacilina/ácido clavulânico em infecções de pele e subcutâneo (Davies et al, 1983).
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Caract farmacológicas
INFECTRIN reúne em sua fórmula dois quimioterápicos antiinfecciosos, cuja associação sinérgica bloqueia duas enzimas que catalisam estágios sucessivos na biossíntese do ácido folínico no microorganismo. Este mecanismo habitualmente produz ação bactericida in vitro em concentrações que seriam apenas bacteriostáticas para cada um dos componentes, se utilizados isoladamente. INFECTRIN apresenta um amplo espectro de ação, sendo, também, eficaz contra organismos resistentes a um de seus componentes. Por causa de seu mecanismo de ação, o risco de resistência bacteriana é minimizado.
O efeito antibacteriano do INFECTRIN in vitro atinge um amplo espectro de organismos patogênicos Gram-positivos e Gram-negativos embora a sensibilidade possa depender da área geográfica em que é utilizado.
Germes geralmente sensíveis (CIM = concentração inibitória mínima < 80 mg/L)*:
(*) equivalente ao SMZ
Cocos: Branhamella catarrhalis.
Bastonetes Gram-negativos: Haemophilus influenzae (beta-lactamase positivo, beta-lactamase negativo), Haemophilus parainfluenzae, E. coli, Citrobacter freundi, Citrobacter spp., Klebsiella oxytoca, Klebsiella pneumoniae outras Klebsiella spp., Enterobacter cloacae, Enterobacter aerogenes, Hafnia alvei, Serratia marcescens, Serratia liquefaciens, outras Serratia spp., Proteus mirabilis, Proteus vulgaris, Morganella morganii, Shigella spp., Yersinia enterocolitica, outras Yersinia spp., Vibrio cholerae.
Diversos bastonetes Gram-negativos: Edwardsiella tarda, Alcaligenes faecalis, Pseudomonas cepacia, Burkholderia (Pseudomonas) pseudomallei.
Baseado em experiência clínica, os seguintes germes devem também ser considerados como sensíveis: Brucella, Listeria monocytogenes, Nocardia asteroides, Pneumocystis carinii, Cyclospora cayetanensis.
Germes parcialmente sensíveis (CIM = 80 - 160 mg/L)*:
(*) equivalente ao SMZ
Cocos: Staphylococcus aureus (meticilino-sensíveis e meticilino-resistentes), Staphylococcus spp. (coagulase- negativo), Streptococcus pneumoniae (penicilino-sensíveis, penicilino-resistentes),
Bastonetes Gram-negativos: Haemophilus ducreyi, Providencia rettgeri, outras Providencia spp., Salmonella typhi, Salmonella-enteritidis Stenotrophomonas maltophilia (anteriormente denominado Xanthomonas maltophilia).
Diversos bastonetes Gram-negativos: Acinetobacter lwoffi, Acinetobacter anitratus (principalmente A. baumanii), Aeromonas hydrophila
Germes resistentes (CIM > 160 mg/L)*:
(*) equivalente ao SMZ
Mycoplasma spp., Mycobacterium tuberculosis, Treponema pallidum.
A prevalência local de resistência ao INFECTRIN entre as bactérias pertinentes à infecção tratada deve ser conhecida quando INFECTRIN é prescrito em bases empíricas.
Para excluir resistência, especialmente em infecções com probabilidade de serem causadas por um patógeno parcialmente sensível, o isolado deve ser testado para sensibilidade.
A sensibilidade ao INFECTRIN pode ser determinada por métodos padronizados tais como os testes de disco ou de diluição recomendados pelo "National Comittee for Clinical Laboratory Standards" (NCCLS).
Os seguintes critérios para sensibilidade recomendados pelo NCCLS são disponibilizados na tabela abaixo:

Farmacocinética
As propriedades farmacocinéticas da trimetoprima (TMP) e do sulfametoxazol (SMZ) são muito semelhantes.
