Índice Remédio TYKERB

Apresentações
Comprimidos revestidos de 250 mg em cartuchos com 70 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO A PARTIR DE 18 ANOS
Composição
Cada comprimido revestido de Tykerb® contém: ditosilato de lapatinibe mono-hidratado 405 mg (equivalentes a 250 mg de lapatinibe) excipientes* q.s.p. 1 comprimido * celulose microcristalina, povidona, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol/PEG 400, polissorbato 80, óxido de ferro amarelo, óxido de ferro vermelho, água purificada.
Indicações
Tykerb®, em combinação com capecitabina, é indicado no tratamento de pacientes com câncer de mama, avançado ou metastático, cujos tumores apresentem superexpressão da proteína ErbB2+ (HER2/neu) e que tenham recebido quimioterapia prévia, inclusive com trastuzumabe (ver Estudos Clínicos, em Resultados de Eficácia).
Tykerb®, em combinação com letrozol, é indicado para mulheres na pós-menopausa, com câncer de mama avançado ou metastático positivo para receptores de hormônios, cujos tumores superexpressam ErbB2 (HER2/neu) e para as quais a terapia hormonal é recomendada.
Tykerb®, em combinação com um inibidor de aromatase, não foi comparado a um regime terapêutico contendo trastuzumabe, no tratamento do câncer de mama metastático.
Resultados de eficácia
Estudos clínicos
A eficácia e a segurança de Tykerb® em combinação com capecitabina no tratamento de câncer de mama foram avaliadas em um estudo clínico randomizado de fase III. Participaram do estudo pacientes com câncer de mama metastático ou localmente avançado, com superexpressão de ErbB2 e em progressão após tratamento anterior com taxanos, antraciclinas e trastuzumabe. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) foi avaliada em todos os pacientes por meio de ecocardiograma ou de cintilografia de perfusão do miocárdio (MUGA, na sigla em inglês) antes do início do tratamento com Tykerb® para assegurar que a FEVE basal estivesse dentro dos limites normais. Em estudos clínicos, a FEVE foi monitorizada em intervalos de aproximadamente oito semanas durante o tratamento com lapatinibe para assegurar que não houvesse declínio da fração para níveis menores que o limite inferior de normalidade. Observou-se a maioria dos casos de declínio da FEVE (mais de 60%) durante as primeiras nove semanas de tratamento, mas os dados disponíveis sobre a exposição a longo prazo eram limitados.
A distribuição dos pacientes foi aleatória para receber Tykerb® em regime de 1.250 mg uma vez por dia (continuamente) em combinação com capecitabina (2.000 mg/m2/dia nos dias 1 a 14 a cada 21 dias) ou somente capecitabina (2.500 mg/m2/dia nos dias 1 a 14 a cada 21 dias).
O objetivo primário (primary endpoint) foi o tempo até a progressão (TTP, na sigla em inglês) da doença, e os resultados apresentados abaixo se basearam na revisão conduzida por um comitê de revisão independente. O estudo foi suspenso com base nos resultados de uma análise parcial planejada (ínterim analysis) que mostrou melhora do TTP (51% de redução do risco de ocorrer progressão) nas pacientes tratadas com Tykerb® em combinação com capecitabina. Uma análise parcial planejada (interim analysis) foi conduzida com data de término em 15 de novembro de 2005. Essa análise mostrou melhora do TTP (51% de redução do risco de progressão) nos pacientes tratados com Tykerb® combinado com capecitabina em comparação ao uso isolado de capecitabina.

Quando administrado em combinação com capecitabina, Tykerb® prolongou significativamente a sobrevida livre de progressão da doença, em comparação à capecitabina isolada. À época da análise parcial planejada, os dados de sobrevida não eram suficientes para detectar uma diferença na sobrevida global entre os grupos de tratamento: 36 participantes (22%) do grupo tratado com Tykerb® em combinação com capecitabina e 35 (22%) do grupo tratado somente com capecitabina faleceram. No grupo de tratamento combinado houve 4 progressões da doença no sistema nervoso central, em comparação a 11 progressões observadas no grupo tratado somente com capecitabina. Essa diferença não teve significância estatística.
1. A Phase III, Randomized, Open-Label, Multicenter Study Comparing GW572016 and Capecitabine (Xeloda) versus Capecitabine in Women with Refractory Advanced or Metastatic Breast Cancer. Study EGF100151. Report UM2004/00001/00.
Tratamento combinado com Tykerb® e Femara® (letrozol)
Tykerb®
foi estudado em combinação com letrozol para o tratamento de câncer de mama avançado ou metastático em mulheres pósmenopáusicas positivas para receptores de hormônios (positivas para receptores de estrogênio [ER] e/ou positivas para receptores de progesterona [PgR]).
O estudo EGF30008 foi um estudo randomizado, duplo-cego e controlado em pacientes com câncer de mama (CM) localmente avançado ou metastático positivo para receptores de hormônios (RH+), que não haviam recebido tratamento sistêmico anterior para a doença metastática. Mil duzentas e oitenta e seis pacientes foram randomizadas para receber letrozol 2,5 mg uma vez ao dia combinado a Tykerb® 1500 mg uma vez ao dia, ou letrozol com placebo. A randomização foi estratificada por locais da doença e terapia adjuvante antiestrogênio anterior. O status do receptor ErbB2 foi determinado de maneira retrospectiva por testes conduzidos em laboratório central. De todas as pacientes randomizadas para tratamento, 219 tinham tumores que apresentavam superexpressão do receptor ErbB2 (a "população positiva para ErbB2"), que foi apopulação primária previamente especificada para a análise da eficácia. Havia 952 pacientes negativas para ErbB2 e um total de 115 pacientes cujo status do receptor ErbB2 não foi confirmado.
