Índice Remédio MEZOLIUM

Apresentações
Comprimidos revestidos de 20 e 40mg. Embalagem contendo 7, 14, 28 e 56* comprimidos revestidos.
*embalagem hospitalar
USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO (A PARTIR DE 12 ANOS)
Composição
Cada comprimido revestido contém:
esomeprazol magnésio tri-hidratado 22,3 mg (equivalente a 20mg de esomeprazol), excipiente* q.s.p. 1 com rev
*Lactose monoidratada, celulose microcristalina, crospovidona, amido pregelatinizado, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose + triacetina + dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho, polímero aniônico do ácido metacrílico + talco + dióxido de silício + bicarbonato de sódio + laurilsulfato de sódio, macrogol, simeticona e água purificada.
esomeprazol magnésio tri-hidratado.44,5mg (equivalente a 40mg de esomeprazol), excipiente* q.s.p. 1 com rev
*Lactose monoidratada, celulose microcristalina, crospovidona, amido pregelatinizado, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose + triacetina + dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho, polímero aniônico do ácido metacrílico + talco + dióxido de silício + bicarbonato de sódio + laurilsulfato de sódio, macrogol, simeticona e água purificada.
Indicações
Mezolium é indicado para o tratamento de doenças ácido pépticas e alívio dos sintomas de azia, regurgitação ácida e dor epigástrica. Mezolium também é efetivo para a erradicação de Helicobacter pylori associado com os antibióticos corretos.
- Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE):
- Tratamento da esofagite de refluxo erosiva
- Tratamento de manutenção para prevenir a recidiva de esofagite.
- Tratamento dos sintomas da doença de refluxo gastroesofágico (DRGE), tais como: pirose/azia (queimação retroesternal), regurgitação ácida e dor epigástrica.
- Pacientes que precisam de terapia contínua com antiinflamatórios não hormonais (AINH):
- Tratamento dos sintomas gastrintestinais altos associados à terapia com AINH.
- Cicatrização de úlceras gástricas associadas à terapia com AINH, incluindo COX-2 seletivos
- Prevenção de úlceras gástricas e duodenais associadas ao tratamento com AINH, incluindo COX-2 seletivos, em pacientes de risco.
- Tratamento da úlcera duodenal aasociada ao Helicobacter pylori.
- Erradicação de Helicobacter pylori em associação com um tratamento antibacteriano adequado.
- Condições patológicas hipersecretoras incluindo síndrome de Zollinger-Ellison e hipersecreção idiopática.
- Manutenção da hemostasia e prevenção de ressangramento de úlceras gástrica e duodenal após tratamento com esomeprazol sódico iv.
Resultados de eficácia
Efeito na secreção ácida gástrica
Após a dose oral com 20mg e 40mg de esomeprazol, o início do efeito ocorre em uma hora. Após a administração repetida de 20mg de esomeprazol, uma vez ao dia, por cinco dias, o pico médio de produção de ácido após estimulação pentagastrina é reduzido em 90%, quando medido 6-7 horas após a dosagem, no quinto dia.
Após 5 dias da dose oral com 20mg e 40mg de esomeprazol, o pH intragástrico maior que 4 foi mantidopor um período médio de 13 e 17horas, respectivamente, em um período de 24 horas, em pacientes com Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) sintomáticos. As proporções de pacientes que mantiveram um pH intragástrico maior que 4 pelo menos 8, 12 e 16 horas, respectivamente, para 20mg de esomeprazol foram 76%, 54% e 24%. As proporções correspondentes para 40mg de esomeprazol foram 97%, 92% e 56%.
Usando a AUC (área sobre a curva) como um parâmetro substituto para a concentração plasmática, foi mostrada uma relação entre a inibição da secreção ácida e exposição.
Efeitos terapêuticos da inibição ácida
Cicatrização da esofagite de refluxo com 40mg de esomeprazol ocorre em aproximadamente 78% dos pacientes após 4 semanas, e em 93% após 8 semanas. O tratamento de uma semana com 20mg de esomeprazol duas vezes ao dia e antibióticos adequados, resulta em erradicação bem sucedida do Helicobacter pylori em aproximadamente 90% dos pacientes.