Absorção
Sulfametoxazol (SMZ) e trimetoprima (TMP) têm absorção rápida e quase completa na porção superior do trato gastrintestinal, após administração oral. Após dose única de 160 mg de TMP + 800 mg de SMZ, picos de concentração plasmática de 1,5 - 3 g/ml para TMP e 40 - 80 g/ml para SMZ são alcançados dentro de 1 a 4 horas. Se a administração for repetida a cada 12 horas, as concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, atingidas em 2-3 dias, varia entre 1,3 e 2,8 mg/ml para o TMP e entre 32 e 63 mg/ml para o SMZ.
Distribuição
A ligação às proteínas plasmáticas é de cerca de 45% para a trimetoprima e de 66% para o sulfametoxazol, sendo o volume de distribuição de 130 e de 20 litros, respectivamente.
O TMP em relação ao SMZ penetra melhor em tecido prostático não inflamado, fluido seminal, fluido vaginal, saliva, tecido pulmonar normal, inflamado e fluido biliar; a penetração dentro do líquor e humor aquoso é similar para ambos componentes.
Grandes quantidades de TMP e pequenas quantidades de SMZ passam da corrente sanguínea para os líquidos intersticiais e outros líquidos orgânicos extravasculares,. Entretanto, associadas, as concentrações de TMP e SMZ são supeirores às concentrações inibitórias mínimas (CIM) para a maioria dos organismos susceptíveis.
Em estudos envolvendo seres humanos, foi demonstrado que SMZ e TMP são detectados nos tecidos fetais (placenta, fígado, pulmão), no sangue do cordão umbilical e líquido amniótico, indicando a transferência placentária de ambas as drogas. Em geral, concentrações fetais de TMP são similares às concentrações maternas, e as de SMZ do feto, menores que as da mãe. Ambas as substâncias são excretadas pelo leite materno. Concentrações no leite materno são similares à concentração do plasma materno para TMP e mais baixas para SMZ também no plasma materno.
Metabolismo
Cerca de 50-70% da dose de trimetoprima e 10-30% de sulfametoxazol são excretados inalterados na urina. Os principais metabólitos da TMP são derivados óxidos 1 e 3 e hidróxi 3´ e 4´; alguns metabolitos são microbiologicamente ativos. A SMZ é metabolizado no fígado principalmente por acetilação N4 e, em uma menor extensão, por conjugação glucoronídica, sendo os metabólitos inativos.
Eliminação
A meia-vida da TM é de aproximadamente 10 horas e a do SMZ é de 11 horas não sendo significativamente alteradas em idosos.
A eliminação dos dois fármacos e de seus metabólitos é quase exclusivamente renal através de filtração glomerular e secreção tubular, resultando em concentrações urinárias consideravelmente mais altas em relação ao sangue. Uma parte muito pequena é eliminada através das fezes.
Farmacocinética em condições clínicas especiais
As meias-vidas de TMP e SMZ não são significativamente alteradas nos pacientes idosos com função renal normal. Em pacientes com comprometimento da função renal (clearance de creatinina de 15-30 ml/min) as meias-vidas de ambos os componentes podem estar aumentadas, o que requer reajuste na posologia.
Contraindicações
INFECTRIN está contra-indicado nos casos de afecções graves do parênquima hepático, discrasias sangüíneas e insuficiência renal grave, quando não se pode determinar regularmente a concentração plasmática do medicamento.
Da mesma forma, INFECTRIN está contraindicado aos pacientes com história de hipersensibilidade a sulfas, trimetoprima ou a quaisquer outros componentes da fórmula.
O INFECTRIN não deve ser administrado em combinação com dofetilida. Ver item "Interações medicamentosas".
Não deve ser administrado a prematuros e recém-nascidos durante as primeiras 6 semanas de vida.
Advertências e precauções
O tratamento deve ser descontinuado imediatamente ao primeiro sinal de aparecimento de rash cutâneo ou qualquer outra reação adversa grave. INFECTRIN deve ser administrado com cautela a pacientes com história de alergia e asma brônquica.
Existe maior risco de reações adversas graves em pacientes idosos ou em pacientes que apresentem as seguintes condições: insuficiência hepática, insuficiência renal ou uso concomitante de outros medicamentos (em cada caso, o risco pode ser relacionado à dosagem ou duração do tratamento),
Raras reações graves letais, embora raras, têm sido relacionadas com reações graves, tais como: discrasias sangüíneas, eritrema exsudativo multiforme (síndrome de Stevens-Johnson), necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Lyell) e a necrose hepática fulminante.
