Índice Remédio VENVANSE

Apresentações
Cápsulas
VENVANSE cápsulas 30 mg, 50 mg e 70 mg: frascos com 28 cápsulas.
*marca depositada
USO ORAL
USO PEDIÁTRICO DE 6 A 12 ANOS
Composição
VENVANSE 30 mg: cada cápsula contém 30 mg de dimesilato de lisdexanfetamina equivalente a 17,34 mg de lisdexanfetamina base. Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica e estearato de magnésio. Cápsula: gelatina, dióxido de titânio, corantes FD&C Red n° 3, FD&C Yellow n° 6. VENVANSE 50 mg: cada cápsula contém 50 mg de dimesilato de lisdexanfetamina equivalente a 28,91 mg de lisdexanfetamina base. Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica e estearato de magnésio. Cápsula: gelatina, dióxido de titânio, corante FD&C Blue n° 1. VENVANSE 70 mg: cada cápsula contém 70 mg de dimesilato de lisdexanfetamina equivalente a 40,47 mg de lisdexanfetamina base. Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica e estearato de magnésio. Cápsula: gelatina, dióxido de titânio, corantes FD&C Blue n°1, FD&C Red n° 3, FD&C Yellow n° 6.
Indicações
VENVANSE é indicado para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção/ Hiperatividade (TDAH).
A eficácia de VENVANSE no tratamento do TDAH foi estabelecida com base em dois estudos controlados em crianças de 6 a 12 anos de idade, que atendiam os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 4ª edição (DSM-IV-TR®) para TDAH (veja Resultados de Eficácia).
O diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH; DSM-IV-TR®) implica na presença de sintomas de hiperatividade-impulsividade e/ou falta de atenção, que causam prejuízo da funcionalidade do indivíduo e estavam presentes antes dos 7 anos de idade. Os sintomas devem causar prejuízo clinicamente significativo da funcionalidade, como por exemplo, na performance social, escolar e estar presentes em dois ou mais ambientes, como por exemplo, na escola e em casa. Os sintomas não devem ser atribuídos a outro transtorno mental.
Para o tipo desatento, pelo menos 6 dos seguintes sintomas devem persistir por pelo menos 6 meses: falta de atenção a detalhes/cometer erros por descuido, falta de atenção por tempo prolongado, não escutar quando lhe dirigem a palavra, não conseguir terminar as tarefas, ter dificuldade para organizar tarefas e atividades, evitar tarefas que exigem esforço mental constante, perder coisas, distrair-se facilmente, ser esquecido em atividades de rotina.
Para o tipo hiperativo-impulsivo, pelo menos 6 dos seguintes sintomas devem persistir por pelo menos 6 meses: agitar pés e mãos/remexer-se, não conseguir manter-se sentado em sala de aula, correr/escalar em situações inadequadas, ter dificuldade em atividades silenciosas, estar "a todo vapor", falar em demasia, dar respostas precipitadas, não conseguir esperar a vez, interromper ou se intrometer em assuntos de outros.
O tipo combinado exige que ambos os critérios para desatenção e hiperatividade-impulsividade sejam preenchidos.
Considerações especiais para o diagnóstico
A etiologia específica deste transtorno é desconhecida e não há um teste diagnóstico isolado. O diagnóstico adequado exige o uso não apenas de avaliação clínica, mas também de avaliações psicológicas, educacionais e sociais específicas. O aprendizado pode ou não estar prejudicado. O diagnóstico deve ser baseado na história e na avaliação completas do paciente e não unicamente na presença do número exigido de características do DSM-IV-TR.
Necessidade de programa de tratamento abrangente
VENVANSE é indicado como parte integrante de um programa total de tratamento do TDAH que pode incluir outras medidas (psicológicas, educacionais, sociais) para pacientes com este transtorno. O tratamento farmacológico pode não ser indicado para todos os pacientes com este transtorno. Os estimulantes não são destinados para uso em pacientes que exibem sintomas secundários a fatores ambientais e/ou outros transtornos psiquiátricos primários, incluindo psicose. A apropriada orientação e condução educacional/vocacional é essencial e a intervenção psicossocial é, em geral, útil. Quando medidas corretivas isoladas não são suficientes, a decisão de prescrever medicação estimulante dependerá da avaliação médica da cronicidade e gravidade dos sintomas do paciente e do nível de prejuízo funcional.
Resultados de eficácia
A eficácia de VENVANSE no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH) foi inicialmente estabelecida com base em dois estudos controlados em crianças de 6 a 12 anos de idade, que atendiam os critérios para TDAH do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 4 ª edição (DSM-IV-TR) (veja Indicações):
- Um estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, de grupo paralelo foi conduzido em crianças de 6 a 12 anos de idade (N=290), que atendiam os critérios do DSM-IV-TR para TDAH (tanto o tipo combinado como o tipo hiperativo-impulsivo). Os pacientes foram randomizados em grupos de tratamento de dose fixa e receberam doses finais de 30, 50 ou 70 mg de VENVANSE ou placebo, uma vez por dia pela manhã, durante quatro semanas. Todos os pacientes tratados com VENVANSE receberam uma dose inicial de 30 mg durante a primeira semana de tratamento. Os pacientes designados para os grupos de dose de 50 e 70 mg tiveram sua dose aumentada em 20 mg por semana, até atingirem a dose estabelecida. Melhoras significantes nos sintomas de TDAH, com base na avaliação do investigador de acordo com a escala de avaliação de TDAH, foram observadas no ponto final para todas as doses de VENVANSE em comparação com os pacientes que receberam placebo.
