GLUCAGON Informações da substância

Ações terapêuticas

Hiperglicemiante, agente de diagnóstico, antídoto de bloqueadores beta-adrenérgicos e de quinidina, coadjuvante de antídotos dos antidepressivos tricíclicos.

Propriedades

O glucagon favorece a glicogenólise e a gliconeogênese hepática produzindo um aumento da glicemia, um efeito relaxante sobre a musculatura lisa e um efeito inotrópico positivo. As reservas hepáticas de glicogênio são necessárias para que o glucagon produza o efeito anti-hipoglicemiante. Seu metabolismo é principalmente hepático, porém também é metabolizado nos rins, tecidos corporais e plasma por proteólise enzimática. A eliminação dos produtos metabólicos é renal. Sua meia-vida varia entre 10 e 30 minutos, dependendo da dose administrada e a via utilizada.

Indicações

Tratamento da hipoglicemia, coadjuvante da radiografia gastrintestinal com bário, coadjuvante da angiografia digital para a visualização digital, da tomografia computadorizada para a visualização abdominal, do diagnóstico de hemorragia gastrintestinal, tratamento da toxicidade por betabloqueadores beta-adrenérgicos, por quinidina, no tratamento da toxicidade por antidepressivos tricíclicos.

Posologia

Dose usual para o adulto: anti-hipoglicemiante intramuscular, intravenoso ou subcutâneo, de 0,5 a 1 mg, repetidos ser for necessário aos vinte minutos. Agente diagnóstico: intramuscular ou intravenoso, de 0,25 a 2 mg. Antídoto de bloqueadores beta-adrenérgicos: intravenoso, inicialmente se administram de 2 a 3 mg durante um período de trinta segundos e repete-se quando necessário à velocidade de 5 mg por hora até que o paciente seja estabilizado. Doses usuais pediátricas: anti-hipoglicemiante: intramuscular, intravenosa ou subcutânea, 0,025 mg por kg de peso corporal, até uma dose máxima de 1 mg repetida aos vinte minutos, se for necessário.

Superdosagem

Devido a sua curta meia-vida o tratamento da superdose é sintomático principalmente para as náuseas, vômitos e a possível hipopotassemia.

Reações adversas

Tontura, rubor cefálico, rash cutâneo, dispneia, náuseas ou vômitos, taquicardia, palpitações.

Precauções

Não deve ser utilizado para tratar a asfixia ou a hipoglicemia em lactentes prematuros ou que tenham sofrido retardo do crescimento intra-uterino. Não foram realizados estudos sobre carcinogenicidade, mutagenicidade e lactância devido à curta meia-vida do glucagon.

Interações

Anticoagulantes, derivados da cumarina ou da indandiona.

Contraindicações

Hipersensibilidade ao glucagon. A relação risco-benefício deve ser avaliada nos seguintes problemas clínicos: alergia, diabetes mellitus, insulinoma, feocromocitoma.

Remédio que contêm Glucagon