ZALEPLONA Informações da substância

Propriedades

A zaleplona é um moderno hipnótico não-benzodiazepínico pertencente à família das pirazol-pirimidinas, que atua modulando a subunidade do complexo macromolecular dos canais de cloreto do receptor GABA-BZD. Estudos farmacológicos e neurobioquímicos demonstraram também que a zaleplona liga-se seletivamente ao receptor cerebral ômega-1 localizado na subunidade I do complexo receptor GABAa. Após sua administração por via oral em diferentes faixas de dose, 15 mg, 30 mg e 60 mg em dose única diária, a zaleplona apresenta ampla e completa absorção no trato digestivo, alcançando o pico de concentração plasmática em 60 minutos. Apesar de sua boa absorção, a biodisponibilidade absoluta deste fármaco é de 30%, devido a uma biotransformação pré-sistêmica importante. Sua ligação com as proteínas plasmáticas é da ordem de 60%. A zaleplona sofre ampla biotransformação metabólica e apenas 1% do fármaco é eliminado pela urina na forma inalterada. Após metabolizada, a zaleplona libera vários metabólicos oxidativos, desprovidos de atividade farmacológica; sua meia-vida de eliminação é de 1 hora.

Indicações

Tratamento a curto prazo (7 a 10 dias) de insônias de diferentes tipos.

Posologia

Recomenda-se dose única de 10 mg à noite. Em alguns pacientes de baixo peso, 5mg poderiam ser suficientes. Não se aconselha superar a dose de 20 mg por dia. Em paciente com insuficiência hepática leve ou moderada a dose indicada é de 5 mg. Não é necessário ajustar a dose com insuficiência renal leve.

Superdosagem

Foram relatados alguns casos de superdose acidental com ataxia, astenia, hipotonia, hipotensão, depressão respiratória. Nestes casos recomenda-se lavagem gástrica imediata, hidratação parenteral, oxigenoterapia, medidas de suporte hemodinâmico e/ou cardiovascular. O flumazenil foi usado em estudos experimentais com animais como antídoto da zaleplona, porém não há experiência clínica a esse respeito.

Reações adversas

Assinalaram-se diferentes fenômenos indesejáveis de cárater leve e incidência variável (1:100, 1:1.000) como astenia, desânimo, edemas, hipotensão, boca seca, constipação, flatulência, dermatites, cefaleia e parestesias.

Precauções

Em pacientes com patologias respiratórias obstrutivas crônicas (asma, enfisema, DPOC), o uso da zaleplona deverá ser avaliado e controlado. Pacientes depressivos podem apresentar tendências suicidas, fato que obriga a um monitoramento muito cuidadoso deste tipo de paciente. Deverá ser levado em consideração o efeito sinérgico sobre a depressão das funções cerebrais que pode ser gerado por outros fármacos, como os ansiolíticos, sedativos, antiparkinsonianos, antidepressivos, álcool e anti-histamínicos. Recomenda-se que o hipnótico seja administrado imediatamente antes de deitar. No dia seguinte pode ocorrer leve embotamento e diminuição do nível de vigília, razão pela qual o paciente deverá ser alertado quanto à capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas complexas. Em alguns pacientes, a supressão brusca do fármaco pode desencadear disforia, tremores ou síndrome de abstinência.

Interações

Ocorrem efeitos aditivos ou sinérgicos pela co-administração de álcool e antidepressivo (fluoxetina, imiprimina, tioridazina). Agentes indutores da CYP3A4 (rifampicina, fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) poderiam afetar a biodisponibilidade da zaleplona. A associação com cimetidina poderia aumentar os níveis plasmáticos e a área sob a curva da zaleplona. A co-administração com fármacos de baixo índice terapêutico (digoxina, varfarina) não altera seus perfis farmacocinéticos.

Contraindicações

Insuficiência hepática ou renal severa. Hipersensibilidade ao princípio ativo.