ONDANSETRONA Informações da substância

Propriedades

A ondansetrona é um antagonista seletivo dos receptores 5-HT3. Os receptores serotonínicos do tipo 5-HT3 estão presentes na periferia dos terminais nervosos vagais e no nível central da zona quimiorreceptora disparadora da área postrema. Não se conhece com exatidão, se o efeito antiemético da ondansetrona é mediado a nível central, periférico ou em ambos. Quanto a sua farmacocinética, é amplamente metabolizada no ser humano, sendo coletados na urina 5% da dose administrada como compostos relacionados. A via metabólica primária é a hidroxilação do anel indólico, seguida por uma conjugação como sulfato ou glicuronídeo. Em pacientes cancerosos adultos, o tempo de eliminação foi de 4 horas e não existiu diferença com multidoses administradas durante um período de 4 dias. A maioria dos pacientes pediátricos menores de 15 anos teve uma meia-vida plasmática de ondansetrona mais curta (2,5 horas) que a dos maiores de 15 anos. A ligação às proteínas plasmáticas medida in vitro foi de 70 a 76%, com uma constante de ligação dependente da concentração do fármaco. O fármaco circulante é também distribuído no interior dos eritrócitos.

Indicações

Prevenção das náuseas e dos vômitos associados com os ciclos iniciais e repetidos de quimioterapia anticancerosa emética, incluindo as altas doses de cisplatina.

Posologia

Adultos: via oral, 8 mg, 1 a 2 horas antes da quimioterapia; 8 mg, cada 8 horas, durante 5 dias após a quimioterapia. Quimioterapia altamente emética: dose inicial, via IV, 8 mg administrados lentamente (durante 15 minutos), iniciando 30 minutos antes da quimioterapia; pós-quimioterapia, via IV, 1 mg por hora por infusão contínua até 24 horas, seguido por 8 mg por via oral cada 8 horas durante 5 dias. Quimioterapia menos emética: dose inicial, via IV, 8 mg administrados lentamente (até 15 minutos), iniciando 30 minutos antes da quimioterapia. Radioterapia: dose inicial, via oral, 8 mg, 1 a 2 horas antes da radioterapia e 8 mg, cada 8 horas, depois da mesma.

Reações adversas

As principais são: constipação (11% de incidência em pacientes sob quimioterapia que recebam ondansetrona diariamente); erupção cutânea (1%), aumentos ocasionais e transitórios da aspartato transaminase (AST) e alanina transaminase (ALT), cefaleias, reações extrapiramidais, visão turva transitória, hipopotassemia e rubor facial.

Interações

A ondansetrona não produz por si mesma uma indução ou uma inibição do sistema enzimático metabolizador de medicamentos dependentes do citocromo P450 do fígado. Dado que a ondansetrona é metabolizada mediante enzimas dependentes deste sistema, os indutores ou inibidores destas enzimas podem alterar o clearance e, desta maneira, a meia-vida da ondansetrona. Com base nos dados disponíveis, não é recomendável nenhum ajuste de dose em pacientes que tomem estes medicamentos. Em seres humanos, a carmustina, o etopósido e a cisplatina não afetam a farmacocinética da ondansetrona.

Contraindicações

Hipersensibilidade à ondansetrona. Gravidez e lactação.

Remédio que contêm Ondansetrona