ALPROSTADIL Informações da substância

Propriedades

O alprostadil (prostaglandina E1) possui principalmente ação vasodilatadora, inibidora da agregação plaquetária e estimulante do músculo uterino e intestinal. A administração IV de alprostadil provoca diminuição da pressão sanguínea por redução da resistência periférica; esse efeito vai acompanhado de um aumento reflexo da frequência cardíaca. O músculo liso do conduto arterioso é especialmente sensível ao alprostadil; foi observado que este fármaco pode reabrir o conduto fechado em ratos, coelhos e carneiros recém-nascidos. Este fato deu lugar à investigação em lactantes com defeitos cardíacos congênitos, como a restrição do fluxo sanguíneo pulmonar ou sistêmico, e em indivíduos que dependem do conduto arterioso aberto para uma adequada oxigenação sanguínea e baixa perfusão corporal. O alprostadil pode ser infundido em forma contínua, é metabolizado com rapidez em um só passo através dos pulmões, principalmente por beta-oxidação e ômega-oxidação. Os metabólitos são excretados via renal dentro das 24 horas de administração. Não há evidência de retenção tissular e seus metabólitos; o alprostadil não metabolizado não tem sido encontrado na urina.

Indicações

No tratamento paliativo para manter, em forma temporal, a permeabilidade do conduto arterioso até que possa ser realizada uma cirurgia corretiva ou paliativa em neonatos com defeitos cardíacos congênitos, e em indivíduos que dependem deste conduto para sua sobrevivência. Esses defeitos congênitos são: atresia pulmonar, estenose pulmonar, atresia tricúspide, tetralogia de Fallot, interrupção da arcada aórtica, coartação da aorta, estenose aórtica, atresia aórtica, atresia mitral ou transposição dos grandes vasos com outros defeitos ou não. Também tem sido utilizado como coadjuvante no tratamento de hipertensão pulmonar e em pacientes submetidos à substituição da válvula mitral. Impotência ou disfunção erétil masculina.

Posologia

Pode ser administrado por infusão contínua, por um cateter umbilical arterial colocado na união da aorta descendente e o conduto arterioso ou justo acima dela, ou por via intravenosa. Foram apresentados incrementos da pO2 em neonatos que receberam alprostadil por qualquer uma das vias de administração. A infusão deve ser iniciada com 0,05 mg a 0,1 mg de alprostadil por quilograma de peso corporal por minuto. Se a aorta não pode ser cateterizada via artéria umbilical, a infusão deve ser administrada através de um cateter adiantado da periferia dentro de uma veia grande. Quando se consegue o efeito terapêutico (aumento da pO2 em neonatos com fluxo sanguíneo pulmonar restringido, ou aumento do pH e da pressão arterial em neonatos com fluxo sanguíneo sistêmico restringido), reduzir a infusão à dose mais baixa possível, compatível com a manutenção dos efeitos desejados. Em pacientes com disfunção erétil aconselha-se administrar por injeção intravenosa uma dose de 2,5 mg até 20 mg.

Superdosagem

Nestes casos podem ser observadas: apneia, bradicardia, pirexia, hipotensão. Se ocorrerem apneia e bradicardia, suspender a administração e instituir o tratamento adequado; é necessário ter precaução ao recomeçar a administração. Se ocorrerem pirexia e hipotensão, reduzir a velocidade de infusão até que desapareçam os sintomas.

Reações adversas

Rubor, bradicardia, hipotensão, taquicardia, parada cardíaca, edema, apneia, diarreia, febre, convulsões, coagulação intravascular disseminada e hipopotassemia.

Precauções

Em neonatos pode causar obstrução secundária da saída gástrica, que parece estar relacionada com a duração do tratamento; por isso, o alprostadil deve ser administrado por infusão durante o menor tempo e na dose terapêutica mais baixa que permita conseguir os efeitos desejados. O risco da infusão a longo prazo deve ser ponderado contra os possíveis benefícios da administração nos lactantes gravemente doentes. Em lactantes, foi relatada proliferação cortical dos ossos compridos após as infusões de alprostadil a longo prazo. A proliferação remeteu após a suspensão da administração. Usar com precaução em neonatos com antecedentes de tendências a hemorragia. Deve-se ter o cuidado de evitar o uso do alprostadil em neonatos com síndrome de distresse respiratória (enfermidade da membrana hialina), que algumas vezes pode ser confundida com a enfermidade do coração cianótico. Se não estão disponíveis de imediato os métodos de diagnóstico completo, a cianose (pO2 < 40mm Hg) e o fluxo sanguíneo pulmonar limitado aparente na radiografia são bons indicadores de defeitos congênitos do coração. Em todos os casos, desde o início da transfusão deve-se monitorar de forma intermitente a pressão arterial por um cateter na artéria umbilical, auscultação ou com um transdutor Doppler. Se a pressão arterial diminui de forma significativa, a velocidade de infusão deve ser reduzida de imediato. Foi informado debilitamento da parede do conduto arterial e da artéria pulmonar, particularmente durante a administração prolongada. Devem ser administradas somente as doses recomendadas de alprostadil.

Contraindicações

Pacientes com hipersensibilidade ao fármaco, anemia falciforme, leucemia, priapismo, deformação anatômica do pênis.

Remédio que contêm Alprostadil