AMPRENAVIR - Precauções

Como a principal via de metabolismo e eliminação do amprenavir é hepática, recomenda-se utilizá-lo com precaução naqueles pacientes portadores de patologias hepáticas. A dose do fármaco deverá ser reduzida para 450 mg, duas vezes ao dia, em pacientes com insuficiência hepática moderada e para 300 mg, duas vezes ao dia em caso de insuficiência hepática grave. Não se considera necessário ajustar a dose inicial em pacientes com insuficiência renal. Não se recomenda administrar o amprenavir em crianças com idade inferior a 4 anos, pois não se conhece a segurança e a eficácia do amprenavir. Como este fármaco é um inibidor da enzima CYP3A4 do citocromo P-450, recomenda-se não administrá-lo concomitantemente com medicamentos que possuam índices terapêuticos estreitos e que sejam substratos para CYP3A4. Caso haja aumento de quadros hemorrágicos, incluindo hematomas e hemartroses espontâneas, em pacientes hemofílicos do tipo A e B tratados com amprenavir, recomenda-se administrar fator VIII adicional. Recomenda-se alertar aos pacientes que o amprenavir, assim como qualquer outra terapia antirretroviral na atualidade, não cura a infecção causada pelo HIV, e portanto podem estar expostos a sofrer infecções oportunistas e outras complicações correlatas. Do mesmo modo, o tratamento com o amprenavir não previne o risco de transmissão do HIV a outras pessoas através do contato sexual ou de contaminação sanguínea. Recomenda-se não administrar o amprenavir a mulheres grávidas, exceto nos casos em que o benefício para a mãe supere os possíveis riscos para a criança. Os estudos crônicos de carcinogêneses e do amprenavir em ratos e camundongos estão atualmente em progresso. Até o momento, não se observou resultado mutagênico ou genotóxico do amprenavir em estudos in vitro e in vivo.