LINAGLIPTINA Informações da substância

Ações terapêuticas

Hipoglicemiante. Inibidor da dipeptidil peptidase-4.

Propriedades

Propriedades farmacológicas: mecanismo de ação: a linagliptina é um inibidor da dipeptidil peptidase-4 (DPP-4), uma enzima que degrada os hormônios incretinas, o peptídio similar ao glucagon do tipo 1 (GLP-1) e o polipeptídio insulinotrópico dependente de glicose (GIP). Desta maneira, a linagliptina aumenta a concentração de hormônios incretinas ativos, estimulando a liberação de insulina e diminuindo os níveis de glucagon na circulação. Ambos os hormônios incretinas estão envolvidas na regulação fisiológica da homeostasia da glicose. Os hormônios incretinas são secretados em um nível basal baixo ao longo do dia, e os níveis aumentam imediatamente após das refeições. GLP-1 e GIP aumentam a síntese de insulina e a secreção pelas células beta pancreáticas em presença de níveis normais e elevados de glicose sanguínea. A GLP-1 também reduz a secreção de glucagon pelas células pancreáticas alfa, o que resulta em uma redução da produção hepática de glicose. Farmacocinética: mediante administração de uma dose de 5 mg, a concentração pico plasmática de linagliptina é alcançada aproximadamente em 1,5 horas após a administração (Tmáx); e a área sob a curva (area under curve, AUC) é de 139 nmol•h/L. A concentração máxima (Cmáx) alcançada é de 8,9 nmol/L. A linagliptina apresenta uma eliminação bifásica com uma prolongada meia-vida terminal ( > 100 horas), relacionada à união saturável de linagliptina à DDP-4, porém a fase de eliminação prolongada não faz com que haja acúmulo de fármaco. A meia-vida efetiva de acúmulo de linagliptina é de aproximadamente 12 horas. Com o ritmo de uma dose uma vez ao dia, o estado estacionário é alcançado com a terceira dose. Os coeficientes de variação intraindivíduo e interindivíduo para a AUC (area under curve) de linagliptina são pequenos (12.6% e 28,5%, respectivamente). A biodisponibilidade absoluta de linagliptina é aproximadamente de 30%. As refeições ricas em gorduras reduzem a Cmáx em aproximadamente 15% e aumentam a AUC em cerca de 4%, sendo este efeito clinicamente não relevante. O volume de distribuição aparente após administração de uma dose intravenosa de 5 mg de linagliptina é de aproximadamente 1.110 L, indicando que o fármaco se distribui extensamente pelos tecidos. A união a proteínas plasmáticas é concentração-dependente, decaindo a partir de 99% com 1 nmol/L até 75%-89% com ≥30 nmol/L, o que reflete a saturação na união da DPP-4 com concentrações crescentes de linagliptina. Em concentrações altas, quando a DPP-4 está totalmente saturada, cerca de 70% a 80% de linagliptina permanecem unidos a proteínas plasmáticas e aproximadamente 20% a 30% encontram-se livres no plasma. Não há alteração desta união em pacientes com insuficiência renal ou hepática. Após administração oral, aproximadamente 90% de linagliptina são eliminados sem alterações, indicando que o metabolismo representa uma via de eliminação menor. Uma pequena fração de linagliptina é metabolizada a um metabólito farmacologicamente inativo. Cerca de 80% de linagliptina são eliminados por via êntero-hepática e cerca de 5% pela urina. O clearance renal no estado estacionário é de aproximadamente 70 mL/min.

Indicações

A linagliptina está indicada, em conjunto com medidas dietéticas e exercício, para a melhora do controle glicêmico em adultos com diabetes mellitus tipo 2.

Posologia

A dose recomendada é de 5 mg uma vez ao dia. A linagliptina é administrada por via oral, com ou sem alimentos.

Reações adversas

Nasofaringite, hiperlipidemia, tosse, hipertrigliceridemia, aumento de peso, artralgia, lombalgia, cefaleia, urticária, angioedema, esfoliação localizada de pele, hiperreatividade brônquica, mialgia, pancreatite, hipoglicemia, hiperuricemia.

Precauções

A linagliptina não deve ser utilizada em pacientes com diabetes do tipo 1 ou para o tratamento de cetoacidose diabética. A linagliptina não foi estudada para emprego em combinação com insulina. Hipoglicemia: os secretagogos de insulina (por ex., sulfonilureias) podem causar hipoglicemia. Seu uso combinado com linagliptina foi associado com maior risco de hipoglicemia. Pode ser necessário usar uma dose mais baixa de secretagogo, de modo a reduzir o risco de hipoglicemia quando se usa em combinação com linagliptina. Gravidez: não há estudos adequados do uso de linagliptina em mulheres grávidas. A linagliptina deve ser usada durante a gravidez somente se claramente necessária. Amamentação: não se sabe se a linagliptina é excretada pelo leite materno em seres humanos. Devem tomar-se precauções caso o fármaco é administrado durante o período de amamentação. Crianças: a segurança e eficácia de linagliptina em pacientes com idade inferior a 18 anos não foi estabelecida. Insuficiência renal e hepática: não é necessário ajustar a dose em insuficiência renal ou hepática.

Contraindicações

Pacientes com história de reações de hipersensibilidade (urticária, angioedema ou hiperreatividade brônquica) à linagliptina.

Remédio que contêm Linagliptina