Para diminuir o risco de reações indesejáveis, a duração do tratamento com INFECTRIN deve ser a menor possível, especialmente em pacientes idosos. Em caso de comprometimento renal, a posologia deve ser ajustada conforme descrito no item "Posologias especiais".
Nos tratamentos prolongados, aconselha-se controle regular de hemograma. Se ocorrerem reduções significativas de qualquer elemento figurado do sangue, o tratamento deve ser suspenso.
A não ser em casos excepcionais, INFECTRIN não deve ser administrado a pacientes com sérias alterações hematológicas.
Foram relatados casos de pancitopenia em pacientes que receberam a combinação da trimetoprima e metotrexato (ver "Interações").
Devido à possibilidade de hemólise, INFECTRIN não deve ser administrado a pacientes portadores de deficiência da desidrogenase de glicose-6-fosfato (G6PD), a não ser em casos de absoluta necessiade e em doses mínimas.
Nos pacientes idosos ou em pacientes com história de deficiência de ácido fólico ou insuficiência renal, podem ocorrer alterações hematológicas indicativas de deficiência de ácido fólico. Essas alterações são reversíveis administrando-se ácido folínico.
Pacientes em uso prolongado de INFECTRIN, especialmente aqueles com insuficiência renal, devem fazer exame de urina e avaliação da função renal regularmente. Deve-se assegurar a adequada administração de líquidos e diurese devem ser asseguradas durante o tratamento para prevenir cristalúria.
INFECTRIN deve ser administrado com cautela a pacientes com história de alergia e asma brônquica.
Notou-se que o TMP prejudica o metabolismo da fenilalanina, mas isto não é significativo em pacientes fenilcetonúricos em dietas de restrição apropriada.
É desejável o cuidado em pacientes com porfiria ou disfunção da tireóide. Pacientes que são acetiladores lentos podem ser suscetíveis a reações idiossincrásicas as sulfonamidas.
Atenção diabéticos: INFECTRIN suspensão contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.
Gravidez e lactação
Em animais de experimentos, doses muito elevadas de TMP e SMZ produziram malformações fetais típicas de antagonismo de ácido fólico.
Estudos em mulheres grávidas, revisões de literatura e relatórios espontâneos de malformações, o uso de INFECTRIN parece não apresentar efeito teratogênico em seres humanos.
Porém, o uso na gravidez somente é recomendado se o risco fetal justificar os benefícios terapêuticos. INFECTRIN atravessa a barreira placentária, podendo interferir no metabolismo de ácido fólico. Portanto, é aconselhável que a mulher grávida receba doses de 5 a 10 mg de ácido fólico diariamente e que evite o uso de INFECTRIN nos últimos meses de gravidez, pois há risco do recém-nascido desenvolver kernicterus.
Lactação
Tanto TMP como SMZ passam para o leite materno. Embora a quantidade ingerida pelo lactente seja pequena, possíveis riscos para o lactente (kernicterus, hipersensibilidade) devem ser pesados frente aos benefícios terapêuticos esperados para a mãe.
A substância associação sulfametoxazol + trimetoprima está classificada na categoria de risco C de risco na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Pacientes Idosos:
Pacientes idosos com função renal normal não requerem cuidados especiais com relação à dosagem, devendo-se receber as mesmas doses recomendada para adultos.
Entretanto a possibilidade de reações adversas é provável em idosos, e, para diminuir o risco de reações indesejáveis, a duração do tratamento com INFECTRIN deve ser a menor possível, nessa população.
Pacientes Pediátricos:
INFECTRIN pode ser utilizado em crianças com idade superior a 6 semanas de vida, e a posologia deve ser ajustada conforme a idade e/ou peso corporal, e/ou superfície corporal. (vide "Posologia").
INFECTRIN Suspensão Pediátrica contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes.
Pacientes com insuficiência renal ou hepática:
Existe maior risco de reações adversas graves em pacientes que apresentem as seguintes condições: insuficiência hepática, insuficiência renal ou uso concomitante de outras drogas (em cada caso, o risco pode ser relacionado à dosagem ou duração do tratamento).