Na população positiva para ErbB2, a sobrevida livre de progressão da doençadeterminada pelo investigador foi significativamente mais alta com letrozol combinado com Tykerb® do que com letrozol combinado com placebo (ver Tabela 2).

O benefício de Tykerb® e letrozol na sobrevida livre de progressão da doença na população positiva para ErbB2 foi confirmado em uma análise de regressão de Cox previamente planejada (HR=0,65 [IC 95%: 0,47; 0,89]; p=0,008). Além do benefício da sobrevida livre de progressão da doença observado na população positiva para ErbB2, o tratamento combinado com Tykerb® e letrozol proporcionou uma melhora na Taxa de Resposta Total (TRT), em comparação com a monoterapia com letrozol (27,9% e 14,8%, respectivamente) e na Taxa de Benefício Clínico (TBC) (47,7% e 28,7%, respectivamente). Embora os dados ainda não estejam completos, uma tendência para um benefício para a sobrevida foi observada para a combinação de Tykerb® e letrozol (HR=0,77 [IC 95%: 0,52-1,14]; p=0,185).
Na população de Intenção de tratamento (ITT), a sobrevida livre de progressão da doença determinada pelo investigador foi maior entre os dois grupos de tratamento (ver Tabela 2). Embora seja estatisticamente significativa, a diferença não foi considerada clinicamente relevante.
Caract farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas
Mecanismo de ação
O lapatinibe é um novo inibidor da quinase 4-anilinoquinazolina. Tem mecanismo de ação peculiar, pois representa um inibidor potente, reversível e seletivo dos domínios da tirosina quinase dos receptores ErbB1 e ErbB2 HER2 (valores Kiapp estimados de 3nM e 13nM respectivamente), com dissociação lenta desses receptores (meia-vida igual ou superior a 300 minutos). Demonstrou-se que esse índice de dissociação é mais lento que os de outros inibidores da quinase 4-anilinoquinazolina estudados. O lapatinibe inibe, in vitro e em vários modelos animais, o crescimento de células tumorais orientado pelos receptores ErbB.
Além de sua atividade como agente único, demonstrou-se um efeito adicional em estudo in vitro quando lapatinibe e 5-FU (o metabólito ativo da capecitabina) foram usados em combinação nas quatro linhagens de células tumorais testadas. O significado clínico desses dados in vitro ainda é desconhecido.
Os efeitos de inibição de crescimento demonstrados pelo lapatinibe foram avaliados em linhagens celulares pré-condicionadas com trastuzumabe. O lapatinibe demonstrou atividade significativa in vitro contra linhagens celulares de câncer de mama selecionadas para crescimento de longo prazo em meio que continha trastuzumabe. Essas descobertas sugerem ausência de resistência cruzada entre esses dois agentes específicos para ErbB2+.
Células de câncer de mama sensíveis a hormônios (positivas para receptores de estrogênio [ER] e/ou positivas para receptores de progesterona [PgR]) que coexpressam ErbB2 tendem a tornar-se resistentes a tratamentos endócrinos estabelecidos. As células de câncer de mama sensíveis a hormônios que inicialmente não contêm ErbB1 e ErbB2 regularão para cima esses receptores à medida que o tumor se tornar resistente ao tratamento endócrino. Estudos randomizados em câncer de mama metastático sensível a hormônios indicam que um inibidor de tirosina kinase de ErbB1 ou ErbB2 potencialmente aumenta a eficácia clínica, quando acrescentado ao tratamento endócrino.
Propriedades farmacocinéticas
Absorção
Após a administração oral do lapatinibe, a absorção é incompleta e variável (coeficiente de variação de aproximadamente 50% a 100% da área sob a curva (AUC, na sigla em inglês). As concentrações séricas aparecem após intervalo médio de 0,25 hora (faixa de 0 a 1,5 hora). As concentrações máximas no plasma (Cmáx) são atingidas cerca de 4 horas após a administração. A dosagem diária de 1.250 mg produz média geométrica estável (intervalo de confiança de 95%) dos valores de Cmáx de 2,43 (de 1,57 a 3,77) mg/mL e dos valores de AUC de 36,2 (de 23,4 a 56,0) mg*h/mL. A exposição sistêmica ao lapatinibe aumenta quando a substância é administrada às refeições (ver Posologia e Modo de Usar e Interações Medicamentosas). Os valores de AUC são cerca de três a quatro vezes mais altos (Cmáx aproximadamente 2,5 a 3 vezes mais alta) quando o medicamento é administrado com refeições de baixo teor de gordura (5% [500 calorias]) ou de alto teor (50% [1.000 calorias]) respectivamente.
Distribuição
O lapatinibe apresenta forte ligação (superior a 99%) com a albumina e com a glicoproteína ácida alfa1. Estudos in vitro indicam que ele representa um substrato para as proteínas transportadoras BCRP (ABCG2) e a glicoproteína P (ABCB1). O lapatinibe também demonstrou inibir esses transportadores de efluxo in vitro, assim como o transportador de captação hepática OATP1B1, em concentrações clinicamente relevantes (os valores de IC50 eram iguais ou inferiores a 2,3 mg/mL). O significado clínico desses efeitos sobre a farmacocinética de outros medicamentos ou sobre a atividade farmacológica de outros agentes antineoplásicos ainda é desconhecido.
