MANTIDAN - Informações técnicas

Farmacologia Clínica
Farmacocinética
Mantidan® (cloridrato de amantadina) é bem absorvido por via oral. Picos de concentrações plasmáticas são relatadas com doses de 200 mg/dia. Em doses superiores a 200 mg/dia pode haver um aumento proporcional nestes picos. É primariamente excretada na urina in natura por filtração glomerular e secreção tubular. Oito metabólitos da amantadina podem ser identificados na urina humana. Um metabólito, o composto N-acetilado está presente na urina humana numa proporção de cerca de 5-15% da dose administrada.
Em estudo clínico, níveis de acetilamantadina plasmática perfizeram 80% da concentração plasmática total de amantadina em 5 de 12 voluntários sadios, seguido da ingestão de 200 mg de amantadina. Acetilamantadina não foi identificada no plasma dos outro 7 voluntários. O papel deste metabólito em quadros de intoxicação é desconhecido.
Provavelmente há uma relação entre a concentração plasmática da amantadina e sua toxicidade, embora valores absolutos dos níveis séricos da amantadina e sua associação com efeitos colaterais não esteja estabelecido.
A farmacocinética da amantadina foi determinada em 24 adultos normais após a administração oral de 100 mg de amantadina. Os picos de concentrações plasmáticas tiveram uma média ± DP de 0,22 ± 0,03 mg/ml. O tempo necessário para atingir estas concentrações foi de 3,3 ± 1,5 horas. A meia vida observada foi de 17 ± 4 horas, ou 16 ± 6 horas segundo outro estudo com 19 voluntários. As concentrações plasmáticas da amantadina podem estar aumentadas em indivíduos idosos e em portadores de insuficiência renal.
Farmacodinâmica
Mecanismo de ação antiviral: O mecanismo pelo qual a amantadina exerce efeito antiviral não é bem conhecido. Parece prevenir a liberação da infecção do ácido nucléico viral nas células do hospedeiros através da interferência com a função transmembrana da proteína viral M2. Em certos casos, a amantadina pode impedir o agrupamento viral durante a sua replicação.
Aparentemente não interfere na imunidade conferida pela vacina contra o vírus influenza A. Atividade antiviral: Amantadina inibe a replicação do vírus da influenza A e seus subtipos H1N1, H2N2 E H3N2. Possui pequena ou nenhuma atividade contra o vírus da influenza B isoladamente. A relação quantitativa da suscetibilidade in vitro entre o vírus da influenza A, a amantadina e a resposta clínica à terapia não foi bem estabelecida em seres humanos. Resultados de testes de sensibilidade indicam que a concentração da amantadina necessária para inibir 50% da replicação viral (ED50) em meio de cultura varia muito (de 0,1 mg/ml a 25,0 mg/ml) dependendo do método de avaliação usado, quantidade de vírus inoculada, entre outros fatores. Células de hospedeiros em meio de cultura apresentaram tolerância a amantadina em concentrações até 100 mg/ml. Fenômeno de resistência: Variáveis do vírus influenza A com reduzida sensibilidade in vitro à amantadina foram isoladas em áreas epidêmicas onde derivados da adamantane foram utilizados. Estas cepas virais se apresentaram como transmissíveis podendo causar a doença típica. A relação quantitativa da suscetibilidade in vitro entre o vírus da influenza A variante a amantadina e a resposta clínica à terapia não foi bem estabelecida em seres humanos.
Mecanismo de ação na Doença de Parkinson: O mecanismo de ação da amantadina no tratamento da Doença de Parkinson e nas reações extrapiramidais induzidas por drogas não é bem conhecido. Dados de estudos em animais não conseguiram comprovar que a amantadina aumentam as concentrações extracelulares da dopamina pela inibição da recaptação da dopamina em nível pré-sináptico, ou por estimulação intrínseca do neurônio receptor dopaminérgico, ou ainda por aumentar a sensibilidade do receptor pós-sináptico da dopamina. Porém, as doses utilizadas em modelos animais geralmente são maiores do que as usadas na clínica. Recentemente em estudo utilizando doses terapêuticas (baixo mM) demonstrou que a amantadina inibe a estimulação da liberação da acetilcolina pelo receptor do ácido N-methyl-D-aspartato (NMDA) em ratos. Embora a amantadina não apresente atividade anticolinérgica em cachorros nas doses de 31,5 mg/kg, em doses equivalentes àquelas usadas em seres humanos (15,8mg/kg), clinicamente, ocorrem sinais de efeitos anticolinérgicos do tipo boca seca, retenção urinária e constipação.