PIOGLITAZONA - Precauções

A pioglitazona pode ser administrada com ou sem alimentos, sendo aconselhável a adaptação individualizada da terapia antidiabética. O tratamento dos pacientes com diabetes do tipo 2, deve incluir controle de dieta com restrição calórica, perda de peso e exercício, manobras que melhoram tanto a sensibilidade à insulina como a eficácia da terapia com o fármaco. Recomenda-se controlar a resposta à terapia mediante determinação dos valores de HbA1C, os quais refletem a glicemia dos últimos dois a três meses. Recomenda-se tratar os pacientes com pioglitazona durante um tempo adequado com finalidade de avaliar as variações da HbA1c (3 meses), a menos que o controle glicêmico seja eficaz. Não se recomenda seu uso em pacientes com diabetes do tipo 1, nem para o tratamento da cetoacidose diabética, visto que a terapia com pioglitazona pode causar o reinício da ovulação em mulheres pré-menopáusicas ou anovulatórias com resitência à insulina, aconselha-se adotar, se necessário, medidas anticoncepcionais adequadas. Administrar com precaução em pacientes com edema e alterações cardíacas, pois a pioglitazona pode produzir aumento do volume plasmático e hipertrofia cardíaca em função da pré-carga. A terapia com pioglitazona não deve ser instituída caso o paciente apresente evidências clínicas de alguma enfermidade hepática ativa ou se seus níveis de alanina-aminotransferase (ALT) estejam mais que duas vezes maiores do que o limite superior normal. Se os pacientes apresentam algum sintoma sugestivo de disfunção hepática (por exemplo náuseas, vômitos, dores abdominais, fadiga, anorexia, colúria), recomenda-se pesquisar a possível existência de patologia hepática antes de iniciar o tratamento. Apesar da ausência de dados clínicos a respeito do efeito da pioglitazona, recomenda-se realizar monitoraçães periódicas das enzimas hepáticas nos pacientes em tratamento com este fármaco; avaliar os níveis séricos de ALT previamente ao ínicio da terapia com a pioglitazona, a cada dois meses durante o primeiro ano de uso e, em seguida, a intervalos regulares. Uma vez iniciado o tratamento com pioglitazona, se os níveis de ALT subirem a valores superiores a 3 vezes o limite superior dos valores normais, ou se o paciente apresentar icterícia, deve-se suspender a administração da pioglitazona. Os pacientes sob tratamento com a pioglitazona com insulina ou agentes hipoglicemiantes orais podem sofrer hipoglicemia; nestes casos, aconselha-se reduzir a dose do agente concomitante. Não há dados disponíveis sobre o uso de pioglitazona em combinação com outras tiazolidinodionas. Em função dos estudos realizados em humanos, na gravidez recomenda-se administrar pioglitazona somente naqueles casos em que o benefício para a mãe justifique o risco potencial para o feto. Recomenda-se utilizar insulina durante a gestação com finalidade de manter os níveis de glicose sangüínea dentro dos valores normais. Estudos realizados em ratas demonstraram que a pioglitazona é eliminada no leite materno; apesar de não haver certeza sobre sua eliminação pelo leite humano, aconselha-se não administrar pioglitazona a mulheres durante o período de amamentação. Desconhece-se a segurança e a eficácia do fármaco em pacientes com idade inferior a 18 anos. Estudos realizados sobre a carcinogenicidade em ratos machos e fêmeas com doses orais máximas de 63 mg/kg (aproximadamente 14 vezes acima da dose oral máxima recomendada para humanos em termos de mg/m2), não se observou nenhum tumor induzido pelo fármaco em nenhum órgão, com exceção da bexiga urinária. Apesar disto, estudos de citologia urinária em pacientes tratados com pioglitazona em provas clínicas de até um ano não mostraram qualquer indício de malignidade no tecido vesical. A pioglitazona não demonstrou ser mutagênica em uma série de estudos toxicológicos (teste de Ames, ensaio de mutação genética das celulas mamárias, ensaio citogenético in vitro com células CHL, ensaio de síntese não-programada de DNA e ensaio micronucléico in vivo). A pioglitazona não exerceu nenhum efeito adverso sobre a fertilidade de ratos machos e fêmeas quando administrada todos os dias antes da cobertura e durante a gestação em doses equivalentes a 9 vezes a dose oral máxima recomendada para humanos em termos de mg/m2.