A média dos efeitos com todas as doses foi claramente similar, embora a dose maior (70 mg/dia) fosse numericamente superior a ambas as doses menores (30 e 50 mg/dia). Os efeitos foram mantidos ao longo do dia com base na avaliação dos pais (Escala de Conner de Avaliação dos Pais) pela manhã (aproximadamente 10h), à tarde (aproximadamente 14h) e início da noite (aproximadamente 18h).
- Um estudo clínico análogo a sala de aula, duplo-cego, controlado por placebo, randomizado, cruzado foi conduzido em crianças de 6 a 12 anos de idade (N=52), que atendiam os critérios do DSM-IV-TR para TDAH (tanto do tipo combinado como do tipo hiperativo-impulsivo). Após um período aberto de 3 semanas de titulação da dose com sais mistos de anfetamina (dextroanfetamina sacarato, anfetamina espartato, sulfato de dextroanfetamina USP, sulfato de anfetamina SP), os pacientes foram randomizados para continuar com a mesma dose de sais mistos de anfetamina (10, 20 ou 30 mg), VENVANSE (30, 50 ou 70 mg) ou placebo, uma vez por dia pela manhã, por uma semana, cada tratamento. Uma diferença significativa no comportamento do paciente foi observada entre os pacientes que receberam VENVANSE em comparação com os pacientes que receberam placebo, com base na média da avaliação do investigador para os escores de comportamento de Swanson, Kotkin, Agler, M.Flynn e Pelham (SKAMP) durante as 8 avaliações diárias realizadas: 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10 e 12 horas após a dose. O efeito do medicamento foi similar em todas as 8 avaliações.
Os resultados dos dados clínicos disponíveis demonstraram que o tempo de início da ação é de 2 horas.
Caract farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas
A lisdexanfetamina é um pró-fármaco da dextroanfetamina. Após administração por via oral, a lisdexanfetamina é absorvida rapidamente a partir do trato gastrointestinal e convertida em dextroanfetamina, a qual é responsável pela atividade do fármaco.
As anfetaminas são aminas simpatomiméticas não-catecolaminas com atividade estimulante do sistema nervoso central. O modo de ação terapêutica no TDAH não é conhecido. Acredita-se que as anfetaminas bloqueiem a recaptação de norepinefrina e dopamina no neurônio pré-sináptico e aumentem a liberação destas monoaminas para o espaço extraneuronal. O fármaco-mãe, lisdexanfetamina, não se liga aos sítios responsáveis pela recaptação da norepinefrina e dopamina in vitro.
Propriedades farmacocinéticas
Estudos de farmacocinética da dextroanfetamina após a administração oral de lisdexanfetamina foram realizados em pacientes pediátricos sadios (idade de 6 a 12 anos) com TDAH.
Em 18 pacientes pediátricos (idade de 6 a 12 anos) com TDAH, o Tmax de dextroanfetamina foi aproximadamente 3,5 horas após a administração oral de dose única de 30 mg, 50 mg ou 70 mg de dimesilato de lisdexanfetamina, após jejum noturno de 8 horas. O Tmax da lisdexanfetamina foi de aproximadamente 1 hora. A farmacocinética linear da dextroanfetamina, após a administração oral de dose única de dimesilato de lisdexanfetamina, foi estabelecida no intervalo de dose de 30 mg a 70 mg em crianças de 6 a 12 anos de idade.
Os valores de ASC e Cmax normalizados para peso/dose foram iguais em meninas e meninos após dose única de 30-70 mg.
Os alimentos também não afetam a ASC e a Cmáx da dextroanfetamina em adultos sadios após administração oral de dose única de 70 mg de VENVANSE cápsulas, porém prolongam o Tmáx em aproximadamente 1 hora nesta faixa etária (de 3,8 h em jejum para 4,7 h após uma refeição rica em gordura).
Após 8 horas de jejum, as ASCs para a dextroanfetamina, após administração oral de dimesilato de lisdexanfetamina em solução e na forma de cápsulas intactas, foram equivalentes.
- Metabolismo e excreção
Após a administração oral, a lisdexanfetamina é rapidamente absorvida a partir do trato gastrointestinal. A lisdexanfetamina é convertida em dextroanfetamina e L-lisina, provavelmente por metabolismo de primeira passagem intestinal ou hepática. A lisdexanfetamina não é metabolizada pelas isoenzimas do citocromo P450. Após a administração oral de uma dose de 70 mg de dimesilato de lisdexanfetamina marcado radioativamente, em 6 indivíduos sadios, aproximadamente 96% da radioatividade da dose oral foi recuperada na urina e apenas 0,3% foi recuperada nas fezes durante um período de 120 horas. Da radioatividade recuperada na urina, 42% estava relacionada à anfetamina, 25% ao ácido hipúrico e 2% à lisdexanfetamina intacta. As concentrações plasmáticas de lisdexanfetamina não convertida são baixas e transitórias, tornando-se, em geral, não quantificáveis em 8 horas após a administração. A meia-vida de eliminação plasmática da lisdexanfetamina foi, em média, menos de uma hora em estudos de dimesilato de lisdexanfetamina em voluntários.
A dextroanfetamina é conhecida por inibir a monoamina oxidase.
A capacidade da dextroanfetamina e de seus metabólitos de inibirem isoenzimas do citocromo P450 e outras enzimas não foi clinicamente elucidada. Experimentos in vitro com microssomas humanos indicam inibição mínima do CYP2D6 pela anfetamina e inibição mínima do CYP1A2, 2D6 e 3A4 por um ou mais metabólitos, mas não há estudos de inibição de enzimas do citocromo P450 in vivo.