Metabolismo
O lapatinibe sofre metabolismo extenso, principalmente pelas enzimas CYP3A4 e CYP3A5, com contribuições menores de CYP2C19 e CYP2C8, para vários metabólitos oxidados, nenhum dos quais é responsável por mais de 14% da dose recuperada nas fezes nem por mais de 10% da concentração da substância no plasma.
O lapatinibe inibe a ação da CYP3A (Ki de 0,6 a 2,3 mg/mL) e da CYP2C8 (0,3 mg/mL) in vitro em concentrações clinicamente relevantes. Não demonstrou ação inibidora significativa das enzimas CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19 e CYP2D6, existentes em microssomos do fígado humano, nem das enzimas UGT (os valores de IC50 in vitro se mostraram iguais ou superiores a 6,9 mg/mL).
Em voluntários sadios tratados com cetoconazol, inibidor de CYP3A4, na dosagem de 200 mg (duas doses diárias) durante sete dias, a exposição sistêmica ao lapatinibe aumentou cerca de 3,6 vezes e a meia-vida cerca de 1,7 vez.
Em voluntários sadios que recebiam carbamazepina, indutor de CYP3A4, nas dosagens de 100 mg (duas doses diárias) durante três dias e de 200 mg (duas doses diárias) por 17 dias, a exposição sistêmica ao lapatinibe diminuiu cerca de 72%.
Eliminação
A meia-vida do lapatinibe medida após doses únicas aumenta conforme a elevação das doses. Entretanto, a dosagem diária de lapatinibe resulta em um estado de equilíbrio dentro de seis a sete dias, o que indica meia-vida efetiva de 24 horas. O lapatinibe é eliminado predominantemente por meio do metabolismo efetuado pela enzima CYP3A4/5. A via primária de eliminação do lapatinibe e seus metabólitos são as fezes, e menos de 2% da dose (como lapatinibe e metabólitos) é excretada na urina. A recuperação dessa substância nas fezes representa a média de 27% (faixa de 3% a 67%) de uma dose oral do agente.
Populações especiais
Insuficiência renal
A farmacocinética do lapatinibe não foi estudada especificamente em pacientes com disfunção renal nem nos que se submetem a hemodiálise. Entretanto, é pouco provável que a disfunção renal afete a farmacocinética do lapatinibe, uma vez que menos de 2% da dose administrada (como lapatinibe inalterado e metabólitos) é eliminada pelos rins.
Insuficiência hepática
A farmacocinética do lapatinibe foi examinada em pacientes com disfunção hepática moderada (n=8) ou grave (n=4) e em oito pacientes sadios de controle. A exposição sistêmica (AUC) ao lapatinibe após uma única dose oral de 100 mg aumentou cerca de 56% e 85%, respectivamente, em pacientes com insuficiência hepática moderada e grave. Portanto, a administração de Tykerb® a pacientes com disfunção hepática deve ser feita com cautela devido ao aumento da exposição ao fármaco. O médico deve reduzir a dose para pacientes com insuficiência hepática grave pré-existente. Caso se desenvolva hepatotoxicidade grave durante o tratamento, Tykerb® deve ser descontinuado, e os pacientes não mais receberão o fármaco (ver Posologia e Modo de usar e Advertências e Precauções).
Contraindicações
Tykerb® é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade a qualquer componente da formulação (ver Reações Adversas).
Categoria D de risco na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Advertências e precauções
Toxicidade cardíaca: Tykerb® associa-se a relatos de redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) (ver Reações Adversas). Dessa forma, este medicamento deve ser administrado com cautela a pacientes que apresentem condições clínicas que possam prejudicar a função do ventrículo esquerdo. A FEVE deve ser avaliada em todos os pacientes antes de iniciar o tratamento com Tykerb® para assegurar que a fração basal esteja dentro dos limites normais. A FEVE deve ser continuamente avaliada durante o uso de Tykerb® para assegurar que não caia a níveis inaceitáveis (ver Atraso e Redução de Dose e Reações Cardíacas, em Posologia e Modo de Usar, e Estudos Clínicos, em Resultados de Eficácia).
Foi observado um pequeno aumento, dose-dependente, do intervalo QTc em um estudo de escalonamento de dose, não-controlado e aberto de Tykerb® em pacientes com câncer avançado. Deve-se ter cautela quando Tykerb® é administrado a pacientes que têm ou podem desenvolver prolongamento do QTc. Essas condições incluem pacientes com hipocalemia ou hipomagnesemia, síndrome congênita do QT longo, pacientes fazendo uso de antiarrítmicos ou outros medicamentos que podem levar ao prolongamento do intervalo QT. Hipocalemia, hipocalcemia e hipomagnesemia devem ser tratadas antes do início do tratamento com Tykerb® .
Doença pulmonar intersticial e pneumonite: Tykerb® associa-se também com relatos de doença pulmonar intersticial e pneumonite (ver Reações Adversas). Os pacientes devem ser monitorizados para detecção de sintomas pulmonares indicativos de doença pulmonar intersticial e pneumonite (ver Posologia e Modo de Usar).