Após o tratamento de erradicação por uma semana, não há necessidade da monoterapia subsequente com drogas anti-secretoras para a cicatrização efetiva de úlcera e para o desaparecimento dos sintomas de úlceras duodenais não complicadas.
Em um estudo clínico randomizado, duplo-cego, placebo-controlado, 764 pacientes receberam 80mg por infusão intravenosa contínua em bolus de esomeprazol sódico iv por 71,5 horas, seguido por tratamento contínuo com esomeprazol 40mg, por via oral, por 27 dias. Aos 7 e 30 dias pós-tratamento, a ocorrência de ressangramento foi de 7,2% por grupo tratamento vs 12,9% no grupo placebo e 7,7% vs 13,6% respectivamente.
Outros efeitos relacionados com a inibição ácida
Durante o tratamento com substâncias anti-secretoras, a gastrina sérica aumenta em resposta à diminuição da secreção ácida.
Um número aumentado de células enterocromafins, possivelmente relacionado com o aumento dos níveis séricos de gastrina, foi observado em alguns pacientes durante tratamento a longo prazo com esomeprazol.
Foi relatado que durante o tratamento prolongado com drogas anti-secretoras, cistos glandulares gástricos ocorreram em uma frequencia relativamente elevada. Essas alterações são uma consequência fisiológica da inibição pronunciada da secreção ácida, são benignas e parecem ser reversíveis.
Com a acidez gástrica reduzida devido à qualquer meio, incluindo inibidores da bomba de prótons, há aumento da contagem gástrica de bactérias normalmente presentes no trato gastrointestinal. Tratamento com inibidores da bomba de prótons pode levar à um leve aumento do risco de infecções gastrointestinais, como Salmonella e Campylobacter.
Estudos clínicos comparativos
Em cinco estudos cruzados, o perfil do pH intragástrico em 24 horas com esomeprazol 40mg oral, lansoprazol 30mg, omeprazol 20mg, pantoprazol 40mg e rabeprazol 20mg uma vez ao dia foi avaliado em 24 pacientes com Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) sintomáticos. No quinto dia, o pH intragástrico foi mantido acima de 4,0 por uma média de 15,3 horas com esomeprazol, 13,3 horas com rabeprazol, 12,9 horas com omeprazol, 12,7 horas com lansoprazol e 11,2 horas com pantoprazol (p ≤ 0,001 para as diferenças entre esomeprazol e todos os outros comparados). O esomeprazol também levou a um aumento significativo na porcentagem de pacientes com pH intragástrico maior que 4,0 por mais de 12 horas comparado com outros inibidores da bomba de prótons (p < 0,05).
Pacientes que precisam de terapia contínua com antiinflamatórios não hormonais (AINH)
Tratamento dos sintomas gastrointestinais altos associados à terapia com antiinflamtaórios não hormonais (AINH):
Esomeprazol foi significativamente melhor que o placebo no tratamento dos sintomas gastrointestinais altos em pacientes usando tanto AINHs não seletivos ou COX-2 seletivos.
Cicatrização de úlceras gástricas associadas ao tratamento com antiinflamatórios não hormonais (AINH):
Esomeprazol foi significativamente melhor que a ranitidina na cicatrização de úlceras gástricas em pacientes usando AINHs, incluindo AINHs COX-2 seletivos.
Prevenção de úlceras gástricas e duodenais associadas à terapia com antiinflamatórios não hormonais (AINH) em pacientes de risco:
Esomeprazol foi significantemente melhor que o placebo na prevenção de úlceras gástricas e duodenais associadas ao tratamento com AINHs em pacientes usando AINHs, incluindo os COX-2 seletivos.
Esomeprazol também foi significantemente melhor que o placebo na prevenção de úlceras gástricas e duodenais em pacientes usando baixas doses de ácido acetilsalicílico.
Caract farmacológicas
Cada comprimido revestido contém esomeprazol magnésio tri-hidratado distribuído juntamente aos excipientes.