- Populações especiais
- Idade: A farmacocinética da dextroanfetamina é similar em pacientes pediátricos (idade de 6 a 12 anos) e adolescentes (idade 13 a 17 anos) com TDAH e voluntários adultos sadios. Quaisquer diferenças na cinética observadas após a administração oral resultam das diferenças da dose em mg/kg.
- Sexo: A exposição sistêmica à dextroanfetamina é similar para homens e mulheres recebendo a mesma dose em mg/kg.
- Raça: Não foram conduzidos estudos formais de farmacocinética considerando a raça do indivíduo.
Toxicidade não clínica
- Carcinogênese/Mutagênese e Comprometimento da Fertilidade
Estudos de carcinogenicidade do dimesilato de lisdexanfetamina não foram realizados. Nenhuma evidência de carcinogenicidade foi encontrada em estudos nos quais a d- e a l-anfetamina (proporção de enantiômeros de 1:1) foram administradas a camundongos e ratos na dieta, por 2 anos, em doses de até 30 mg/kg/dia em camundongos machos, 19 mg/kg/dia em camundongos fêmeas e 5 mg/kg/dia em ratos machos e fêmeas.
O dimesilato de lisdexanfetamina não foi clastogênico no teste de micronúcleos de medula óssea de camundongo in vivo e foi negativo quando testado em E.coli e S.typhimurium, componentes do teste de Ames e no teste em linfoma de camundongo L5178Y/TK+- in vitro.
A anfetamina (proporção de enantiômeros dextro e levo de 3:1) não afetou adversamente a fertilidade ou o desenvolvimento embrionário inicial no rato em doses de até 20 mg/kg/dia.
- Toxicologia animal
A administração aguda de doses altas de anfetamina (d- ou d,l-) produziu efeitos neurotóxicos de longa duração, incluindo dano irreversível na fibra nervosa em roedores. A significância destas constatações para humanos é desconhecida.
Contraindicações
Arterioesclerose avançada;
Doença cardiovascular sintomática;
Hipertensão moderada a grave;
Hipertireoidismo;
Hipersensibilidade conhecida ou reação de idiossincrasia a aminas simpatomiméticas;
Glaucoma;
Estados de agitação;
Pacientes com histórico de abuso de drogas;
Durante ou dentro do prazo de 14 dias após a administração de inibidores da monoamina oxidase (podem ocorrer crises hipertensivas) (veja Interações medicamentosas).
Advertências e precauções
O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA.
AS ANFETAMINAS TÊM ALTO POTENCIAL DE ABUSO. A ADMINISTRAÇÃO DE ANFETAMINAS POR PERÍODOS PROLONGADOS PODE LEVAR À DEPENDÊNCIA DO FÁRMACO. ATENÇÃO PARTICULAR DEVE SER DADA À POSSIBILIDADE DE INDIVÍDUOS OBTEREM ANFETAMINAS PARA USO NÃO-TERAPÊUTICO OU DISTRIBUIÇÃO PARA OUTROS, E OS FÁRMACOS DEVEM SER PRESCRITOS OU DISPENSADOS COM CRITÉRIO.
O USO INDEVIDO DE ANFETAMINAS PODE CAUSAR MORTE SÚBITA E EVENTOS ADVERSOS CARDIOVASCULARES GRAVES.
Eventos Cardiovasculares Graves
- Morte súbita e anormalidades estruturais cardíacas pré-existentes ou outros problemas cardíacos graves
Morte súbita, associada ao tratamento com estimulantes do sistema nervoso central em doses usuais, foi relatada em crianças e adolescentes com anormalidades estruturais cardíacas ou outros problemas graves do coração. Embora alguns problemas cardíacos graves isolados levem consigo um risco aumentado de morte súbita, produtos estimulantes em geral não devem ser usados em crianças ou adolescentes com anormalidades cardíacas estruturais graves conhecidas, cardiomiopatia, anormalidades graves do ritmo cardíaco ou outros problemas cardíacos graves que possam aumentar a sua vulnerabilidade para os efeitos simpatomiméticos de fármacos estimulantes (veja Contraindicações).
- Hipertensão e outras condições cardiovasculares
Os medicamentos estimulantes causam um aumento moderado na pressão arterial média (cerca de 2-4 mmHg) e na frequência cardíaca média (cerca de 3-6 bpm) e, individualmente, pode haver aumentos maiores. Embora não seja esperado que as alterações médias isoladas tenham consequências a curto prazo, todos os pacientes devem ser monitorados quanto a alterações maiores na frequência cardíaca e na pressão arterial. Recomenda-se cautela ao tratar pacientes cujas condições médicas subjacentes possam ser comprometidas por aumentos na pressão arterial ou na frequência cardíaca, como por exemplo, naqueles com hipertensão pré-existente, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio recente ou arritmia ventricular (veja Contraindicações).
- Avaliação do estado cardiovascular em pacientes em tratamento com medicamentos estimulantes
As crianças que estão sendo cogitadas para o tratamento com medicamentos estimulantes devem ter histórico e exame físico criteriosos (incluindo avaliação de história familiar de morte súbita ou arritmias ventriculares), para avaliar a presença de doença cardíaca e devem ser submetidas a avaliação cardiológica adicional se os achados sugerirem tal doença (como por exemplo, eletrocardiograma e ecocardiograma). Os pacientes que desenvolvem sintomas tais como dor torácica ao exercício, síncope não explicada ou outros sintomas sugestivos de doença cardíaca durante o tratamento com estimulante devem ser submetidos a avaliação cardíaca imediata.
