DACLIZUMABE Informações da substância

Ações terapêuticas

Imunossupressor.

Propriedades

É um anticorpo IgG1-anti-Tac humano de origem biotecnológica, que atua como antagonista dos receptores da interleucina 2(IL-2).O daclizumabe liga-se com grande especificidade à subunidade a ou Tac do complexo receptor IL-2 de alta afinidade (que é expresso nos linfócitos T ativados) e inibe a união e a atividade biológica da IL-2. Sua administração inibe a ativação dos linfócitos mediada pela IL-2, uma via essencial para a resposta imunitária celular na rejeição dos alotransplantes. Como o esquema posológico recomendado, o daclizumabe satura o receptor Tac durante cerca de 120 dias. Não foram detectados anticorpos que modifiquem a eficácia, a inocuidade e as concentrações séricas de daclizumabe, nem nenhuma outra variável de interesse clínico investigada. Não foram registradas alterações importantes quanto à contagem de linfócitos circulantes nem quanto aos fenótipos celulares mediante análise de separação celular por fluorescência (FACS), exceto uma previsível diminuição transitória do número de células Tac-positivas. É administrado por via IV em dose de 1 mg/kg a cada 14 dias até completar 5 doses, com aumento das concentrações séricas máximas de 21 mg a 32 mg/ml no final do esquema. A meia-vida de eliminação variou de 270 a 919 horas (média: 480 horas).

Indicações

Prevenção da rejeição aguda de alotransplante renal, em associação com ciclosporina e corticoterapia .

Posologia

A dose recomendada é de 1 mg/kg. É administrado por via intravenosa durante 15 minutos, através de uma veia periférica ou central. De ínicio, deve ser administrado dentro das 24 horas prévias ao transplante. As doses seguintes são administradas a intervalos de 14 dias, até completar o total de 5 doses. Estas quatro últimas doses podem ser administradas entre 1 dia antes até 1 dia depois da data correspondente.

Superdosagem

Ainda não foi determinada a dose máxima tolerada pelos pacientes; em experimentos com animais não se chegou a alcançar essa dose. De qualquer modo, já se chegou a administrar doses de 1,5 mg/kg a pacientes submetidos a transplante de medula óssea sem ocorrência de nenhuma reação adversa associada.

Reações adversas

Os efeitos colaterais foram comparáveis aos obtidos com o placebo em pacientes que receberam de forma simultânea esquemas de tratamento imunossupressores contendo ciclosporina e corticosteroides isoladamente, ciclosporinas, corticosteroides e azatioprina ou ciclosporina, corticosteroides.

Precauções

Como toda proteína imunossupressora, a administração do daclizumabe deve ser feita sob supervisão de um médico qualificado. Foram descritas reações anafilactoides após administração de proteínas, embora até o momento não tenha havido relato de reação concretamente devida à administração de daclizumabe. Assim, quando forem administradas proteínas, deve-se dispor sempre da medicação necessária para tratamento das reações de hipersensibilidade graves. O risco de transtornos linfoproliferativos(TLP) e de infecções é maior nos pacientes submetidos a tratamento imunossupressor após um transplante.

Interações

Nos ensaios clínicos foram utilizados os seguintes medicamentos para o transplante, em combinação, sem que o número de reações adversas tenha aumentado: ciclosporina, micofenolato mofetil, ganciclovir, aciclovir, tracolimo, azatioprina, imunoglobulina antitimocítica, murononabe CD3(OKT3) e corticosteróides.

Contraindicações

Antecedentes de alergia ao daclizumabe ou a qualquer dos excipientes.