Hepatotoxicidade: observou-se hepatotoxicidade (ALT ou AST > 3 vezes o limite superior da faixa normal e bilirrubina total > 1,5 vez o limite superior da faixa normal) em estudos clínicos ( < 1% dos pacientes) e na prática pós-comercialização. A hepatotoxicidade pode ser grave, e houve relatos de morte, embora a relação com Tykerb® seja incerta. A hepatotoxicidade pode ocorrer depois de alguns dias ou até vários meses após o início do tratamento. Os testes de função hepática (transaminases, bilirrubina e fosfatase alcalina) devem ser monitorizados antes do início do tratamento, a cada quatro ou seis semanas durante o tratamento e conforme indicação clínica. Se as alterações da função hepática forem graves, deve-se descontinuar o tratamento com Tykerb®, e os pacientes não mais receberão o fármaco (ver Reações adversas).
Pacientes que apresentam os alelos HLA como DQA1*02:01 e DRB*07:01 possuem um maior risco de hepatotoxicidade associada ao uso de Tykerb®. Em um grande estudo randomizado de Tykerb® em monoterapia (n=1.194), o risco global de dano hepático (ALT > 5 x o limite máximo normal, grau 3 CTCAE NCI) foi 2% (1:50), o risco nos portadores de DQA1*02:01 e DRB*07:01 foi de 8% (1:12) e o risco de nãohispânica. No entanto, é baixa (1%) na população japonesa.
Se for necessário administrar Tykerb® a pacientes com insuficiência hepática grave preexistente, recomenda-se a redução da dose. Se houver desenvolvimento de hepatotoxicidade grave durante o tratamento, deve-se descontinuar a administração de Tykerb®, e os pacientes não mais receberão o fármaco (ver Posologia e Modo de Usar; e Populações Especiais, em Farmacocinética).
Diarreia: o uso de Tykerb® tem sido associado à diarreia, às vezes intensa (ver Reações Adversas). Esta pode ser grave e foram relatados casos de óbito. A diarreia normalmente ocorre no início do tratamento com Tykerb® e, em aproximadamente metade desses pacientes a diarreia inicia-se nos primeiros seis dias. Esta dura, aproximadamente, 4 a 5 dias. A diarreia induzida pelo uso de Tykerb® é normalmente de baixo grau, com diarreia grave de grau 3 ou 4 CTCAE NCI ocorrendo em < 10% e 1% dos pacientes, respectivamente. A identificação precoce e intervenção é crítica para a otimização do manejo da diarreia. Os pacientes devem ser instruídos a reportarem imediatamente qualquer alteração do padrão intestinal. O tratamento proativo dessa reação com substâncias antidiarreicas, como loperamida, após a primeira alteração nas fezes é importante. Quadros de diarreia mais grave talvez exijam a administração oral ou intravenosa de fluidos e eletrólitos, uso de antibióticos como fluoroquinolona (especialmente se a diarreia for persistente por mais de 24 horas, com febre ou neutropenia grau 3 ou 4), além da suspensão ou interrupção da terapia com Tykerb® (ver Atraso e Redução de Dose e Outras toxicidades, em Posologia e Modo de Usar).
O tratamento concomitante com inibidores ou indutores de CYP3A4 deve ser conduzido com cautela devido ao risco de aumento, no caso dos inibidores, ou de redução, no caso dos indutores, da exposição ao lapatinibe (ver Interações Medicamentosas).
Tratamento concomitante com inibidores ou indutores de CYP3A4: a coadministração do lapatinibe e de medicações com estreita janela terapêutica que sejam substratos de CYP3A4 ou CYP2C8 deve ser evitada (ver Interações Medicamentosas).
Populações especiais
Crianças
A segurança e a eficácia de Tykerb® em pacientes pediátricos ainda não foram devidamente estabelecidas.
Idosos
Existem dados limitados sobre o uso de Tykerb® em pacientes com 65 anos ou mais (ver Posologia e Modo de Usar).
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Não há estudos sobre o efeito de Tykerb® na capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Não se pode estimar nenhum efeito prejudicial sobre essas habilidades com base na farmacologia de Tykerb®. O médico deve levar em conta a condição clínica do paciente e o perfil de reações adversas de Tykerb® ao considerar a necessidade do paciente de executar tarefas que exijam habilidades motoras, cognitivas ou de tomada de decisão.
Teratogenicidade
O lapatinibe foi estudado em ratas e coelhas grávidas que receberam doses orais de 30, 60 e 120 mg/kg/dia. Não foram observados efeitos teratogênicos. No entanto, anomalias menores (do lado esquerdo da artéria umbilical, costela cervical e ossificação precoce) ocorreram em ratas na dose tóxica materna de 120 mg/kg/dia (6,4 vezes a exposição clínica humana com dose de 1250 mg de lapatinibe e 2000 mg/m2 de capecitabina). Em coelhas, o lapatinibe foi associado com toxicidade materna em 60 e 120 mg/kg/dia (6,5% e 19% do esperado da exposição clínica humana, respectivamente) e de abortos a 120 mg/kg/dia. A toxicidade materna foi associada com a diminuição do peso corporal fetal, e variações esqueléticas menores. No estudo do desenvolvimento pré e pós-natal com ratas, uma diminuição na sobrevivência dos filhotes ocorreu entre o nascimento e 21 dias após o parto, em doses de 60 mg / kg / dia ou superior (3,3 vezes a exposição clínica humana esperada em humanos administrando-se 1250 mg de lapatinibe e 2000 mg/m2 de capecitabina). A maior dose que não teve efeito para este estudo foi de 20 mg/kg/dia.