Eventos adversos psiquiátricos
- Psicose pré-existente
A administração de estimulantes pode exacerbar sintomas de distúrbio do comportamento e transtorno de pensamento em pacientes com transtorno psicótico pré-existente.
- Doença bipolar
Cuidado particular deve ser observado ao usar estimulantes para tratar TDAH em pacientes com transtorno bipolar comórbido, devido à preocupação com a possível indução de episódio misto/maníaco em tais pacientes. Antes de iniciar o tratamento com estimulantes, os pacientes com sintomas de depressão comórbida devem ser selecionados de forma adequada para determinar se estão sob risco de transtorno bipolar. Tal seleção deve incluir histórico psiquiátrico detalhado, incluindo história familiar de suicídio, transtorno bipolar e depressão.
- Aparecimento de sintomas psicóticos ou maníacos novos
Sintomas psicóticos ou maníacos emergentes do tratamento, como alucinações, pensamento delirante ou mania em crianças e adolescentes, sem história anterior de doença psicótica ou mania, podem ser causados por estimulantes em doses usuais. Se tais sintomas ocorrerem, deve-se considerar o papel do estimulante como possível causa e a descontinuação do tratamento pode ser apropriada. Em uma análise agrupada de múltiplos estudos de curto prazo controlados por placebo, tais sintomas ocorreram em cerca de 0,1% dos pacientes tratados com estimulantes (4 pacientes com eventos entre 3482 expostos ao metilfenidato ou à anfetamina por várias semanas na dose usual), comparado com zero em pacientes tratados com placebo.
- Agressão
Comportamento agressivo ou hostilidade são frequentemente observados, em geral, em crianças e adolescentes com TDAH e têm sido relatados em estudos clínicos e pela experiência pós-comercialização de alguns medicamentos indicados para o tratamento de TDAH. Embora não haja evidência sistemática de que os estimulantes causem comportamento agressivo ou hostilidade, os pacientes iniciando o tratamento de TDAH devem ser monitorados quanto ao aparecimento ou agravamento de comportamento agressivo ou hostilidade.
Convulsões
Há alguma evidência clínica que os estimulantes podem diminuir o limiar convulsivo em pacientes com história prévia de convulsões, em pacientes com anormalidade no EEG, mas sem convulsões prévias e, muito raramente, em pacientes sem história de convulsões e sem evidência prévia de anormalidade no EEG. O medicamento deve ser descontinuado na presença de convulsões.
Distúrbios Visuais
Dificuldade de acomodação e visão borrada foram relatadas durante o tratamento com estimulantes.
Tiques
Há relatos de que as anfetaminas exacerbam os tiques motores e fônicos e a síndrome de Tourette. Deste modo, a avaliação clínica para tiques e síndrome de Tourette deve preceder o uso de medicamentos estimulantes.
Interrupção do crescimento em longo prazo
Em um estudo controlado de VENVANSE em crianças com idade de 6 a 12 anos, a média da perda de peso após 4 semanas de tratamento em relação à linha de base foi -0,41 kg, - 0,86 kg e -1,13 kg, respectivamente, para pacientes recebendo 30 mg, 50 mg e 70 mg de VENVANSE em comparação com 0,45 kg de ganho de peso para pacientes recebendo placebo. Doses maiores foram associadas a perda de peso maior com 4 semanas de tratamento. O acompanhamento cuidadoso do peso em crianças com idade de 6 a 12 anos que receberam VENVANSE por 12 meses sugere que crianças medicadas consistentemente (isto é, tratadas 7 dias por semana durante o ano todo) têm uma diminuição da taxa de crescimento, determinada pelo peso corporal e demonstrada por uma mudança média normalizada para idade e sexo em relação a linha de base, em percentil, de - 13,4 durante um ano (as médias dos percentis na linha de base e em 12 meses foram 60,6 e 47,2, respectivamente). O acompanhamento cuidadoso do peso e da altura de crianças com idade entre 7 e 10 anos que foram randomizadas para grupos de tratamento com metilfenidato ou sem medicação por 14 meses, assim como em subgrupos naturalistas de crianças tratadas recentemente com metilfenidato e não tratadas com medicamento por 36 meses (até a idade de 10 a 13 anos), sugere que crianças medicadas consistentemente (isto é, recebendo tratamento 7 dias por semana durante o ano todo) têm uma redução temporária da taxa de crescimento (em média, um total de 2 cm a menos na altura e 2,7 kg a menos no peso em 3 anos), sem evidência de rebote do crescimento durante este período de desenvolvimento. Em um estudo controlado de anfetamina (razão de 3:1 de enantiômero d- para l-) em adolescentes, a média de alteração do peso dentro das 4 semanas iniciais de tratamento em relação à linha de base foi -0,5 kg e -1,3 kg, respectivamente, para pacientes recebendo 10 mg e 20 mg de anfetamina. Doses maiores foram associadas com maior perda de peso dentro das 4 semanas iniciais de tratamento.
Portanto, o crescimento deve ser monitorado durante o tratamento com estimulantes e pode ser necessário interromper o tratamento dos pacientes que não estiverem crescendo ou ganhando peso conforme esperado
Prescrição e dispensação
A menor quantidade possível de anfetamina deve ser prescrita ou dispensada por vez, a fim de minimizar a possibilidade de dose excessiva. VENVANSE deve ser usado com cautela em pacientes que usam outros fármacos simpatomiméticos (veja em INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).
