GLICAMETACINA Informações da substância

Ações terapêuticas

Anti-inflamatório não-esteroidal.

Propriedades

A glucametacina é um anti-inflamatório não-esteroidal derivado da indometacina, cuja ação consiste em inibir a atividade da enzima cicloxigenase para diminuir a formação de precursores de prostaglandinas e tromboxanos a partir do ácido araquidônico. Embora muitos de seus efeitos terapêuticos e adversos se produzam pela inibição da síntese de prostaglandinas em vários tecidos, possui outras ações que contribuem para os efeitos terapêuticos do medicamento. Como analgésico: por ação periférica, devido à inibição da síntese de prostaglandinas. Antirreumático: a produção do fator reumatoide IgM pode diminuir com glucametacina; não obstante, o fármaco não afeta o curso progressivo da artrite reumatoide, pois atua apenas por mecanismos analgésicos e anti-inflamatórios. Antipirético: por ação central sobre o centro hipotalâmico que regula a temperatura, o que provoca vasodilatação periférica. Antidismenorreico: inibe a síntese de prostaglandinas no útero, o que diminui as contrações uterinas, aumenta a perfusão uterina, alivia a isquemia e a dor espasmódica. É absorvida de maneira rápida e completa após sua administração oral. É metabolizada no fígado e eliminada por vias renal e biliar. É eliminada no leite materno e não é dialisável.

Indicações

Alterações musculoesqueléticas, articulares, periarticulares e de tecidos moles.

Posologia

Adultos: 280 a 420 mg por dia em doses divididas, conforme a patologia. Deve ser sempre administrada por via oral, após as refeições ou com alimentos ou antiácidos para reduzir a irritação gastrintestinal.

Reações adversas

As reações neurológicas mais comuns são cefaleias, tonturas, depressão, vertigem e fadiga; com menor frequência: confusão mental, ansiedade, sonolência, convulsões, coma, neuropatia periférica, fraqueza muscular e, raramente, parestesias e piora da epilepsia e do parkinsonismo. Sintomas gastrintestinais: náuseas, anorexia, vômitos, mal-estar epigástrico, constipação e diarreia. Podem ocorrer úlceras no esôfago, estômago, duodeno ou intestino delgado; hemorragia gastrintestinal. Muito raramente observaram-se estomatite, flatulências ou hemorragias de origem sigmoide. Hepáticas: raramente foram observados quadros de hepatite ou icterícia relacionados com a administração de glicametacina. Cardiovasculares ou renais. Pouco frequentes: edema, elevação da pressão arterial, taquicardia, dor precordial, arritmia, hipotensão, insuficiência cardíaca congestiva. Reações de hipersensibilidade, com sinais de erupções cutâneas, dermatites esfoliativas, prurido, urticária, transtornos respiratórios agudos, dispneia. Hematológicas: leucopenia, petéquias, púrpura, trombocitopenia. Outras reações: distúrbios da audição, proteinúria, nefrite intersticial, hiperglicemia, glicosúria, visão turva e dor orbitária ou periorbitária. Broncoconstrição em pacientes asmáticos sensíveis ao ácido acetilsalicílico.

Precauções

Deve-se administrar com precaução em idosos, pois a incidência de reações adversas parece aumentar com idade. No início do tratamento podem manifestar-se cefaleias que desaparecem no decorrer do tratamento; caso persistam deve-se suspender a medicação. Pelo risco de tonturas, deve-se advertir ao paciente para que tenha precaução quanto ao manejo de veículos ou máquinas. É necessário fazer o controle de pacientes com alterações psiquiátricas, mal de Parkinson ou epilepsia, já que pode haver agravamento destas patologias. As alterações gastrintestinais são minimizadas quando o fármaco é ingerido durante as refeições ou com antiácidos. O tratamento deve ser suspenso se houver sangramento intestinal. O efeito inibidor da agregação plaquetária pela glicametacina deverá ser levado em conta em pacientes com alteração da coagulação ou nas terapêuticas anticoagulantes. Deve ser usada com prudência em pacientes com insuficiência renal ou retenção de sódio associada com enfermidade hepática ou insuficiência cardíaca. Assim como ocorre com outros anti-inflamatórios não-hormonais, deve esperar-se uma elevação do GOT e GPT, da fosfatase alcalina e de outros parâmetros da função hepática. Em tratamentos crônicos deve ser feito controle periódico do quadro hematológico e da função hepática.

Interações

O ácido acetilsalicílico pode diminuir os níveis plasmáticos da glucametacina. A probenecida eleva os níveis de glicametacina, o que pode obrigar a uma redução da dose no tratamento concomitante. Pode reduzir a ação anti-hipertensiva dos betabloqueadores, dos diuréticos tiazídicos, da furosemida ou do captopril. Pode haver aumento dos níveis sanguíneos de lítio, em pacientes sob tratamento de manutenção com carbonato de lítio. Pode deslocar os hipoglicemiantes orais de seus sítios de união em proteínas plasmáticas, provocando assim aumento do efeito hipoglicemiante. Diminui a eliminação renal de metotrexato, com consequente aumento da concentração plasmática deste último.

Contraindicações

Antecedentes de hipersensibilidade à glicametacina, aos salicilatos e a outros anti-inflamatórios não-esteroidais. Úlcera gastroduodenal ativa. Lesões gástricas recorrentes. Primeiro trimestre da gravidez. Amamentação. Crianças menores de 14 anos.