OXALIPLATINA - Reações adversas

1- Terapia combinada de oxaliplatina com 5-FU/FA (FOLFOX):
As frequências das reações adversas são definidas utilizando-se a seguinte convenção: muito comum (≥ 1/10), comum (≥1/100, < 1/10), incomum (≥ 1/1000, < 1/100), raro (≥1/10000, < 1/1000), muito raro ( < 1/10000), não conhecido (não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis).
Investigações:
Muito comum
• Elevação da atividade das transaminases e fosfatases alcalinas de leve a moderada.
- Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático:
Muito comum
• Anemia, neutropenia, trombocitopenia (vide Advertências e Precauções).
- A frequência aumenta quando a oxaliplatina é administrada (85 mg/m2 a cada 2 semanas) em combinação com fluoruracila +/- ácido folínico, quando comparado com monoterapia (130 mg/m2 a cada 3 semanas), ex. anemia (80% vs 60% dos pacientes), neutropenia (70% vs 15%), trombocitopenia (80% vs 40%).
- Anemia severa (hemoglobina < 8,0 g/dL) ou trombocitopenia (plaquetas < 50 x 109/L) ocorrem com freqüência similar ( < 5% dos pacientes) quando a oxaliplatina é administrada em monoterapia ou em combinação com fluoruracila (5-FU).
- Neutropenia severa (neutrófilos < 1,0 x 109/L) ocorre com maior frequência quando a oxaliplatina é administrada em combinação com fluoruracila (5-FU) do que em monoterapia (40% vs < 3% dos pacientes).
Raro
• Anemia hemolítica imunoalérgica e trombocitopenia.
- Distúrbios do sistema nervoso:
Muito comum
• Sintomas neurossensoriais agudos.
Estes sintomas normalmente se desenvolvem ao final de 2 horas da infusão da oxaliplatina ou após algumas horas, diminui espontaneamente dentro das próximas horas ou dias e frequentemente recorrem em ciclos subsequentes. Eles podem ser precipitados ou exacerbados pela exposição a temperaturas ou objetos frios.
Estes são usualmente caracterizados por parestesia transitória, disestesia e hipoestesia. Uma síndrome aguda de disestesia faringolaríngea ocorre em 1-2% dos pacientes e é caracterizada por sensações subjetivas de disfagia ou dispnéia/sensação de asfixia, sem qualquer evidência de insuficiência respiratória (sem cianose ou hipóxia) ou de laringoespasmo ou broncoespasmo (sem estridor ou sibilos).
Outros sintomas ocasionalmente observados, particularmente de disfunção de nervos cranianos ou podem estar associados com eventos mencionados acima, ou ocorrer também isoladamente, tais como: ptose, diplopia, afonia/disfonia/rouquidão, algumas vezes descrito como paralisia nas cordas vocais, sensação anormal na língua ou disartria, alguma vezes descrito como afasia, dor ocular/dor facial/neuralgia do trigêmeo, redução da acuidade visual, distúrbios no campo visual. Além disso, foram observados os seguintes sintomas: espasmo mandibular/ espasmo muscular/ contrações musculares involuntárias/ contração espasmódica muscular/ mioclono, coordenação anormal/ marcha anormal/ ataxia/ distúrbios de equilíbrio/ rigidez no tórax ou garganta/pressão/desconforto/dor.
• Disestesia/ parestesia de extremidades e neuropatia periférica.
A toxicidade limitante da oxaliplatina é neurológica. Isto envolve neuropatia sensorial periférica, caracterizada por disestesia periférica e/ou parestesia acompanhada ou não por cãibras, geralmente precipitadas pelo frio (85 a 95% dos pacientes).
A duração desses sintomas, que geralmente regridem entre os ciclos de tratamento, aumenta conforme o número de ciclos. O início da dor e/ou distúrbio funcional e sua duração são indicações para ajuste na dose ou até mesmo a interrupção do tratamento (vide Advertências e Precauções). Esse distúrbio funcional, que inclui dificuldade na execução de movimentos delicados, é uma possível consequência de dano sensorial. O risco de ocorrência de distúrbio funcional para uma dose cumulativa de aproximadamente 800 mg/m2 (por exemplo, 10 ciclos) é menor ou igual a 15%.
Na maioria dos casos, os sinais e sintomas neurológicos melhoram quando o tratamento é interrompido.
• Disgeusia.
Raro
• Disartria.
• Perda do reflexo do tendão profundo.
• Sinal de Lhermitte's.
• Síndrome de Leucoencefalopatia Posterior Reversível (vide Advertências e Precauções).
- Distúrbios oculares:
Raro
• Acuidade visual reduzida transitoriamente, distúrbios do campo visual, neurite óptica.
• Perda de visão transitória, reversível após descontinuação do tratamento.
- Distúrbios auditivos e do labirinto:
Raro
• Surdez.
- Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais:
Muito comum
• Tosse.
Comum
• Soluço.
Raro
• Doença pulmonar intersticial aguda, algumas vezes fatal, fibrose pulmonar (vide Advertências e Precauções).