O revestimento gastro-resistente garante que o esomeprazol esteja protegido até alcançar o intestino delgado, onde é absorvido.
Propriedades Farmacodinâmicas
O esomeprazol é o isômero-S do omeprazol e reduz a secreção ácida através de um mecanismo de ação específico e direcionado. É um inibidor específico da bomba de prótons. O isômero-S e o isômero-R de omeprazol possuem atividades farmacodinâmicas semelhantes.
Local e mecanismo de ação
O esomeprazol é uma base fraca, sendo concentrado e convertido para a forma ativa no meio altamente ácido dos canalículos secretos da célula parietal, onde inibe a enzima H+K+-ATPase - a bomba de prótons, inibindo as secreções ácidas basal e estimulada.
Propriedades Farmacocinéticas
Absorção e distribuição
O esomeprazol é instável em meio ácido, sendo administrado oralmente em comprimidos revestidos de revestimento entérico. A conversão in vivo para o isômero-R é insignificante. A absorção de esomeprazol é rápida, com níveis de pico plasmático ocorrendo aproximadamente em 1-2 horas após a dose. A biodisponibilidade absoluta é de 64% após uma dose única de 40mg e aumenta para 89% após a administração de dose única diária repetida. Para esomeprazol 20mg os valores correspondentes são 50% e 68% respectivamente. O volume aparente de distribuição no estado de equilíbio em indivíduos sadios é de aproximadamente 0,22 l/kg de peso corpóreo. O esmeprazol tem uma taxa de ligação às proteínas plasmáticas de 97%.
A ingestão de alimentos retarda e diminui a absorção de esomeprazol, porém não influencia significativamente o efeito de esomeprazol sobre a acidez intragástrica.
Metabolismo e excreção
O esomeprazol é totalmentte metabolizado pelo sistema citocromo P450 (CYP). A parte principal de seu metabolismo é dependente de CYP2C19 polimórfico, responsável pela formação de metbólitos hidróxi e desmetila de esomeprazol. A parte restante é dependente de umaoutra isoforma específica, CYP3A4, responsável pela formação de sulfona esomeprazol, o metbólito principal no plasma.
Os parâmetros abaixo refletem principalmente a farmacocinética em indivíduos com uma enzima funcional CYP2C19, metabolizadores extensivos.
A depuração plasmática total é de cerca de 17 l/h após uma dose e cerca de 9 l/h após administração repetida. A meia-vida de eliminação plasmática é de cerca de 1,3 horas após doses repetidas uma vez ao dia. A área sob a curva (AUC) de concentração plasmática vs tempo, aumenta com a administração repetida de esomeprazol. Esse aumento é dose- dependente e resulta em uma relação dose/AUC não linear após administração repetida. Essa dependência tempo e dose é devido a uma redução do metabolismo de primeira passagem e depuração sistêmica provavelmente causada por uma inibição de enzima CYP2C19 pelo esomeprazol e/ou seu metabólito sulfona. O esomeprazol é totalmente eliminado do plasma entre as doses, sem tendência de acúmulo durante administração uma vez ao dia.
Os principais metabólitos de esomeprazol não tem efeito sobre a secreção ácida gástrica. Aproximadamente 80% de uma dose oral de esomeprazol é excretado como metabólito na urina e o restante pelas fezes.
Menos que 1% do fármaco inalterado é encontrado na urina.
Populações de pacientes especiais
Aproximadamente 3% da população não tem a enzima funcional CYP2C19 e são chamados de metabolizadores fracos. Nesses indivíduos, o metabolismo de esomeprazol é provável e principalmente catalisado pelo CYP3A4. Após a administração repetida de uma vez ao dia de 40mg de esomeprazol, a média da AUC de concentração plasmática vs. tempo, foi aproximadamente 100% mais elevada nos metabolizadores fracos do que nos indivíduos que tem uma enzima funcional CYP2C19 (metabolizadores extensivos). A média do pico das concentrações plasmáticas apresentou um aumento de cerca de 60%.
Estas descobertas não têm implicações na posologia de esomeprazol.
O metabolismo de esomeprazol não é sgnificativamente alterado em idosos (71-80 anos de idade).
