Índice Remédio OCITOCINA

Apresentações
Embalagem com 1, 5, 50 ou 100 ampolas de 1mL com ocitocina a 5 UI/mL.
Composição
Cada ampola contém 5 UI/mL de ocitocina. Excipientes (acetato de sódio, álcool etílico, clorobutanol, ácido acético e água para injeção) q.s.p.
Indicações
Antes do parto: indução do parto por razões médicas, como por exemplo, em casos de gestação de pós termo, ruptura prematura de membrana, hipertensão induzida pela gravidez (pré-eclâmpsia); estímulo das contrações em casos selecionados de inércia uterina; ocitocina também pode ser indicado nos estágios iniciais da gravidez como terapia auxiliar do aborto incompleto, inevitável ou retido. Pós-Parto: durante a operação cesárea depois da retirada da criança; prevenção e tratamento da atonia uterina e hemorragia pós-parto.
Contraindicações
Conhecida hipersensibilidade à ocitocina ou a qualquer excipiente da formulação. Hipertonia das contrações uterinas, sofrimento fetal quando a expulsão não é eminente. Qualquer estado em que, por razões fetais ou maternas, se desaconselha ou está contra-indicado o parto por via natural, ou seja, o parto vaginal: por exemplo, desproporção céfalo-pélvica significativa, má apresentação fetal; placenta prévia e vasos prévios, descolamento prematuro da placenta, apresentação ou prolapso do cordão umbilical; distensão uterina excessiva ou diminuição da resistência do útero à ruptura, como por exemplo, em multíparas, poli-hidrâmnios, grande multiparidade e na presença de cicatriz uterina resultante de intervenções cirúrgicas importantes, inclusive da operação cesárea clássica.
Advertências e precauções
A indução do parto por meio da ocitocina somente deverá ser efetuada quando estiver estritamente indicada por razões médicas e não por conveniência. A administração deve ser feita somente em condições hospitalares e sob controle médico qualificado. A ocitocina não deve ser usada por períodos em pacientes com inércia uterina resistentes à ocitocina, toxemia pré-eclâmpsia grave ou distúrbios cardiovasculares graves.
Quando a ocitocina é administrada para a indução e estímulo do parto: somente deve ser administrado sob infusão intravenosa e nunca por injeção subcutânea, intramuscular ou intravenosa em bolus. É importante uma monitoração cuidadosa da freqüência cardíaca fetal e da motilidade uterina (freqüência, intensidade e duração das contrações) a fim de poder adaptar a dose à resposta individual.
Quando se administra ocitocina para a prevenção ou tratamento da hemorragia uterina deve-se evitar uma injeção intravenosa rápida em bolus, uma vez que pode provocar uma hipotensão aguda de curta duração, acompanhada com rubor e taquicardia reflexa.
A combinação do efeito diurético da ocitocina com a infusão I.V. pode causar um aumento de fluido levando à forma hemodinâmica do edema pulmonar agudo sem hiponatremia. A fim de evitar essa complicação rara, deverão ser observadas as seguintes precauções sempre que se administrar altas doses de ocitocina durante tempo prolongado: deve-se utilizar um diluente que contenha eletrólitos (não a dextrose); o volume do líquido perfundido deve ser mantido reduzido (perfundindo-se a ocitocina em uma concentração mais alta que a recomendada para a indução do parto ou o estímulo das contrações); a ingestão oral de líquidos deve ser restringida; deve-se manter um controle do equilíbrio de líquidos e determinar os eletrólitos séricos quando se suspeita de um desequilíbrio eletrolítico.
Ocitocina pode induzir o parto, portanto deve-se ter cautela ao dirigir ou operar máquinas. Mulheres com contrações uterinas não devem dirigir ou operar máquinas.
A ocitocina pode ser encontrada no leite materno em pequenas quantidades. Porém, não se espera que a ocitocina cause efeitos nocivos em neonatos, uma vez que passa pelo trato alimentar onde sofre rápida inativação.
Posologia e modo de usar
Indução do parto ou estímulo das contrações: ocitocina deve ser administrada sob infusão intravenosa gota a gota ou, de preferência, por meio de uma bomba de infusão de velocidade variável. Para a infusão gota a gota recomenda-se adicionar 5 UI de ocitocina em 500 mL de solução eletrolítica fisiológica (como cloreto de sódio 0,9%). Para as pacientes nas quais se deve evitar uma infusão de cloreto de sódio, pode-se utilizar solução de dextrose a 5% como diluente. A fim de garantir uma mistura uniforme da solução, a bolsa ou frasco deve ser colocado de cabeça para baixo várias vezes antes do uso.
