DEXMEDETOMIDINA - Precauções

Durante a administação da dexmedetomidina recomenda-se a monitoração contínua do eletrocardiograma (ECG), da pressão arterial e do nível de saturação de oxigênio. Sua administração deve ser feita com precaução em pacientes com distúrbios bradicárdicos graves preexistentes (bloqueio cardíaco avançado), ou em pacientes com disfunção ventricular severa preexistente (fração de ejeção inferior a 30%), incluindo insuficiência cardíaca, casos em que o tono simpático é fator crítico para a manutenção do equilíbrio hemodinâmico. A administração de dexmedetomidina (nunca em forma de bolo) pode causar redução da pressão arterial e/ou da frequencia cardíaca devido a seu efeito redutor da atividade simpática: estes efeitos poderão tornar-se muito pronunciados em pacientes com regulação nervosa autonômica dessensibilizada (idade, diabetes, hipertensão crônica, cardiopatia grave). Previamente à administração da dexmedetomidina, a prevenção da hipotensão e da bradicardia deverá levar em conta a estabilidade hemodinâmica do paciente e a normovolemia. Os pacientes hipovolêmicos podem apresentar hipotensão com a administração da dexmedetomidina. Portanto, deverá ser realizada a administração de líquidos antes e durante o uso do fármaco. Além disto, naquelas situações em que se administrem outros vasodilatadores ou agentes cronotrópicos negativos, a coadministração de dexmedetomidina poderia apresentar efeitos farmacodinâmicos aditivos, devendo a administração ser feita com precaução e as doses determinadas escrupulosamente. Com base na experiência clínica disponível com dexmedetomidina, diante da necessidade de intervenção clínica, o tratamento poderá incluir a redução ou a suspensão da infusão de dexmedetomidina, o aumento da velocidade da administração de líquidos intravenosos, a elevação das extremidades inferiores e o emprego de agentes pressores. Os episódios clínicos de bradicardia ou hipotensão poderão ser potencializados por ocasião da coadministração de dexmedetomidina com propofol ou midazolam; portanto, convém considerar a necessidade de redução das doses destes últimos. Os pacientes geriátricos com idade superior a 65 anos, ou os pacientes diabéticos, são mais propensos a apresentar hipotensão com a administração da dexmedetomidina. Todos os episódios que se apresentaram resolveram-se espontaneamente ou com tratamento padrão. Este fármaco deverá ser manuseado unicamente por pessoal capacitado na área de cuidados intensivos e a resposta clínica deverá ser controlada de modo contínuo. Não deverá ser feita aplicação em injeções diretas (em bolo).