Após a administração de uma dose única de 40mg de esomeprazol, a média da AUC de concentração plasmática vs tempo, é aproximadamente 30% maior em mulheres do que em homens. Não é observada diferença entre os sexos masculino e feminino após administração única diária repetida. Estas descobertas não têm implicações na posologia de esomeprazol.
O metabolismo de esomeprazol em pacientes com insuficiência hepática de leve a moderada pode ser prejudicado. A taxa metabólica é reduzida nos pacientes com insuficiência hepática grave resultando em uma duplicação da AUC de concentração plasmática vs. tempo de esomeprazol. Portanto, não se deve exceder um máximo de 20mg em pacientes com insuficiência hepática grave. O esomeprazol ou seus metabólitos principais não mostram qualquer tendência de acúmulo com a dosagem de uma vez ao dia.
Não foram realizados estudos em pacientes com função renal reduzida. Considerando que o rim é responsável pela excreção dos metabólitos de esomeprazol, mas não pela eliminação do composto inalterado, não é esperado que o metabolismo de esomeprazol seja alterado em pacientes com função renal deficiente.
Após administração de doses repetidas de 20mg e 40mg de esomeprazol, a exposição total (AUC) e o tempo para alcançar a concentração plasmática máxima do fármaco (tmax), em pacientes de 12 a 18 anos, foi similar à de adultos para ambas as doses de esomeprazol.
Dados de segurança pré-clínica
Os estudos pré-clínicos não revelaram risco particular para os humanos com base nos estudos convencionados de toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e toxicidade para reprodução. Os estudos de carcigenicidade em ratos com a mistura racêmica apresentaram hiperplasia de células enterocromafins gástricas e carcinóides. Esses efeitos gástricos em ratos são o resultado da hipergastrinemia pronunciada e constante, secundária à produção reduzida do ácido gástrico, e são observados após o tratamento prolongado em ratos com inibidores da bomba de prótons.
Contraindicações
Hipersensibilidade conhecida ao esomeprazol, benzoimidazóis ou a qualquer outro componente da formulação.
Advertências e precauções
Na presença de qualquer sintoma de alarme (ex.: perda de peso não intencional significativa, vômito recorrente, disfagia, hamatêmese ou melena) e quando há suspeita ou presença de úlcera gástrica, a malignidade deve ser excluída, pois o tratamento com Mezolium pode aliviar os sintomas e retardar o diagnóstico.
Os pacientes sob tratamento prolongado (particulatmente aqueles tratados por mais de um ano) devem ser mantidos sob supervisão médica constante.
Pacientes em tratamento de uso conforme a necessidade devem ser instruídos a contatar o seu médico se os seus sintomas mudarem de característica. Quando prescrever Mezolium para uso quando necessário, as implicações de interações com outros medicamentos, devido à ocilações nas concentrações plasmáticas de esomeprazol devem ser consideradas.
Quando prescrever Mezolium para erradicação de Helicobacter pylori, deve-se considerar possíveis interações medicamentosas para todos os componentes da terapia tripla. A claritromicina é um potente inibidor do CYP3A4 e, portanto, as contraindicações e interações da claritromicina devem ser consideradas quando a terapia tripla é utilizada em pacientes tratados concomitantemente com outros fármacos metabolizadores via CYP3A4, como a cisaprida.
Não é recomendada a administração concomitante de esomeprazol com fármacos como o atazanavir e o nelfinavir.
Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose, e má absorção de glicose-galactose ou insuficiência de sacarase-isomaltase não devem receber este medicamento.
Para informações referentes a ajuste de dose para pacientes com insuficiência hepática grave, ver item Posologia.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas:
não se espera que Mezolium afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.
Uso durante a gravidez e lactação:
Categoria de risco na gravidez: B
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Estão disponíveis dados clínicos limitados para o esomeprazol em gestantes sob exposição. Estudos em animais com esmeprazol não indicam efeitos nocivos diretos ou indiretos com relação ao desenvolvimento embrionário/fetal. Estudos em animais com a mistura racêmica não indicam efeitos nocivos diretos ou indiretos com relação à gravidez, parto ou desenvolvimento pós-natal. Deve-se tomar cuidado na prescrição para mulheres grávidas.
