IVABRADINA - Precauções

Este fármaco não é recomendado para o tratamento de pacientes com fibrilação atrial ou outras arritmias cardíacas que interferem na função do nó sinusal. Recomenda-se um controle clínico regular dos pacientes tratados com ivabradina para detectar a ocorrência de fibrilação atrial (sustentada ou paroxística), cabendo também incluir monitoramento eletrocardiográfico se as condições clínicas assim o indicarem (por exemplo: em casos de angina exacerbada, palpitações, pulso irregular). A ivabradina não está recomendada em pacientes com bloqueio A-V do segundo grau. É aconselhável não iniciar o tratamento em pacientes com uma frequência cardíaca em repouso inferior a 60 batimentos por minuto. É aconselhável suspender o tratamento se a freqüência cardíaca ficar abaixo de 50 bpm. Administrar com precaução a pacientes com disfunção ventricular esquerda assintomática, ou com insuficiência cardíaca de classe II segundo a NYHA devido ao número limitado de pacientes estudados. Dado que a ivabradina interfere na função retiniana, recomenda-se a suspensão do tratamento na eventualidade de manifestar-se comprometimento inesperado da função visual. Não existem evidências de risco de bradicardia (excessiva) ao restabelecer-se o ritmo sinusal quando se inicia una cardioversão farmacológica em pacientes tratados com ivabradina. Não obstante, na ausência de dados suficientes, a cardioversão com corrente contínua de caráter não-urgente deverá ser considerada 24 horas após a última dose de ivabradina. Administrar com precaução a pacientes com retinite pigmentar, hipotensão leve ou moderada, insuficiência hepática moderada, insuficiência renal grave (depuração de creatinina < 15 ml/min). Não administrar durante a gravidez e a amamentação.