ATOVAQUONA Informações da substância

Ações terapêuticas

Antiprotozoário. Antiparasitário.

Propriedades

Trata-se de um derivado naftaquinônico similar à ubiquinona com atividade específica contra o Pneumocystis carinii e algumas espécies de Plasmodium. Trata-se de um composto altamente lipofílico que aparentemente atua no complexo citocromo bc1 (complexo III), inibindo a cadeia de enzimas vinculadas ao transporte de elétrons. Além disso, possui efeitos metabólicos que bloqueiam os ácidos nucleicos e a síntese de ATP. A atovaquona é administrada por via oral. Sua biodisponibilidade varia conforme a forma farmacêutica utilizada (suspensão ou comprimidos) e a dieta, aumentando 2 vezes sua absorção quando administrada na forma de suspensão oral juntamente com as refeições. Possui ampla distribuição e uma elevada união a proteínas do plasma (99%). Sua meia-vida é de 62,5 horas e sofre ciclo êntero-hepático, eliminando-se em sua maior proporção por via fecal (94%).

Indicações

Pneumonia por Pneumocistis carinii em indivíduos com intolerância à associação trimetoprima-sulfametoxazol.

Posologia

Tratamento: por via oral, 750 mg (5 ml) 2 vezes ao dia, com as refeições, durante 21 dias. Prevenção: por via oral, 1.500 mg (10 ml) 1 vez ao dia, com as refeições.

Reações adversas

Os efeitos relatados têm sido principalmente no nível gastrintestinal (diarreia, náuseas, vômitos) e de tipo hipersensibilidade (erupções cutâneas (rash), prurido, reações alérgicas, urticária), cefaleia, febre, tosse, astenia, mialgia, insônia, sudoração, síndrome gripal.

Precauções

A atovaquona não é eficaz em outras pneumonias (viral, bacteriana ou por micobactérias.

Interações

A coadministração com rifampicina diminui as concentrações de atovaquona.

Contraindicações

Hipersensibilidade ou alergia ao fármaco.