TOLBUTAMIDA Informações da substância

Ações terapêuticas

Hipoglicemiante.

Propriedades

A tolbutamida é um hipoglicemiante oral pertencente à família das sulfonilureias (clorpropamida, glicazida, glibenclamida) que é utilizada no tratamento do diabetes mellitus do tipo II (não-insulinodependente). Causa aumento da secreção de insulina e redução do limiar de sensibilidade das células beta à glicose e, em função de seus efeitos extrapancreáticos, reduz a insulinodependência dos tecidos periféricos (resistência à insulina). Após sua administração oral, a tolbutamida é totalmente absorvida pela mucosa digestiva, iniciando seu efeito dentro de 1 a 2 horas, para alcançar o máximo de 2 a 5 horas após. Possui longa meia-vida (5 horas), elevada taxa de ligação com proteínas plasmáticas (95%) e biodisponibilidade ampla (85% a 100%). Sofre ativa biotransformação metabólica hepática, sendo sua eliminação feita por vias renal (85%) e biliar (9%).

Indicações

Diabetes do tipo II (não-insulinodependente) estável.

Posologia

De início, 500 mg por via oral com o café da manhã, almoço e jantar. A dose máxima por tomada é de 1 g e a dose máxima diária não deve superar os 2 g.

Superdosagem

A sintomatologia corresponde à da hipoglicemia: sudorese, tremores, cefaleia, sonolência, irritabilidade, inquietação, distúrbios neurológicos transitórios. Deve-se administrar glicose, açúcar e alimentos doces. Nos casos mais graves, com perda da consciência, aplicar por via intravenosa glucagon 0,5 mg a 1 mg ou 50 ml a 100 ml de uma solução dextrosada a 20%.

Reações adversas

Ocasionalmente registraram-se náuseas, vômitos, diarreia, dispepsia; reações de hipersensibilidade cutânea e de fotossensibilidade. Alterações hematológicas (leucopenia, trombocitopenia, agranulocitose), anemia hemolítica, hepatite, vasculites, artralgias, mialgias, hipoglicemia, albuminúria, exantema, febre e distúrbios neurológicos transitórios decorrentes da hipoglicemia.

Precauções

Assim como com outros hipoglicemiantes, podem ocorrer alterações hipoglicêmicas devido a uma superdose ou por interação com outros fármacos, ou por equívocos na dieta. O álcool pode também aumentar ou diminuir o efeito hipoglicemiante.

Interações

O efeito hipoglicemiante pode ser potencializado por numerosos fármacos, como fibratos (bezafibrato, clofibrato), inibidores da enzima conversora de angiotensina (enalapril), biguanidas (metformina, fenformina), b-bloqueadores, antibióticos (cloranfenicol, tetraciclinas), derivados cumarínicos, fluoxetina, clonidina, guanetidina, miconazol. Por sua vez, vários fármacos podem diminuir o efeito hipoglicemiante da tolbutamida (corticóides, indometacina, estrógenos, progestágenos, fenitoína, hormônios tireóideos, adrenérgicos, glucagon, diazóxido, acetazolamida). O álcool pode aumentar ou diminuir o efeito hipoglicemiante.

Contraindicações

Hipersensibilidade ao fármaco e aos derivados sulfonamídicos. Insuficiência renal. Diabetes mellitus do tipo I. Coma e cetoacidose. Porfíria aguda. Gravidez e lactação.