Carcinogenicidade
Em estudos de carcinogenicidade oral com lapatinibe, lesões cutâneas graves foram observadas com as doses mais altas testadas, que produziu exposições com base na AUC até 1,7 vezes em camundongos e ratos do sexo masculino, e até 12 vezes em ratas, em comparação com os seres humanos quando foram administrados 1250 mg lapatinibe e 2000 mg/m2 de capecitabina. Não houve evidência de carcinogenicidade em camundongos. Em ratas, a incidência de hemangioma benigno dos linfonodos mesentéricos foi maior em alguns grupos do que em controles simultâneos, mas foi dentro da escala de fundo. Houve também um aumento de infartos e necrose papilar renal em ratos fêmeas em exposições de 6 a 8 vezes em comparação com os seres humanos administrando-se 1250 mg de lapatinibe e 2000 mg/m2 de capecitabina. A relevância desses achados em humanos é incerta.
Mutagenicidade e reprodução
O lapatinibe não foi clastogênico ou mutagênico em uma série de ensaios, incluindo o ensaio da aberração de cromossomo de hamster chinês, o teste de Ames, ensaio de aberração cromossômica de linfócitos humanos e um ensaio in vivo de aberração cromossômica da medula óssea de ratos. Não foram observados efeitos na função gonadal de ratos machos ou fêmeas, no acasalamento ou na fertilidade, em doses até 120 mg / kg / dia (fêmeas) e em até 180 mg/kg/dia (machos) (8 e 3 vezes a exposição clínica humana, respectivamente). O efeito sobre a fertilidade humana é desconhecido.
Gravidez e lactação
Gravidez
Não existem estudos adequados e bem controlados sobre Tykerb® em gestantes. O efeito deste medicamento na gestação humana é desconhecido. Tykerb® deve ser usado durante a gravidez somente se os benefícios esperados justificarem o risco potencial ao feto. O médico deve aconselhar as mulheres em idade reprodutiva a adotar métodos de contracepção adequados e a evitar a gravidez durante o tratamento com Tykerb® .
Tykerb® não se mostrou teratogênico quando estudado em fêmeas grávidas de ratos e coelhos, mas causou anormalidades menores com doses consideradas tóxicas para as mães.
Lactação
Não há dados sobre a excreção do lapatinibe no leite humano. Uma vez que muitas substâncias são excretadas no leite humano e em virtude do potencial do lapatinibe de causar reações adversas em crianças na fase da amamentação, recomenda-se que a mulher interrompa a lactação caso esteja sob tratamento com Tykerb®.
Categoria D de risco na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Interações medicamentosas
O lapatinibe é metabolizado principalmente pela enzima CYP3A (ver Farmacocinética). Assim sendo, os inibidores e os indutores dessa enzima podem alterar a farmacocinética do lapatinibe.
A administração concomitante de Tykerb® e de inibidores de CYP3A4 conhecidos (como cetoconazol, itraconazol ou suco de toranja [grapefruit]) deve ser conduzida com cautela, e a resposta clínica e os eventos adversos devem ser cuidadosamente monitorados (ver Advertências e precauções). Se os pacientes tiverem de receber em coadministração um inibidor potente de CYP3A4, deve-se avaliar a necessidade de reduzir a dose de Tykerb® para 500 mg/dia. Com base em estudos de farmacocinética, prevê-se que essa redução da dose do lapatinibe ajuste a AUC do fármaco à faixa observada sem inibidores. No entanto, não há nenhum dado clínico desse ajuste de dose em pacientes tratados com inibidores potentes de CYP3A4. Em caso de descontinuação do inibidor potente, deve-se observar um período de washout de aproximadamente uma semana antes que a dose de Tykerb® seja ajustada de forma ascendente até a dose indicada.
A coadministração de Tykerb® e de indutores conhecidos de CYP3A4 (como rifampicina, carbamazepina e fenitoína) deve ser feita com cautela, controlando-se cuidadosamente a resposta clínica e as reações adversas (ver Advertências e Precauções). Se os pacientes tiverem de receber em coadministração um indutor potente de CYP3A4, o médico deve avaliar a necessidade de titulação da dose de Tykerb® gradativamente, de 1.250 mg/dia até 4.500 mg/dia ou de 1500mg/dia até 5500mg/dia, levando-se em conta a tolerabilidade. Com base em estudos de farmacocinética, prevê-se que essa dose de Tykerb® ajuste a AUC do fármaco à faixa observada sem indutores. No entanto, não há nenhum dado clínico desse ajuste de dose em pacientes tratados com indutores potentes de CYP3A4. Em caso de descontinuação do indutor potente, deve-se reduzir a dose do lapatinibe durante aproximadamente duas semanas até atingir a dose indicada.
Tratamento prévio com um inibidor da bomba de prótons (esomeprazol) diminuiu a exposição média ao lapatinibe em 27% (faixa: 6% a 49%). Esse efeito se reduz com o avanço da idade, aproximadamente dos 40 aos 60 anos. Portanto, é preciso ter cuidado quando se usa Tykerb® em pacientes pré-tratadas com inibidores da bomba de prótons.
