BENZIDAMINA Informações da substância

Propriedades

É um derivado indazólico, relacionado quimicamente com as pirazolonas, que apresenta efeitos analgésicos e anti-inflamatórios, mas de menor potência farmacológica. Como ocorre com os agentes anti-inflamatórios não-esteroidais, o mecanismo de ação é comum a todos aqueles de inibição enzimática da cicloxigenase na cascata biossintética das prostaglandinas. Administra-se por via oral e absorve-se rapidamente pela mucosa gastrintestinal; difunde-se no sangue e nos tecidos, e parece eliminar-se inalterada pelo rim sem biotransformação conhecida.

Indicações

Patologias inflamatórias agudas ou crônicas (traumáticas, reumáticas, laborais, esportivas).

Posologia

A dose média é de 50 mg por via oral, três vezes por dia (150 mg/dia). Em patologias agudas ou rebeldes pode-se dobrar a dose: 100 mg cada 8 horas (300 mg/dia). Uma vez que os sintomas foram dominados, pode-se continuar com uma dose de manutenção mínima de 25 a 50 mg, cada 12 horas.

Efeitos secundários

É bem tolerado no trato digestivo, o qual está ligado a sua leve potência anti-inflamatória. Em alguns pacientes foram observados transtornos digestivos, epigastralgias, náuseas, vômitos, diarreia, cefaleia, rash cutâneo, que desaparecem com a supressão do tratamento.

Precauções

Seu uso não é aconselhável durante a gravidez e a lactação, a menos que o benefício para a mãe supere o risco potencial para o feto. Em tratamentos prolongados, é indicado realizarem-se controles hematológicos periódicos.

Contraindicações

Úlcera gastroduodenal ativa. Hemorragia digestiva. Intolerância ou antecedentes de hipersensibilidade aos anti-inflamatórios indazólicos.

Remédio que contêm Benzidamina