DENOSUMABE - Precauções

Suplementos de cálcio e vitamina D: é importante que todos os pacientes recebam um aporte adequado de cálcio e vitamina D. Hipocalcemia: deve ser corrigida mediante aporte adequado de cálcio e vitamina D antes de iniciar o tratamento. Os pacientes com insuficiência renal grave (depuração ["clearance"] de creatinina < 30 ml/min) ou em diálise apresentam um risco mais alto de desenvolver hipocalcemia. Recomenda-se a monitoração clínica dos níveis de cálcio em pacientes com predisposição à hipocalcemia. Infecções cutâneas: os pacientes que fazem uso de denosumabe podem presentar infecções cutâneas (principalmente celulite) que podem requerer hospitalização. Deve-se recomendar aos pacientes que solicitem assistência médica imediata, caso apresentem sinais ou sintomas de celulite. Osteonecrose dos maxilares (ONM): foram relatados casos em pacientes tratados com denosumabe ou com bisfosfonatos, outra classe de fármacos antirreabsorção óssea. A maioria dos casos manifestou-se em pacientes com câncer; não obstante, alguns observaram-se em pacientes com osteoporose. Os fatores de risco conhecidos da ONM incluem o diagnóstico de câncer com lesões ósseas, os tratamentos concomitantes (por ex., quimioterapia, medicamentos biológicos antiangiogênicos, corticosteroides, radioterapia de cabeça e pescoço), higiene bucal deficiente, extrações dentais e comorbidades (por ex., doença dental preexistente, anemia, coagulopatia, infecção) e tratamento prévio com bisfosfonatos. Em pacientes com fatores de risco concomitantes deve-se considerar a realização de uma revisão dental com um tratamento odontológico preventivo apropriado antes de iniciar o tratamento com denosumabe. Durante o tratamento, caso possível, estes pacientes devem evitar procedimentos odontológicos invasivos. Durante o tratamento deve-se manter uma boa prática de higiene bucal. Nos pacientes que cheguem a desenvolver ONM durante o tratamento, a cirurgia odontológica pode agravar seu estado. Látex: o envoltório da agulha da seringa pré-montada contém borracha natural (um derivado do látex), que pode causar reações alérgicas. Excipientes: os pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose não devem utilizar o denosumabe. Bisfosfonatos: recomenda-se que os pacientes tratados com denosumabe não sejam tratados concomitantemente com bisfosfonatos. Gravidez: não está recomendado o uso de denosumabe em mulheres grávidas. Amamentação: não se sabe se o denosumabe é eliminado no leite materno. Os estudos em camundongos "knockout" indicam que a ausência do RANKL durante a gravidez pode interferir na maturação das glândulas mamárias, alterando o aleitamento no período pós-parto. A decisão entre não amamentar ou não prosseguir o tratamento com denosumabe deve ser tomada levando em consideração as vantagens da amamentação para o recém-nascido/lactante e as vantagens do tratamento com denosumabe para a mulher.