Em caso de comprometimento renal, a posologia deve ser ajustada conforme descrito no item "Posologias especiais".
Interações medicamentosas
Varfarina: INFECTRIN pode aumentar significativamente o efeito anti-trombótico do anticoagulante varfarina. Esta interação deve ser lembrada quando INFECTRIN é dado a pacientes já sob terapêutica anticoagulante. Em tais casos, o tempo de coagulação deve ser novamente determinado.
Digoxina: Níveis sangüíneos elevados de digoxina podem ocorrer com terapia concomitante com INFECTRIN especialmente em pacientes idosos. Níveis séricos de digoxina devem ser monitorados.
Hipoglicemiantes orais: pode ter seu efeito hipoglicemiante aumentado com a administração de INFECTRIN assim como outras drogas contendo sulfonamidas.
Antidepressivos: A eficácia dos anti-depressivos tricíclicos pode diminuir quando co-administrado com INFECTRIN.
Metrotexato: As sulfonamidas, incluindo SMZ, podem competir com a ligação protéica e também com o transporte renal de metotrexato, portanto aumentando a fração do metotrexato livre e a exposição sistêmica ao metotrexato. Foram relatados casos de pancitopenia em pacientes tratados com a combinação de trimetoprima e metotrexato (vide "Precauções"). A trimetoprima apresenta baixa afinidade para a deidrofolato-redutase humana, mas pode aumentar a toxicidade do metotrexato levando à possibilidade de interações adversas hematológicas relacionadas ao medicamentodo metotrexato, especialmente na presença de outros fatores de risco tais como idade avançada, hipoalbuminemia, insuficiência renal e reserva da medula óssea diminuída. Tais reações adversas podem ocorrer especialmente com metotrexato administrado em doses elevadas. Recomenda-se tratar esses pacientes com ácido fólico para contrabalançar os efeitos sobre a hematopoiese.
Diuréticos: pacientes idosos sob terapia diurética, principalmente tiazídica, podem ter um aumento na incidência de trombocitopenia com púrpura.
Fenitoína: INFECTRIN pode pode inibir o metabolismo hepático da fenitoína. Um aumento de 39% na meia-vida da fenitoína e 27% de diminuição na taxa de clearance metabólico da fenitoína foram observados seguindo a administração de INFECTRIN sob dosagens clínicas normais. Se os dois fármacos são administrados simultaneamente, é importante observar a toxicidade da fenitoína.
Ciclosporina: pacientes tratados com TMP-SMZ e ciclosporina, após transplante renal, podem ter um aumento na creatinina sérica, levando a um distúrbio reversível da função renal. Este efeito combinado é provavelmente devido ao componente trimetoprima. Pacientes com função renal normal tiveram uma diminuição reversível no clearance de creatinina provavelmente causado por uma inibição irreversível da secreção tubular de creatinina.
Pirimetamina: pacientes sob tratamento profilático da malária, recebendo doses de pirimetamina superiores a 25 mg/semana e INFECTRIN, podem desenvolver anemia megaloblástica.
Indometacina: o uso concomitante de indometacina pode levar a um aumento do nível sangüíneo de SMZ.
Amantadina: Delírio tóxico tem sido relatado após ingestão concomitante de SMZ-TMP e amantadina.
Há evidências que trimetoprima pode interagir com dofetilida pela inibição de seu sistema de transporte renal. Trimetoprima 160 mg em combinação com sulfametoxazol 800 mg duas vezes ao dia, co-administrado com dofetilida 500 mg duas vezes ao dia, por 4 dias, resultou em um aumento na área sob a curva concentração-tempo (AUC) de dofetilida em 103 % e um aumento de 93 % na concentração máxima (Cmax). Dofetilida pode causar arritmias ventriculares sérias associadas com prolongamento do intervalo QT, incluindo torsades de pointes, os quais são diretamente relacionados com a concentração plasmática de dofetilida. A administração concomitante de dofetilida e trimetoprima é contra-indicada.