Uso em idosos
VENVANSE não foi estudado na população idosa.
Uso em crianças
VENVANSE é indicado para uso em crianças de 6 a 12 anos de idade com TDAH. VENVANSE não foi estudado em crianças com idade inferior a 6 anos ou em adolescentes. Os efeitos das anfetaminas por tempo prolongado em crianças não foram bem estabelecidos. O uso de anfetaminas não é recomendado para crianças com menos de 3 anos de idade.
Um estudo foi realizado no qual ratos jovens receberam doses de 4, 10 ou 40 mg/kg/dia de dimesilato de lisdexanfetamina do 7° ao 63° dia de idade. Estas doses são aproximadamente 0,3, 0,7 e 3 vezes a dose diária máxima de 70 mg recomendada para seres humanos, considerando mg/m2. Diminuições no consumo alimentar, no ganho de peso corporal e no comprimento craniocaudal relacionadas à dose foram observadas. Após um período de recuperação de 4 semanas sem medicação, o peso e o comprimento craniocaudal apresentaram recuperação significativa nas fêmeas, mas ainda estavam substancialmente reduzidos nos machos. O tempo para abertura da vagina foi retardado nas fêmeas com a maior dose, mas não houve efeito do fármaco sobre a fertilidade quando os animais foram acasalados a partir de 85 dias de idade.
Em um estudo no qual cães jovens receberam dimesilato de lisdexanfetamina por 6 meses a partir da 10ª semana de idade, foi observado peso reduzido em todas as doses testadas (2, 5 e 12 mg/kg/dia, que são aproximadamente 0,5, 1 e 3 vezes a dose diária máxima recomendada para seres humanos, considerando mg/m2). Este efeito foi revertido parcial ou totalmente durante um período de recuperação de 4 semanas sem medicação.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
As anfetaminas podem prejudicar a habilidade do paciente de executar atividades potencialmente arriscadas como operar máquinas e veículos, e, portanto, ele deve ser orientado adequadamente.
Gravidez
Não foram realizados estudos de reprodução em animais com dimesilato de lisdexanfetamina. Foram realizados estudos com o metabólito ativo da lisdexanfetamina, dexanfetamina, isoladamente ou em combinação com a levoanfetamina, conforme observado a seguir.
- Efeitos teratogênicos
Gravidez Categoria C
A anfetamina (proporção de enantiômeros dextro e levo de 3:1) não teve efeitos aparentes no desenvolvimento morfológico ou sobrevivência embriofetal quando administrada por via oral a ratas e coelhas prenhes durante o período de organogênese em doses de até 6 e 16 mg/kg/dia, respectivamente. Malformações fetais e morte foram relatadas em camundongos após a administração parenteral de doses de 50 mg/kg/dia ou maiores de dexanfetamina durante a gestação. A administração destas doses também foi associada com toxicidade materna grave.
Vários estudos em roedores indicam que a exposição à anfetamina (dextro- ou dextro, levo-) antes ou logo após o nascimento, em doses similares àquelas usadas clinicamente, pode resultar em alterações neuroquímicas ou de comportamento a longo prazo. Os efeitos comportamentais relatados incluem déficits de aprendizado e de memória, atividade locomotora alterada e mudanças na função sexual.
Não há estudos adequados e bem-controlados em mulheres grávidas. Houve um relato de deformidade óssea congênita grave, fístula traqueo-esofágica e atresia anal (associação de Vater) em um recém-nascido de uma mulher que tomou sulfato de dextroanfetamina com lovastatina durante o primeiro trimestre da gestação. As anfetaminas somente devem ser usadas durante a gravidez se os potenciais benefícios justificarem o potencial risco para o feto.
- Efeitos não teratogênicos
Bebês nascidos de mães dependentes de anfetaminas têm risco aumentado de parto prematuro e peso baixo ao nascer. Estes bebês também podem experimentar sintomas de abstinência demonstrados por disforia, incluindo agitação e lassitude significante.
- Trabalho de parto e parto
Os efeitos de VENVANSE sobre o trabalho de parto e o parto não são conhecidos em seres humanos.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Amamentação
As anfetaminas são excretadas no leite humano. Mulheres tomando anfetaminas devem ser orientadas a suspender a amamentação.
Abuso e dependência
As anfetaminas têm sido alvo de extenso uso abusivo. Tolerância, dependência psicológica extrema e incapacidade social grave ocorreram. Há relatos de pacientes que aumentaram a dose muito acima dos níveis recomendados. A interrupção abrupta após administração prolongada de dose alta resulta em fadiga extrema e depressão mental; alterações no EEG durante o sono também são observadas. As manifestações de intoxicação crônica com anfetaminas podem incluir dermatose grave, insônia acentuada, irritabilidade, hiperatividade e mudanças de personalidade. A manifestação mais grave de intoxicação crônica é psicose, em geral não diferenciada clinicamente da esquizofrenia.
- Estudos em seres humanos
Em um estudo de potencial de abuso, quando doses orais equivalentes de 100 mg de dimesilato de lisdexanfetamina e 40 mg de sulfato de dexanfetamina de liberação imediata foram administrados em indivíduos com história de abuso de drogas, 100 mg de dimesilato de lisdexanfetamina produziram respostas subjetivas em uma escala de Efeitos de Satisfação da Droga (desfecho primário), que foram significantemente menores que 40 mg de dexanfetamina de liberação imediata. Entretanto, a administração oral de 150 mg de dimesilato de lisdexanfetamina produziu aumentos nas respostas subjetivas positivas nesta escala que não eram estatisticamente distintos das respostas subjetivas positivas produzidas por 40 mg de dexanfetamina oral de liberação imediata e por 200 mg de dietilpropiona (C-IV).
