ALEFACEPTE Informações da substância

Ações terapêuticas

Imunossupressor.

Propriedades

É uma proteína de fusão composta pela porção extracelular CD2 do antígeno 3 associado à função linfocitária (LFA-3) e pela região Fc da IgG1 humana. O alefacepte interfere na ativação linfocitária, visto que em função de sua união específica ao antígeno CD2 do linfócito T inibe a interação desta molécula com LFA-3 presente nas células que possuem antígeno. Além disto, sabe-se que a interação CD2/LFA-3 possui um papel importante na patofisiologia da psoríase crônica. A maioria dos linfócitos T presentes nas lesões psoriásicas são de células de memória, caracterizadas pela expressão das moléculas de ativação CD45RO, CD25, CD69 e a liberação de citocinas, tal como a gamainterferona. O alefacepte também produz uma diminuição dos linfócitos CD2+ CD45RO+ devido provavelmente à união entre o CD2 dos linfócitos e o receptor Fc presente em células citotóxicas, tais como as células natural killers. O tratamento com alefacepte induz uma redução no número total de linfócitos CD4+ e CD8+ circulantes. Sua meia-vida de eliminação é de aproximadamente 270 horas.

Indicações

Psoríase crônica de grau moderado a grave.

Posologia

Dose: 7,5 mg na forma de bolo intravenoso ou 15 mg por via intramuscular uma vez por semana durante 12 semanas. Recomenda-se um novo ciclo de tratamento de 12 semanas apenas se a contagem de linfócitos CD4+ estiver dentro dos níveis normais transcorridas 12 semanas após a última dose.

Reações adversas

As principais reações adversas compreendem linfopenia, desenvolvimento de tumores, infecções graves, reações de hipersensibilidade. Com menor frequência foram relatados faringite, enjoos, tosse, náuseas, prurido, mialgia, calafrios, dores e inflamação no sítio de administração.

Precauções

O tratamento não deve ser iniciado em pacientes com contagem de linfócitos CD4+ e CD8+ circulantes abaixo dos níveis normais. Durante o tratamento, recomenda-se realizar um controle dos linfócitos CD4+ a cada semana durante as 12 semanas, devendo-se suspender a administração se a contagem de linfócitos CD4+ for inferior a 250 células/ml, e interromper o tratamento se este valor se mantiver durante um mês. Como o alefacepte é um imunossupressor, recomenda-se não administrar a pacientes portadores de infecções. Em caso de ocorrência de reações anafiláticas ou reações alérgicas importantes produzidas durante a administração de alefacepte, aconselha-se interromper imediatamente a administração e instituir terapia apropriada. Não administrar para mulheres grávidas, exceto quando os benefícios para a mãe sejam superiores aos potenciais riscos para o feto. Não administrar durante a amamentação nem para pacientes pediátricos. Administrar com precaução a pacientes com idade superior a 75 anos, pois nesta faixa etária há maior risco de infecções e desenvolvimento de tumores.

Interações

Os pacientes que são tratados com substâncias imunossupressoras ou fototerapia não devem ser tratados concomitantemente com alefacepte, pela possibilidade de aumento da imunossupressão.

Contraindicações

Hipersensibilidade ao fármaco.