PEGVISOMANTO Informações da substância

Ações terapêuticas

Análogo do hormônio de crescimento humano (GH).

Propriedades

É uma proteína do DNA recombinante que contém 191 aminoácidos e com um peso molecular de 21.998 Dálton. O pegvisomanto é sintetizado através de uma cepa específica de Escherichia coli que foi modificada geneticamente pela adição de plasmídeos que são carriers para o antagonista do receptor de hormônio de crescimento (GH). O pegvisomanto atua unindo-se seletivamente aos receptores do GH das superfícies celulares bloqueando a união com o GH endógeno e, consequentemente, sua transdução. A inibição da ação do GH produz uma diminuição dos níveis séricos do fator I de crescimento insulinossímile (IGF-I, insulin-like growth factor I) e de outras proteínas séricas sensíveis ao GH como a proteína ligante de IGF 3 (IGFBP-3) e a unidade acidolábil (ALS). O pegvisomanto é administrado por via subcutânea (SC) e seu pico plasmático é alcançado 33 e 77 horas mais tarde. Sua distribuição é restrita e seu coeficiente de distribuição é baixo (12%). A eliminação do fármaco a partir do plasma tem uma meia-vida de 6 dias aproximadamente, tanto após uma dose única ou repetida. Menos do que 1% da dose administrada pode ser recuperado pela urina 96 horas depois. Estudos clínicos realizados em pacientes acromegálicos com doses de 10, 15 e 20 mg/dia de pegvisomanto subcutâneo mostraram reduções dos níveis séricos de IGF-1, IGFBP-3 e ALS.

Indicações

Acromegalia em pacientes com resposta terapêutica insuficiente a cirurgia, radioterapia ou outros tratamentos.

Posologia

A dose inicial de ataque é de 40 mg aplicados por via subcutânea (SC). A dose média é de 10 mg ao dia, por via SC. Os níveis séricos de IGF-I deverão ser monitorados a cada 4 a 6 semanas e, caso permaneçam elevados, a dose poderá ser aumentada em mais 5 mg. A dose máxima não deverá superar 30 mg. Uma vez preparada a injeção com 1 ml de solvente, recomenda-se não agitar o líquido, em virtude da possibilidade de desnaturação do fármaco. Em pacientes idosos iniciar o tratamento com doses menores.

Superdosagem

Não há casos relatados de superdosagem; nesta eventualidade, suspender o tratamento até que os valores de IGF-I retornem aos níveis normais.

Reações adversas

As reações informadas foram de natureza leve e de breve duração. Entre elas, relataram-se cefaleia, náuseas, diarreia, dor no sítio da aplicação, edemas periféricos. Humoralmente comunicou-se aumento das transaminases hepáticas.

Interações

Os pacientes diabéticos tratados com insulina ou hipoglicemiantes orais deverão reduzir as doses após a aplicação de pegvisomanto. Os pacientes sob tratamento com opioides necessitam maiores concentrações séricas de pegvisomanto para obter uma adequada supressão de IGF-I em comparação com aqueles que não usam opioides; o mecanismo envolvido não é conhecido.

Contraindicações

Hipersensibilidade ao fármaco.

Remédio que contêm Pegvisomanto