A administração intravenosa de 50 mg de dimesilato de lisdexanfetamina em indivíduos com história de abuso de drogas produziu respostas subjetivas positivas em escalas de mensuração de Satisfação da Droga, Euforia, Efeitos da anfetamina e Efeitos da benzedrina, que foram maiores que para o placebo, mas menores que aquelas produzidas por dose equivalente (20 mg) de dexanfetamina intravenosa.
- Estudos em animais
Em estudos em animais, o dimesilato de lisdexanfetamina produziu efeitos no comportamento qualitativamente similares àqueles do estimulante do SNC dexanfetamina. Em macacos treinados para autoadministrar cocaína, o dimesilato de lisdexanfetamina por via intravenosa manteve a autoadministração a uma taxa estatisticamente menor que a da cocaína, mas maior que a do placebo.
Este medicamento pode causar doping.
Interações medicamentosas
Agentes cujos níveis sanguíneos podem ser impactados por VENVANSE
Guanfacina de liberação prolongada: Em um estudo de interação medicamentosa, a administração concomitante de guanfacina de liberação prolongada (4 mg) em conjunto com VENVANSE (50mg) causou aumento de 19% na da concentração máxima da guanfacina no plasma, enquanto que a exposição (área sob a curva; AUC) foi aumentada em 7%. Não se espera que tais alterações consideradas menores sejam clinicamente significativas. Neste estudo, não foi observado nenhum efeito na exposição à d-anfetamina após a coadministração de guanfacina de liberação prolongada e VENVANSE.
Agentes que diminuem os níveis sanguíneos de anfetaminas
- Agentes acidificantes da urina
Estes agentes (cloreto de amônio, fosfato ácido de sódio, etc.) aumentam a concentração de formas ionizadas da molécula de anfetamina, aumentando, assim, a excreção urinária.
- Tratamento com metenamina
A excreção urinária de anfetaminas é aumentada e a eficácia é reduzida por agentes acidificantes usados na terapia com metenamina.
Agentes que aumentam os níveis sanguíneos de anfetaminas
- Agentes alcalinizantes da urina
Estes agentes (acetazolamida, algumas tiazidas) aumentam a concentração de formas não ionizadas da molécula de anfetamina, diminuindo, assim, a excreção urinária.
- Inibidores da monoamina oxidase
Os antidepressivos IMAO, assim como um metabólito da furazolidona, retardam o metabolismo da anfetamina. Este retardo potencializa as anfetaminas, aumentando seu efeito sobre a liberação de norepinefrina e outras monoaminas das terminações nervosas adrenérgicas. Isto pode causar cefaleias e outros sinais de crise hipertensiva. Uma variedade de efeitos neurológicos tóxicos e hiperpirexia maligna podem ocorrer, algumas vezes com resultados fatais.
Agentes cujos efeitos podem ser reduzidos pelas anfetaminas
- Bloqueadores adrenérgicos
Os bloqueadores adrenérgicos são inibidos pelas anfetaminas.
- Anti-histamínicos
As anfetaminas podem cancelar o efeito sedativo dos anti-histamínicos.
- Anti-hipertensivos
As anfetaminas podem antagonizar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.
- Alcaloides de veratrum
As anfetaminas inibem o efeito hipotensor dos alcalóides de veratrum.
- Etossuximida
As anfetaminas podem retardar a absorção intestinal da etossuximida.
Agentes cujos efeitos podem ser potencializados pelas anfetaminas
- Antidepressivos tricíclicos
As anfetaminas podem aumentar a atividade dos antidepressivos tricíclicos ou agentes simpatomiméticos; dexanfetamina com desipramina ou protriptilina e possivelmente outros tricíclicos, causam aumentos acentuados e prolongados na concentração de dexanfetamina no cérebro; efeitos cardiovasculares podem ser potencializados.
- Meperidina
As anfetaminas potencializam o efeito analgésico da meperidina.
- Fenobarbital
As anfetaminas podem retardar a absorção intestinal de fenobarbital; a administração concomitante de fenobarbital pode produzir uma ação anticonvulsivante sinérgica.
- Fenitoína
As anfetaminas podem retardar a absorção intestinal de fenitoína; a administração concomitante de fenitoína pode produzir uma ação anticonvulsivante sinérgica.
Agentes que podem reduzir os efeitos das anfetaminas
- Clorpromazina
A clorpromazina bloqueia os receptores de dopamina e norepinefrina, inibindo, portanto, os efeitos de estimulação central das anfetaminas e pode ser usada para tratar envenenamento por anfetamina.
- Haloperidol
O haloperidol bloqueia os receptores de dopamina, inibindo, portanto, os efeitos de estimulação central das anfetaminas.
- Carbonato de lítio
Os efeitos anorexígenos e estimulantes das anfetaminas podem ser inibidos pelo carbonato de lítio.
Agentes que podem potencializar os efeitos das anfetaminas
- Norepinefrina
As anfetaminas aumentam o efeito adrenérgico da norepinefrina.
- Superdose de propoxifeno
Em casos de dose excessiva de propoxifeno, o estímulo do SNC pela anfetamina é potencializado e podem ocorrer convulsões fatais.
