LORACARBEFE Informações da substância

Propriedades

É um antibiótico betalactâmico sintético da família dos carbacefêmicos, que desenvolve sua ação bactericida por união com uma proteína essencial da parede bacteriana, com o que origina a inibição da síntese da parede celular. Seu efeito não sofre interferência das betalactamases. Após administração por via oral, é absorvida em cerca de 90% no trato gastrintestinal; a absorção não é modificada pela ingestão de alimentos. Cerca de 25% de loracarbefe circula no plasma unido a proteínas; a eliminação é feita principalmente por via renal. Mostrou-se ativo contra as seguintes cepas bacterianas, tantoin vitro em infecções clínicas: aeróbios Gram-positivos: Staphylococcus aureus, Staphylococcus saprophyticus, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus pyogenes; aeróbios Gram-negativos: Escherichia coli, Haemophilus influenzae, Moraxella (Branhamella) catarrhalis.

Indicações

Bronquites agudas ou crônicas, pneumonias causadas por S. pneumoniae, H. influenzae ou M. catarrhalis. Otite média por S. pneumoniae, H. influenzae, M. catarrhalis ou S. pyogenes. Faringite, toncilite, otite e sinusite por S. pyogenes, H. influenzae. Infecções do trato urinário (cistite) e pielonefrite causadas por E. coli ou S. saprophyticus. Infecções de pele e tecidos moles provocadas por microrganismos sensíveis.

Posologia

Adultos e crianças maiores de 13 anos. Bronquite aguda: 200-400 mg cada 12 horas durante 7 dias. Bronquite crônica: 400 mg cada 12 horas durante 7 dias. Pneumonia: 400 mg cada 12 horas durante 14 dias. Faringite/toncilite: 200 mg cada 12 horas durante 10 dias. Sinusite: 400 mg cada 12 horas durante 10 dias. Infecções cutâneas: 200 mg cada 12 horas durante 7 dias. Cistite: 200 mg cada 12 horas durante 7 dias. Pielonefrite: 400 mg cada 12 horas durante 14 dias. Crianças de 6 meses a 12 anos. Otite média aguda: 30 mg/kg por dia durante 10 dias; dividir as doses cada 12 horas. Faringite/toncilite: 15 mg/kg por dia durante 10 dias; dividir as doses cada 12 horas. Impetigo: 15 mg/kg por dia durante 7 dias; dividir as doses cada 12 horas. Aconselha-se administrar o medicamento uma hora antes ou duas depois das refeições.

Superdosagem

Os sintomas de superdose compreendem náuseas, vômitos, desconforto epigástrico e diarreias. Este medicamento é eliminado por via renal e, portanto, a diurese forçada, a diálise peritoneal, a hemodiálise ou a hemoperfusão são úteis para controlar a superdose. Em pacientes com disfunção renal crônica, o único tratamento eficaz é a hemodiálise.

Reações adversas

São raras (incidência inferior a 1% do total dos pacientes), leves e afetam principalmente o trato gastrintestinal (diarreia, vômitos, náuseas, dores abdominais e anorexia). Ocasionalmente foram observados rash cutâneo, urticária, prurido, eritema multiforme, cefaleia, sonolência, neurose, insônia, trombocitopenia transitória, leucopenia, eosinofilia, anemia aplástica, anemia hemolítica, aumento dos níveis plasmáticos de GOT, GTP, fosfatase alcalina e creatinina, vaginite, vasodilatação, necrose epidérmica tóxica, disfunções renais e nefropatia tóxica. Como ocorre com outros antibióticos betalactâmicos, raramente registraram-se disfunções hepáticas como colestase; prolongamento de protrombina, síndrome de Stevens-Johnson e anafilaxia.

Precauções

Em pacientes portadores de insuficiência renal, a dose diária deverá ser reduzida devido ao aumento das concentrações plasmáticas de loracarbefe. Deve ser administrado com precaução em pacientes em tratamento com diuréticos potentes, visto que estes podem afetar a função renal. O uso prolongado de loracarbefe pode originar superinfecção por microrganismos resistentes. Administrar com precaução em pacientes com história prévia de colite. Testes de toxicidade gênica (teste de mutação bacterina e em sistemas mamíferos in vitro e in vivo) demonstraram ausência de potencial mutagênico. Estudos realizados em ratos para avaliar o efeito sobre a fertilidade e a gestação indicaram que doses 33 vezes maiores que aquelas administradas a seres humanos não afetaram a reprodução e os fetos não apresentaram má-formações. Não se sabe se este fármaco é eliminado no leite materno, por isso sua administração a pacientes lactantes só deve ser feita se estritamente necessário. O uso de loracarbefe em crianças menores que 6 meses não foi estudado. E seu uso durante a gravidez deverá ser avaliado conforme o balanço risco/benefício.

Interações

A probenecida inibe a eliminação renal do loracarbefe, aumentando assim seus níveis plasmáticos.

Contraindicações

Hipersensibilidade ao loracarbefe ou às cefalosporinas.