ABIRATERONA Informações da substância

Ações terapêuticas

Antineoplásico.

Propriedades

O acetato de abiraterona é um profármaco que se converte in vivo em abiraterona; este último é um bloqueador ativo da biossíntese de andrógenos por inibição da 17a-hidroxilase/C 17,20-liase (CYP17), uma enzima cuja expressão ocorre em testículos, glândulas suprarrenais e tumor de próstata. A enzima catalisa duas reações sequenciais: a conversão de pregnenolona e progesterona a 17a-hidroxiderivados por atividade 17a-hidroxilase e formação subsequente de de-hidroepiandrosterona (DEHA) e androstenediona, os quais são andrógenos precursores de testosterona. A abiraterona causa redução dos níveis de andrógenos (testosterona e outros andrógenos) e provoca alterações das concentrações séricas do antígeno prostático específico (prostatic specific antigen, PSA). Sua administração deve ser realizada por via oral com o estômago vazio, pois a presença de alimentos causa significativo aumento de seus níveis plasmáticos. O pico de concentração plasmática é alcançado cerca de 2 horas após a ingestão; apresenta elevada taxa de ligação a proteínas plasmáticas ( > 99%), especialmente à albumina e à a1-glicoproteína ácida. Após sua absorção no trato digestório, o acetato de abiraterona sofre hidrólise, dando origem ao metabólito ativo, a abiraterona. A meia-vida desse composto, determinada em pacientes com carcinoma prostático, foi de 12 horas (± 5 horas) e sua eliminação ocorre por via fecal (88%) e urinária (5%).

Indicações

Câncer de próstata com metástases resistentes à castração, em casos que tenham recebido previamente quimioterapia (docetaxel).

Posologia

Por via oral, 1.000 mg uma vez ao dia, em combinação com 5 mg de prednisona a cada 12 horas, administrados com o estômago vazio. Recomenda-se não ingerir alimentos até 2 horas após a tomada.

Reações adversas

As reações adversas referidas mais frequentemente foram: diarreia, edemas, enjoos, hipocalemia, hipertensão arterial, dispepsia, rubor, taquicardia, cefaleia, insuficiência do córtex suprarrenal, aumento dos níveis séricos de enzimas hepáticas e de bilirrubina.

Precauções

O emprego deve ser feito com precaução em pacientes com insuficiência cardíaca (classe III ou IV) com hipertensão arterial não controlada ou com hipocalemia grave. É aconselhável monitorar o estado da função hepática semanalmente durante o primeiro mês de tratamento, em seguida a cada 2 semanas e, por fim, uma vez ao mês.

Interações

Recomenda-se evitar o uso de agentes inibidores ou indutores de CYP3A4 durante o tratamento. A abiraterona é um agente inibidor da enzima CYP2D6 metabolizadora de fármacos no fígado.

Contraindicações

Gravidez e amamentação. Crianças. Insuficiência hepática grave.

Remédio que contêm Abiraterona