- Distúrbios gastrintestinais:
Muito comum
• Náusea, vômito, diarreia.
Desidratação, hipocalemia, acidose metabólica, íleo paralítico, obstrução intestinal e distúrbios renais podem estar associados à diarreia/vômitos severos, particularmente quando a oxaliplatina é combinado com fluoruracila (5-FU) (vide Advertências e Precauções).
• Estomatite, mucosite.
• Dor abdominal.
Comum
• Hemorragia gastrintestinal.
Raro
• Colite, incluindo diarreia por Clostridium difficile.
• Pancreatite.
- Distúrbios urinário e renal:
Muito raro
• Necrose tubular aguda, nefrite intersticial aguda e insuficiência renal aguda.
- Distúrbios nos tecidos cutâneo e subcutâneo:
Comum
• Alopecia ( < 5% dos pacientes, em monoterapia).
- Distúrbios músculo-esquelético e tecido conjuntivo:
Muito comum
Dor nas costas. No caso de tal reação adversa, hemólise, que tem sido raramente relatada, deve ser investigada.
Comum
• Artralgia.
- Distúrbios metabólicos e nutricionais:
Muito comum
• Anorexia.
- Distúrbios vasculares:
Muito comum
• Epistaxe.
Comum
• Trombose venosa profunda.
• Eventos tromboembólicos.
• Hipertensão.
- Distúrbios gerais e condições no local da aplicação:
Muito comum
• Fadiga.
• Febre, rigidez (tremores), devido à infecção (com ou sem neutropenia febril) ou possivelmente do mecanismo imunológico.
• Astenia.
• Reações no local da injeção.
Foram relatadas reações no local da injeção incluindo dor local, rubor, edema e trombose.
O extravasamento também pode resultar em dor local e inflamação, que podem ser severas e conduzir a complicações incluindo necrose, especialmente quando a oxaliplatina é infundida através de uma veia periférica.
- Distúrbios do sistema imunológico:
Muito comum
• Reações alérgicas como: rash cutâneo (particularmente urticária), conjuntivite, rinite.
Comum
• Reações anafiláticas incluindo broncoespasmo, angioedema, hipotensão, sensação de dor no peito e choque anafilático.
- Distúrbios hepatobiliares:
Muito raro
• Síndrome de obstrução hepática sinusoidal, também conhecida como doença veno-oclusiva do fígado ou manifestações patológicas relacionada como distúrbio hepático, incluindo peliose hepática, hiperplasia regenerativa nodular, fibrose perisinusoidal. As manifestações clínicas podem ser hipertensão portal e/ou elevação das transaminases.
Experiência pós-comercialização com frequência desconhecida:
- Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático:
• Síndrome hemolítica urêmica.
- Distúrbios do sistema nervoso:
• Convulsão.
2- Terapia combinada de oxaliplatina com 5-FU/FA (FOLFOX) e bevacizumabe:
A segurança do tratamento de primeira linha de oxaliplatina combinada com 5-FU/FA e bevacizumabe foi avaliada em 71 pacientes com câncer colorretal metastático (estudo TREE).
Além dos eventos adversos esperados com o regime de tratamento FOLFOX, os eventos adversos relatados com a combinação de FOLFOX/bevacizumabe incluíram hemorragia (45,1%; G3/4: 2,8%), proteinúria (11,3%, G3/4: 0%), disfunção de cicatrização de ferida (5,6%), perfuração gastrintestinal (4,2%) e hipertensão (1,4%; G3/4: 1,4%).
No estudo TREE, o regime mFOLFOX levou a uma maior incidência de neutropenia grau 3 e 4, porém uma menor incidência de toxicidade gastrintestinal em relação aos outros dois regimes. A incidência de neutropenia de graus 3/4 no estudo TREE-2 foi de 10% e de 49%, conforme a fluoropirimidina associada à oxaliplatina a ao bevacizumabe (capecitabina ou 5-FU, respectivamente). Ocorreram poucos casos de neutropenia febril observados nos braços (de 0 - 2% para o regime semanal e a cada 3 semanas até 4% e 3% para o regime mFOLFOX e mFOLFOX + bevacizumabe, respectivamente).
Os resultados deste estudo demonstraram a incidência de parestesia ou disestesia de graus 3/4 de 11% com a quimioterapia baseada em oxaliplatina associada ao bevacizumabe, tanto para os pacientes que receberam 5-FU, quanto para os pacientes que receberam capecitabina.
De acordo com os resultados do estudo NO16966, entre os eventos adversos de qualquer grau cuja incidência foi menor nos braços com bevacizumabe, em relação aos braços tratados com placebo (≥ 5% de diferença absoluta), incluíram-se: neutropenia (37% contra 43%) e trombocitopenia (13% contra 21%).
O estudo NO16966 não reportou separadamente as taxas de neuropatia periférica observadas com o uso de quimioterapia baseada em oxaliplatina combinada ao bevacizumabe.
Para informações mais detalhadas sobre a segurança de bevacizumabe, consulte a bula do produto.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.