Interações com exames laboratoriais
As anfetaminas podem causar elevação significativa dos níveis plasmáticos de corticosteroides. Este aumento é máximo no período noturno. A anfetamina pode interferir com as determinações de esteroide na urina.
Interações com Alimentos
VENVANSE pode ser tomado com ou sem alimentos.
Cuidados de armazenamento
VENVANSE deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da luz.
O prazo de validade de VENVANSE cápsulas é de 24 meses após a data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
As cápsulas de VENVANSE são de cores diferentes de acordo com a concentração do princípio ativo:
VENVANSE 30 mg: corpo branco e tampa laranja;
VENVANSE 50 mg: corpo branco e tampa azul;
VENVANSE 70 mg: corpo azul e tampa laranja.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
As anfetaminas não são recomendadas para crianças com menos de 3 anos de idade. VENVANSE não foi estudado em crianças com idade inferior a 6 anos e em adultos com idade superior a 55 anos.
VENVANSE deve ser tomado pela manhã. A ingestão à tarde ou a noite deve ser evitada devido ao potencial para insônia.
VENVANSE pode ser tomado com ou sem alimentos.
As cápsulas de VENVANSE devem ser tomadas inteiras ou podem ser abertas e todo o seu conteúdo dissolvido em um copo com água. A solução deve ser consumida imediatamente e não deve ser guardada. A dose de uma única cápsula não deve ser dividida. O conteúdo total da cápsula deve ser tomado e os pacientes não devem tomar uma quantidade inferior ao conteúdo de uma cápsula por dia.
Quando possível, e sob critério médico, a administração do medicamento deve ser interrompida ocasionalmente para determinar se há recorrência suficiente de sintomas comportamentais para exigir a continuação do tratamento.
Posologia
A dose deve ser individualizada de acordo com a necessidade terapêutica e a resposta do paciente. VENVANSE deve ser administrado na menor dose eficaz.
Em crianças de 6 a 12 anos de idade, que estão iniciando o tratamento pela primeira vez ou substituindo a medicação, a dose recomendada é de 30 mg, uma vez por dia pela manhã. Se, a critério médico, a dose for aumentada acima de 30 mg/dia, a dose diária deve ser ajustada em aumentos de 10 mg ou 20 mg em intervalos aproximados de uma semana. A dose máxima recomendada é de 70 mg/dia. Doses de VENVANSE acima de 70 mg/dia não foram estudadas.
Uso por tempo prolongado
A eficácia do uso de VENVANSE por tempo prolongado, isto é, por mais de quatro semanas, não foi avaliada de forma sistemática em estudos controlados. Portanto, o médico que optar pelo uso de VENVANSE por períodos prolongados deve reavaliar periodicamente a utilidade do medicamento em longo prazo para o paciente individual.
Reações adversas
Experiência de estudos clínicos
O programa de desenvolvimento pré-comercialização de VENVANSE incluiu exposições em um total de 762 participantes de estudos clínicos (348 pacientes pediátricos, 358 pacientes adultos e 56 voluntários sadios adultos). Os 348 pacientes pediátricos (6 a 12 anos de idade) foram avaliados em dois estudos clínicos controlados (um de grupo paralelo e um cruzado), um estudo de extensão aberto e um estudo de farmacologia clínica de dose única. A informação incluída neste item é baseada em dados de estudos clínicos controlados, de grupo paralelo, de 4 semanas de duração, em pacientes pediátricos com TDAH. As reações adversas foram avaliadas pela coleta de eventos adversos, resultados de exames físicos, sinais vitais, pesos, exames laboratoriais e ECGs.
As reações adversas durante a exposição foram obtidas primariamente por investigação geral e registradas pelos investigadores clínicos usando terminologia de sua própria escolha. Consequentemente, não é possível fornecer uma estimativa significativa da proporção de indivíduos que apresentaram reações adversas sem primeiro agrupar os tipos similares de reações em um número menor de categorias de reações padronizadas. Nas tabelas e listas a seguir foi usada a terminologia do MedDRA para classificar as reações adversas relatadas.
As frequências das reações adversas informadas representam a proporção de indivíduos que apresentaram uma reação adversa, emergente do tratamento, do tipo listado, pelo menos uma vez.
- Reações adversas associadas com a descontinuação do tratamento em estudos clínicos
Em estudo controlado pediátrico (6 a 12 anos de idade), 9% (20/218) dos pacientes tratados com VENVANSE interromperam o tratamento devido a reações adversas, em comparação com 1% (1/72) dos que receberam placebo. Os eventos adversos mais frequentes que levaram à interrupção do tratamento e que foram considerados relacionados ao fármaco (isto é, levando à interrupção em pelo menos 1% dos pacientes tratados com VENVANSE e com frequência de pelo menos duas vezes a do placebo), foram os critérios de voltagem do ECG para hipertrofia ventricular, tique, vômito, hiperatividade psicomotora, insônia e erupção cutânea (2/218 cada um; 1%).
- Reações adversas que ocorreram com incidência 2% entre os pacientes tratados com VENVANSE em estudos clínicos
As reações adversas relatadas nos estudos controlados em crianças tratadas com VENVANSE ou placebo são apresentadas na Tabela 1 a seguir. O prescritor deve estar ciente que estes números não podem ser usados para predizer a incidência de reações adversas no curso da prática médica usual, onde as características dos pacientes e outros fatores diferem daqueles que prevaleceram nos estudos clínicos. De forma similar, as frequências citadas não podem ser comparadas com os números obtidos de outras investigações clínicas envolvendo diferentes usos do tratamento e investigadores. Entretanto, os números citados fornecem ao médico prescritor alguma base para estimar a contribuição relativa do fármaco e de fatores não relacionados ao fármaco para a taxa de incidência de reação adversa na população estudada.

