BACLOFENO Informações da substância

Ações terapêuticas

Relaxante muscular. Antiespástico.

Propriedades

O baclofeno é capaz de inibir os reflexos monossinápticos e polissinápticos no nível espinhal. Seu mecanismo de ação não é completamente conhecido.

Indicações

Na redução dos sinais e sintomas de espasticidade resultantes da esclerose múltipla. Quando a administração da tomada oral se mostra ineficaz, a forma injetável (intratecal) é indicada no manejo da espasticidade grave originada na medula espinhal. A injeção de baclofeno pode ser considerada como uma alternativa à neurocirurgia destrutiva. Em algumas ocasiões tem sido utilizado como terapia coadjuvante da neuralgia do trigêmeo, a mioclonia noturna, a discinesia e a distonia.

Posologia

A determinação da dose ótima por via oral deve ser feita por titulação. Recomenda-se começar com baixas doses, mantidas durante três dias (dias 1 a 3 duas tomadas de 5 mg, dias 4 a 6 duas tomadas de 10 mg, dias 7 a 9 duas tomadas de 15 mg, dias 10 a 12 duas tomadas de 20 mg), até alcançar a dose ótima (40 a 80 mg/dia). Nunca deve ser superada a dose de 80 mg/dia (fracionada em quatro tomadas de 20 mg). Com o uso crônico a dose pode requerer um ajuste. Para a prova de eficácia do baclofeno injetável deve-se proceder à administração 50 mg (em 1 ml de solução) em não menos de um minuto por via intratecal e observar durante 4 a 8 horas. Se não houver resposta, repetir com 75 mg (em 1,5 ml de solução) e, se for necessário, com 100 mg (em 2 ml de solução).

Superdosagem

Via oral: vômitos, hipotonia muscular, sonolência, tonturas, convulsões, hipotonia, perda da consciência progressiva à coma de até 24 horas de duração. Tratamento sugerido: remoção do princípio ativo por lavagem gástrica ou esvaziamento da bomba de infusão; intubação nos casos em que ocorre depressão respiratória.

Reações adversas

Sonolência, tonturas, debilidade, fadiga. Com pouca frequência: confusão, cefaleias, insônia, alucinações, parestesia, depressão, euforia, miose, midríase, diplopia, hipotensão, náuseas, constipação, disúria, impotência, prurido, congestão nasal.

Precauções

Deve-se evitar a retirada abrupta do baclofeno, exceto no caso de reações adversas graves. Não deve ser utilizado durante a gravidez, a não ser que os riscos potenciais para o feto sejam justificados pelo benefício materno. Antes de instalar o dispositivo de infusão contínua de baclofeno, deve-se avaliar a resposta do paciente à injeção em bolus. Durante a instalação da bomba de infusão deve-se dispor de sistemas de reanimação e realizar o monitoramento contínuo da resposta do paciente. Devido à possibilidade do baclofeno produzir sedação, é preciso advertir aos pacientes sobre o risco de operar máquinas perigosas ou dirigir automóveis. Na epilepsia, desordens psicóticas, esquizofrenia ou estados de confusão é possível observar exacerbações, por isso deve ser feito um seguimento próximo desses pacientes. O baclofeno deve ser administrado com precaução a pacientes com antecedentes de disreflexia autonômica. Administrado por via oral passa ao leite materno; não há dados suficientes sobre o baclofeno injetado. Os pacientes devem estar livres de infecções antes de avaliar a resposta ao baclofeno.

Interações

O baclofeno injetável e a morfina administrada por via epidural têm provocado hipotensão e dispneia.

Contraindicações

Hipersensibilidade ao baclofeno. A injeção de baclofeno não é recomendada para uso intravenoso, intramuscular, subcutâneo ou epidural.

Remédio que contêm Baclofeno