Não se sabe se o esomeprazol é excretado no leite humano. Não foram realizados estudos em lactantes.
Portanto, Mezolium não deve ser usado durante a amamentação.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Ver item Posologia.
Interações medicamentosas
Efeitos de esomeprazol na farmacocinética de outros fármacos
Como ocorre com outros inibidores da bomba de prótons, a acidez intragástrica reduzida durante o tratamento com esomeprazol pode elevar ou reduzir a absorção das substâncias se o mecanismo da absorção for influenciado pelos níveis da acidez gástrica. Em comum com o uso de outros inibidores da secreção ácida ou antiácidos, a absorção de cetoconazol e itraconazol pode diminuir durante o tratamento com esomeprazol.
O esomeprazol inibe sua principal enzima de matebolização, CYP2C19. A administração concomitante de 30mg de esomeprazol resultou em uma redução de 45% da depuração de diazepam, um substrato do CYP2C19. É improvável que essa interação tenha relevância clínica. A administração concomitante de 40 mg de esomeprazol resultou em um aumento de 13% dos níveis plasmáticos de fenitoína em pacientes epiléticos; o ajuste de dose não foi necessário nesse estudo. A administração concomitante de 40mg de esomeprazol a pacientes tratados com varfarina mostrou que, apesar de uma discreta elevação na concentração plasmática do isômero menos potente da varfarina, o isômero-R, os tempos de coagulação estavam dentro da faixa aceitável. Contudo, no uso pós-comercialização tem sido relatados casos clinicamente significativos de elevação do INR durante o tratamento concomitante com a varfarina. É recomendado monitoramento cuidadoso quando o tratamento com a varfarina ou outros derivados cumarínicos é iniciado ou finalizado.
Em indivíduos sadios, a administração concomitante de 40mg de esomeprazol resultou em um aumento de 32% na AUC de concentração plasmática vs. tempo e um prolongamento de 31% da meia-vida de eliminação (t ½), mas nenhuma elevação significativa nos níveis do pico plasmático de cisaprida. O discreto prolongamento do intervalo Qtc observado após a administração isolada de cisaprida, não se intendificou quando a cisaprida foi administrada em associação com esomeprazol.
Foi relatada a interação de omeprazol com alguns fármacos antirretrovirais. Não são conhecidos a importância clínica e os mecanismos dessas interações relatadas. O aumento do pH gástrico durante o tratamento com omeprazol pode alterar a absorção do fármaco antirretroviral. Outros possíveis mecanismos de interação são via CYP2C19. Para alguns fármacos antirretrovirais, como atazanavir e nelfinavir, níveis séricos reduzidos foram relatados quando administrados juntamente com omeprazol e administração concomitante não é recomendada. Para outros fármacos antirretrovirais, como saquinavir, níveis séricos elevados foram relatados. Existem também alguns fármacos antirretrovirais para os quais níveis séricos inalterados foram relatados quando administrados como omeprazol. Devido aos efeitos farmacodinâmicos similares e às propriedades farmacocinéticas de omeprazol e esomeprazol, não é recomendada administração concomitante com esomeprazol e fármacos antirretrovirais, como atazanavir e nelfinavir.
Foi demonstrado que o esomeprazol não apresenta efeitos clinicamente relevantes na farmacocinética de amoxicilina ou quinidina.
Estudos que avaliaram a administração concomitante de esomeprazol e naproxeno (AINH não seletivo) ou rofecoxibe (AINH COX-2 seletivo) não identificaram interação clinicamente relevante.
Efeitos de outros fármacos na farmacocinética de esomeprazol
O esomeprazol é metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4. A administração concomitante de esomeprazol e um inibidor CYP3A4, claritromicina (500mg duas vezes ao dia), resultou em uma duplicação da exposição (AUC) ao esomeprazol. A administração concomitante do esomeprazol e um inibidor combinado de CYP2C19 e CYP3A4, como o voriconazol, pode resultar em uma maior duplicação da exposição ao esomeprazol. Entretanto, o ajuste da dose de esomeprazol não é necessário em qualquer uma destas situações.
