CONIVAPTANA Informações da substância

Ações terapêuticas

Regulador osmótico.

Propriedades

É um nonapeptídeo com atividade antagonista dual sobre os receptores arginina-vasopressina (AVP) V1A e V2. Os níveis plasmáticos de arginina-vasopressina são importantes na regulação do equilíbrio hidroeletrolítico; e se apresentam elevados em pacientes com hiponatremia normovolêmica e hipervolêmica. A AVP atua por união aos receptores V2, os quais estão acoplados a canais de aquapurinas presentes na membrana apical dos ductos coletores no rim. Estes receptores colaboram para manter a osmolaridade do plasma dentro de valores normais. O principal efeito farmacodinâmico da conivaptana no tratamento da hiponatremia é inibir a união de AVP aos seus receptores, um efeito que resulta em aquarese ou excreção de água livre, geralmente acompanhada de uma perda de fluidos, aumento da excreção de urina e diminuição da osmolaridade urinária. Sua união a proteínas plasmáticas é de aproximadamente 99%, sendo metabolizada no fígado pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P-450. Identificaram-se quatro metabólitos; a atividade farmacológica dos metabólitos sobre os receptores V1A e V2 é de aproximadamente 3 a 50% e 50 a 100% em relação àquela apresentada pela conivaptana, respectivamente. Sua eliminação é realizada principalmente pelas fezes e, em menor proporção, pela urina (aproximadamente 12% da dose administrada).

Indicações

Hiponatremia euvolêmica em pacientes hospitalizados (síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, hipotireoidismo, insuficiência suprarrenal, alterações pulmonares, entre outras patologias).

Posologia

Dose inicial: via intravenosa, 20 mg durante 30 minutos. Dose de ataque: 20 mg por infusão intravenosa contínua durante 24 horas, mantendo durante 1 a 3 dias. A duração total da infusão não deve exceder quatro dias após a dose de ataque.

Superdosagem

Em caso de superdosagem recomenda-se instituir tratamento sintomático.

Reações adversas

As principais reações adversas compreendem irritação, edema, flebite, dores no sítio de administração, hipocalemia, hiponatremia, hipo ou hiperglicemia, hipomagnesemia, desidratação, estado de confusão, insônia, polaciúria, policúria, infecções (candidíase oral, pneumonia, infecção do trato urinário), hipo ou hipertensão arterial, cefaleia, constipação, diarreia, náuseas, secura bucal, vômitos, anemia, fibrilação atrial.

Precauções

A administração de conivaptana pode causar um rápido aumento da concentração sérica de sódio com consequências neurológicas graves. Assim, recomenda-se realizar controles periódicos da concentração sérica de sódio e do estado neurológico do paciente. Administrar com precaução a pacientes com comprometimento hepático ou renal. Recomenda-se mudar o local de administração a cada 24 horas, em função do potencial de provocar irritação vascular.

Interações

Recomenda-se não administrar juntamente com substâncias inibidoras da enzima CYP3A4, como cetoconazol, itraconazol, claritromicina, ritonavir e indinavir. Da mesma maneira, a conivaptana pode alterar a farmacocinética de substâncias que são substrato do CYP3A4, como o midazolam, a sinvastatina e o anlodipino. Em associação com a digoxina, pode haver aumento no nível sérico do digitálico e uma menor eliminação da conivaptana.

Contraindicações

Hiponatremia hipovolêmica; hipersensibilidade ao fármaco. Não administrar a pacientes sob tratamento com inibidores potentes do CYP3A4 (cetoconazol, itraconazol, claritromicina, ritonavir, indinavir).