Índice Remédio INVEGA

Apresentações
Comprimidos revestidos de liberação prolongada de 3 mg e 6 mg em embalagens com 7 ou 28 comprimidos e 9 mg em embalagem com 28 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 12 ANOS
Composição
Cada comprimido revestido branco contém 3 mg de paliperidona. Excipientes: acetato de celulose, ácido esteárico, butilidroxitolueno, cera de carnaúba, cloreto de sódio, hietelose, macrogol, Opadry II® branco (dióxido de titânio, hipromelose, lactose monoidratada, triacetina), óxido férrico, polioxietileno, povidona. Cada comprimido revestido bege contém 6 mg de paliperidona. Excipientes: acetato de celulose, ácido esteárico, butilidroxitolueno, cera de carnaúba, cloreto de sódio, hietelose, macrogol, Opadry II® bege (dióxido de titânio, hipromelose, macrogol, óxido férrico), óxido férrico, polioxietileno, povidona. Cada comprimido revestido cor-de-rosa contém 9 mg de paliperidona. Excipientes: acetato de celulose, ácido esteárico, butilidroxitolueno, cera de carnaúba, cloreto de sódio, hietelose, macrogol, Opadry II® rosa (dióxido de titânio, hipromelose, macrogol, óxido férrico), óxido férrico, polioxietileno, povidona.
Indicações
Adultos
Invega®
é indicado para o tratamento da esquizofrenia, incluindo tratamento agudo e prevenção de recorrência, e para o tratamento de transtorno esquizoafetivo em monoterapia e em combinação com antidepressivos e/ou estabilizadores do humor.
Adolescentes
Invega®
é indicado para o tratamento da esquizofrenia em adolescentes de 12 a 17 anos de idade.
Resultados de eficácia
Esquizofrenia - Adultos
A eficácia de Invega® foi estabelecida em 3 estudos clínicos controlados com placebo e com ativo (olanzapina), duplo-cegos, de 6 semanas de duração em pacientes que preenchiam os critérios estipulados pelo "Manual de Transtornos Mentais publicados pela "American Psychiatric Association (DSM-IV-TR)" para esquizofrenia. O controle ativo foi incluído para fins de sensibilidade do teste. As doses de Invega®, que variaram entre os 3 estudos, foram de 3 a 15 mg uma vez ao dia. A eficácia foi avaliada usando a Escala de Síndrome Positiva e Negativa (PANSS); o desfecho primário foi a redução nos escores totais da PANSS. Uma análise dos subgrupos populacionais não revelou qualquer evidência de resposta diferenciada em relação à idade, raça ou gênero. Desfechos secundários também foram avaliados, incluindo a escala de Desempenho Pessoal e Social (Personal and Social Performance: PSP) e escala de Impressão Clínica Global - Gravidade (Clinical Global Impression - Severity: CGI-S). A escala PSP corresponde a um instrumento de avaliação clínica validado que mede quatro áreas de funcionamento pessoal e social (atividades sociais úteis incluindo trabalho, estudo, relacionamentos pessoais e sociais, cuidados pessoais, comportamento perturbado e agressivo). A escala CGI-S corresponde a uma avaliação global de impressão clínica do investigador em relação à gravidade da doença. Em uma análise com dados agrupados ("pooled data") destes três estudos, cada dose de Invega® apresentou-se de forma superior, ao ser comparado com o placebo em relação ao PSP e CGI-S. Em adição, o efeito em PSP mostrou-se distinto da melhora nos sintomas medidos como desfecho primário (PANSS total). Em análise posterior da fase aberta de extensão destes três estudos, foi revelado que a dose flexível de Invega® (3 a 15 mg, dose diária), por mais de 52 semanas, estava associada com uma contínua melhora na escala PSP.
Em estudo de longo-prazo, delineado para avaliar a manutenção de efeito, Invega® apresentou-se de maneira significantemente mais eficaz que o placebo para a manutenção do controle dos sintomas e retardando a recorrência da esquizofrenia. Neste estudo, adultos que preencheram os critérios estabelecidos pela DSM-IV para esquizofrenia e que permaneceram clinicamente estáveis por meio de doses determinadas de Invega®, durante um período de 8 semanas de tratamento aberto (doses entre 3 e 15 mg uma vez ao dia), depois de receberem um tratamento para um episódio agudo para as 06 semanas prévias com Invega® (doses entre 3 a15 mg uma vez ao dia), foram então aleatoriamente alocados de forma duplo-cega para continuar com Invega®, em dose estável, ou placebo, até que fossem observados sintomas de recorrência da esquizofrenia. O estudo foi interrompido precocemente por motivos de eficácia, quando se atingiram critérios pré-definidos. Com base em uma análise interna foi demonstrado um tempo significativamente maior para a recorrência em pacientes tratados com Invega®, comparados ao placebo (p=0,0053). Baseado em uma análise final e considerando os pacientes incluídos após o ponto de corte utilizado para análise interina, a taxa de eventos recorrentes foi de 22,1% no grupo de Invega®, comparada à taxa de 51,5% apresentada pelo grupo placebo. Uma significativa melhora nos sintomas foi alcançada ao final da fase aberta em estabilização (decréscimo em valores totais em PANSS de 38 pontos, com desvio padrão de ± 16,03); entretanto, após a alocação aleatória para tratamento duplo-cego, os pacientes recebendo placebo deterioraram significantemente mais que pacientes recebendo Invega® (p < 0,001). Invega® também foi significantemente mais efetivo que o placebo na manutenção de desempenho pessoal e social. Durante a fase duplo-cega deste estudo, de acordo com a medida da escala CGI-S, houve uma piora da gravidade total da psicose no grupo placebo, enquanto pacientes tratados com Invega® permaneceram clinicamente estáveis.
A redução do risco absoluto (RRA) e número necessário para tratar (NNT), necessários para promover melhora ≥30% no escore total da escala PANSS em 03 estudos clínicos fase III comparativos com placebo (SCH-303 / SCH-304 / SCH-305) são apresentados na tabela abaixo:

Em resumo, a eficácia e a segurança de Invega® foram demonstradas em 03 estudos de fase III, com 06 semanas de duração2-5. A eficácia de Invega®M na manutenção da estabilidade clínica foi comprovada por um período de até 11 meses. Isto foi demonstrado em um estudo para avaliar a recorrência de sintomas em pacientes com esquizofrenia clinicamente estáveis por um período de 08 semanas6.
Referências
1. Bender R. Calculating confidence intervals for the number needed to treat. Controlled Clinical Trials, 2001; 22: 102-110.
2. Kane J. et al. Treatment of schizophrenia with paliperidone extended-release tablets: a 6-week placebo-controlled trial. Schizophr. Res. 2007; 90(1-3):147-61. Epub 2006.
3. Davidson, M. et al. Efficacy, safety and early response of paliperidone extended-release tablets (paliperidone ER): Results of a 6-week, randomized, placebo-controlled study. Schizophr. Res (2007), doi:10.1016/j.schres.2007.03.003.
4. Yang LPH., Plosker GL. Paliperidone Extended Release. CNS Drugs. 2007; 21(5): 417-425.
5. Marder SR et al: Efficacy and Safety of Paliperidone Extended-Release Tablets: Results of a 6-Week, Randomized, Placebo-Controlled Study. Biol Psychiatry. 2007 doi: 10.1016/j.biopsych.2007.01.017.
6. Kramer M. et al. Paliperidone extended-release tablets for prevention of symptom recurrence in patients with schizophrenia: a randomized, double-blind, placebo-controlled study. J Clin Psychopharmacol. 2007; 27(1):6-14. Erratum in: J Clin Psychopharmacol. 2007; 27(3):258.
Esquizofrenia - Adolescentes
A eficácia de Invega® em pacientes adolescentes com esquizofrenia foi estabelecida em um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, controlado por placebo, com duração de 6 semanas e desenho de grupo de tratamento com dose fixa baseado no peso corporal, na faixa de dose de 1,5 a 12 mg/dia. Os pacientes tinham de 12 a 17 anos de idade e preenchiam os critérios estipulados pelo "Manual de Transtornos Mentais publicados pela "American Psychiatric Association (DSM-IV-TR)" para esquizofrenia, com confirmação do diagnóstico utilizando o questionário "Kiddie Schedule for Affective Disorders and Schizophrenia - Present and Lifetime Version (K-SADS-PL)".
Pacientes elegíveis foram aleatoriamente alocados para 1 dos 4 grupos de tratamento: um grupo placebo ou grupos de dose baixa, média ou alta de Invega®. As doses foram administradas baseando-se no peso corporal para minimizar o risco de exposição de adolescentes com menor peso a doses mais elevadas de Invega®. Pacientes com peso entre 29 kg e 51 kg na linha de base da visita foram aleatoriamente alocados para receber placebo ou 1,5 mg (dose baixa), 3 mg (dose média), ou 6 mg (dose alta) de Invega® diariamente, e os pacientes pesando pelo menos 51 kg na linha de base da visita foram aleatoriamente alocados para receber placebo ou 1,5 mg (dose baixa), 6 mg (dose média), ou 12 mg (dose alta) de Invega® diariamente. A dose foi administrada pela manhã, independentemente das refeições.
A eficácia foi avaliada usando PANSS. Este estudo demonstrou a eficácia de Invega® em pacientes adolescentes com esquizofrenia, quando administrado em doses diárias de 3, 6 e 12 mg em grupos de tratamento baseados no peso corporal.
A dose mínima efetiva para Invega® nesta população foi de 3 mg/dia.
Transtorno esquizoafetivo
A eficácia de Invega® (3 mg a 12 mg uma vez ao dia) no tratamento de transtorno esquizoafetivo foi estabelecida em 2 estudos controlados por placebo com duração de 6 semanas em pacientes não-idosos que preencheram os critérios DSM-IV para o transtorno esquizoafetivo, confirmado pela Entrevista Clínica Estruturada paraTranstornos do DSM-IV. Em um destes estudos, a eficácia foi avaliada em 203 pacientes que foram atribuídos a um dos dois níveis de dose de Invega®: 6 mg com a opção de reduzir para 3 mg (n = 105) ou 12 mg com a opção de reduzir para 9 mg (n = 98) uma vez ao dia. No outro estudo, a eficácia foi avaliada em 211 pacientes que receberam doses flexíveis de Invega® (3 - 12 uma vez ao dia). Ambos os estudos incluíram pacientes que receberam Invega® em monoterapia ou em combinação com antidepressivos e/ou estabilizadores de humor. A dose foi administrada pela manhã, independentemente das refeições. Os estudos foram realizados nos Estados Unidos, Europa Oriental, Rússia e Ásia.
A eficácia foi avaliada utilizando a Escala da Síndrome Positiva e Negativa (PANSS), um inventário validado de múltiplos itens composto por 5 fatores para avaliar os sintomas positivos, sintomas negativos, pensamentos desorganizados, hostilidade descontrolada / excitação e ansiedade / depressão.
O grupo de doses elevadas de Invega® em estudo de 2 níveis de dose (12 mg/dia com opção de reduzir para 9 mg/dia) e o grupo Invega® em estudo de dose flexível (doses entre 3 e 12 mg/dia, dose média modal de 8,6 mg/dia) cada um era superior ao placebo no PANSS. No grupo de dose mais baixa do estudo de 2 níveis de dose (6 mg/dia com opção de reduzir para 3 mg/dia), Invega® não era significativamente diferente do placebo como avaliado pela PANSS.
Avaliando os resultados de ambos os estudos em conjunto, Invega® melhorou os sintomas do transtorno esquizoafetivo na avaliação final em relação ao placebo quando administrado em monoterapia ou em combinação com antidepressivos e/ou estabilizadores de humor. Uma análise dos subgrupos da população não revelou nenhuma evidência de sensibilidade diferencial com base no sexo, idade ou região geográfica. Não havia dados suficientes para explorar os efeitos diferenciais baseados na raça.
Caract farmacológicas
Propriedades Farmacodinâmicas
Mecanismo de ação
A paliperidona é um antagonista de ação central de receptores D2 da dopamina, com atividade antagonista serotonérgica 5-HT2A predominante. A paliperidona também é ativa como um antagonista em receptores adrenérgicos alfa-1 e alfa-2 e histaminérgicos H1. A paliperidona não tem afinidade para receptores colinérgicos muscarínicos ou adrenérgicos beta-1 e beta-2. A atividade farmacológica dos enantiômeros (+) e (-) da paliperidona é similar, tanto qualitativamente como quantitativamente.
O mecanismo de ação da paliperidona, como outros fármacos eficazes em esquizofrenia, é desconhecido. No entanto, foi proposto que a atividade terapêutica do fármaco em esquizofrenia é mediada através da combinação de antagonismo em receptores tipo 2 (5HT2A) de serotonina e tipo 2 (D2) de dopamina. O antagonismo em outros receptores além do D2 e 5HT2A pode explicar alguns dos outros efeitos da paliperidona.
O tempo médio estimado para o início da ação terapêutica do medicamento é de 4 a 8 dias.
Polisonografia
Medicamentos com ação central através de seu mecanismo de ação, perfil de liberação e/ou tempo da administração da dose podem afetar o sono. Para avaliar o impacto da dose matinal de Invega® sobre a arquitetura e a continuidade do sono, foi conduzido um estudo controlado com placebo em 36 pacientes com esquizofrenia onde 9 mg de Invega® ou placebo foram administrados uma vez ao dia por 14 dias. As seguintes observações foram feitas (dados médios em comparação ao placebo): redução de 41,0 (EP 18,70) minutos na latência para sono persistente, diminuição de 35,2 (EP 14,99) minutos na latência para início do sono, redução de 7,0 (EP 3,88) eventos no número de vezes de despertar após o início do sono, aumento do tempo total de sono em 52,8 (SE 24,01) minutos, aumento do período de sono em 41,7 (SE 18,75) minutos e aumento do índice de eficiência do sono em 11,0% (SE 5,00). Houve também uma redução estatisticamente significante (em relação ao placebo) no estágio 1 do sono de 11,9 (SE 4,44) minutos e aumento no estágio 2 do sono de 50,7 (SE 17,67) minutos. Não foi observado efeito clinicamente relevante sobre o sono REM.
Eletrofisiologia
Os efeitos da paliperidona sobre o intervalo QT foram avaliados em dois estudos de fase I, randomizados, duplo-cegos e multicêntricos, em adultos com esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo e em 3 estudos de eficácia, de dose fixa, controlados com placebo e com controle ativo de 6 semanas de duração em adultos com esquizofrenia.
No primeiro estudo de fase I (n=141), pacientes foram randomizados para receber igualmente 7 dias de paliperidona oral de liberação imediata uma vez ao dia (com titulação de 4 a 8 mg) ou uma dose única de moxifloxacino (400mg). A dose de 8 mg uma vez ao dia de paliperidona oral de liberação imediata (n=44) atingiu uma concentração plasmática média no estado de equilíbrio mais de 2 vezes maior que a exposição observada com dose máxima recomendada de 12 mg de Invega® (Cmáx ss= 113 e 45 ng/mL, respectivamente). No modelo de correção "linear-derived QT correction" (QTcLD), houve um aumento médio de 5,5 mseg (90% IC: 3,66; 7,25) no grupo de tratamento com Invega® (n=44).
No segundo estudo de fase I (n=109), os pacientes foram randomizados para receber igualmente placebo, ou a dose máxima recomendada de Invega® (12 mg uma vez ao dia), subsequentemente titulado a uma dose acima da faixa recomendada (18 mg uma vez ao dia), ou um controle ativo da mesma classe farmacológica de medicamento (400 mg de quetiapina 2 vezes ao dia). A comparação primária neste estudo de não-inferioridade de 10 dias foi entre Invega® 12 mg e quetiapina. A média dos mínimos quadrados da condição basal QTcLD a cada um dos tmáx individuais observados foi estimada para ser 5,1 ms menor para Invega® 12 mg (Cmáx média 34 ng/mL) comparado com 400 mg de quetiapina 2 vezes ao dia (Cmáx média 1183 ng/mL) (IC 90%: -9,2; -0,9), encontrando o critério de não-inferioridade pré-especificado de 10 ms. A alteração média da condição basal em QTcLD para cada um dos tmáx individuais observados foi estimada para ser 2,3 ms menor para Invega® 18 mg (Cmáx média 53 ng/mL) comparado com 400 mg de quetiapina 2 vezes ao dia (Cmáx média 1183 ng/mL) (IC 90%: -6,8; 2,3).
A alteração média da condição basal em QTcLD para cada tmáx individual observado foi estimada para 1,5 ms maior (IC 90%: -3,3; 6,2) para Invega® 12 mg e 8,0 ms maior (IC 90%: 3,1; 12,9) para 400 mg de quetiapina 2 vezes ao dia comparado com alteração média da condição basal em QTcLD em um tmáx mediano observado (da droga ativa na comparação) no braço placebo concorrente. A alteração média da condição basal em QTcLD para cada tmáx individual observado foi estimada para ser 4,9 ms maior (IC 90%: -0,05; 10,3) para paliperidona de liberação prolongada 18 mg e 7,5 ms maior (IC 90%: 2,5; 12,5) para quetiapina 400 mg duas vezes ao dia comparado com a alteração média da condição basal em QTcLD no tmáx mediano observado (da droga ativa na comparação) no braço placebo concorrente.
Nenhum dos pacientes tiveram mudanças da condição basal excedendo 60 mseg ou um QTcLD excedendo 500 mseg durante o tempo de duração de qualquer destes estudos.
Para os 3 estudos de eficácia de dose fixa, medidas eletrocardiográficas extensas foram coletadas em 15 tempos de avaliação em dias determinados (incluindo os tempos de Cmáx esperada), usando metodologia padronizada. O aumento médio do QTcLD não excedeu 5 mseg em nenhum grupo de tratamento em nenhum tempo de avaliação, com base nos dados agrupados de 836 pacientes tratados com Invega®, 357 pacientes tratados com olanzapina e 350 pacientes tratados com placebo. Um paciente no grupo Invega® 12 mg e um paciente no grupo olanzapina tiveram uma mudança que excedeu 60 mseg em um tempo de análise durante esses estudos (aumentos de 62 mseg e 110 mseg, respectivamente).
Propriedades Farmacocinéticas
As informações farmacocinéticas apresentadas a seguir são baseadas em dados de estudos em adultos, com exceção dos casos especificados.
A farmacocinética da paliperidona após a administração de Invega®, cuja forma farmacêutica corresponde à de comprimido revestido de liberação prolongada (OROS® Push-Pull™, tecnologia desenvolvida pela Alza Corporation) é proporcional à dose dentro do intervalo recomendado (3 a 12 mg).
Absorção
Após uma dose única de Invega®, as concentrações plasmáticas de paliperidona sobem constantemente até atingir o pico de concentração plasmática (Cmáx) em aproximadamente 24 horas após a administração. Com a administração de Invega® uma vez ao dia, as concentrações do estado de equilíbrio da paliperidona são atingidas em 4-5 dias na maioria dos indivíduos.
As características de liberação de Invega® resultam em flutuações mínimas do pico e de vale em comparação àquelas observadas com a risperidona de liberação imediata. Em um estudo comparando a farmacocinética no estado de equilíbrio após a administração de 12 mg de paliperidona (comprimidos de liberação prolongada), uma vez ao dia, com 4 mg de risperidona de liberação imediata em pacientes com esquizofrenia, os índices de flutuação foram 38% para a paliperidona de liberação prolongada em comparação a 125% para a risperidona de liberação imediata (Figura 1).