Cuidados de armazenamento
Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C). Proteger da luz e umidade.
"Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem"
"Não use medicamento com prazo de validade vencido."
"Para sua segurança, mantenha o medicamento na embalagem original."
"Antes de usar, observe o aspecto do medicamento."
"Todo medicamento deve ser mantido fora do alcancedas crianças"
Posologia e modo de usar
Modo de usar
Os comprimidos revestidos de Mezolium devem ser administrados inteiros por via oral, com líquido. Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
Cuidados de conservação depois de aberto
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz e umidade.
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.
POSOLOGIA
Adultos
Doença do Refluxo gastroesofágico (DRGE):
- Tratamento da esofagite de refluxo erosiva: 40 mg uma vez ao dia por 4 semanas.
Um tratamento adicional de 4 semanas é recomendado para pacientes com esofagite não cicatrizada ou que apresentam sintomas persistentes.
- Tratamento de manutenção para prevenir a recidiva em pacientes com esofagite: 20mg uma vez ao dia.
- Tratamento dos sintomas das doenças de refluxo gastroesofágico (DRGE), tais como pirose/azia (queimação retroesternal), regurgitação ácida e dor epigástrica: 20mg uma vez ao dia para os pacientes que não apresentam esofagite. Se o controle dos sintomas não for obtido após 4 semanas, o pacientes deve ser investigado. Uma vez resolvidos os sintomas da DRGE, o controle dos sintomas pode ser obtido usando-se Mezolium na dose de 20mg/dia, quando necessário. Em pacientes de risco tratados com AINH, o controle dos sintomas utilizando-se um tratamento sob demanda, não é recomendado.
Pacientes que precisam de terapia contínua com antiinflamatórios não hormonais (AINH):
- Tratamento dos sintomas gastrointestinais altos associados à terapia com AINH: 20mg uma vez ao dia em pacientes que precisam de terapia com AINH. Se os sintomas não forem controlados após 4 semanas, o paciente deve ser investigado.
- Cicatrização de úlceras gástricas associadas à terapia com AINH: a dose é de 20mg uma vez ao dia por 4 a 8 semanas. Alguns pacientes podem precisar da dose de 40mg, uma vez ao dia, por 4 a 8 semanas.
- Prevenção de úlceras gástricas e duodenais associadas à terapia com AINH em pacientes de risco: 20mg uma vez ao dia.
Tratamento da úlcera duodenal associada ao Helicobater pylori erradicação do Helicobater pylori: 20mg de Mezolium com 1g de amoxicilina e 500mg de claritromicina, todos duas vezes ao dia, por 7 dias. Não há necessidade da continuidade do tratamento com drogas anti-secretoras para a cicatrização e resolução dos sintomas de úlcera.
Condições patológicas hipersecretoras incluindo síndrome de Zollinger-Ellison e hipersecreção idiopática:
- A dose inicial recomendada é de 40mg de Mezolium duas vezes ao dia. O ajuste de dose deve ser individualizado e o tratamento continuado pelo tempo indicado clinicamente. Doses até 120mg foram administradas duas vezes ao dia.
Manutenção da hemostasia e prevenção de ressangramento de úlceras gástricas e duodenais após tratamento com esomeprazol sódico iv:
- 40mg uma vez ao dia por 4 semanas. O período do tratamento oral deve ser precedido por terapia de supressão ácida com esomeprazol iv 80mg administrado por infusão em bolus por 30 minutos, seguido por uma infusão intravenosa contínua de 8mg/h administrada durante 3 dias.
Crianças 12-18 anos
Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE):
- Tratamento da esofagite de refluxo erosiva: 40mg uma vez ao dia por 4 semanas.
Um tratamento adicional de 4 semanas é recomendado para os pacientes com esofagite não cicatrizada ou aqueles que apresentam sintomas persistentes.
