LIVIAL - Caract farmacológicas

Farmacodinâmica
Código ATC: G03CX01.
Após a administração oral, a tibolona é rapidamente metabolizada em três compostos, que contribuem para o perfil farmacodinâmico de LIVIAL. Dois dos metabólitos (3a-OH-tibolona e 3ß-OH-tibolona) apresentam atividade estrogênica, ao passo que o terceiro metabólito (isômero ∆ 4 da tibolona) apresenta atividade progestagênica e androgênica.
LIVIAL permite a reposição da perda na produção estrogênica em mulheres na pós-menopausa e alivia os sintomas menopáusicos.
LIVIAL previne a perda óssea após a menopausa ou ooforectomia.
Informações dos estudos clínicos a respeito dos efeitos sobre o endométrio e padrão de sangramento:
- Houve relatos de hiperplasia endometrial e câncer de endométrio em pacientes tratadas com tibolona (ver "5. ADVERTÊNCIAS EPRECAUÇÕES" e "9. REAÇÕES ADVERSAS").
- Foi relatada amenorreia em 88% das mulheres em uso de tibolona 2,5 mg após 12 meses de tratamento. Sangramento por privação e/ou spotting foram relatados em 32,6% das mulheres durante os 3 primeiros meses de tratamento, e em 11,6% das mulheres após 11-12 meses de uso.
Informações dos estudos clínicos a respeito dos efeitos sobre as mamas:
Nos estudos clínicos a densidade mamográfica não foi aumentada nas mulheres tratadas com LIVIAL em comparação com o placebo.
Farmacocinética
Após a administração oral, a tibolona é rápida e completamente absorvida. Devido ao rápido metabolismo, os níveis plasmáticos de tibolona são muito baixos. Os níveis plasmáticos do isômero ∆ 4 da tibolona também são muito baixos. Portanto, alguns parâmetros farmacocinéticos não podem ser determinados. Níveis de pico plasmático dos metabólitos 3a-OH e 3-ß-OH são mais altos, mas não ocorre acúmulo.

A excreção da tibolona é realizada principalmente sob a forma de metabólitos conjugados (na maioria, sulfatados). Parte do composto administrado é excretada na urina, mas a maior parte é eliminada pelas fezes.
O consumo de alimentos não possui efeito significativo na extensão da absorção.
Foi verificado que os parâmetros farmacocinéticos para a tibolona e seus metabólitos são independentes da função renal.
Dados pré-clínicos de segurança
Em estudos com animais, a tibolona apresentou atividades antifertilidade e embriotóxica em virtude de suas propriedades hormonais. A tibolona não foi teratogênica em camundongos e ratos e apresentou potencial teratogênico em coelhos com doses próximas à abortiva (ver "Gravidez e Lactação"). A tibolona não é genotóxica sob condições in vivo. Apesar de ter sido observado efeito carcinogênico em certos grupos de ratos (tumores hepáticos) e camundongos (tumores de bexiga), a sua relevância clínica é incerta.