Após a administração de Invega® os enantiômeros (+) e (-) da paliperidona se interconvertem, alcançando uma razão de AUC (+) para (-) de aproximadamente 1,6 no estado de equilíbrio. A biodisponibilidade oral absoluta da paliperidona após a administração de Invega® é 28%.
Após a administração de um único comprimido de liberação prolongada de paliperidona a voluntários sadios, confinados ao leito por 36 horas, com refeição padrão com alto teor calórico/de gordura, a Cmáx e a AUC aumentaram em 42% e 46%, respectivamente, em comparação com a administração em condição de jejum. Em outro estudo envolvendo voluntários sadios, após administração de um único comprimido de 12 mg em conjunto com uma refeição padronizada contendo elevado conteúdo de gordura e calorias, foram observados aumentos de 60% e 54% de Cmáx e AUC de paliperidona, respectivamente, comparados à administração em condições de jejum. Embora a presença ou ausência de alimentos no tempo de administração de Invega® possam aumentar ou diminuir a exposição à paliperidona, estas alterações não foram consideradas clinicamente relevantes. Os estudos clínicos que estabeleceram a eficácia e a segurança de Invega® foram realizados sem relação com o tempo das refeições.
Distribuição
A paliperidona é rapidamente distribuída. O volume aparente de distribuição é 478 L. A ligação da paliperidona às proteínas plasmáticas é de 74%. Ela liga-se, principalmente, à glicoproteína alfa-1 ácida e à albumina. Em condições in vitro, concentrações terapêuticas altas de diazepam (3 mcg/mL), sulfametazina (100 mcg/mL), varfarina (10 mcg/mL) e carbamazepina (10 mcg/mL) causaram um pequeno aumento na fração livre de paliperidona em 50 ng/mL. Não é esperado que essas mudanças tenham significância clínica.
Metabolismo e eliminação
Uma semana após a administração de uma dose oral única de 1 mg de 14C-paliperidona de liberação imediata, 59% da dose foi excretada inalterada na urina, indicando que a paliperidona não é extensivamente metabolizada no fígado. Aproximadamente 80% da radioatividade administrada foi recuperada na urina e 11% nas fezes. Quatro vias metabólicas foram identificadas in vivo, nenhuma das quais representou mais de 6,5% da dose: desalquilação, hidroxilação, desidrogenação e cisão de benzisoxazol. Embora estudos in vivo tenham sugerido um papel para a CYP2D6 e a CYP3A4 no metabolismo da paliperidona, não há evidência in vivo de que essas isoenzimas representem um papel significante no metabolismo da paliperidona. Apesar da ampla variação na população em geral com relação à capacidade de metabolizar substratos de CYP2D6, as análises da farmacocinética da população não indicaram diferença perceptível na depuração aparente de paliperidona após a administração de Invega® entre metabolizadores rápidos e lentos de substratos de CYP2D6. Estudos in vitro usando preparados de microssomas de sistemas heterólogos indicam que as CYP1A2, CYP2A6, CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A5 não estão envolvidas no metabolismo da paliperidona. A meia-vida terminal de eliminação da paliperidona é cerca de 23 horas.
Populações especiais
Insuficiência hepática:
a paliperidona não é extensivamente metabolizada pelo fígado. Em um estudo em pacientes com insuficiência hepática moderada (Child-Pugh classe B), as concentrações plasmáticas da paliperidona livre foram similares àquelas em indivíduos sadios. A paliperidona não foi estudada em pacientes com insuficiência hepática grave.
Insuficiência renal: a dose deve ser reduzida em pacientes com insuficiência renal moderada e grave. A disposição da paliperidona foi estudada em pacientes com graus variáveis de insuficiência renal. A eliminação da paliperidona diminuiu com a diminuição da depuração da creatinina (DC). A depuração total da paliperidona foi reduzida em pacientes com insuficiência renal: em 32% nos casos leves (DC = 50 a < 80 mL/min), 64% nos casos moderados (DC = 30 a < 50 mL/min) e 71% nos casos graves (DC = 10 a < 30 mL/min). A meia-vida de eliminação terminal da paliperidona foi 24, 40 e 51 horas em pacientes com insuficiência renal leve, moderada e grave, respectivamente, em comparação a 23 horas em indivíduos com a função renal normal (DC ≥ 80 mL/min).
Adolescentes: A exposição sistêmica à paliperidona em pacientes adolescentes foi comparável à exposição em adultos. Em adolescentes com peso < 51 kg foi observada uma exposição 23% maior do que em adolescentes com peso ≥ 51 kg; este aumento não foi considerado clinicamente significativo. A idade, por si só, não influenciou na exposição à paliperidona.
Idosos: os dados de um estudo de farmacocinética em indivíduos idosos (≥65 anos de idade, n=26) indicaram que a depuração aparente da paliperidona, no estado de equilíbrio após a administração de Invega®, foi 20% menor em comparação a indivíduos adultos (18-45 anos de idade, n=28). No entanto, não houve efeito perceptível da idade na análise da farmacocinética da população envolvendo pacientes com esquizofrenia após a correção das reduções na depuração da creatinina relacionadas à idade.
Raça: não é recomendado ajuste de dose com base na raça. A análise farmacocinética populacional não revelou evidências de diferenças relacionadas à raça na farmacocinética da paliperidona seguindo a administração de Invega®. Em um estudo farmacocinético conduzido em japoneses e caucasianos não foram observadas diferenças na farmacocinética.
Sexo: a depuração aparente da paliperidona após a administração de Invega® é aproximadamente 19% menor em mulheres que em homens. Essa diferença é amplamente explicada pelas diferenças na massa muscular corporal e na depuração da creatinina entre homens e mulheres, pois uma avaliação da farmacocinética da população não revelou evidência de diferenças clinicamente significantes relacionadas ao sexo na farmacocinética da paliperidona após a administração de Invega®, após correção para a massa muscular e a depuração de creatinina.
Tabagismo: com base nos estudos in vitro utilizando enzimas hepáticas humanas, a paliperidona não é um substrato para a CYP1A2, portanto, o tabagismo, não deve afetar a farmacocinética da paliperidona. Uma análise farmacocinética da população demonstrou haver uma exposição à paliperidona ligeiramente menor em fumantes do que em não-fumantes. No entanto, é improvável que esta diferença possua relevância clínica.
Dados de segurança pré-clinica
Toxicologia:
da mesma forma que outros fármacos antagonistas de receptores dopamina D2, a paliperidona elevou os níveis de prolactina sérica em estudos de toxicidade de dose repetida.
Em um estudo de toxicidade juvenil com 7 semanas de duração e doses orais de paliperdona de 0,16; 0,63 e 2,5 mg/dia, que correspondem, respectivamente, a 0,12; 0,5 e 1,8 vezes a dose máxima humana (12 mg/dia) recomendada para adolescentes em mg/m2, não foram observados efeitos no crescimento, maturidade sexual e desempenho reprodutivo.
Doses de até 2,5 mg/kg/dia não prejudicaram o desenvolvimento neurocomportamental em machos e fêmeas, exceto pelo efeito sobre a aprendizagem e memória em ratas fêmeas tratadas com 2,5 mg/kg/dia. Este efeito não foi observado após a descontinuação do tratamento.