O lapatinibe inibe as enzimas CYP3A4 e in vitro em concentrações clinicamente relevantes. A coadministração de Tykerb® com midazolam oral resultou em um aumento aproximado de 45% na área sob a curva (AUC, na sigla em inglês) de midazolam. Não houve aumento clínico significativo na AUC de midazolam, quando este foi administrado por via intravenosa. Portanto, a dosagem de Tykerb® no uso concomitante com medicamentos orais cujas janelas terapêuticas sejam substratos dessas enzimas deve ser feita com cautela (ver Farmacocinética).
O lapatinibe inibe a enzima CYP2C8 in vitro em concentrações clinicamente relevantes. Portanto, a dosagem de Tykerb® no uso concomitante com medicamentos cujas janelas terapêuticas sejam substratos dessas enzimas deve ser feita com cautela (ver Farmacocinética).
A administração concomitante de Tykerb® com paclitaxel intravenoso aumentou em 23% a exposição de paclitaxel devido a inibição pelo lapatinibe da enzima CYP2C8 e/ou da glicoprotéina P (Pgp). Durante os estudos clínicos houve um aumento na incidência e severidade de diarreia e neutropenia para esta combinação. Portanto, a administração concomitante de Tykerb® com paclitaxel deve ser feita com cautela.
A administração concomitante de Tykerb® com docetaxel intravenoso não afetou significativamente a AUC ou Cmáx de ambas as substâncias. Entretanto, houve aumento na ocorrência de neutropenia docetaxel-induzida.
A administração concomitante de Tykerb® com irinotecano (quando administrado como parte do regime quimioterápico FOLFIRI) resultou em um aumento aproximado de 40% na AUC do metabólito ativo do irinotecano, SN-38. O mecanismo exato dessa interação é desconhecido. Portanto, a administração concomitante de Tykerb® com irinotecano deve ser feita com cautela.
O lapatinibe é um substrato das proteínas de transporte Pgp, BCRP (proteína resistente ao câncer de mama). Os inibidores e os indutores dessas proteínas podem alterar a exposição e/ou a distribuição do lapatinibe (ver Farmacocinética).
O lapatinibe inibe a proteína de transporte Pgp in vitro em concentrações clinicamente relevantes. A administração concomitante de Tykerb® com digoxina oral resultou em um aumento aproximado de 98% na AUC da digoxina. Portanto, a dosagem de Tykerb® no uso concomitante de medicamentos cujas janelas terapêuticas sejam substratos da Pgp deve ser feita com cautela.
O lapatinibe inibe as proteínas de transporte BCRP e OATP1B1 in vitro. A relevância clínica desse efeito não foi avaliada. Não se pode excluir a possibilidade de que o lapatinibe afete a farmacocinética de substratos, de BCRP (como a topotecana) e de OATP1B1 (como a rosuvastatina) [ver Farmacocinética].
A administração concomitante de Tykerb® com capecitabina, letrozol ou trastuzumabe não alterou significativamente a farmacocinética dessas substâncias (ou os metabólitos da capecitabina) nem do lapatinibe.
A biodisponibilidade do lapatinibe é afetada pelos alimentos (ver Posologia e Modo de Usar e Farmacocinética).
Cuidados de armazenamento
Cuidados de armazenamento
Mantenha o produto na embalagem original e em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação, impressa na embalagem externa do produto.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspectos físicos / Características organolépticas
Os comprimidos são ovais, biconvexos, revestidos, com um lado plano e o outro estampado com GS XJG.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Modo de uso
Uso oral.
Não existem requisitos especiais relativos a instruções de uso e manipulação. O tratamento com Tykerb® só deverá ser iniciado por um médico com experiência na administração de substâncias antineoplásicas. Antes de iniciar o tratamento, deve-se avaliar a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) para assegurar que os valores basais dessa fração estejam dentro dos limites normais (ver Advertências e Precauções). A FEVE deve ser monitorizada continuamente durante todo o tratamento com Tykerb® para assegurar que não ocorra queda abaixo do limite mínimo normal (ver Atraso e redução de dose e Reações cardíacas, em Posologia e Modo de usar). Tykerb® deve ser tomado com o estômago vazio, isto é, pelo menos 1 hora antes ou 1 hora após uma refeição (ver Interações medicamentosas; e Absorção, em Propriedades Farmacocinéticas). As doses de Tykerb® perdidas não devem ser substituídas, retomando-se a dosagem na próxima tomada diária programada (ver Superdosagem). Consulte todas as informações quanto aos detalhes relevantes sobre Posologia, Contraindicações e Dados de Segurança na coadministração.
Posologia
Tykerb® em coadministração com capecitabina
A dose recomendada de Tykerb® é de 1.250 mg (total de cinco comprimidos), uma vez por dia, de forma contínua, via oral. A dose recomendada de capecitabina é de 2.000 mg/m2 por dia, divididos em duas tomadas diárias, com intervalos de 12 horas (ou seja, a administração é de 12 em 12 horas). A capecitabina deve ser usada em intervalos (ou ciclos) de 21 dias, do dia 1 ao dia 14 (do 1° ao 14° dia de cada ciclo), interrompendo-se sua administração do dia 15 ao dia 21 (do 15° ao 21° dia). Em seguida, inicia-se um novo ciclo (ver Estudos clínicos, em Resultados de Eficácia). A capecitabina deve ser ingerida com o estômago cheio, isto é, junto com uma refeição ou até meia hora após.
