HEXACLOROFENO Informações da substância

Propriedades

O hexaclorofeno é um desinfetante derivado halogenado do fenol, que possui atividade bacteriostática e detergente. Este derivado fenólico, por seu elevado coeficiente de partição, penetra facilmente através das membranas celulares das bactérias e se combina com as proteínas protoplasmáticas desnaturalizando-as e precipitando-as, agindo como veneno protoplasmático para as mesmas. Utiliza-se topicamente para limpar a pele, em geral como emulsão a 3%. Possui atividade contra numerosas bactérias Gram-positivas, inclusive Staphylococcus aureus. Com o uso repetido consegue-se atividade antibacteriana cumulativa, devido à permanência do fármaco na pele; a limpeza posterior com sabonete ou álcool elimina esses resíduos. As soluções de hexaclorofeno possuem uma acidez similar à pele sadia (pH 5 a 6). A aplicação repetida leva ao aparecimento de níveis sanguíneos detectáveis do fármaco, devido à absorção através da pele sadia.

Indicações

Lavagem cirúrgica. Limpeza e desinfecção da pele. No controle de focos de infecção ou sepsias intranosocomiais de bactérias Gram-positivas quando outros métodos fracassam.

Posologia

Para lavar as mãos utilizam-se 5ml de solução a 3%. Esfregar durante 3 minutos e enxaguar em seguida com água abundante. Repetir a operação na lavagem cirúrgica.

Superdosagem

A ingestão acidental de hexaclorofeno pode causar anorexia, vômitos, cólicas abdominais, diarreia, hipotensão arterial, choque e morte. Tratamento: lavagem gástrica imediata, administração de azeite de oliva (retarda a absorção), catártico salino. Tratamento sintomático: vasopressores, hidratação parenteral, terapia com oxigênio.

Reações adversas

Em certas ocasiões podem ocorrer dermatite e fotossensibilidade. Com o uso repetido ou prolongado: avermelhamento, descamação, secura da pele.

Precauções

Enxaguar completamente depois de usar. A absorção de hexaclorofeno pela pele sadia é elevada, portanto a falta de enxágue poderia ocasionar o surgimento de níveis tóxicos do fármaco no sangue. A absorção na pele lesionada é muito mais rápida, portanto em algumas afecções (ictiose congênita, dermatite) pode apresentar-se toxicidade. Em alguns casos observou-se neurotoxicidade severa e até mortal com a aplicação em queimaduras. A aplicação deve ser suspensa caso apareçam sintomas de irritabilidade cerebral. As crianças são muito suscetíveis à ação neurotóxica do hexaclorofeno e ocasionalmente apresentam-se convulsões e irritação cerebral. O fármaco é teratogênico em animais. Por não existirem provas conclusivas, recomenda-se não usar em mulheres grávidas ou durante a lactação a menos que o benefício para a mãe supere o risco potencial para o feto. Não deve ser usado rotineiramente para a higiene do bebê.

Contraindicações

Não utilizar na pele queimada ou que sofreu processo de desepitelização, nem com curativos oclusivos. Evitar o contato com os olhos ou com as mucosas. Não utilizar em tampões vaginais. Hipersensibilidade ao hexaclorofeno ou a outros derivados fenólicos.