Em um estudo com duração de 40 semanas em cães jovens tratados com ripseridona oral (que é extensivamente convertida a paliperidona) em doses de 0,31, 1,25, e 5 mg/kg/dia, a maturidade sexual não foi adversamente afetada com 0,31 e 1,25 mg/kg/dia. O crescimento de ossos longos não foi afetado com 0,31 mg/kg/dia; efeitos foram observados com 1,25 e 5 mg/kg/dia.
Carcinogenicidade: o potencial carcinogênico da paliperidona foi avaliado com base em estudos com a risperidona conduzidos em camundongos e ratos, uma vez que a paliperidona corresponde a um metabólito ativo da risperidona. A risperidona foi administrada em doses de até 10 mg/kg/dia por 18 meses em camundongos e 25 meses em ratos. Houve aumentos estatisticamente significantes de adenomas de hipófise, adenomas de pâncreas endócrino e adenocarcinomas de glândulas mamárias. Um aumento de tumores mamários, hipofisários e de pâncreas endócrino foi encontrado em roedores após a administração crônica de outros antipsicóticos e é considerado como sendo mediado pelo antagonismo prolongado de dopamina D2. A relevância desses achados de tumores em roedores é desconhecida, em termos de risco para os seres humanos.
Mutagenicidade: Não foi encontrada evidência de potencial mutagênico para a paliperidona no teste de mutação reversa de Ames, no teste de linfoma de camundongo ou no teste de micronúcleo de rato.
Prejuízo da fertilidade: embora o tratamento com a paliperidona tenha resultado em efeitos mediados pela prolactina e pelo sistema nervoso central, a fertilidade de ratos machos e fêmeas não foi afetada. Em uma dose materna tóxica, as fêmeas de ratos apresentaram um número ligeiramente menor de embriões vivos.
Contraindicações
Invega® é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida a paliperidona ou a qualquer componente da formulação. Invega® é contraindicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade à risperidona, uma vez que a paliperidona corresponde a um metabólito ativo da risperidona.
Advertências e precauções
Síndrome neuroléptica maligna
A ocorrência de síndrome neuroléptica maligna caracterizada por hipertermia, rigidez muscular, instabilidade autonômica, alteração da consciência e níveis elevados de creatina fosfoquinase têm sido relatada com fármacos antipsicóticos, incluindo a paliperidona. Sinais clínicos adicionais podem incluir mioglobinúria (rabdomiólise) e insuficiência renal aguda. Se o paciente desenvolver sinais ou sintomas indicativos de síndrome neuroléptica maligna, todos os antipsicóticos, incluindo Invega®, devem ser descontinuados.
Discinesia tardia
Fármacos com propriedades antagonistas de receptor dopaminérgico têm sido associados à indução de discinesia tardia caracterizada por movimentos involuntários, rítmicos, predominantemente da língua e/ou da face. Se surgirem sinais ou sintomas de discinesia tardia, a descontinuação de todos os fármacos antipsicóticos, incluindo Invega®, deve ser considerada.
Intervalo QT
Assim como outros antipsicóticos, deve-se ter cautela quando Invega® é prescrito a pacientes com histórico de arritmias cardíacas, em pacientes com síndrome congênita do prolongamento do intervalo QT e em uso concomitante com medicamentos que conhecidamente prolongam o intervalo QT.
Hiperglicemia
Casos raros de eventos adversos relacionados à glicose foram relatados em estudos clínicos com Invega®. Recomenda-se o monitoramento clínico apropriado em pacientes diabéticos e em pacientes com fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus.
Hipotensão ortostática
A paliperidona pode induzir hipotensão ortostática em alguns pacientes em função de sua atividade de bloqueador alfa. Invega® deve ser usado com cautela em pacientes com história de doença cardiovascular (como por exemplo, insuficiência cardíaca, infarto ou isquemia do miocárdio, anormalidades da condução), doença vascular cerebral ou condições que predisponham o paciente à hipotensão (como por exemplo, desidratação, hipovolemia e tratamento com medicamentos anti-hipertensivos).
Crises epilépticas
Da mesma forma que outros antipsicóticos, Invega® deve ser usado com cautela em pacientes com história de crises epilépticas ou outras condições que reduzem potencialmente o limiar convulsivo.
Potencial para obstrução gastrintestinal
Uma vez que o comprimido de Invega® não se deforma e não altera sua forma no trato gastrintestinal, Invega® não deve ser administrado a pacientes com estreitamento gastrintestinal grave preexistente (patológico ou iatrogênico) ou em pacientes com disfagia ou dificuldade significante para deglutir comprimidos. Tem havido relatos raros de sintomas de obstrução em pacientes com história de estreitamento associado à ingestão de fármacos em formulações não deformáveis de liberação controlada. Devido ao desenho da forma farmacêutica de liberação prolongada, Invega® só deve ser usado em pacientes capazes de deglutir o comprimido inteiro.
Pacientes idosos com demência
Invega® não foi estudado nessa população de pacientes, desta forma o medicamento não é recomendado para pacientes idosos com demência.
Mortalidade geral
Em uma meta-análise de 17 estudos clínicos controlados, pacientes idosos com demência tratados com outros fármacos antipsicóticos atípicos, incluindo a risperidona, aripiprazol, olanzapina e quetiapina, tiveram um risco aumentado de mortalidade em comparação ao placebo.
Eventos adversos vascular cerebral
Em estudos clínicos controlados com placebo em pacientes idosos com demência, tratados com fármacos antipsicóticos atípicos, incluindo a risperidona, aripiprazol e olanzapina, houve uma incidência maior de eventos adversos vascular cerebral (acidente vascular cerebral e episódios de isquemia transitória), incluindo casos fatais, em comparação ao placebo.
Doença de Parkinson e demência com corpos de Lewy
O médico deve pesar os riscos em relação aos benefícios ao prescrever antipsicóticos, incluindo Invega®, para pacientes com doença de Parkinson ou demência com corpos de Lewy, uma vez que ambos os grupos podem estar sob risco aumentado de desenvolver síndrome neuroléptica maligna, assim como de ter uma sensibilidade aumentada a medicamentos antipsicóticos. A manifestação dessa sensibilidade aumentada pode incluir confusão, embotamento, instabilidade postural com quedas frequentes, além dos sintomas extrapiramidais.
Priapismo
Tem sido relatado que fármacos com efeitos de bloqueio alfa-adrenérgico induzem o priapismo. Priapismo foi relatado com Invega® durante o período de pós-comercialização.
Controle da temperatura corporal
A interrupção da capacidade do organismo de reduzir a temperatura corporal foi atribuída a agentes antipsicóticos. Recomenda-se cuidado apropriado ao prescrever Invega® para pacientes que irão se expor a condições que possam contribuir para o aumento da temperatura corporal, como por exemplo exercício extenuante, exposição ao calor extremo, uso de medicação concomitante com atividade anticolinérgica, ou sujeito a desidratação.
Efeito antiemético
Um efeito antiemético foi observado em estudos pré-clínicos com a paliperidona. Esse efeito, se ocorrer em seres humanos, pode mascarar os sinais e sintomas de dose excessiva com certos fármacos ou de condições tais como obstrução intestinal, síndrome de Reye e tumor cerebral.
Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
Invega® pode interferir com as atividades que requerem alerta mental e pode ocasionar efeitos visuais (veja o item "Reações Adversas"). Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Gravidez (Categoria C) e Lactação