Tykerb® em combinação com um inibidor da aromatase
A dose recomendada de Tykerb® é 1500 mg (ou seja, seis comprimidos) uma vez ao dia, continuamente, quando administrado em combinação com um inibidor da aromatase. Quando Tykerb® for coadministrado com o inibidor de aromatase, letrozol, a dose recomendada de letrozol é 2,5 mg uma vez ao dia. Se Tykerb® for coadministrado com um inibidor da aromatase diferente do letrozol consulte as informações da bula do produto quanto aos detalhes da Posologia na coadministração.
Atraso e redução de dose
Reações cardíacas
(ver Advertências e Precauções)
Tykerb® deve ser suspenso se os pacientes apresentarem sintomas associados à queda da FEVE classificada pelos Critérios Comuns de Terminologia de Reações Adversas, do Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos (National Cancer Institute Common Terminology Criteria for Adverse Events, NCI/CTCAE), como grau 3 ou superior e em pacientes cuja FEVE fique aquém do limite inferior de normalidade. Pode-se reiniciar o medicamento em dose reduzida (1.000 mg/dia, quando administrado com capecitabina, ou 1250mg/dia quando administrado com um inibidor da aromatase) após o período mínimo de duas semanas se a FEVE voltar aos níveis normais e o paciente estiver assintomático. Com base nos dados atuais, a maioria dos casos de queda da FEVE ocorre nas primeiras 9 semanas de tratamento; no entanto, são limitados os dados sobre exposição no longo prazo.
Doença pulmonar intersticial/pneumonite(ver Advertências e Precauções e Reações Adversas).
Tykerb® deve ser descontinuado caso os pacientes apresentem sintomas indicativos de doença pulmonar intersticial/pneumonite de grau 3 ou superior pelos critérios NCI/CTCAE.
Outras toxicidades
Pode-se considerar a suspensão ou a interrupção do tratamento com Tykerb® quando houver toxicidade igual ou superior ao Grau 2 segundo os critérios NCI/CTCAE. Pode-se retomar a dose de 1.250 mg/dia, quando o fármaco for administrado com capecitabina, ou 1500mg/dia, quando administrado com um inibidor da aromatase, se a toxicidade se reduzir para o grau 1 ou menos. Caso haja recorrência de toxicidade, o uso de Tykerb® deve ser reiniciado em dose mais baixa (1.000 mg/dia, quando administrado com capecitabina, ou 1250mg/dia, quando administrado com um inibidor da aromatase).
Populações especiais
Insuficiência renal
Não há experiência do uso de Tykerb® em pacientes com disfunção renal significativa, mas a modificação da dose de Tykerb® entre esses pacientes provavelmente não é necessária, uma vez que menos de 2% de uma dose administrada (lapatinibe e metabólitos) é eliminada pelos rins (ver Populações Especiais, na seção Farmacocinética, em Características Farmacológicas).
Insuficiência hepática
O lapatinibe é metabolizado no fígado. A disfunção hepática moderada associou-se ao aumento de 56% na exposição sistêmica, enquanto a disfunção grave relacionou-se a 85% de aumento. A administração de Tykerb® a pacientes com disfunção hepática deve ser feita com cuidado em virtude da maior exposição à substância. Pacientes com insuficiência hepática grave (classe C na escala de Child-Pugh) devem reduzir sua dose de Tykerb®. A redução da dose de 1250mg/dia para 750 mg/dia ou de 1500mg/dia para 1000mg/dia é prevista para pacientes com insuficiência hepática grave, assim como o ajuste da AUC para a faixa normal. No entanto, não há dados clínicos sobre esse ajuste de dose para pacientes com insuficiência hepática grave (ver Advertências e Precauções; e Populações Especiais, na seção Farmacocinética, em Características Farmacológicas).
Crianças
A segurança e a eficácia de Tykerb® para pacientes pediátricos ainda não foram devidamente estabelecidas.
Idosos
Existem dados limitados sobre o uso de Tykerb® em pacientes com 65 anos ou mais. Do total de pacientes com câncer de mama metastático participantes de estudos clínicos de Tykerb® em combinação com capecitabina (N=164), 15% estavam na faixa etária de 65 anos ou mais e 1% na faixa de 75 anos em diante. No grupo tratado com Tykerb® em monoterapia (307), 15% estavam com 65 anos ou mais e 2% com 75 anos ou mais. Não foram observadas diferenças gerais de segurança entre a combinação de Tykerb® e capecitabina e a monoterapia com Tykerb® nesses pacientes e nos mais jovens. Do número total de pacientes com câncer de mama metastático sensível a hormônios nos estudos clínicos com Tykerb® em combinação com letrozol (N=642), 44% tinham 65 anos ou mais. Não foram observadas diferenças, de modo geral, na segurança da combinação de Tykerb® e letrozol, entre essas pacientes e aquelas mais jovens. Em outra experiência clínica divulgada, não se identificaram diferenças de resposta entre os idosos e os pacientes mais jovens, mas não se pode descartar a sensibilidade mais intensa de alguns indivíduos mais velhos. Da mesma forma, não foram observadas diferenças de eficácia da combinação de Tykerb® e capecitabina ou Tykerb® e letrozol, tomando-se como base a idade.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Reações adversas
Dados de estudos clínicos
A segurança de Tykerb® foi avaliada, em monoterapia e combinação com outras substâncias quimioterapêuticas, em vários tipos de câncer, em mais de 11 mil pacientes, dos quais 164 receberam Tykerb® em combinação com capecitabina e 654 receberam Tykerb® em combinação com letrozol (ver Estudos Clínicos, em Resultados de Eficácia).