Interferência em exames de laboratório
Especialmente o componente trimetoprima, pode interferir com a determinação sérica do metotrexato utilizando a técnica de ligação protéica competitiva, quando a diidrofolato-redutase bacteriana for utilizada como proteína de ligação. Não ocorre nenhuma interferência, entretanto, se o metotrexato for medido por radioimunoensaio. A presença de TMP e SMZ também pode interferir com a reação de picrato alacalino de Jaffé, usada na determinação de creatinina, resultando em aumento dos valores normais em cerca de 10%.
Cuidados de armazenamento
Mantenha em temperatura ambiente (15°C a 30°C), protegido da luz e da umidade.
Posologia e modo de usar
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
É recomendável que a administração de INFECTRIN seja feita após uma refeição, preferencialmente de manhã e à noite e com suficiente. Os comprimidos devem ser engolidos com bastante líquido. O frasco de suspensão deve ser agitado antes da administração, siga sempre a marcação do copo-medida.
USO ORAL.
Posologia
a) Adultos e crianças com mais de 12 anos
Dose habitual: 2 comprimidos de INFECTRIN ou 1 comprimido de INFECTRIN F ou 20 ml da suspensão a cada 12 horas.
Dose mínima e dose para tratamento prolongado (mais de 14 dias): 1 comprimido de INFECTRIN ou ½ comprimido de INFECTRIN F ou 10 ml da suspensão a cada 12 horas.
Dose máxima (casos especialmente graves): 3 comprimidos de INFECTRIN ou 1 e ½ comprimido de INFECTRIN F ou 30 ml da suspensão a cada 12 horas.
b) Crianças abaixo de 12 anos
Os esquemas abaixo para crianças são aproximadamente equivalentes à dose diária de 6 mg de trimetoprima e 30 mg sulfametoxazol por kg de peso.
Para infecções graves, a dose apresentada para crianças pode aumentar em até 50%.

Duração do tratamento
Nas infecções agudas, INFECTRIN deve ser administrado pelo menos durante 5 dias, ou até que o paciente esteja assintomático por pelo menos 2 dias. Se após 7 dias de tratamento a melhora clínica não for evidente, o paciente deve ser reavaliado.
Posologias especiais
a) Cancróide:
administrar 2 comprimidos de INFECTRIN ou 1 comprimido de INFECTRIN F duas vezes ao dia, se não ocorrer cicatrização aparente após 7 dias, um curso adicional de 7 dias de tratamento deve ser considerado. Entretanto, o médico deve estar ciente de que a falha na resposta pode indicar que a doença é causada por um microorganismo resistente.
b) Tratamento da gonorréia - adultos: administrar 5 comprimidos de INFECTRIN ou 2 e ½ comprimidos de INFECTRIN F duas vezes ao dia, pela manhã e à noite, em um único dia de tratamento.
c) Pacientes em hemodiálise: Após administração da dosagem normal, doses de 1/2 ou 1/3 da dosagem original devem ser administradas a cada 24 - 48 horas.
d) Infecções urinárias agudas não complicadas: Para mulheres com infecções urinárias não complicadas recomenda-se dose única de 3 comprimidos de INFECTRIN F. Os comprimidos devem ser tomados, se possível à noite após a refeição ou antes de deitar.
Pneumonia por Pneumocystis carinii: Recomendam-se até 20 mg/kg de trimetoprima e 100 mg/kg de sulfametoxazol nas 24 horas (doses iguais fracionadas a cada 6 horas), durante 14 dias.
A tabela seguinte fornece a orientação relativa ao limite superior de dosagem, por peso corpóreo, para pacientes com pneumonia causada pelo Pneumocystis carinii:

Para a profilaxia da pneumonia por Pneumocistis carinii, a dose recomendada para adolescentes e adultos é de 1 comprimido de INFECTRIN F ao dia ou 1 comprimido de INFECTRIN ao dia. A dose ótima para profilaxia não foi estabelecida.
Crianças - profilaxia de pneumonia causada por Pneumocystis carinii.
Para crianças a dose recomendada é de 150 mg/m2/dia com 750 mg/m2/dia SMZ administrados por via oral em doses iguais divididas em duas vezes, durante 3 dias consecutivos por semana. A dose diária total não deve exceder 320 mg/m2/dia e 600 mg/m2/dia SMZ.