A segurança da paliperidona para uso em mulheres grávidas não foi estabelecida. Nenhum efeito teratogênico foi observado em estudo com animais. Animais de laboratório tratados com dose alta de paliperidona mostraram um pequeno aumento da mortalidade fetal. Essa dose alta foi tóxica para as mães. A ninhada não foi afetada em exposições 20 a 34 vezes maiores que a exposição máxima em seres humanos. Invega® só deve ser usado durante a gestação se os benefícios superarem os riscos. O efeito de Invega®
sobre o parto em seres humanos é desconhecido.
Recém-nascidos expostos a medicamentos antipsicóticos (incluindo paliperidona) durante o terceiro trimestre de gravidez correm o risco de apresentar sintomas extrapiramidais e/ou de retirada, que podem variar em gravidade após o parto. Estes sintomas em recém-nascidos podem incluir agitação, hipertonia, hipotonia, tremor, sonolência, dificuldade respiratória ou transtornos alimentares.
Em estudos em animais com a paliperidona e em estudos em seres humanos com a risperidona, a paliperidona foi excretada no leite. Portanto, as mulheres não devem amamentar durante o tratamento com Invega®.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Pacientes idosos
As recomendações posológicas para pacientes idosos com função renal normal (≥ 80 mL/min) são as mesmas que para adultos com função renal normal. No entanto, como os pacientes idosos podem ter função renal diminuída, pode ser necessário ajustar a dose de acordo com o estado da função renal.
Pacientes idosos com demência
: Invega® não foi estudado nessa população de pacientes.
Adolescentes e crianças: A segurança e a eficácia de Invega® para o tratamento da esquizofrenia em pacientes com idade inferior a 12 anos não foram estabelecidas.
Pacientes com insuficiência hepática: não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência hepática leve à moderada. Invega® não foi estudado em pacientes com insuficiência hepática grave.
Pacientes com insuficiência renal: para pacientes com insuficiência renal leve (depuração da creatinina ≥ 50 a < 80 mL/min), a dose inicial recomendada é 3 mg uma vez ao dia. Para pacientes com insuficiência renal moderada a grave (depuração da creatinina ≥ 10 a < 50 mL/min), a dose recomendada é 3 mg uma vez ao dia. Como Invega® não foi estudado em pacientes com depuração de creatinina < 10 mL/min, não se recomenda o uso nestes pacientes.
Interações medicamentosas
Recomenda-se cautela ao prescrever Invega® com medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT.
Potencial de Invega® afetar outros fármacos
Não é esperado que a paliperidona cause interações farmacocinéticas clinicamente importantes com fármacos que são metabolizados pelas isoenzimas do citocromo P-450. Estudos in vitro em microssomas hepáticos humanos mostraram que a paliperidona não inibe de forma substancial o metabolismo de fármacos metabolizados pelas isoenzimas do citocromo P-450, incluindo CYP1A2, CYP2A6, CYP2C8/9/10, CYP2D6, CYP2E1, CYP3A4 e CYP3A5. Portanto, não se espera que a paliperidona iniba, de forma clinicamente relevante, a depuração de fármacos que são metabolizados por essas vias metabólicas. Estudos in vitro indicaram que a paliperidona não é um indutor da atividade da CYP1A2, 2C19 ou 3A4.
Em altas concentrações, a paliperidona é um fraco inibidor da glicoproteína-P (P-gp). Não há dados in vivo disponíveis e a relevância clínica é desconhecida.
Devido aos efeitos primários da paliperidona sobre o sistema nervoso central, Invega® deve ser usado com cautela em combinação com outros fármacos de ação central e álcool. A paliperidona pode antagonizaro efeito da levodopa e outros agonistas dopaminérgicos.
Devido ao seu potencial para induzir hipotensão ortostática, pode ser observado um efeito aditivo quando Invega® é administrado com outros agentes terapêuticos que possuem esse potencial.
A interação farmacocinética entre Invega® e lítio é improvável.
A administração concomitante de Invega® durante o estado de equilíbrio (12 mg, uma vez ao dia) com comprimidos de liberação prolongada de divalproato de sódio (500 mg a 2000 mg, uma vez ao dia) não afetou a farmacocinética do estado de equilíbrio do valproato.
Potencial para outros fármacos afetarem Invega®
A paliperidona não é um substrato da CYP1A2, CYP2A6, CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A5. Isso sugere que não é provável a ocorrência de interação com inibidores ou indutores dessas isoenzimas. Embora estudos in vitro indiquem que a CYP2D6 e a CYP3A4 podem estar minimamente envolvidas no metabolismo da paliperidona, não há indicações in vitro nem in vivo de que essas isoenzimas tenham um papel significante no metabolismo da paliperidona. Estudos in vitro demonstraram que a paliperidona é um substrato da glicoproteína P.
A paliperidona é metabolizada com extensão limitada pela CYP2D6 (veja Propriedades Farmacocinéticas: metabolismo e eliminação). Não foram observados efeitos clinicamente relevantes sobre a farmacocinética da paliperidona, em um estudo de interação em indivíduos saudáveis no qual Invega® foi administrado concomitantemente com paroxetina, um potente inibidor da CYP2D6. A co-administração de Invega® uma vez ao dia com carbamazepina 200 mg duas vezes ao dia causou uma diminuição de aproximadamente 37% no estado de equilíbrio médio da Cmáx e AUC da paliperidona. Esta diminuição é causada por um grau substancial, por um aumento de 35% na depuração renal da paliperidona provavelmente como um resultado da indução da glicoproteína P renal pela carbamazepina. Uma menor diminuição na quantidade de droga excretada inalterada na urina sugere que há um pequeno efeito sobre o metabolismo da CYP ou biodisponibilidade da paliperidona durante a co-administração da carbamazepina.
A dose de Invega® deve ser reavaliada e aumentada se necessário, após a introdução de carbamazepina.
De modo inverso, após a descontinuação da carbamazepina, a dose de Invega® deve ser reavaliada e diminuída caso necessário.
A paliperidona, um cátion em pH fisiológico, é excretada principalmente pelos rins, aproximadamente metade por filtração e metade por secreção ativa. A administração concomitante de trimetoprima, um fármaco conhecido por inibir o transporte renal ativo de fármacos catiônicos, não influenciou a farmacocinética da paliperidona.
A administração concomitante de uma dose única de Invega® 12 mg com comprimidos de liberação prolongada de divalproato de sódio (dois comprimidos de 500 mg, uma vez ao dia) resultou em um aumento de aproximadamente 50% na Cmáx e AUC da paliperidona. Deve ser considerada redução na dose de Invega® quando for administrado concomitantemente com valproato após avaliação clínica.
A interação farmacocinética entre Invega® e lítio é improvável.
Uso concomitante de Invega® com risperidona
O uso concomitante de Invega® com risperidona não foi estudado. Uma exposição adicional à paliperidona deve ser considerada se a risperidona for co-administrada com Invega®. Não é recomendada a utilização concomitante de Invega® com risperidona oral, uma vez que a paliperidona é um metabólito ativo da risperidona e a combinação dos dois fármacos pode conduzir a uma exposição adicional de paliperidona.
Uso de Invega® com alimentos
Invega®
deve ser tomado toda manhã com ou sem café da manhã, porém da mesma maneira todos os dias.
Embora a presença ou ausência de alimentos no tempo de administração de Invega® possam aumentar ou diminuir a exposição à paliperidona, estas alterações não foram consideradas clinicamente relevantes. Os estudos clínicos que estabeleceram a eficácia e a segurança de Invega® foram realizados sem relação com o tempo das refeições.
Uso de Invega® com álcool
Devido aos efeitos primários da paliperidona sobre o sistema nervoso central, Invega® deve ser usado com cautela em combinação com álcool.
Exames laboratoriais: Prolactina sérica:
foram observados aumentos medianos na prolactina sérica em pacientes de ambos os sexos que receberam Invega®. Os aumentos médios máximos da concentração de prolactina sérica foram observados, em geral, no 15° dia do tratamento, mas permaneceram acima dos níveis da linha de base ao final do estudo.
Tabagismo: com base nos estudos in vitro utilizando enzimas hepáticas humanas, a paliperidona não é um substrato para a CYP1A2, portanto, o tabagismo, não deve afetar a farmacocinética da paliperidona. Uma análise farmacocinética da população demonstrou haver uma exposição à paliperidona ligeiramente menor em fumantes do que em não-fumantes. No entanto, é improvável que esta diferença possua relevância clínica.
Cuidados de armazenamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspecto Físico
A medicação está contida em um comprimido planejado para liberar a paliperidona de forma prolongada. O revestimento do comprimido, em conjunto com os componentes insolúveis do núcleo do comprimido, são eliminados do organismo. Não há motivo para preocupação se, ocasionalmente, você notar algo parecido com um comprimido nas fezes.
Existem 3 concentrações de Invega® que podem ser identificadas pela cor do comprimido: 3 mg - comprimido branco, 6 mg - comprimido bege, 9 mg - comprimido rosa.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Invega® deve ser administrado por via oral e pela manhã com ou sem alimentos.
Os comprimidos de Invega® devem ser deglutidos inteiros com um pouco de líquido e não devem ser mastigados, partidos ou esmagados.
Invega® deve ser tomado toda manhã com ou sem café da manhã, porém da mesma maneira todos os dias. Não alterne tomando Invega® sem café da manhã em um dia e com café da manhã no dia seguinte.
A medicação está contida em uma cápsula não absorvível, desenhada para liberar o fármaco de forma prolongada. O revestimento do comprimido, em conjunto com os componentes insolúveis, é eliminado do organismo; os pacientes não devem se preocupar se, ocasionalmente, notarem nas fezes algo parecido com um comprimido.
Adultos (idade acima de 18 anos):
Esquizofrenia:
A dose recomendada de Invega® para o tratamento de esquizofrenia em adultos é de 6 mg, uma vez ao dia, administrado pela manhã. Não é necessária a titulação inicial de dose. Alguns pacientes podem se beneficiar de doses mais baixas ou mais altas dentro da faixa de dose recomendada de 3 a 12 mg uma vez ao dia. O ajuste de dose, se indicado, deve ocorrer somente após reavaliação clínica. Quando aumentos de dose forem indicados, recomenda-se incrementos de 3 mg/dia e geralmente estes devem ocorrer em intervalos maiores do que 5 dias.
Transtorno esquizoafetivo: A dose recomendada de Invega® para o tratamento do transtorno esquizoafetivo em adultos é de 6 mg uma vez ao dia, administrada pela manhã. Não é necessária a titulação da dose inicial. Alguns pacientes podem se beneficiar de doses mais baixas ou mais elevadas dentro de uma escala de dose recomendada que varia de 3 a 12 mg uma vez ao dia. Foi observada uma tendência geral para maior eficácia com doses mais altas. O ajuste de dose, se indicado, deve ocorrer somente após a reavaliação clínica. Quando os aumentos de dose são indicados, são recomendados os aumentos de 3 mg/dia e geralmente deve ocorrer em intervalos de mais de 4 dias.
Adolescentes (idade entre 12 e 17 anos):
Esquizofrenia:
A dose recomendada de Invega® para o tratamento de esquizofrenia em adolescentes de 12 a 17 anos de idade é de 3 mg, uma vez ao dia, administrado pela manhã. Não é necessária a titulação inicial de dose. Alguns pacientes podem se beneficiar de uma dose mais alta de 6 a 12 mg/dia. Aumentos de dose devem ser realizados somente após reavaliação clínica e devem ocorrer em incrementos de 3 mg/dia em intervalos maiores do que 5 dias.
Pacientes com insuficiência hepática
Não é necessário ajustar a dose em pacientes com insuficiência hepática leve à moderada. Invega® não foi estudado em pacientes com insuficiência hepática grave.
Pacientes com insuficiência renal
Para pacientes com insuficiência renal leve (depuração da creatinina ≥ 50 a < 80 mL/min), a dose inicial recomendada é 3 mg uma vez ao dia. A dose pode ser aumentada para 6 mg uma vez ao dia baseados na tolerabilidade e resposta clínica.
Para pacientes com insuficiência renal moderada a grave (depuração da creatinina ≥ 10 a < 50 mL/min), a dose recomendada é 3 mg uma vez ao dia. Como Invega® não foi estudado em pacientes com depuração de creatinina < 10 mL/min, não se recomenda o uso nestes pacientes.
Pacientes idosos
As recomendações posológicas para pacientes idosos com função renal normal (≥ 80 mL/min) são as mesmas que as para adultos com função renal normal. No entanto, como os pacientes idosos podem ter função renal diminuída, pode ser necessário ajustar a dose de acordo com o estado da função renal.
Adolescentes e crianças
A segurança e a eficácia de Invega® para o tratamento da esquizofrenia em pacientes com idade inferior a 12 anos não foram estabelecidas.
Outras populações especiais
Não há recomendação para ajuste da dose de Invega® em função do sexo, raça ou tabagismo.
Invega® está na forma de comprimidos de liberação prolongada para que a liberação de seu princípio ativo, a paliperidona, ocorra por 24 horas de uma maneira controlada. A paliperidona in vivo é liberada a uma taxa razoavelmente constante: 1-2% da quantidade administrada por hora.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Reações adversas