- Tratamento dos sintomas da doença de refluxo gastroesofágico (DRGE): 20mg uma vez ao dia para os pacientes que não apresentam esofagite. Se o controle dos sintomas não for obtido após 4 semanas, o paciente deve ser investigado. Uma vez resolvidos os sintomas da DRGE, Mezolium pode ser usado na dose de 20mg/dia e sob supervisão médica. - O tratamento com Mezolium para crianças (12 - 18 anos) deve ser limitado a 8 semanas.
Cada comprimido de esomeprazol magnésio tri-hidratado 22,3mg e 44,5mg, equivale respectivamente a esomeprazol 20mg e 40mg.
Se o paciente esquecer de tomar uma dose Mezolium, deve-se tomá-lo assim que lembrar, mas se estiver próximo ao horário da próxima dose, não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.
Crianças: Mezolium não deve ser usado em crianças menores de 12 anos, pois não há dados disponíveis
Insuficiência renal: não é necessário ajuste de dose para os pacientes com insuficiência renal. Devido à experiência limitada em pacientes com insuficiência renal grave, esses pacientes devem ser tratados com precaução.
Insuficiência hepática: não é necessário ajuste de dose para os pacientes com insuficiência hepática de leve a moderada. Para os pacientes com insuficiência hepática de leve a moderada. Para os pacientes com insuficiência hepática grave, uma dose máxima diária de 20mg de Mezolium não deve ser excedida.
Idosos: não é necessário ajuste de dose para idosos.
Reações adversas
As seguintes definições de frequencia são utilizadas: comum (≥ 1/100), incomum (≥ 1/1000 e < 1/100), rara (≥ 1/10000 e < 1/1000) e muito rara ( < 1/10000).
As seguintes reações adversas ao fármaco foram identificadas ou suspeitas no programa dos estudos clínicos para esomeprazol e/ou no uso pós-comercialização. Nenhuma foi considerada dose-relacionada.
Desordens do sangue e sistema linfático
Rara: leucopenia e trombocitopenia
Muito rara: agranulocitose e pancitopenia
Desordens do sistema imune
Rara: reações de hipersensibilidade, como por exemplo, angioedema, reação/choque anafilático.
Desordens do metabolismo e nutrição
Incomum: edema periférico
Rara: hiponatremia
Desordens psiquiátricas
Incomum: insônia
Rara: agitação, confusão e depressão
Muito rara: agressividade e alucinação.
Desordens do Sistema Nervoso
Comum: cefaléia
Incomum: tontura, parestesia e sonolência
Rara: distúrbios do paladar
Desordens visuais
Rara: visão turva.
Desordens do labirinto e audição
Incomum: vertigem
Desordens respiratórias, torácica e do mediastino
Rara: broncoespasmo
Desordens gastrointestinais
Comum: dor abdominal, diarreia, flatulência, naúseas/vômitos e constipação.
Incomum: boca seca
Rara: estomatite e candidíase gastrointestinal
Desordens hepatobiliares
Incomum: aumento das enzimas hepáticas
Rara: hepatite com ou sem icterícia
Muito rara: insuficiência hepática e encefalopatia hepática
Desordens da pele e tecido subcutâneo
Incomum: dermatite, prurido, urticária e rash
Rara: alopécia e fotossensibilidade
Muito rara: eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica
Desordens músculo-esquelético, do tecido conectivo e ossos.
Rara: artralgia e mialgia.
Muito rara: fraqueza muscular
Desordens renais e urinárias
Muito rara: nefrite intersticial
Desordens do sistema reprodutivo e mamas
Muiito rara: ginecomastia
Desordens gerais e do local de aplicação
Rara: mal-estar, hiperidrose e febre
Superdose
Os sintomas descritos com relação à superdosagem deliberada de esomeprazol (experiência limitada de doses com mais de 240 mg/dia) são transitórios. Doses únicas de 80mg de esomeprazol não apresentaram intercorrências. Não se conhece antídoto específico. O esomeprazol liga-se extensivamente às proteínas plasmáticas e, portanto, não é dializável.
Em casos de superdosagem, o tratamento deve ser sintomático e medidas de suporte gerais devem ser utilizadas.
Dizeres legais
Reg. MS: n° 1.0583.XXXX
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

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