As reações adversas relatadas a seguir foram associadas ao uso de Tykerb®:
Reações muito comuns ( > 1/10): anorexia, diarreia (que pode levar à desidratação1, 2 - Ver Posologia e Modo de Usar -Atraso e redução de dose e Advertências e Precauções); náuseas; vômitos; erupção cutânea2 (inclusive dermatite acneiforme -Ver Posologia e Modo de Usar -Atraso e redução de dose e Advertências e Precauções); fadiga.
Reações comuns ( > 1/100 e < 1/10): Queda da fração de ejeção do ventrículo esquerdo* (Ver Posologia e Modo de Usar -Atraso e redução de dose e Advertências e Precauções); paroníquia.
*Informou-se que as reduções da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) ocorreram em cerca de 1% das pacientes e se mostraram assintomáticas em mais de 70% dos casos. Essas reações foram resolvidas ou melhoraram em mais de 70% dos casos mediante a suspensão do tratamento com Tykerb®. Observaram-se reduções sintomáticas da FEVE em cerca de 0,3% das pacientes que receberam Tykerb®. Os eventos adversos registrados incluíram dispneia, insuficiência cardíaca e palpitações. Todos os eventos foram imediatamente resolvidos com a descontinuação de Tykerb®.
Reações incomuns ( > 1/1000 e < 1/100): doença pulmonar intersticial, pneumonite; hiperbilirrubinemia**, hepatotoxicidade.
** Níveis elevados de bilirrubina podem ser causados pela inibição, por parte do lapatinibe, da captação hepática por OATP1B1 ou pela inibição de excreção da bile por Pgp ou BCRP.
Reação rara ( > 1/10.000 e < 1/1000): reações de hipersensibilidade, inclusive anafilaxia (Ver Contraindicações)
1A maioria dos episódios de diarreia foi de grau 1 ou 2.
2A diarreia e a erupção cutânea foram, em geral, reações leves e não resultaram na interrupção do tratamento com Tykerb® . A diarreia responde satisfatoriamente ao tratamento proativo (ver Advertências e precauções). Na maioria dos casos, as erupções cutâneas se mostraram transitórias.
Reações adversas com Tykerb® em combinação com capecitabina:
As reações adversas relatadas a seguir foram associadas ao uso de Tykerb® em combinação com capecitabina:
Além das reações adversas observadas com o uso de Tykerb® em monoterapia, houve relatos de reações adversas adicionais, descritas a seguir, associadas à combinação de Tykerb® com capecitabina, com diferença de frequência de mais de 5% em comparação ao uso isolado de capecitabina. Esses dados baseiam-se na exposição de 198 pacientes à combinação.
Reações muito comuns ( > 1/10): dispepsia; pele seca
As reações a seguir foram relatadas e associadas a combinação de Tykerb® e capecitabina mas são similares ao uso na capecitabina em monoterapia:
Reações muito comuns ( > 1/10): estomatite, constipação e dores abdominais; eritrodisestesia palmoplantar; inflamação de mucosas; dores nas extremidades; dores nas costas; insônia.
Reação comum ( > 1/100 e < 1/10): cefaleia.
Reações adversas com Tykerb® em combinação com letrozol:
Além das reações adversas observadas com o uso de Tykerb® em monoterapia, houve relatos de reações adversas adicionais, descritas a seguir, associadas à combinação de Tykerb® com letrozol, com diferença de frequência de mais de 5% em comparação ao uso isolado de letrozol. Esses dados baseiam-se na exposição de 654 pacientes à combinação.
Reações muito comuns ( > 1/10): epistaxe, pele seca, alopecia.
Dados Pós-comercialização
Os dados pós-comercialização são condizentes com os dados dos estudos clínicos.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação no país, e embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Superdose
Não existe antídoto específico da inibição de ErbB1 (EGFR) e/ou fosforilação da tirosina ErbB2+. A dose oral máxima de Tykerb® administrada em estudos clínicos é de 1.800 mg, uma vez por dia.
A ingestão mais frequente de Tykerb® pode resultar em concentrações séricas superiores às observadas em estudos clínicos; assim, se o paciente deixar de tomar uma dose, ela não deve ser reposta, e a dosagem diária programada deve ser retomada (ver Posologia e Modo de Usar).
Casos sintomáticos e assintomáticos de superdose têm sido relatados em pacientes tratadas com Tykerb®. Os sintomas observados incluem as reações já conhecidas associadas ao Tykerb® (ver Reações Adversas) e, em alguns casos, ferida no couro cabeludo, taquicardia sinusal (com ECG normal) e/ou inflamação da mucosa.
Tratamento: Tykerb® não apresenta excreção renal significativa e é fortemente ligado às proteínas plasmáticas; portanto, acredita-se que a hemodiálise não seja um método eficaz para acelerar a eliminação de Tykerb®.
Em caso de superdosagem, o tratamento com Tykerb® deve ser suspenso até a resolução dos sintomas. Procedimentos adicionais devem ser realizados conforme clinicamente indicado ou conforme recomendado por centros de intoxicações, quando estes estiverem disponíveis.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
M.S: 1.0107.0264
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO A HOSPITAIS

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