Dados de estudos clínicos
A segurança de Invega® no tratamento de esquizofrenia foi avaliada em 1205 pacientes adultos com esquizofrenia que participaram de 3 estudos, duplo-cegos, controlados por placebo com duração de 6 semanas, dos quais 850 pacientes receberam Invega® em faixas de doses fixas de 3 mg à 12 mg uma vez ao dia.
A segurança de Invega® foi avaliada em 314 pacientes adolescentes com idade de 12 a 17 anos com esquizofrenia que receberam Invega® na faixa de dose de 1,5 mg a 12 mg/dia em 2 estudos de fase 3, incluindo 201 indivíduos em um estudo com duração de 6 semanas, duplo-cego, controlado por placebo e indivíduos tratados por até 2 anos em um estudo de segurança aberto, de braço-único.
A segurança de Invega® foi avaliada em 622 pacientes adultos com transtorno esquizoafetivo que participaram em 2 estudos duplo-cegos controlados por placebo com duração de 6 semanas. Em um destes estudos, 206 pacientes foram incluídos em uma das duas doses de Invega®: 6 mg com a opção de reduzir para 3 mg (n = 108) ou 12 mg com a opção de reduzir para 9 mg (n = 98) uma vez ao dia. No outro estudo, 214 pacientes receberem doses flexíveis de Invega® (3 - 12 mg uma vez ao dia). Ambos estudos incluíram pacientes que receberam Invega® em monoterapia ou em combinação com antidepressivos e/ou estabilizadores de humor.
As informações deste item provém de dados agrupados.
A maioria das reações adversas medicamentosas foi de gravidade leve à moderada.
Esquizofrenia - dados de estudos duplo-cegos controlados por placebo - Adultos
As reações adversas reportadas por ≥ 2% dos pacientes tratados com Invega® para esquizofrenia em 3 estudos clínicos em adultos, de 6 semanas de duração com dose fixa, duplo-cegos e controlados por placebo, estão demonstradas na tabela 1.