Adicionalmente, as seguintes reações adversas foram observadas em pacientes pediátricos utilizando VENVANSE nos estudos clínicos:
Desordens do Sistema Imunológico:
Incomuns (≥ 0,1% e < 1%)
Hipersensibilidade
Desordens metabólicas e de nutrição
Comuns (≥ 1% e < 10%)
Anorexia
Desordens Psiquiátricas
Comuns (≥ 1% e < 10%)
Agitação, agressão, hiperatividade psicomotora
Incomuns (≥ 0,1% e < 1%)
Depressão, disforia e logorréia
Desordens do sistema nervoso
Muito comuns (≥10%)
Cefaléia
Distúrbios visuais
Incomuns (≥ 0,1% e < 1%)
Visão borrada, midríase
Desordens cardíacas
Incomuns (≥ 0,1% e < 1%)
Taquicardia, palpitações
Desordens respiratórias, torácicas e mediastinais
Incomuns (≥ 0,1% e < 1%)
Dispnéia
Desordens gastrintestinais
Incomuns (≥ 0,1% e < 1%)
Diarréia
Desordens gerais e condições no local da administração
Comuns (≥ 1% e < 10%)
Fadiga
Incomuns (≥ 0,1% e < 1%)
Sentir-se nervoso
Investigações
Incomuns (≥ 0,1% e < 1%)
Aumento da pressão arterial
Relatos pós-comercialização
As reações adversas a seguir foram identificadas com o uso de VENVANSE após sua aprovação. Uma vez que estas reações são relatadas voluntariamente de uma população de tamanho indefinido, não é possível estimar de forma confiável a sua freqüência ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao fármaco.
- Distúrbios visuais: diplopia
- Distúrbios hepatobiliares: Hepatite eosinofílica
- Distúrbios do sistema imunológico: reação anafilática
- Distúrbio do sistema nervoso: convulsão, discinesia, inquietação, tremor
- Transtornos psiquiátricos: episódios psicóticos, episódios maníacos, alucinação, ansiedade, euforia, dermatilomania.
- Distúrbio da pele e tecido subcutâneo: síndrome de Stevens-Johnson, angioedema, urticária, hiperidrose.
Reações adversas associadas ao uso de anfetamina:
Cardiovascular
: palpitações, taquicardia, elevação da pressão arterial, morte súbita, infarto do miocárdio. Houve relatos isolados de cardiomiopatia associada ao uso crônico de anfetamina.
Sistema Nervoso Central: episódios psicóticos em doses recomendadas, superestimulação, inquietação, vertigem, insônia, euforia, discinesia, disforia, depressão, tremor, cefaléia, exacerbação de tiques motores e fônicos e síndrome de Tourette, convulsões, acidente vascular cerebral.
Gastrintestinal: boca seca, gosto desagradável, diarreia, constipação, outros transtornos gastrintestinais.
Alérgica: urticária, erupções cutâneas e reações de hipersensibilidade, incluindo angioedema e anafilaxia. Reações graves de pele, incluindo síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica foram relatadas.
Endócrina: impotência, alterações da libido.
Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Superdose
A resposta individual do paciente às anfetaminas varia amplamente. Sintomas de intoxicação podem ocorrer de forma idiossincrásica em doses baixas.
Sintomas
As manifestações de superdose aguda das anfetaminas incluem inquietação, tremor, hiper-reflexia, respiração acelerada, confusão, agressividade, alucinações, estado de pânico, hiperpirexia e rabdomiólise. Fadiga e depressão geralmente seguem-se à estimulação do sistema nervoso central. Efeitos cardiovasculares incluem arritmias, hipertensão ou hipotensão e colapso circulatório. Os sintomas gastrointestinais incluem náusea, vômito, diarreia e cólicas abdominais. Em geral, a intoxicação fatal é precedida por convulsões e coma.
Tratamento
Consultar um Centro de Intoxicação para orientação atualizada e aconselhamento. A conduta na intoxicação aguda por anfetamina é basicamente sintomática e inclui lavagem gástrica, administração de carvão ativado, administração de um catártico e sedação. A experiência com hemodiálise ou diálise peritoneal é insuficiente para permitir qualquer recomendação nesse sentido. A acidificação da urina aumenta a excreção da anfetamina, mas acredita-se que aumente o risco de insuficiência renal aguda se mioglobinúria estiver presente. Se a hipertensão aguda grave complicar a superdose de anfetamina, sugere-se a administração intravenosa de fentolamina. Entretanto, uma queda gradual da pressão arterial geralmente ocorrerá quando for atingida sedação suficiente. A clorpromazina antagoniza os efeitos de estimulação central das anfetaminas e pode ser usada para tratar a intoxicação por anfetamina.
A liberação prolongada de VENVANSE no organismo deve ser considerada ao se tratar pacientes com superdose.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro MS -1.6979.0004
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Atenção: Pode Causar Dependência Física ou Psíquica
Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 13/10/2011

Adicionar um comentário

 
Strict Standards: Declaration of MY_Exceptions::show_404() should be compatible with CI_Exceptions::show_404($page = '', $log_error = true) in /home/farmacoinfo/public_html/br/application/core/MY_Exceptions.php on line 78

A PHP Error was encountered

Severity: Notice

Message: Undefined index: gracias

Filename: blocks/med_comentarios_form.php

Line Number: 16

*