PARACETAMOL + ACETILSALICíLICO, áCIDO Informações da substância

Ações terapêuticas

Analgésico, antipirético.

Propriedades

O mecanismo de ação analgésica não está completamente determinado. O paracetamol e os salicilatos podem exercer sua ação inibindo a síntese de prostaglandinas no SNC e bloqueando a geração do impulso doloroso no nível periférico. A ação periférica também pode ser devida à inibição da síntese de prostaglandinas ou de outras substâncias - o de sua ação - que sensibilizam os nociceptores mediante estímulos mecânicos ou químicos. O paracetamol pode atuar de forma predominante no SNC, enquanto os salicilatos podem fazê-lo mediante ações periféricas. Atuam (produzindo a antipirese) no nível central, sobre o centro hipotalâmico regulador da temperatura, para produzir vasodilatação periférica. A ação central pode incluir inibição da síntese de prostaglandinas no hipotálamo. O ácido acetilsalicílico também inibe a agregação plaquetária. Após a administração oral, absorve-se de forma rápida e completa. O paracetamol metaboliza-se no fígado por conjugação com ácidos glicurônicos, sulfúrico e cisteína. O ácido acetilsalicílico hidroliza-se a salicilato no trato gastrintestinal, fígado e sangue; posteriormente, o salicilato é metabolizado no fígado. Eliminam-se por via renal o paracetamol como metabólitos conjugados e o ácido acetilsalicílico de forma livre e como metabólitos conjugados.

Indicações

Dor ligeira ou moderada, febre, inflamação ou artrite leves.

Posologia

Adultos: até um total de 325 a 650 mg a cada 4 horas, conforme necessidade. Recomenda-se não tomar esta associação durante mais de 10 dias seguidos, salvo prescrição médica. Dose máxima: até um total de 3,9 g diários. Dose pediátrica crianças de até 2 anos: a dose deve ser individualizada pelo médico; de 2 a 4 anos: até um total de 160 mg a cada 4 ou 6 horas, conforme necessidade; de 4 a 6 anos: até um total de 240 mg a cada 4 ou 6 horas, conforme necessidade; de 6 a 9 anos: até um total de 320 mg a cada 4 ou 6 horas, conforme necessidade; de 9 a 11 anos: até um total de 400 mg a cada 4 ou 6 horas, conforme necessidade; de 11 a 12 anos: até um total de 480 mg a cada 4 ou 6 horas, conforme necessidade.

Reações adversas

Com o uso prolongado de doses elevadas da associação, o risco de doença renal é maior do que quando administradas separadamente. O abuso de associações durante três anos ou mais pode provocar nefropatia grave e necrose papilar renal. São de rara incidência: cansaço ou debilidade não-habituais, dor de garganta e febre inexplicáveis. Sinais de superdosagem: diarreia, aumento da sudorese, anorexia, náuseas, vômitos, cãibras ou gastralgia, deposição sanguinolenta, erupção cutânea, urticária ou prurido (como reação alérgica). Os seguintes sinais indicam possível nefropatia depois de um tratamento a longo prazo e em doses elevadas: hematúria, colúria, micção dificultosa ou diminuída, edema.

Precauções

Tomar a medicação com alimentos ou com água, para minimizar o risco de irritação gastrintestinal. É importante que as crianças não tomem mais de 5 doses ao dia ou durante mais de 5 dias seguidos, e que os adultos não o façam por mais de 10 dias seguidos. É preferível que os pacientes de idade avançada não a tomem durante mais de 5 dias seguidos, salvo indicação médica. Não tomar no caso de inflamação grave ou crônica nem de reumatismo sem consultar o médico. Não administrar a crianças nem adolescentes com sintomas de gripe ou de varicela sem consultar o médico, devido ao risco da síndrome de Reye. Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, pois o consumo de álcool pode aumentar o risco de toxicidade gastrintestinal induzida pelos salicilatos e de toxicidade hepática induzida pelo paracetamol. A ingestão de salicilatos durante as 2 últimas semanas de gravidez pode aumentar o risco de hemorragia fetal ou neonatal. O uso regular de salicilatos no final da gravidez pode originar a constrição ou fechamento prematuro do canal arterial do feto. Pode provocar partos prolongados, nascimentos complicados e maior risco de hemorragia fetal ou materna. As crianças com febre e desidratação podem ser mais sensíveis aos efeitos tóxicos dos salicilatos.

Interações

O uso crônico do paracetamol pode aumentar o risco de hepatotoxicidade nos alcoólatras crônicos ou nos pacientes que recebam regularmente outros fármacos hepatotóxicos. O uso permanente de barbitúricos ou de primidona diminui os efeitos terapêuticos do paracetamol. Pode aumentar o efeito dos anticoagulantes derivados da cumarina. O ácido acetilsalicílico pode aumentar a excreção urinária de ácido ascórbico.

Contraindicações

Úlceras sangrantes, outros estados hemorrágicos ativos e hemofilia. A relação risco-benefício deverá ser avaliada na presença de alcoolismo, doença hepática, disfunção renal grave e hepatite viral.

Remédio que contêm Paracetamol + acetilsalicílico, ácido