Esquizofrenia - dados de estudos duplo-cegos controlados por placebo - Adolescentes
As reações adversas reportadas por ≥ 2% dos pacientes adolescentes com idade entre 12 e 17 anos, tratados com Invega® para esquizofrenia em um estudo clínico de dose fixa, controlado por placebo, estão demonstradas na tabela 2.

Transtorno esquizoafetivo - dados de estudos duplo-cegos controlados por placebo - Adultos
As reações adversas relatadas por ≥ 2% dos pacientes com transtorno esquizoafetivo tratados com Invega® em 2 estudos clínicos em adultos estão demonstradas na tabela 3.

Monoterapia versus terapia combinada
Os desenhos dos 2 estudos duplo-cegos em adultos, controlados por placebo com duração de 6 semanas em pacientes com transtorno esquizoafetivo incluíram a opção para pacientes receberem antidepressivos (exceto inibidores da monoaminoxidase) e/ou estabilizadores de humor (lítio, valproato ou lamotrigina). Nos pacientes da população avaliada para segurança, 230 (55%) pacientes receberam Invega® em monoterapia e 190 (45%) pacientes receberam Invega® em combinação com antidepressivos e/ou estabilizadores de humor. Quando se compara estas 2 sub-populações somente ocorre náusea com uma frequência maior (diferença ≥ 3%) em pacientes que receberam Invega® em monoterapia.
Reações adversas relacionadas à dose
No estudo controlado por placebo, com doses altas e baixas, com duração de 6 semanas, em pacientes adultos com transtorno esquizoafetivo, distonia, disartria e nasofaringite ocorreram mais frequentemente (por exemplo: uma diferença de pelo menos 3%) em pacientes que receberam doses mais elevadas de Invega® comparado com pacientes que receberam doses mais baixas. Ocorreu hipertonia mais frequentemente em pacientes que receberam doses mais baixas de Invega® comparado com pacientes que receberam doses mais elevadas.
Dados de outros estudos clínicos
Reações adversas medicamentosas adicionais relatadas por < 2% de pacientes tratados com Invega® nos estudos clínicos de esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo e outros estudos pré-comercialização abaixo são mostradas na tabela 4. A tabela 4 também inclui reações adversas relatadas com qualquer frequência em outros estudos clínicos.
Tabela 4. Reações Adversas Medicamentosas adicionais relatadas por < 2% de pacientes tratados com Invega® em uma combinação de dados de 3 estudos clínicos, duplo-cegos, controlados por placebo de esquizofrenia, de 2 estudos clínicos, controlados por placebo, de transtorno esquizoafetivo, de outros estudos pré-comercialização; e de outros estudos clínicos, com qualquer frequência.