A velocidade inicial de infusão deverá ser regulada para 1 a 4 miliunidades/min (2 a 8 gotas/min). Pode-se acelerar gradativamente em intervalos não inferiores a 20 minutos, até se estabelecer um padrão de contrações análogo ao parto normal. Na gravidez quase a termo, isto pode ser freqüentemente obtido com uma velocidade de infusão inferior a 10 miliunidades/min (20 gotas/min), sendo a velocidade máxima recomendada de 20 miliunidades/min (40 gotas/min). Nos raros casos em que se necessitem doses mais elevadas, como pode acontecer no tratamento da morte fetal intra-uterina ou para a indução do parto em um estágio precoce da gravidez, quando o útero é menos sensível à ocitocina, aconselha-se utilizar uma solução mais concentrada de ocitocina, por exemplo, 10 UI em 500 mL.
Quando se utiliza uma bomba de infusão acionada por motor que libera volumes menores do que os administrados por infusão gota a gota, deve-se calcular a concentração adequada para a infusão dentro dos limites posológicos recomendados, de acordo com as especificações da bomba.
Operação cesárea: 5 UI por injeção intravenosa lenta, imediatamente após a retirada do feto.
Prevenção da hemorragia uterina pós-parto: A dose usual é de 5 UI, por injeção I.V. lenta ou de 5 a 10 UI I.M., após a expulsão da placenta. Nas pacientes a quem se administra ocitocina para a indução do parto ou estímulo das contrações, deve-se continuar a infusão a uma velocidade acelerada durante o terceiro estágio do parto e durante mais algumas horas.
Tratamento da hemorragia uterina pós-parto: 5 UI por injeção I.V. lenta ou 5 a 10 UI I.M., seguida nos casos graves de infusão intravenosa de uma solução com 5-20 UI de ocitocina em 500 mL de um diluente eletrolítico, a uma velocidade necessária para controlar a atonia uterina.
Aborto incompleto, inevitável ou retido: 5 UI por injeção I.V. lenta ou 5 a 10 UI I.M. seguida, se necessário, por uma infusão intravenosa a uma velocidade de 20 a 40 miliunidades/min ou mais.
Reações adversas
Quando se utiliza a ocitocina por infusão I.V. para a indução do parto ou para o estímulo das contrações, a sua administração em doses excessivas produz um superestímulo uterino que pode causar sofrimento fetal, asfixia e morte, ou pode conduzir a hipertonicidade, tetania ou ruptura uterina.
Tem-se observado intoxicação aquosa associada à hiponatremia materna e neonatal em casos onde foram administradas altas doses de ocitocina junto com grandes quantidades de líquido isento de eletrólitos, durante período de tempo prolongado. A combinação do efeito diurético da ocitocina com a infusão I.V. pode causar um aumento de fluido relacionado à forma hemodinâmica do edema pulmonar agudo sem hiponatremia. A injeção intravenosa rápida de ocitocina em doses de algumas UI pode provocar uma hipotensão aguda de breve duração acompanhada de rubor e taquicardia reflexa. Em circunstâncias raras (faixa de incidência < 0,0006), a indução farmacológica do parto usando agentes uterotônicos (independente do tipo de agente usado) aumenta o risco de coagulação intravascular disseminada pós-parto. Com um outro modo de administração, a ocitocina pode causar as seguintes reações adversas: Os efeitos colaterais estão colocados por ordem de freqüência, o mais freqüente primeiro, usando a seguinte convenção: muito comum (≥1/10); comum (≥1/100, < 1/10); incomum (≥1/1.000, < 1/100); raro (≥1/10.000, < 1/1.000), muito raro ( < 1/10.000), incluindo reportes isolados. Reação Comum: Distúrbios do Sistema Nervoso: cefaléia; Distúrbios Cardíacos: taquicardia, bradicardia; Distúrbios Gastrintestinais: náusea, vômito. Reação Incomum: Distúrbios Cardíacos: arritmia. Reação Rara: Distúrbio do Sistema Imunológico: reação anafilática associada com dispnéia, hipotensão ou choque; Distúrbios dos Tecidos Subcutâneos e Pele: erupções.
Dizeres legais
Reg. MS - 1.1637.0072
Uso Restrito a Hospitais

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