GALANTAMINA - Interações

Associada com outros inibidores da colinesterase (donepezila, rivastigmina, tacrina), pode produzir efeitos aditivos, e o mesmo ocorre com parassimpatomiméticos como o betanecol. As drogas que têm propriedades anticolinérgicas como amantadina, amoxapina, clozapina, ciclobenzaprina, difenoxilato, disopiramida, bloqueadores H1 sedativos, maprotilina, meclizina, mirtazapina, molindona, olanzapina, orfenadrina, fenotiazinas, prociclidina, quetiapina e antidepressivos tricíclicos podem interferir na atividade dos inibidores da colinesterase. O aumento do tono vagal induzido por alguns inibidores da colinesterase pode causar bradicardia, hipotensão ou síncope, que podem tornar-se mais evidentes quando são administrados de modo conjunto com outras drogas bradicardizantes como a digoxina e os beta bloqueadores. Os anestésicos locais podem antagonizar os efeitos dos inibidores da colinesterase como a galantamina, por inibição da neurotransmissão no músculo esquelético. Os AINEs podem causar efeitos gastrintestinais aditivos quando administrados em forma conjunta com os inibidores da colinesterase. A galantamina é metabolizada, pelo menos parcialmente, através do sistema microssômico hepático CYP450. Sua biodisponibilidade aumenta em aproximadamente 40% quando administrada juntamente com o inibidor de CYP2D6 e 3A4, paroxetina. Outros inibidores da CYP2D6 que potencialmente podem afetar a tolerância da galantamina por aumento de sua biodisponibilidade incluem os seguintes: amiodarona, etanol, fluoxetina, quinidina, ritonavir e terbinafina. Nos estudos de interação de drogas em seres humanos, a cimetidina aumentou a biodisponibilidade da galantamina em cerca de 16%, enquanto a ranitidina não apresentou efeitos sobre sua farmacocinética. A CYP3A4 é parcialmente responsável pelo metabolismo da galantamina e a biodisponibilidade desta última aumenta cerca de 30% quando administrada de modo conjunto com cetoconazol e cerca de 12% com eritromicina, ambos inibidores da mencionada isoenzima. Outros inibidores da CYP3A4 que potencialmente elevam os níveis plasmáticos da galantamina compreendem: amiodarona, antirretrovirais, inibidores de protease, antifúngicos azoicos sistêmicos, cimetidina, diltiazem, fluoxetina, fluoxamina, imatinib, STI-571, alguns macrolídeos (claritromicina e troleandomicina), nefazodona, quinina, verapamil e zafirlucaste. Os inibidores da recaptura de serotonina (sertralina e paroxetina), são inibidores menores da CYP3A4. Dado o metabolismo parcial através da isoenzima CYP3A4, teoricamente sua eficácia pode ser reduzida pelo uso concomitante de indutores desta isoenzima como os barbitúricos, carbamazepina, fosfofenitoína, fenitoína, Hiperycum perforatum, oxicarbamazepina, pioglitazona, rifabutina, rifampicina, rifapentina e troglitazona.