Pacientes idosos
A segurança de Invega® foi avaliada em 81 pacientes idosos com esquizofrenia (idade ≥65 anos) que receberam doses flexíveis (n=76) ou fixas (n=5) de Invega® na faixa de 3 a 12 mg uma vez ao dia por até 6 semanas durante os estudos duplo-cegos, controlados com placebo. Embora esse conjunto de dados não permita uma comparação direta sistemática entre pacientes idosos e não idosos, o perfil de segurança foi similar nas duas populações. No entanto, com base nesses dados limitados e consistentes com a prática clínica geral, não é possível excluir uma maior sensibilidade de indivíduos mais idosos a reações adversas.
Eventos de interesse particular para a classe
Sintomas extrapiramidais:
os dados agrupados dos 3 estudos clínicos de esquizofrenia de dose fixa, controlados com placebo, de 6 semanas de duração não revelaram diferenças nos eventos extrapiramidais que surgiram com o tratamento, comparando-se o placebo (11%) e Invega® 3 e 6 mg (13% e 10%, respectivamente). Sintomas extrapiramidais relacionados à dose foram observados nas duas dosagens maiores de Invega® (25% e 26% para as doses de 9 e 12 mg, respectivamente). Os sintomas extrapiramidais incluíram uma análise agrupada dos seguintes termos: discinesia, distonia, hipercinesia, Parkinsonismo e tremor. Dados agrupados de 2 estudos duplo-cegos, controlados por placebo com duração de 6 semanas em pacientes com transtorno esquizoafetivo (veja o item Propriedades farmacodinâmicas - Eficácia clínica) mostraram resultados similares.
Ganho de peso: nos dados agrupados dos 3 estudos clínicos de esquizofrenia de dose fixa em adultos, controlados com placebo, de 6 semanas de duração, as proporções de pacientes que atingiram o critério de ganho de peso ≥ 7% do peso corporal foram comparadas e revelaram uma incidência similar de ganho de peso para Invega® 3 mg (7%) e 6 mg (6%) em comparação ao placebo (5%) e uma maior incidência de ganho de peso para 9 mg (9%) e 12 mg (9%).
O ganho de peso em pacientes adolescentes com esquizofrenia foi avaliado em um estudo duplo-cego, controlado por placebo, com duração de 6 semanas, e em uma fase de extensão aberta, cuja mediana de duração da exposição a Invega® foi de 182 dias. No estudo duplo-cego, controlado por placebo, uma porcentagem mais elevada de pacientes tratados com Invega® em dose baixa (6%), dose média (13%) e dose alta (13%) tiveram um aumento do peso corporal ≥ 7% em relação a linha de base quando comparados aos pacientes tratados com placebo (2%). No estudo aberto de longo prazo, a proporção dos pacientes totais tratados com Invega® com um aumento de peso corporal de ≥ 7% em relação a linha de base foi de 33%. Ao se tratar pacientes adolescentes com Invega®, o ganho de peso deveria ser avaliado levando-se em consideração o aumento esperado com o crescimento normal. Quando se leva em consideração a duração mediana de exposição a Invega® no estudo aberto (182 dias) juntamente com o crescimento normal esperado nesta populacão, uma avaliação de escores padronizados em relação aos dados normativos fornece uma medida clinicamente mais relevante das alterações no peso. A variação média do peso, em escores padronizados, na fase aberta, da linha de base ao desfecho, foi 0,1 (4% acima da mediana dos dados normativos). Baseando-se na comparação com os dados normativos, estas mudanças não são consideradas clinicamente significativas.
Nos dados agrupados de 2 estudos duplo-cegos em adultos, com duração de 6 semanas em pacientes com transtorno esquizoafetivo (veja o item Propriedades farmacodinâmicas - Eficácia clínica), uma porcentagem mais alta de pacientes tratados com Invega® (5%) teve um aumento no peso corporal de ≥ 7% comparado com pacientes tratados com placebo (1%). No estudo que investigou grupos com doses elevadas e baixas, o aumento do peso corpóreo de ≥ 7% era 3% no grupo de dose baixa, 7% no grupo de dose elevada e 1% no grupo placebo.
Exames laboratoriais: Prolactina sérica: com base nos dados agrupados dos 3 estudos clínicos de esquizofrenia de dose fixa, controlados com placebo, de 6 semanas de duração, foram observados aumentos medianos na prolactina sérica em pacientes de ambos os sexos que receberam Invega®. Os aumentos médios máximos da concentração de prolactina sérica foram observados, em geral, no 15° dia do tratamento, mas permaneceram acima dos níveis da linha de base ao final do estudo.
Estudos Clínicos: reações adversas a medicamentos em estudo de longa-duração, controlado por placebo:
A segurança de Invega® foi também avaliada em estudo de longa-duração, delineado para avaliar manutenção do efeito de Invega® em adultos com esquizofrenia. Em geral, os tipos, freqüências e gravidades das reações adversas à droga, relatados durante a fase inicial, aberta, de 14 semanas deste estudo, foram comparáveis àqueles relatados no estudo de curto prazo, por 06 semanas, com dose-fixa, controlado por placebo. As reações adversas à droga relatadas durante a fase de longo prazo, duplo-cega deste estudo foram similares em tipo e gravidade às observadas na fase aberta, inicial, com duração de 14 semanas; entretanto, em geral ocorreram em freqüências menores.
Dados pós-comercialização
Eventos adversos inicialmente identificados como Reações Adversas ao Medicamento (RAM) durante o período de pós-comercializaçao com Invega® estão listados na tabela 5. As freqüências são fornecidas seguindo a convenção abaixo:
Muito comum ≥1/10
Comum ≥1/100 a < 1/10
Incomum ≥1/1.000 a < 1/100
Raro ≥1/10.000 a < 1/1.000
Muito raro < 1/10.000, incluindo relatos isolados.


Informações de segurança relacionadas à risperidona:
A paliperidona corresponde a um metabólito ativo da risperidona. O perfil de liberação da droga e as propriedades farmacocinéticas de Invega® são consideralvemente diferentes das observadas com formulações de liberação imediata, para admnistração via oral, contendo risperidona. As informações de segurança relatadas com risperidona em estudos clínicos e em experiência pós-comercialização que não foram relatadas com Invega® podem ser encontradas na bula de medicamentos contendo risperidona.
Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Superdose
Sintomas
Em geral, os sinais e sintomas esperados são aqueles resultantes de uma exacerbação dos efeitos farmacológicos conhecidos da paliperidona, isto é, sonolência e sedação, taquicardia e hipotensão, prolongamento QT e sintomas extrapiramidais. Torsade de Pointes e fibrilação ventricular foram relatados em um paciente com superdosagem. No caso de superdose aguda, a possibilidade de envolvimento de vários fármacos deve ser considerada.
Tratamento
Ao avaliar a necessidade de tratamento e a recuperação deve-se considerar a natureza da liberação prolongada do medicamento. Não há antídoto específico para a paliperidona. Medidas gerais de suporte devem ser adotadas. Estabelecer e manter as vias aéreas e garantir oxigenação e ventilação adequadas. O monitoramento cardiovascular deve ser iniciado imediatamente e deve incluir monitoramento eletrocardiográfico contínuo para possíveis arritmias. Hipotensão e colapso circulatório devem ser tratados com medidas apropriadas tais como líquidos intravenosos e/ou agentes simpatomiméticos. A lavagem gástrica (após intubação se o paciente estiver inconsciente) e a administração de carvão ativado junto a um laxativo devem ser consideradas. Na presença de sintomas extrapiramidais graves, agentes anticolinérgicos devem ser administrados. Uma supervisão cuidadosa e o monitoramento devem continuar até a recuperação do paciente.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS- 1.1236.3388
Venda sob prescrição médica.
Só pode ser vendido com retenção da receita.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 13/07/2011.

Adicionar um comentário

 
Strict Standards: Declaration of MY_Exceptions::show_404() should be compatible with CI_Exceptions::show_404($page = '', $log_error = true) in /home/farmacoinfo/public_html/br/application/core/MY_Exceptions.php on line 0

A PHP Error was encountered

Severity: Notice

Message: Undefined index: gracias

Filename: blocks/med_comentarios_form.php

Line Number: 16

*