A tabela seguinte fornece orientação relativa à dosagem recomendada de acordo com a superfície corpórea, em crianças, para a profilaxia da pneumonia causada por Pneumocystis carinii:

f) Pacientes com insuficiência renal
A tabela abaixo apresenta o esquema de dosagem recomendada para pacientes com insuficiência renal.

g) Pacientes com nocardiose: a dose diária recomendada para pacientes adultos com nocardiose é de 3 - 4 de Infectrin F, durante pelo menos 3 meses. Esta dose requer ajustes de acordo com a idade, o peso e função renal do paciente, bem como a gravidade da doença. Foi relatada a duração de tratamento de 18 meses.
h) Pacientes idosos: Pacientes idosos com função renal normal devem receber as mesmas doses do adulto mais jovem.
Atenção: este medicamento é um similar que passou por testes e estudos que comprovam a sua eficácia, qualidade e segurança, conforme legislação vigente.
Reações adversas
Na posologia recomendada, INFECTRIN é bem tolerado. Os efeitos colaterais mais comuns são os rashes cutâneos e os distúrbios gastrintestinais.
As categorias utilizadas como padrões de freqüência são as seguintes:
Muito comum ≥ 1/10; comum ≥ 1/100 e < 1/10; incomum ≥ 1/1000 e < 1/100; raro ≥ 1/10.000 e < 1/1000 e muito raro < 1/10.000.
Efeitos adversos relatados nos pacientes tratados com trimetoprima + sulfametoxazol:
Infecções e infestações
Muito raro
Infecções fúngicas, como candidíase, têm sido relatadas.
Desordens hematológicas e do sistema linfático
Raro
A maioria das alterações hematológicas observadas têm sido discretas, assintomáticas e reversíveis com a suspensão da medicação. As alterações mais comumente observadas foram leucopenia, neutropenia e trombocitopenia.
Muito raro
Agranulocitose, anemia (megaloblástica, hemolítica/autoimune, aplástica), metahemoglobinemia, pancitopenia ou púrpura.
Desordens do sistema imune
Muito raro
Assim como qualquer outra droga, reações alérgicas podem ocorrer em pacientes que são hipersensíveis aos componentes da medicação: p. ex. febre, edema angioneurótico, reações anafilactóides, reações de hipersensibilidade, e doença do soro. Infiltrados pulmonares, tais como ocorrem em alveolite alérgica ou eosinofílica, têm sido relatados. Elas podem se manifestar através de sintomas tais como tosse ou respiração ofegante. Se tais sintomas aparecerem ou, inexplicavelmente, piorarem, o paciente deve ser reavaliado e a descontinuação da terapia com INFECTRIN ser considerada.
Casos de periarterite nodosa e miocardite alérgica têm sido relatados.
Desordens metabólicas e nutricionais
Muito raro
Altas doses de TMP, como as usadas em pacientes com pneumonia por Pneumocystis carinii, induzem um progressivo mas reversível aumento de concentração de potássio sérico em um número substancial de pacientes. Mesmo doses recomendadas de TMP podem causar hipercalemia quando administradas a pacientes com doenças subjacentes de metabolismo do potássio, insuficiência renal ou que estão recebendo drogas que induzem hipercalemia. Monitorização rigorosa do potássio sérico é requerida nestes pacientes. Casos de hiponatremia foram relatados. Casos de hipoglicemia em pacientes não diabéticos tratados com SMZ-TMP têm sido relatados, geralmente após poucos dias de tratamento. Pacientes com decréscimo da função renal, doença hepática, desnutrição ou recebendo altas doses de SMZ-TMP, estão sob risco particular.
Desordens psiquiátricas
Muito raro
Casos isolados de alucinações têm sido relatados.
Desordens do sistema nervoso
Muito raro
Neuropatia (incluindo neurite periférica e parestesia), uveíte. Meningite asséptica ou sintomas semelhantes à meningite, ataxia, convulsões, vertigem e tinido foram relatados.
Efeitos colaterais gastrintestinais
Comum
Náusea (com ou sem vômito).
Raro
Estomatite, glossite e diarréria.
