TRIMIPRAMINA Informações da substância

Propriedades

É um antidepressivo tricíclico da família das diabenzazepinas (imipramina, desipramina, clomipramina). Sua ação transcorre por um mecanismo não esclarecido e inclui um componente sedativo e ansiolítico. Sabe-se que não estimula o SNC nem inibe o sistema da monoaminoxidase. É mais efetivo na depressão endógena que em outros tipos de depressão. Sua administração deve começar com doses muito baixas e incrementada segundo a resposta farmacológica e a tolerância.

Indicações

Depressão endógena. Outros tipos de depressão. Tem sido usada para o tratamento de eczema atópico, para o alívio sintomático da síndrome de cólon irritável, úlcera péptica e duodenal.

Posologia

Adultos, ambulatório: inicialmente 75 mg por dia, em várias tomadas, incrementando até 150 mg/dia; doses superiores a 200 mg/dia não são recomendadas, sendo a dose de manutenção de 50 a 150 mg por dia. Adultos hospitalizados: inicialmente 100 mg por dia, em várias tomadas, incrementando até 200 mg/dia após alguns dias de tratamento; se não houver resposta em 2 a 3 semanas, a dose pode ser incrementada até o máximo recomendado de 250 a 300 mg/dia. Adolescentes e idosos: inicialmente 50 mg por dia até um máximo de 100 mg/dia, em doses divididas.

Superdosagem

Pode provocar confusão, agitação, vômitos, rigidez muscular, hiper-reflexia, taquicardia, choque, falha cardíaca congestiva, estupor, coma, convulsões seguidas de depressão respiratória. Tratamento de suporte deve ser instituído, o uso de digitálicos pode ajudar em casos de anormalidades cardiovasculares ou falha cardíaca. O diazepam pode prover atividade anticonvulsivante com pouco efeito sobre a depressão respiratória.

Reações adversas

Secura da boca, sonolência, constipação, retenção urinária, midríase, insônia, estados de confusão, ginecomastia, galactorreia, depressão da medula óssea, icterícia. Em casos de retirada brusca podem aparecer cefaleia e mal-estar.

Precauções

Pode provocar exacerbação das psicoses dos pacientes esquizofrênicos. Por não existirem provas conclusivas, recomenda-se não usar em mulheres grávidas a menos que o benefício para a mãe supere o risco potencial para o feto. Suspender a amamentação em mães que recebem o fármaco. Não deve ser administrado em crianças enquanto não existirem maiores informações a respeito. Por seu efeito anticolinérgico, deve ser administrada com precaução em pacientes com glaucoma ou hipertrofia de próstata, e naqueles pacientes com transtornos cardiovasculares, hepáticos ou renais graves e quando é associado com fármacos simpatomiméticos. Administrar com muita cautela em pacientes com antecedentes de convulsões.

Interações

Inibidores da MAO: não administrar em períodos próximos, duas semanas antes ou depois, à administração de trimipramina. Deve ser evitada a ingestão simultânea de álcool ou fármacos estimulantes do SNC. Cimetidina: aumenta os níveis séricos de trimipramina. Guanetidina e similares: suas ações são bloqueadas pela trimipramina. Outros antidepressivos tricíclicos: sinergia, convulsão, morte.

Contraindicações

Hipersensibilidade à trimipramina ou a outros fármacos da família das dibenzazepinas. Pacientes tratados com IMAO ou com outros antidepressivos tricíclicos (podem ocorrer convulsão, hipertermia, morte). Períodos agudo da recuperação do infarto de miocárdio.