Muito raro
Enterocolite pseudomembranosa.
Casos de pancreatite aguda têm sido relatados, sendo que vários destes pacientes tinham doenças graves, incluindo pacientes portadores de AIDS (Síndrome da imunodeficiência adquirida).
Desordens hepato-biliares
Muito raro
Necrose hepática, hepatite, colestase, elevação de bilirrubinas e transaminases, e casos isolados de síndrome de desaparecimento do ducto biliar têm sido relatados.
Desordens cutâneas e subcutâneas
Comum
Múltiplas reações na pele têm sido relatadas, as quais são geralmente leves e rapidamente reversíveis após suspensão da medicação.
Muito raro
Como ocorre com muitas outras drogas contendo sulfonamidas, o uso de INFECTRIN tem, em raros casos, sido relacionado a fotossensibilidade, eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Lyell) e púrpura de Henoch-Schöenlein.
Desordens do sistema músculo-esquelético, do tecido conjuntivo e dos ossos.
Muito raro
Raros casos de artralgia e mialgia e casos isolados de rabdomiólise foram relatados.
Desordens do sistema renal e urinário
Muito raro
Casos de comprometimento da função renal, nefrite intersticial, elevação do nitrogênio uréico sangüíneo, elevação da creatinina sérica e cristalúria foram reportados. Sulfonamidas, incluindo INFECTRIN, podem induzir a aumento da diurese, particularmente em pacientes com edema de origem cardíaca.
Segurança de sulfametoxazol + trimetoprima em pacientes infectados pelo HIV.
Os pacientes portadores de HIV têm o espectro de possíveis eventos adversos similar ao espectro dos pacientes não infectados. Entretanto, alguns eventos adversos podem ocorrer com freqüência maior e com quadros clínicos diferenciados.
Essas diferenças relacionam-se aos seguintes sistemas:
Desordens hematológicas e do sistema linfático
Muito comum
Leucopenia, granulocitopenia e trombocitopenia.
Desordens metabólicas e nutricionais
Muito comum
Hiperpotassemia.
Incomum
Hiponatremia, hipoglicemia.
Desordens gastrintestinais
Muito comum
Anorexia, náusea com ou sem vômito, diarréia.
Desordens hepato-biliares
Elevação de transaminases.
Desordens cutâneas e subcutâneas
Muito comum
Rash maculopapular, geralmente com prurido.
Desordens em geral e condições do local de administração
Muito comum
Febre, geralmente associada com erupção maculopapular.
Interferência em exames de laboratório
A trimetoprima pode alterar a dosagem do metotrexato sérico, quando a técnica de ligação protéica competitiva for utilizada, uma vez que se utiliza como proteina de ligação a diidrofolato-redutase. Porém esta interferência pode ser anulada caso seja utilizada a técnica por radioimunoensaio. INFECTRIN pode aumentar em cerca de 10% os valores de dosagem de creatinina da faixa normal, quando feita por reação de picrato alcalino de Jaffé.
Superdose
Sintomas: na superdosagem aguda podem ocorrer náusea, vômito, diarréia, cefaléia, vertigens, tontura, distúrbios mentais e visuais; cristalúria, hematúria e anemia podem ocorrer em casos severos. Na superdosagem crônica podem ocorrer depressão da medula óssea (trombocitopenia ou leucopenia) e discrasias sangüíneas por deficiência de ácido folínico.
Tratamento: Dependendo dos sintomas, recomendam-se as seguintes medidas terapêuticas: prevenção de absorção adicional, promoção da excreção renal através de diurese forçada (alcalinização da urina aumenta a eliminação de SMZ), hemodiálise (diálise peritoneal não é eficaz), controle do hemograma e de eletrólitos.
Na ocorrência de reações de hipersensibilidade pode ser necessário o emprego de corticóides.
Se ocorrer significativa discrasia sangüínea ou icterícia, deve-se instituir tratamento específico para estas condições. A administração de folinato de cálcio IM, 3 a 6 mg, por 5 a 7 dias é recomendada, para contrabalançar os efeitos da trimetoprima sobre a hematopoiese.
Dizeres legais
MS - 1.0367.0083
Para sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA.

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